segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Lao Tse- Quanto mais armas afiadas se possuem, mais grassa a desordem


De um sábio multimilenar (Lao Tse, no Tao Te King) vêm palavras tremendamente actuais sobre o nosso mundo:

"Quanto mais interdições e proibições existem
mais o povo empobrece.
Quanto mais armas afiadas se possuem,
mais grassa a desordem;
Quanto mais se desenvolve a inteligência produtiva,
mais dela resultam indesejáveis produtos;
quanto mais se multiplicam as leis e ordenações,
maior número há de ladrões e bandidos"...


domingo, 28 de fevereiro de 2016

The Cure- From the Edge of the Deep Green Sea


every time we do this
i fall for her
wave after wave after wave
it's all for her
i know this can't be wrong i say
(and i'll lie to keep her happy)
as long as i know that you know
that today i belong
right here with you
right here with you...

and so we watch the sun come up
from the edge of the deep green sea
and she listens like her head's on fire
like she wants to believe in me
so i try
put your hands in the sky
surrender
remember
we'll be here forever
and we'll never say goodbye...

i've never been so
colourfully-see-through-head before
i've never been so
wonderfully-me-you-want-some-more
and all i want is to keep it like this
you and me alone
a secret kiss
and don't go home
don't go away
don't let this end
please stay
not just for today

never never never never never let me go she says
hole me like this for a hundred thousand million days
but suddenly she slows
and looks down at my breaking face
why do you cry? what did i say?
but it's just rain i smile
brushing my tears away...

i wish i could just stop
i know another moment will break my heart
too many tears
too many times
too many years i've cried over you

how much more can we use it up?
drink it dry?
take this drug?
looking for something forever gone
but something
we will always want?

why why why are you letting me go? she says
i feel you pulling back
i feel you changing shape...
and just as i'm breaking free
she hangs herself in front of me
slips her dress like a flag to the floor
and hands in the sky
surrenders it all...

i whish i could just stop
i know another moment will break my heart
too many tears
too many times
too many years i've cried for you
it's always the same
wake up in the rain
head in pain
hung in shame
a different name
same old game
love in vain
and miles and miles and miles and miles and miles
away from home again...

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

Libetação da chimpanzé Wounda no Congo

 ...é muita genética semelhante e muita história evolutiva comum... 
La difícil labor de rescate y rehabilitación de chimpancés por parte del equipo del Instituto Jane Goodall en la República del Congo brinda a veces el mejor de los premios para todos: poder reintroducir un chimpancé en una selva protegida, devolviéndole la oportunidad que nuestra propia especie le había quitado. Más información en la web del Instituto Jane Goodall España

Todas as Postagens sobre Jane Goodall no Bioterra

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Encontros improváveis: Ana Luísa Amaral e Oregon- "The Silence Of A Candle"


DA COMUM CLARIDADE
Há um saber qualquer
que há-de ser semelhante ao das estrelas
no seu mais fino fio ausente colisão:
é quando as coisas se ampliam, ou se abrem,
ou muito simplesmente
se incendeiam
Estará decerto no amor esse saber,
e por isso talvez do coração
diziam os antigos ser o meio,
o centro do pensar
Talvez assim também
entre a cor da paisagem
e o recordar de cor
um rosto, uma janela quase circular,
um levíssimo gesto antecipado,
pode haver o mais óbvio
comum a universo:
explosão de estrela nova gerando
outras estrelas, ou mesmo
revogando a antiga luz
Mas em tal comprimento de energia
que o átomo foi,
desconcertado,
de encontro ao mais vazio,
tenta reconcertar outro
caminho
de onde: novo saber,
um brilho novo
transversal a tudo
Quanto ao humano,
sublunar na sua imperfeição,
cinde-o a maravilha do cuidar,
e só lhe resta amar –
o que o perfaz, em soma,
igual ao fogo de que é feita
a estrela –
Ana Luísa Amaral, in “E todavia”, Assírio & Alvim, 2015

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Jacques Ellul - é absolutamente necessário reaprender a escolher.

Esquerda e direita dividem-se aparentemente porque a primeira quer "sempre mais para todos" e a segunda "sempre mais para alguns", mas ambas concordam que há que querer "sempre mais" e esse é o verdadeiro problema. Porque querer "sempre mais" é querer sempre mais para o ser humano à custa da Terra e dos demais seres vivos. E isso não é possível, como a crise climática e ambiental mostra. Querer "sempre mais" está a levar a ter "sempre mais" problemas e a ter "sempre menos" biodiversidade e qualidade de vida. Decrescimento económico e austeridade voluntária impõem-se. E isso só é possível por uma R-evolução da consciência, por uma vida menos ávida e mais contemplativa.

Sem espiritualidade (que não é necessariamente religião) a economia e a política serão sempre parte do problema e nunca da solução. “Na verdade, é absolutamente necessário reaprender a escolher. Não entre a direita e a esquerda, entre o governo e a oposição, o que não é uma verdadeira escolha, mas entre os elementos constitutivos da nossa sociedade, da nossa maneira de viver, é necessário aprender o exercício da liberdade a este nível (e não no das lutas eleitorais), sabendo que é uma mentira dizer e uma tolice acreditar que se pode ter tudo, que se pode acumular todas as vantagens, que se pode aumentar todos os salários e trabalhar menos e consumir mais e suprimir o desemprego, etc.

É necessário escolher: e se escolhemos por exemplo a liberdade, esta implica sempre uma menor eficácia, um menor crescimento de consumo, uma redução dos poderes públicos (mesmo que sejam ocupados pela esquerda!), uma autodisciplina e uma certa ascese, uma certa austeridade. A liberdade não é o amolecimento na facilidade, no bem-estar e no consumo” ~ Jacques Ellul (1978), in “Penser globalement, agir localement”, 2007.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Ice Circle Sheyenne River ND





This is an ice circle and it is entirely natural and quite rare. It formed over the weekend on the Sheyenne River about ten miles southwest of Leonard, ND. It is the result of an eddy in the slowly moving river. As the river began to freeze, the eddy froze as a perfect circle. Ice circles are rare because it requires just the right conditions. The river must be at the point of freezing. An eddy must be present. And the current must be slow. If the water is too fast, there is too much turbulence and the eddy is disrupted. If the eddy swirls too slowly, the river just freezes over without the circle.


The movies were made by George Loegering of Casselton, ND.

John Wheeler

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Joanna Macy- As quatro formas de olhar para o mundo

Joanna Macy fala de “quatro formas de olhar para o mundo”, transversais a todas as culturas e tradições, que condicionam o nosso modo de vida, em termos exteriores e interiores: 

1) o mundo como campo de batalha, entre o bem e o mal, a luz e as trevas, ou os capazes e os incapazes, onde nos inscrevemos de forma militante no primeiro dos lados a combater, intelectual, moral e/ou fisicamente, os que estão no outro, os “inimigos”, até à sua conversão ou destruição e vitória final dos “bons”, nós e os “nossos”; 

2) o mundo como armadilha, um lugar mau, seja o próprio corpo, a sociedade ou a natureza, que há que dominar para dele nos libertarmos o mais rápido possível, procurando algo que o transcenda e onde finalmente estejamos bem e em paz; 

3) o mundo como amante, um(a) companheiro(a) vital com o qual dançamos enamorados, numa sedução e encanto mútuos; 

4) o mundo como nós próprios, o que pode surgir do aprofundamento da experiência anterior, sentindo-nos entrelaçados com todos os seres e coisas, numa perfeita harmonia entre a unidade e a multiplicidade.


De qual destas formas de ver e experimentar o mundo nos sentimos realmente mais próximos neste preciso momento? É interessante verificar isso e qual a consequência que está a ter na nossa vida. É interessante ver como isso condiciona também as nossas sociedades e a nossa civilização... Haverá outras formas a acrescentar a estas?

(Joanna Macy, World as Lover, World as Self, 2007)

Obrigado, Paulo Borges

Eco - Cartoon - descalço barefoot

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Reis do Agronegócio - Chico César na Mob Nacional Indígena de 2015- a ouvir, (re)lembrar e partilhar


Quilombolas, indígenas, agricultores familiares e ambientalistas se reuniram em Brasília para reivindicar a retomada da demarcação de terras indígenas e territórios tradicionais. Além de promover uma articulações politica para evitar retrocessos na legislação brasileira, a mobilização colectiva exige uma ordenação fundiária necessária para por fim nos actos de violência contra as populações tradicionais. O evento foi marcado por protestos, um sessão solene no Senado Federal e pela belíssima apresentação de Chico César, que cantou a música “Reis do Agronegócio”, com letra de Carlos Rennó.

“Reis do Agronegócio” (música de Chico César, letra de Carlos Rennó)

Ó donos do agrobiz, ó reis do agronegócio,
Ó produtores de alimentos com veneno,
Vocês que aumentam todo ano sua posse,
E que poluem cada palmo de terreno,
E que possuem cada qual um latifúndio,
E que destratam e destroem o ambiente,
De cada mente de vocês olhei no fundo
E vi o quanto cada um, no fundo, mente.
Vocês desterram povaréus ao léu que erram,
E não empregam tanta gente como pregam.
Vocês não matam nem a fome que há na Terra,
Nem alimentam tanto a gente como alegam.
É o pequeno produtor que nos provê e os
Seus deputados não protegem, como dizem:
Outra mentira de vocês, Pinóquios véios.
Vocês já viram como tá o seu nariz, hem?
Vocês me dizem que o Brasil não desenvolve
Sem o agrebiz feroz, desenvolvimentista.
Mas até hoje na verdade nunca houve
Um desenvolvimento tão destrutivista.
É o que diz aquele que vocês não ouvem,
O cientista, essa voz, a da ciência.
Tampouco a voz da consciência os comove.
Vocês só ouvem algo por conveniência.
Para vocês, que emitem montes de dióxido,
Para vocês, que têm um gênio neurastênico,
Pobre tem mais é que comer com agrotóxico,
Povo tem mais é que comer, se tem transgênico.
É o que acha, é o que disse um certo dia
Miss Motosserrainha do Desmatamento.
Já o que acho é que vocês é que deviam
Diariamente só comer seu “alimento”.
Vocês se elegem e legislam, feito cínicos,
Em causa própria ou de empresa coligada:
O frigo, a múlti de transgene e agentes químicos,
Que bancam cada deputado da bancada.
Até comunista cai no lobby antiecológico
Do ruralista cujo clã é um grande clube.
Inclui até quem é racista e homofóbico.
Vocês abafam mas tá tudo no YouTube.
Vocês que enxotam o que luta por justiça;
Vocês que oprimem quem produz e quem preserva;
Vocês que pilham, assediam e cobiçam
A terra indígena, o quilombo e a reserva;
Vocês que podam e que fodem e que ferram
Quem represente pela frente uma barreira,
Seja o posseiro, o seringueiro ou o sem-terra,
O extrativista, o ambientalista ou a freira.
Vocês que criam, matam cruelmente bois,
Cujas carcaças formam um enorme lixo;
Vocês que exterminam peixes, caracóis,
Sapos e pássaros e abelhas do seu nicho;
E que rebaixam planta, bicho e outros entes,
E acham pobre, preto e índio “tudo” chucro:
Por que dispensam tal desprezo a um vivente?
Por que só prezam e só pensam no seu lucro?
Eu vejo a liberdade dada aos que se põem
Além da lei, na lista do trabalho escravo,
E a anistia concedida aos que destroem
O verde, a vida, sem morrer com um centavo.
Com dor eu vejo cenas de horror tão fortes,
Tal como eu vejo com amor a fonte linda –
E além do monte o pôr-do-sol porque por sorte
Vocês não destruíram o horizonte… Ainda.
Seu avião derrama a chuva de veneno
Na plantação e causa a náusea violenta
E a intoxicação “ne” adultos e pequenos –
Na mãe que contamina o filho que amamenta.
Provoca aborto e suicídio o inseticida,
Mas na mansão o fato não sensibiliza.
Vocês já não ´tão nem aí co´aquelas vidas.
Vejam como é que o Ogrobiz desumaniza…:
Desmata Minas, a Amazônia, Mato Grosso…;
Infecta solo, rio, ar, lençol freático;
Consome, mais do que qualquer outro negócio,
Um quatrilhão de litros d´água, o que é dramático.
Por tanto mal, do qual vocês não se redimem;
Por tal excesso que só leva à escassez –
Por essa seca, essa crise, esse crime,
Não há maiores responsáveis que vocês.
Eu vejo o campo de vocês ficar infértil,
Num tempo um tanto longe ainda, mas não muito;
E eu vejo a terra de vocês restar estéril,
Num tempo cada vez mais perto, e lhes pergunto:
O que será que os seus filhos acharão de
Vocês diante de um legado tão nefasto,
Vocês que fazem das fazendas hoje um grande
Deserto verde só de soja, de cana ou de pasto?
Pelos milhares que ontem foram e amanhã serão
mortos pelo grão-negócio de vocês;
Pelos milhares dessas vítimas de câncer,
De fome e sede, e fogo e bala, e de AVCs;
Saibam vocês, que ganham “cum” negócio desse
Muitos milhões, enquanto perdem sua alma,
Que a mim não faria falta se vocês morressem;
Saibam que não me causaria nenhum trauma.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

(Eco) (Foto) Poema- Rainer Maria Rilke

Yosemite National Park, California
“Se nos rendêssemos à inteligência da terra poderíamos erguer-nos enraizados, como árvores” ~ Rainer Maria Rilke.

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Alternative Models: Christiania, a society in a society. 44 years

"A cidade livre de ‪Christiania‬ é uma região cuja autonomia face ao governo Dinamarquês foi autoproclamada em 1971 e onde se estabeleceram regras de comportamento muito próprias, que tentam resistir ao modelo capitalista, já que o enclave consegue ser economicamente auto-sustentável e autogerido." (mais em Expresso, 28.10.2013)
Part 1


Part 2


It was in 1971, in the heart of Denmark, when it was born officially this alternative model of living in Society. It used to be a military base and its neighborhood about to be abandoned but still safe, that allowed its occupation by a big amount of young people looking for a place to live. Nowadays, Christiania is still, above all, a place of freethinking people, a place of inspiration. But it is also a realistic and humble model, fighting for surviving against western world in Northern Europe... Christiania is every inhabitant, as some of them argue.

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Do trees communicate? Watch this video to find out!

In this real-life model of forest resilience and regeneration,  Suzanne Simard shows that all trees in a forest ecosystem are interconnected, with the largest, oldest, "mother trees" serving as hubs. The underground exchange of nutrients increases the survival of younger trees linked into the network of old trees. Amazingly, we find that in a forest, 1+1 equals more than 2. 

Dr. Suzanne Simard is a professor with the UBC Faculty of Forestry, where she lectures on and researches the role of mycorrhizae and mycorrhizal networks in tree species migrations with climate change disturbance. Networks of mycorrhizal fungal mycelium have recently been discovered by Professor Suzanne Simard and her graduate students to connect the roots of trees and facilitate the sharing of resources in Douglas-fir forests of interior British Columbia, thereby bolstering their resilience against disturbance or stress and facilitating the establishment of new regeneration.

Dr. Simard writes: Mycorrhizal fungi form obligate symbioses with trees, where the tree supplies the fungus with carbohydrate energy in return for water and nutrients the fungal mycelia gather from the soil; mycorrhizal networks form when mycelia connect the roots of two or more plants of the same or different species. Graduate student Kevin Beiler has uncovered the extent and architecture of this network through the use of new molecular tools that can distinguish the DNA of one fungal individual from another, or of one tree's roots from another. He has found that all trees in dry interior Douglas-fir (Pseudotsuga menziesii var. glauca) forests are interconnected, with the largest, oldest trees serving as hubs, much like the hub of a spoked wheel, where younger trees establish within the mycorrhizal network of the old trees. Through careful experimentation, recent graduate Francois Teste determined that survival of these establishing trees was greatly enhanced when they were linked into the network of the old trees.Through the use of stable isotope tracers, he and Amanda Schoonmaker, a recent undergraduate student in Forestry, found that increased survival was associated with belowground transfer of carbon, nitrogen and water from the old trees.

This research provides strong evidence that maintaining forest resilience is dependent on conserving mycorrhizal links, and that removal of hub trees could unravel the network and compromise regenerative capacity of the forests. In wetter, mixed-species interior Douglas-fir forests, graduate student Brendan Twieg also used molecular tools to discover that Douglas-fir and paper birch (Betula papyrifera) trees can be linked together by species-rich mycorrhizal networks. We found that the mycorrhizal network serves as a belowground pathway for transfer of carbon from the nutrient-rich deciduous trees to nearby regenerating Douglas-fir seedlings. Moreover, we found that carbon transfer was enhanced when Douglas-fir seedlings were shaded in mid-summer, providing a subsidy that may be important in Douglas-fir survival and growth, thus helping maintain a mixed forest community during early succession. This is not a one-way subsidy, however; graduate Leanne Philip discovered that Douglas-fir supported their birch neighbours in the spring and fall by sending back some of this carbon when the birch was leafless. This back-and-forth flux of resources according to need may be one process that maintains forest diversity and stability. Mycorrhizal networks may be critical in helping forest ecosystems deal with climate change. Maintaining the biological webs that stabilize forests may help conserve genetic resources for future tree migrations, ensure that forest carbon stocks remain intact on the landscape, and conserve species diversity.

UBC graduate student Marcus Bingham is finding that maintaining mycorrhizal webs may be more important for the regeneration and stability of the dry than wet interior Douglas-fir forests, where resources are more limited and climate change is expected to have greater impacts. Helping the landscape adapt to climate change will require more than keeping existing forests intact, however. Many scientists are concerned that species will need to migrate at a profoundly more rapid rate than they have in the past, and that humans can facilitate this migration by planting tree species adapted to warm climates in new areas. UBC graduate student Brendan Twieg is starting new research to help us understand whether the presence of appropriate mycorrhizal symbionts in foreign soils may limit the success of tree migrations, and if so, to help us design practices that increase our success at facilitating changes in these forests.

Mais leituras

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Música do Bioterra: Trentemøller: Come Undone e Come Undone (feat. Kazu Makino)

Hey, may you come undone, so why
don't you let your hair down?
your voice is my fate
your touch is my text
i only wish to see nothing at all
your master is my mind,
speak so loudly
i only wish i could want
none at all

You, so special, so they told me
so why still lie about yourself?
your voice is my fate
your touch is my text
i only wish to see nothing at all
your master is my mind,
speak so loudly
i only wish i could want
nothing at all
your master is my mind,
speak, so softly
i only know i could want
every time
your master is my mind,
speak so loudly
i only know i could want
every time
Belíssima reinterpretação do tema

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Herberto Helder in "Servidões", 2013

Free-Dum
"Aprendemos então certas astúcias, por exemplo: é preciso apanhar a ocasional distracção das coisas, e desaparecer; fugir para o outro lado, onde elas nem suspeitam da nossa consciência; e apanhá-las quando fecham as pálpebras, um momento rápidas, e rapidamente pô-las sob o nosso senhorio, apanhar as coisas durante a sua fortuita distracção, um interregno, um instante oblíquo, e enriquecer e intoxicar a vida com essas misteriosas coisas roubadas…"

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Encontros Improváveis- José Tolentino Mendonça e Laurie Andersen- "Same time tommorrow"


"Sem lentidão não há paladar. (...) Os nossos estilos de vida parecem irremediavelmente contaminados por uma pressão que não dominamos; não há tempo a perder; queremos alcançar as metas o mais rapidamente que formos capazes; os processos desgastam-nos, as perguntas atrasam-nos, os sentimentos são um puro desperdício: dizem-nos que temos de valorizar resultados, apenas resultados. À conta disso, os ritmos de actividade tornam-se impiedosamente antinaturais." ~José Tolentino Mendonça in A mística do instante

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Música do Bioterra: Brian Eno and John Cale- The River


The River (lyrics)

So deep in the water
Sleep, dark as the night
Somehow it seems it was all another dream
Soon dissolved in the light.
Oh, we were by the waterline.
Vague, the song of the night.
Innocent to all the peasant gods with you,
So, we drink to be renewed.


On the long, deep river
Where the moorhens cry
As the first sun quivers in the open sky,
Oh, she came down the river.
Soon, all the leaves were still.
The current was strong and the river was so long.
So, we drink to be renewed.
In the long cool evening,
Where the peacocks shiver
And the boat starts down the silver river way
I remember you saying,
As her deep eyes opened,
In the first light seeing her,
Here is someone new.

"Ouver" também Brian Eno- By this river

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

To Scale: The Solar System



On a dry lakebed in Nevada, a group of friends build the first scale model of the solar system with complete planetary orbits: a true illustration of our place in the universe.

A film by Wylie Overstreet and Alex Gorosh


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Ted Talk- Donald Hoffman: Do we see reality as it is?


Cognitive scientist Donald Hoffman is trying to answer a big question: Do we experience the world as it really is ... or as we need it to be? In this ever so slightly mind-blowing talk, he ponders how our minds construct reality for us.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

EcoPoema: "Quando Vieres" de Maria Eugénia Cunhal

Este poema está sempre a comover-me. E já o li tantas vezes!..
Picasso

Quando Vieres

Quando vieres
Encontrarás tudo como quando partiste.
A mãe bordará a um canto da sala...
Apenas os cabelos mais brancos
E o olhar mais cansado.
O pai fumará o cigarro depois do jantar
E lerá o jornal.
Quando vieres
Só não encontrarás aquela menina de saias curtas
E cabelos entrançados
Que deixaste um dia.
Mas os meus filhos brincarão nos teus joelhos
Como se te tivessem sempre conhecido.
Quando vieres
nenhum de nós dirá nada
mas a mãe largará o bordado
o pai largará o jornal
as crianças os brinquedos
e abriremos para ti os nossos corações.
Pois quando tu vieres
Não és só tu que vens
É todo um mundo novo que despontará lá fora
Quando vieres.

Maria Eugénia Cunhal (1927 - 2015)

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Encontros improváveis- Nietzsche e Of Monsters And Men - "Wolves Without Teeth"


"...Thus passes the day of the virtuous. And when night comes I guard well against calling sleep. For sleep, who is the master of the virtues, does not want to be called..."
- Nietzsche, Thus Spoke Zarathustra

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

"Os professores perderam o controle total sobre o seu processo de trabalho». Entrevista com a investigadora Kênia Miranda


©Costas Balafas, Greece, 1950s
«... para que o Capital possa avançar em seu projecto de converter a educação em mercadoria e em conformação social, ele necessariamente precisa expropriar o conhecimento daqueles que conduzem o processo educativo. Os professores são os principais alvos, há uma tendência crescente a uma perda progressiva do controle sobre o seu processo de trabalho. (...)»

Ler entrevista na íntegra em Rubra, 17 de Dezembro de 2015