terça-feira, 29 de março de 2016

Ecologia Poética


No livro The Biology of Wonder, o investigador alemão Andreas Weber propõe uma nova abordagem às ciências biológicas que devolve o ser humano ao mundo natural. Segundo este especialista em vida marinha, os sentimentos e as emoções não são supérfluos no estudo dos organismos, mas são a fundação da vida. Com base nesta premissa nasce aquilo a que chama “ecologia poética”, que liga intimamente a nossa espécie a tudo o que nos rodeia. Weber quer mostrar que não há qualquer separação entre nós e o mundo onde vivemos. Numa proposta desafiante de reconciliar a Ciência à emoção, este livro pretende ser o início de uma revolução na Biologia.

segunda-feira, 28 de março de 2016

Nature Rx



Set in the world of a spoofed prescription drug commercial, Nature Rx offers a hearty dose of laughs and the outdoors - two timeless prescriptions for whatever ails you. Side effects may include confidence, authenticity, remembering you have a body, and being in a good mood for no apparent reason. 

Behind the humor and parody of Nature Rx is good science. Research shows that spending more time in nature improves your health, wellbeing, and leads to making better environmental decisions. Find out more...nature-rx

An award winning comedy series, Nature Rx also offers environmentalism a needed dose of fun and satire. Nature Rx is a friendly reminder to us Earthly inhabitants what feels good and what is worth protecting once we take an adventure outdoors.

SYNOPSIS
One lost man, longing for the apocalypse and crippled by modern life, finds an answer... a humorous and obvious solution he was missing all along. Having fun again, feeling sexy with his wife, wild, peaceful and free, this man offers a good time prescription for our busy world. Warning: this prescription may lead to spontaneous euphoria. For euphoria lasting more than 4 hours, check work email and consult your doctor.

domingo, 27 de março de 2016

Há resíduos de pesticidas em quase metade dos alimentos na UE

Os alimentos em que foram encontrados pesticidas incluem frutos, legumes, vinhos e alimentos transformados.

A Autoridade Europeia de Segurança Alimentar anunciou dia 12 de Abril de 2016  que quase metade dos alimentos consumidos na Europa apresentam resíduos de pesticidas, apesar de a maioria estar dentro dos limites legais e provavelmente sem efeitos na saúde.

Com base em análises realizadas em 2013 para controlar a presença de 685 pesticidas em 81 mil amostras de frutos e legumes, alimentos transformados e vinhos, a EFSA (sigla em inglês) concluiu que 45 por cento da alimentação europeia continham resíduos de pesticidas. Apenas 1,5% das amostras “ultrapassavam claramente os limites legais”, afirmou a EFSA.

Em produtos oriundos de países terceiros, o valor sobe para 5,7%, enquanto nos alimentos provenientes de Estados-membros da UE ronda 1,4%. A parte dos produtos que ultrapassam os limites legais relativamente à presença de pesticidas recuou em relação à última avaliação realizada pela EFSA em 2010.

Para a agência, é “improvável que a presença de resíduos de pesticidas nos alimentos tenha efeito, a longo prazo, sobre a saúde dos consumidores”. A curto prazo, o risco para os cidadãos europeus de serem expostos a concentrações nocivas de resíduos através da alimentação também é considerado “fraco”, indicou a EFSA.

A organização não-governamental PAN (Rede Pesticidas Ação Europa) declarou, em comunicado, que “esta afirmação [da EFSA] é claramente errada e não-científica”. A ONG critica a EFSA por a agência não recorrer “a métodos fiáveis para avaliar a toxicidade” dos pesticidas, em particular os efeitos de exposição acumulada e duradoura a estas substâncias. A PAN denunciou ainda que a EFSA trabalha com limites legais demasiado elevados.

A Associação de Protecção das Colheitas (ECPA), que representa a indústria dos pesticidas, congratulou-se com o resultado apresentado no relatório, uma confirmação de que “a alimentação na Europa é segura” e “testemunha os esforços desenvolvidos pelos agricultores e pela indústria” neste sentido.

Resíduos de vários pesticidas foram encontrados em 27,3% das amostras do estudo, em que não são poupados os produtos biológicos, com 15% das amostras analisadas a registarem a presença de resíduos, e 0,8% acima dos limites legais em vigor, de acordo com a EFSA.

Os morangos, os pêssegos, maçãs e alfaces são os alimentos com mais resíduos. Os morangos e as alfaces lideram também na violação dos limites legais com, respectivamente, 2,5% e 2,3% das amostras testadas.

Mais informações e ciberactivismo:

sábado, 26 de março de 2016

Pinguim viaja 3 mil km todos os anos para reencontrar homem que o salvou


Fonte: Animais Sensacionais
Há quatro anos, o aposentado João Pereira de Souza salvou a vida de um pinguim de Magalhães que apareceu na praia da Ilha Grande, Rio de Janeiro, encharcado de óleo. Ele limpou o animal, lhe deu água e comida e tentou fazer com que ele voltasse para o mar. No entanto, o bichinho baptizado de Jinjing, decidiu ficar por ali mais um tempo na companhia do novo amigo.

Desde aquele dia 20 de março de 2011, Jinjing passa cerca de oito meses na companhia de João e apenas durante quatro meses ele viaja de volta para sua terra natal, na Patagónia, Argentina, a cerca de 3 mil quilómetros de distância.

Normalmente, nas viagens mais longas, o pinguim parte em Fevereiro e retorna em Junho.

“Quando ele retorna, sempre parece muito feliz em me ver,” disse o aposentado em entrevista ao The Wall Street Journal.

Quando estão juntos, Jinjing e João fazem caminhadas na praia e nadam diariamente.

sexta-feira, 25 de março de 2016

Documentário- "Colapso - Collapse" (2009) , por Chris Smithe


Documentário (cujo nome original é "COLLAPSE") realizado em 2009 por Chris Smithe no qual entrevista Michael Ruppert sobre assuntos políticos, monetários e religiosos que estão na origem do colapso da atual sociedade moderna.

Michael Ruppert, filho de um piloto veterano de combate da Força Aérea Americana e de uma Agente da CIA, é um ex-polícia de Los Angeles que participou em várias operações secretas da CIA. Tornou-se investigador e aclamado autor de livros pelas suas análises assertivas de vários fenómenos mundiais.

O fim das reservas de petróleo comprometem a continuidade do actual modelo económico forçando ao colapso de indústrias dependentes desta energia e à falência de serviços. Michael Ruppert aborda assuntos importantes tais como o "pico do petróleo", a invasão do Iraque, a escassez de petróleo que já se faz sentir e que coloca em risco toda a actividade industrial mundial ... refere também a possibilidade da existência de uma reserva de petróleo no Árctico, que poderá ter motivado a campanha enganosa do "aquecimento global" por forma a que fossem postas em prática estratégias de alteração climática que visavam derreter grande parte do glaciar, permitindo assim o acesso à referida reserva.

Aborda ainda a inevitável falência da Reserva Federal Americana que provocará o colapso do actual sistema financeiro.

Investigou também mais de 100 suicídios misteriosos, de pessoas que participaram em operações classificadas como secretas. As evidências apontam para assassinatos. Denuncia também os vários esquemas criminosos do sistema financeiro.

Expõe, entre outros assuntos, as ligações da CIA com o tráfego de droga mundial.

Enfrentamos tempos em que urge recuperar o equilíbrio entre crescimento, recursos do planeta, vida animal e com todas as outras formas de vida.

Precisamos de evoluir para um novo paradigma civilizacional. O desafio que a raça humana enfrenta actualmente é: ou evolui ou perece, ou cresce ou morre.

"Ou crescem e amadurecem, mudam as vossas mentes e a forma como pensam ou irão perecer. O amor ao dinheiro tem o potencial de levar a raça humana à extinção."

quinta-feira, 24 de março de 2016

A consciência em animais - "não é mais possível dizer que não sabíamos", diz Philip Low

Fonte: Veja
São Paulo - O neurocientista canadiano Philip Low ganhou destaque no noticiário científico depois de apresentar um projeto em parceria com o físico Stephen Hawking, de 70 anos. Low quer ajudar Hawking, que está completamente paralisado há 40 anos por causa de uma doença degenerativa, a se comunicar com a mente.

Os resultados da pesquisa foram revelados no último sábado (7 de Julho de 2012) em uma conferência em Cambridge. Contudo, o principal objetivo do encontro era outro. Nele, neurocientistas de todo o mundo assinaram um manifesto afirmando que todos os mamíferos, aves e outras criaturas, incluindo polvos, têm consciência. Stephen Hawking estava presente no jantar de assinatura do manifesto como convidado de honra.

Low é pesquisador da Universidade Stanford e do MIT (Massachusetts Institute of Technology), ambos nos Estados Unidos. Ele e mais 25 pesquisadores entendem que as estruturas cerebrais que produzem a consciência em humanos também existem nos animais. "As áreas do cérebro que nos distinguem de outros animais não são as que produzem a consciência", diz Low, que concedeu a seguinte entrevista ao site de VEJA:

Veja.com - Estudos sobre o comportamento animal já afirmam que vários animais possuem certo grau de consciência. O que a neurociência diz a respeito?

Philip Low - Descobrimos que as estruturas que nos distinguem de outros animais, como o córtex cerebral, não são responsáveis pela manifestação da consciência. Resumidamente, se o restante do cérebro é responsável pela consciência e essas estruturas são semelhantes entre seres humanos e outros animais, como mamíferos e pássaros, concluímos que esses animais também possuem consciência.

Veja.com - Quais animais têm consciência? 

P. L. -Sabemos que todos os mamíferos, todos os pássaros e muitas outras criaturas, como o polvo, possuem as estruturas nervosas que produzem a consciência. Isso quer dizer que esses animais sofrem. É uma verdade inconveniente: sempre foi fácil afirmar que animais não têm consciência. Agora, temos um grupo de neurocientistas respeitados que estudam o fenômeno da consciência, o comportamento dos animais, a rede neural, a anatomia e a genética do cérebro. Não é mais possível dizer que não sabíamos.

Amigos não consultem os relógios por Mário Quintana


Amigos não consultem os relógios quando um dia me for de vossas vidas... Porque o tempo é uma invenção da morte: não o conhece a vida - a verdadeira - em que basta um momento de poesia para nos dar a eternidade inteira.

Mais postagens sobre este brilhante poeta no Bioterra

terça-feira, 22 de março de 2016

El árbol más viejo del mundo tiene 9.550 años y aún crece en Suecia

El árbol más viejo del mundo tiene 9.550 años y aún crece en Suecia. Foto: Leif KullmanEl árbol más viejo del mundo tiene 9.550 años y aún crece en Suecia.
Foto: Leif Kullman
El árbol “Old Tijikko” tiene 9.550 años de edad y es conocido como el “abuelo” de las plantas arbóreas. Vive en Suecia, en lo alto de la montaña Fuljället en la provincia de Dalarna, ubicada en el centro del país. El nombre se lo dio el profesor de Geografía Física, Leif Kullman cuando lo descubrió en el año 2004, y lo hizo en honor su fiel amigo canino, un siberiano que lo acompañaba en sus exploraciones.

Gracias a pruebas realizadas con carbono 14 se ha podido determinar la edad del ejemplar que asciende a 9.550 años y continúa vivo, sano y creciendo. Recibe visitas a diarios de decenas de admiradores que se acercan a observar las maravillas de la naturaleza.

En referencia a los orígenes del árbol Kullman explicó “Durante la Edad de Hielo, el nivel del mar era 120 metros más bajo que en la actualidad. Gran parte de lo que hoy conocemos como Mar del Norte, las aguas entre Inglaterra y Noruega, era bosque en aquella época”. Y asegura que los “vientos y las bajas temperaturas convirtieron a Old Tijkko en una especie de bonsái. Los árboles grandes no pueden sobrevivir tantos años”. Así, este antiguo árbol ha sido un pequeño arbusto durante gran parte de su vida, y es el ascenso de temperaturas lo que ha permitido dar un nuevo estirón a su avanzada edad.

La parte más antigua de este ejemplar son sus raíces que se han conservado y regenerado durante 9.550 años, mientras que los poco más de cuatro metros que están a la vista son la parte más joven.

Antes de su descubrimiento se creía que los árboles más viejos del mundo eran los pinos Bristlecone de las Montañas Blancas de California , Estados Unidos de unos 5000 años de edad.
Fonte: LR21

segunda-feira, 21 de março de 2016

Mysterious Deep Sea Creature - Pyrosome


Pyrosomes, género Pyrosoma, são tunicados coloniais de livre flutuação que vivem normalmente nas camadas superiores do oceano em mares quentes, embora alguns possam ser encontrados em profundidades maiores. Pyrosomes são colónias cylindricas- ou forma cónica composta de centenas de milhares de indivíduos, conhecidos como zoóides. As colónias variam em tamanho de menos do que um centímetro a vários metros de comprimento.

domingo, 20 de março de 2016

Ted Talk- Raquel Sussman- "As coisas vivas mais antigas do mundo"


All that lives must die—but some organisms get a little more time on this Earth than others. For nearly a decade, the photographer Rachel Sussman has been traveling around the world, capturing images of the oldest continuously living things in the world, part of an effort to “step outside our quotidian experience of time and start to consider a deeper timescale,” as she put it in a TED talk in 2010. Everything she has photographed for the project is at least 2,000 years old, if not much, much older. That includes something as unimaginably ancient as the Posidonia sea grass meadow, found in protected waters in the Mediterranean Sea, which may be 100,000 years old, and something comparatively younger, like baobab trees found in southern Africa. It is a record of survival, of those organisms—and they’re all plants, lichen or coral, as the oldest animals live less than 200 years—that beat the odds of genetics and simply lasted.

Sussman has a new photo book out that details her project, along with a foreword by the science writer Carl Zimmer. There’s a sense of wonder imbued in these photographs of organisms that seem to be a physical record of time, but there’s also a call to action. Many of these subjects of Sussman’s portraits are under threat from habitat loss or climate change or simple human idiocy. (Sussman has written movingly about the loss of the 3,500 year-old Senator tree in Orlando, destroyed in a fire that was almost certainly set on purpose.) “The oldest living things in the world are a record and celebration of our past, a call to action in the present and a barometer of the future,” Sussman has said—and the images that follow prove her out.

sábado, 19 de março de 2016

Curta-metragem: Carbon Omissions



Officially, UK carbon emissions have been falling for the past decade, but when you count the carbon outsourced to China and other countries, the UK's emissions have actually gone up by around a fifth. In this short animation, Guardian columnist George Monbiot teams up with Leo Murray and green charity PIRC to explain the UK's 'carbon omissions'

More information
Carbon Omissions

sexta-feira, 18 de março de 2016

Jean Jouzel - Il faut laisser les carburants fossiles dans le sol


Jean Jouzel (Janzé, 5 de março de 1947) é um climatologista e glaciologista francês. 

Durante seus estudos Jouzel obteve um grau de professor do ensino médio de química (1967) e um maîtrise em química física (1968). Em 1974 obteve um doutoramento na Universidade Paris-Sul em Orsay, com uma tese sobre as propriedades do deutério e do trítio.  Em 2002 recebeu a Medalha de Ouro CNRS por suas conquistas na investigação de núcleos de gelo.

Jouzel é director de pesquisas do Instituto Pierre Simon Laplace do Commissariat à l’énergie atomique et aux énergies alternatives, onde são investigados processos de mudança global. Desde 1994 Jouzel é membro do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Em 2007 participou em posição de responsabilidade da elaboração do Quarto Relatório de Avaliação do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas. 

 É assim como membro do IPCC e juntamente com Al Gore recebeu o Nobel da Paz 2007.

quinta-feira, 17 de março de 2016

Geopoema, por António Galopim de Carvalho

A new subduction zone forming off the coast of Portugal heralds the beginning of a cycle that will see the Atlantic Ocean close as continental Europe moves closer to America.
Fonte Geology In


Esta notícia refere-se a um artigo publicado online pela revista Geology, em Junho de 2013, Nela se dá conta da descoberta, ao largo da costa de Portugal, de uma possível zona de subducção nas suas primeiríssimas fases de formação. Tal significa que daqui a uns 200 milhões de anos, o Oceano Atlântico poderá vir a desaparecer e que as massas continentais da Eurásia e da Laurência se voltarão a juntar num novo supercontinente. Neste trabalho, assinado por João Duarte, geólogo português a trabalhar na Universidade de Monash, na Austrália, e a sua equipa, juntamente com António Ribeiro e Filipe Rosas, da Universidade de Lisboa, Pedro Terrinha, do Instituto Português do Mar e da Atmosfera, e, ainda, Marc-André Gutcher, da Universidade de Brest (França), são revelados os primeiros indícios de transformação da margem sudoeste ibérica (uma margem passiva, do tipo atlântico) numa margem activa, do tipo pacífico.
Há mais de três décadas, em 1979, no 1º Encontro de Geociências, reunido em Lisboa, António Ribeiro, surpreendeu os presentes, ao apresentar a comunicação a que deu o nome de ”Geopoema”. Numa antevisão notável, este geólogo que, já então, se distinguia entre os seus pares pela excelência do trabalho que produzia, anunciava que o Atlântico iria começar a fechar, que, daqui a uns milhões de anos, engoliríamos os Açores e, que, passados mais um ror deles, a Eurásia cavalgaria a América do Norte, imaginando, em jeito de brincadeira, “a estátua do Marquês do Pombal sobre a estátua da Liberdade”.
Na imagem: Distribuição dos epicentros dos sismos históricos e instrumentais na envolvente da Península Ibérica (in J. Cabral 1993)


Para conhecer mais:

quarta-feira, 16 de março de 2016

Perdoar faz bem à saúde

Perdoar, diz a ciência, faz-nos mais felizes e torna-nos mais saudáveis. E, afinal, não é isso tudo o que queremos?
O perdão, tradicionalmente estudado pela filosofia e um dos tópicos prediletos da teologia, há muito que saltou também para o campo da psicologia e da ciência. E esta defende que perdoar é o melhor remédio.
A forma mais objectiva de definir perdão é como processo mental que elimina ressentimentos ou rancores em relação a outra pessoa ou a nós próprios. Mas talvez a mais poética seja esta que Fred Luskin, o director do Stanford University Forgiveness Project propõe: perdoar é a experiência de poder estar em paz, independentemente do que aconteceu na nossa vida há cinco minutos ou há cinco anos. Perdoar não é esquecer, é viver tranquilamente com o que não se esquecerá.
«Tal como é estudado na psicologia, é um ato de amor e compaixão para com alguém cujo procedimento nos magoou, mas também uma forma de nos libertarmos de sentimentos de vingança e ressentimento, que geram emoções negativas», diz a psicóloga Catarina Rivero.
É também importante, no entanto, perceber aquilo que o perdão não é: não se trata de esquecer ou aceitar as injustiças que nos são dirigidas. «É um processo de olhar para além dos atos e comportamentos dos outros, centrando-nos na importância da nossa libertação emocional, recusando ser prisioneiros de emoções que podem ser destrutivas», continua Rivero.
Expressão chave a reter: emoções que podem ser destrutivas. O rancor é cansativo. Desgastante. Suga força e energia. De tal forma que, no limite, pode pôr-nos doentes, não só psicológica e emocionalmente, mas também fisicamente. A boa notícia é que, na realidade, como a falta de paz e o rancor são provocados por nós – não pelo outro –, não dependemos de ninguém para remediar a situação. «A investigação tem vindo a demonstrar correlações positivas como maior bem-estar subjetivo (geralmente considerada como felicidade), menores níveis de depressão e ansiedade, bem como menor abuso de substâncias, quando se perdoa. Verifica-se ainda uma tendência para maior harmonia ao nível das relações familiares», diz Catarina Rivero.
Impõe-se um parêntesis que contextualize estes e outros estudos sobre o perdão realizados na área da psicologia positiva. Sobretudo, para que nada disto se confunda com algumas crenças desprovidas de bases científicas características da filosofia new age. Na realidade, a psicologia positiva nasce de uma constatação que só peca por tardia: a psicologia há décadas que se dedicava a investigar quem estava deprimido, quem tinha fobias, quem não superava traumas e todas as outras pessoas com as quais alguma coisa não estava bem. No entanto, não sabia nada sobre as pessoas funcionais, aquelas que, apesar dos reveses da vida, estavam mentalmente saudáveis, eram otimistas e conseguiam ser felizes.
Foi o psicólogo Martin Seligman, algures no não muito longínquo ano de 1998, durante a sua presidência da American Psychological Association, que começou a chamar a atenção para esse assunto, perguntando qual o sentido de insistir em centrar a psicologia só no transtorno, na disfuncionalidade, na doença. Assim começou a ganhar expressão novo campo de investigação, a psicologia positiva, que olha para as pessoas não só nas suas limitações e dificuldades, mas também nos seus sucessos: na superação das adversidades, nos recursos de que se valem, nos processos de adaptação positiva que fazem. E adivinhem: temos aprendido muito com isso. Por exemplo, que o perdão pode ser terapêutico.
Um estudo chamado «Perdão e Saúde Física», realizado pela Universidade do Wisconsin, demonstrou que perdoar pode ajudar os indivíduos de meia-idade a evitar doenças cardíacas, outro, levado a cabo na Universidade de Stanford, mostrou que o perdão pode promover também uma diminuição significativa de sintomas como insónias, náuseas, falta de apetite e dores de cabeça e de costas.
Perdoar não é fácil. Talvez porque nas nossas cabeças, o foco do perdão está no outro, não em nós. E repare-se como a lógica subjacente a não perdoar tende a ser tautológica: não perdoamos porque o que foi feito é imperdoável. Mas a realidade é que por detrás da rejeição ao perdão estão muitas vezes crenças poderosas acerca do que ele representa: humilhação, fraqueza, perpetuação da injustiça. Somos levados a pensar que perdoar é abrir a porta a uma nova ofensa, é ser palerma, «bonzinho», ingénuo ou até ter falta de coragem e de determinação. E assim vamos sustentando e alimentando a raiva.

terça-feira, 15 de março de 2016

segunda-feira, 14 de março de 2016

Dalai Lama - a educação do coração


"A minha esperança e desejo é que um dia a educação formal venha a prestar atenção ao que chamo educação do coração. Tal como tomamos como garantida a necessidade de adquirir competência nas matérias académicas fundamentais, tenho esperança que chegará um dia em que poderemos tomar por garantido que as crianças aprenderão, como parte do curriculum, a indispensabilidade de valores interiores: amor, compaixão, justiça e perdão"

- Dalai Lama

domingo, 13 de março de 2016

Vandana Shiva- Fazer a Paz com a Terra (Making Peace With Earth)



Indian eco-activist Vandana Shiva urges a paradigm shift away from the pervasive short-sighted growth model we see failing all around us, and says that "making peace with the earth" is now a "survival imperative."
Vandana Shiva: "You cannot separate the issue of sustainability from the issue of justice from the issue of access to resources and from the issues of peace." (photo: Claudio Testa)

Shiva made the comments in an interview with Salim Rizvi of Free Speech Radio News.

Speaking about current environmental activism in India, she says the grassroots movement "has never been stronger because the crisis is deeper." She adds that rights issues are intertwined. "You cannot separate the issue of sustainability from the issue of justice from the issue of access to resources and from the issues of peace."

Emphasizing the urgency of our times, Shiva says "Making peace with the earth" is now "a survival imperative."

Speaking about the Rio+20 United Nations sustainable development summit in Rio de Janeiro which officially starts today, Shiva says that Rio "was very important 20 years ago," and that India played an important role then. But now India is "playing second fiddle to the United States," which "wants to dismantle Rio."

Shiva says that India's civiliazation is based on "compassion and sharing," and "you cannot sacrifice that very very open generous civiliazation for a short-term growth model that is failing all around us. "

sábado, 12 de março de 2016

The Chameleons - "Home Is Where The Heart Is" (Peel Sessions)



Home Is Where The Heart Is

So here we are waking
Savages shaking
The road that we're taking
We've walked before

And if these times
Should seal our fate
You won't see me
At Heavens gate

Danger is lurking
Evil is working
Yet here we are hiding
Behind our doors

Come out come out
It's time to grow
Enjoy the ride
One more time before you go

According to Hoyle
All cards on the table
What else can you do
When life is unstable

The night's growing colder
The enemy bolder
But as you grow older
You cease to care

But if we run
Or try to hide
And turn our faces
We'll have no hopes
To keep alive

According to Hoyle
All cards on the table
Reactions cool
The world is unstable
According to Hoyle
All cards on the table
What can you do
When life is unstable

So here we are waking
Savages shaking
Here we are hiding
Danger is lurking

sexta-feira, 11 de março de 2016

Acreditar que é possível cuidar do planeta compensa, por João Paulo Soares

Artigo de opinião na revista O Instalador de Março de 2016


Acreditar que é possível cuidar do planeta, compensa from João Soares

Para melhor leitura aconselho que cliquem no símbolo com as duas setas em sentidos opostos ("view fullscreen")

Opia: The Ambiguous Intensity of Eye Contact


opia - n. the ambiguous intensity of looking someone in the eye, which can feel simultaneously invasive and vulnerable--their pupils glittering, bottomless and opaque--as if you were peering through a hole in the door of a house, able to tell that there’s someone standing there, but unable to tell if you’re looking in or looking out.

quinta-feira, 10 de março de 2016

Wake Up Call: End the Nightmare of Consumption


Hidden beneath sleek, space-age screens and shining metal, the true cost of our gadgets lurks unseen… Have you ever felt like we're living through a nightmare of consumption? That you wish you could un-hook yourself and reconnect with a life that is somehow more real and vivid? Then perhaps you're ready to heed Earth's Wake Up Call.

Today we live in a time when there is little to no understanding of how the goods we consume and take for granted came into being. Without this we lack the knowledge to understand the true costs of our consumption, and the power to take action. As a result we have become disconnected from Earth - the origin of our health, wealth and all of the 'things' we depend on.

Wake Up Call takes us on a fast-paced, animated glimpse of the true costs behind some of our most prized possessions - our electronic gadgets. Joining the dots between the stages of extraction, production, consumption and disposal, it reveals that, although our gadgets appear sleek and shiny, their appearance is misleading.

quarta-feira, 9 de março de 2016

Encontros Improváveis- José Tolentino Mendonça e Arcana - The New Light (Full Compilation)


Os amigos
"Esses estranhos que nós amamos
e nos amam
olhamos para eles e são sempre adolescentes, assustados e sós
sem nenhum sentido prático
sem grande noção da ameaça ou da renúncia que sobre a luz incide
descuidados e intensos no seu exagero
de temporalidade pura
Um dia acordamos tristes da sua tristeza pois o fortuito significado dos campos explica por outras palavras
aquilo que tornava os olhos incomparáveis
Mas a impressão maior é a da alegria de uma maneira que nem se consegue e por isso ténue, misteriosa:
talvez seja assim todo o amor."
José Tolentino Mendonça

terça-feira, 8 de março de 2016

António Gedeão- "Poema do Futuro"


Conscientemente escrevo e, consciente, 
medito o meu destino.
No declive do tempo os anos correm, 
deslizam como a água, até que um dia
um possível leitor pega num livro
e lê,
lê displicentemente,
por mero acaso, sem saber porquê.
Lê, e sorri.
Sorri da construção do verso que destoa
no seu diferente ouvido;
sorri dos termos que o poeta usou
onde os fungos do tempo deixaram cheiro a mofo;
e sorri, quase ri, do íntimo sentido,
do latejar antigo
daquele corpo imóvel, exhumado
da vala do poema.
Na História Natural dos sentimentos
tudo se transformou.
O amor tem outras falas,
a dor outras arestas,
a esperança outros disfarces,
a raiva outros esgares.
Estendido sobre a página, exposto e descoberto,
exemplar curioso de um mundo ultrapassado,
é tudo quanto fica,
é tudo quanto resta
de um ser que entre outros seres
vagueou sobre a Terra.
António Gedeão, in 'Poemas Póstumos'

sábado, 5 de março de 2016

CCCP Fedeli alla linea - "Amandoti"

Amarti m'affatica mi svuota dentro
Qualcosa che assomiglia a ridere nel pianto
Amarti m'affatica mi da' malinconia
Che vuoi farci ? la vita
E' la vita, la mia
Amami ancora fallo dolcemente
Un anno un mese un'ora perdutamente
Amarti mi consola le notti bianche
Qualcosa che riempie vecchie storie fumanti
Amarti mi consola mi da' allegria
Che vuoi farci ? la vita
E' la vita, la mia
Amami ancora fallo dolcemente
Un anno un mese un'ora perdutamente
Amami ancora fallo dolcemente
Solo per un'ora perdutamente

sexta-feira, 4 de março de 2016

O Big Bang nunca existiu e o Universo nunca teve começo e nunca terá fim, diz novos cálculos complexos

O nosso Universo, de acordo com as teorias de Einstein, possui cerca de 13,8 bilhões anos de idade e foi formado a partir de um ponto infinitamente pequeno.

Enquanto a maioria das pessoas aceita este modelo, os cientistas ainda não conseguem explicar o que aconteceu dentro deste pequeno ponto ou o que veio antes dele.

Agora, dois físicos propuseram um novo modelo que acredita que o Big Bang, na verdade, nunca aconteceu e que o nosso Universo não tem começo nem fim.

"A matemática e a teoria do Big Bang, em si, se anulam por conta dos infinitos”, disse Saurya Das, professor na Universidade de Lethbridge, no Canadá, em entrevista ao Dailymail. "Em outras palavras, a teoria prevê a sua própria morte. Ela também não explica onde esse estado inicial ocorreu”, completa.

Para ajudar a resolver este problema, os cientistas combinaram teorias da relatividade geral, que descreve as forças em torno de nós através da mecânica quântica, que rege pequenos objetos. Eles começaram com equações criadas pelo físico David Bohm, que na década de 1950 tentou usar a teoria quântica no lugar da equação clássica para descrever o caminho mais curto entre dois pontos em uma superfície curva.

Então, combinando isso com uma equação feita pelo professor Amal Kumar Raychaudhuri, da Presidency University, em Calcutá, Índia, os cientistas descreveram um fluido de pequenas partículas que permeia o espaço. Este fluido é a versão quântica da gravidade, apelidada de gráviton pelo Professor Das e pelo coautor Ahmed Ali Farag, da Universidade de Benha.

Eles mostraram que, diferentemente das trajetórias clássicas - que são caminhos de partículas no futuro ou passado - as partículas quânticas podem nunca se encontrarem. "Podemos analisar que, já que diferentes pontos do Universo na verdade nunca convergiram no passado, não pode haver um começo”, disse o Professor Das. "Durará para sempre. Também não terá um fim. Em outras palavras, não há nenhuma singularidade universal”,completou.

Mas se não houve Big Bang, qual é a origem do nosso Universo? "O Universo poderia ter existido e durado para sempre. Ele poderia ter passado por ciclos, pequenos ou grandes. Ou poderia ter sido criado muito mais cedo”, explicou Das. A teoria pode também vir a explicar a origem da matéria e da energia escura.

"Nós mostramos que um gigante Bose-Einstein de grávitons pode ter se formado muito cedo, ter durado para sempre, representando tanto a matéria quanto a energia escura", disse Das.

No final de 1990, os astrônomos descobriram que a expansão do Universo está acelerando devido a presença de uma energia escura. O modelo tem o potencial para isso, uma vez que o fluido cria força constante para fora, expandindo o espaço.

A massa de gráviton poderia fazer a sua densidade de fluido ter a mesma densidade observada do Universo de matéria escura. "É gratificante notar que tais correções simples podem, potencialmente, resolver tantos problemas de uma só vez", concluiu Das.

Publicado: 11 Fevereiro 2015

quinta-feira, 3 de março de 2016

Encontros Improváveis- Agostinho da Silva e Album Leaf: "Broken Arrow" (live/ao vivo no Primavera Sound Festival 2011)


"O bárbaro hoje está por toda a parte, dentro e fora das fronteiras, é branco, preto, amarelo e de todas as cores intermédias, se infiltra em todos os agrupamentos políticos e pertence a todas as religiões; pode aparecer defendendo qualquer forma de economia; a barbárie, hoje, não se caracteriza nem por uma raça nem por um credo: é uma forma generalizada de comportamento humano. E todas as circunstâncias são de molde a favorecer a sua vitória: uma vitória temporária, mas que pode durar séculos"

- Agostinho da Silva, “Bárbaros à Porta”, As Aproximações [1960], in Textos e Ensaios Filosóficos II.

terça-feira, 1 de março de 2016

12º aniversário do blogue Bioterra

Liam O'Flynn 


Sentimentos - o mundo afogava-se neles, e havia vagas de amor fraterno, cristas altíssimas de confiança humana. Era um logro. Não há grandes sentimentos, há apenas almas grandes. 

Agustina Bessa-Luís  in "Ternos Guerreiros"