quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Encontros improváveis: Eleni Kairandrou e Fernando Pessoa

Desejo a todos um óptimo ano de 2015! 


Se eu pudesse trincar a terra toda
E sentir-lhe um paladar,
Seria mais feliz um momento ...
Mas eu nem sempre quero ser feliz.
É preciso ser de vez em quando infeliz
Para se poder ser natural...
Nem tudo é dias de sol,
E a chuva, quando falta muito, pede-se.
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade
Naturalmente, como quem não estranha
Que haja montanhas e planícies
E que haja rochedos e erva ...
O que é preciso é ser-se natural e calmo
Na felicidade ou na infelicidade,
Sentir como quem olha,
Pensar como quem anda,
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre,
E que o poente é belo e é bela a noite que fica...
Assim é e assim seja ...
Alberto Caeiro [Fernando Pessoa (1888-1935)]
"Se eu pudesse trincar a terra toda" in «O Guardador de Rebanhos», Poema XXI [1914]

Dito por Pedro Lamares no seu Projeto COiNCIDÊNCIA (2009)
Filme gentilmente disponibilizado no site Beachfront B-Roll
Música: Eleni Kairandrou, "Ulysses' Theme / Litany" in «Ulysses' Gaze. OST» (1994)

Mais textos e crónicas sobre Fernando Pessoa no Bioterra.

segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Um poema do meu filho


"Eu falo de amor,eu falo de paixão,
Expresso na poesia as coisas do coração.
Sou o LS e na rima dos meus versos,
Venho falar das belezas,que existem no universo.

Rap e poesia...Arte em movimento...
Inspiração,de repente,de momento.
Nossa cultura é rica e diversificada
Para dar o meu recado tô chegando na parada.

A vida é bela e viver é bom demais,
Viver intensamente,viver em paz.
Viver em plenitude como o poeta diz,
Viver sem receio,sem medo de ser feliz.

A poesia no rap,o rap na poesia,
Essa união já deu certo e contagia.
Inspiração fluindo dentro do peito,
Mostrando que na arte não pode haver preconceito."

Leandro Soares, 12 anos

domingo, 28 de dezembro de 2014

sábado, 27 de dezembro de 2014

Polifonia Portuguesa- Duarte Lobo


COMO VEJO O MUNDO 
"Nós temos a religião suficiente para nos odiarmos, mas não a que baste para nos amarmos uns aos outros."~ Jonathan Swift

sexta-feira, 26 de dezembro de 2014

Poema da Semana- Não deixes que termine o dia sem teres crescido um pouco

Não deixes que termine o dia sem teres crescido um pouco,
sem teres sido feliz, sem teres aumentado os teus sonhos.
Não te deixes vencer pelo desalento.
Não permitas que alguém retire o direito de te expressares,
que é quase um dever.
Não abandones as ânsias de fazer da tua vida algo extraordinário.
Não deixes de acreditar que as palavras e a poesia podem mudar o mundo.
Aconteça o que acontecer a nossa essência ficará intacta.
Somos seres cheios de paixão.
A vida é deserto e oásis.
Derruba-nos, ensina-nos, converte-nos em protagonistas de nossa própria história.
Ainda que o vento sopre contra, a poderosa obra continua:
tu podes tocar uma estrofe.
Não deixes nunca de sonhar, porque os sonhos tornam o homem livre.


Walt Whitman

quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Feliz 25 de Dezembro- "Istambul" espectáculo ao vivo de Jordi Savall e Hespèrion XXI


Dimitri Cantemir (1673-1723) compôs "O Livro da Ciência da Música", que dedicou ao sultão Ahmed III. 
As músicas otomanas em diálogo com as tradições arménias, gregas e sefarditas.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

Encontros improváveis: Mahdieh Mohammadkhani e Antero de Quental



Nirvana

Viver assim: sem ciúmes, sem saudades,
Sem amor, sem anseios, sem carinhos,
Livre de angústias e felicidades,
Deixando pelo chão rosas e espinhos;

Poder viver em todas as idades;
Poder andar por todos os caminhos;
Indiferente ao bem e às falsidades,
Confundindo chacais e passarinhos;

Passear pela terra, e achar tristonho
Tudo que em torno se vê, nela espalhado;
A vida olhar como através de um sonho;

Chegar onde eu cheguei, subir à altura
Onde agora me encontro - é ter chegado
Aos extremos da Paz e da Ventura!


Antero de Quental, in "Sonetos"

segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

EcoNatal- A História do Racismo e do Escravagismo (BBC)

A "História do Racismo" é um documentário produzido e realizado pela British Broadcasting Corporation (BBC) - que aborda o legado deixado pelo racismo e pelo escravismo ao longo dos séculos -, como parte da comemoração do bicentenário da Lei de Abolição ao Tráfico de Escravos (1807), a BBC 4, dentro da chamada "Abolition Season", exibiu uma série composta por três episódios, independentes entre si, abordando a história e os aspectos do racismo pelo mundo. São eles: "A Cor do Dinheiro", "Impactos Fatais" e "Um Legado Selvagem".

domingo, 14 de dezembro de 2014

Poema da semana: Às vezes, quase sempre, outras vezes, por João Soares

O Anjo - Irene Vilar


Às vezes ou quase sempre ou outras vezes

Às vezes sinto-me sem rosa dos ventos
Outras vezes um farol e âncora dos desprotegidos
dos náufragos de sonhos e delírios
às vezes ou quase sempre um felino
independente com olhar meigo
e de uma sensibilidade de nuvens
Um coração cheio de natureza.


Às vezes sou áspero e rápido
e elétrico puro
da matéria mais indivisível
que o fotão e desespero
e fulmino e queimo a lava que brotou
ainda cheirando a enxofre

Quase sempre adoro morder frutos e bagas
Sorver um rio inteiro
Uma multidão de Paz
Um espaço aberto
de amor incondicional
de abraçar o mundo.
Por João Soares 14 de Dezembro de 2014


segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Compaixão Activa: uma urgência

"Segundo os nossos estudos, a compaixão parece ser um dos ingredientes-chave para a felicidade genuína" - Daniel Goleman 

Ler mais em Research: The Key Ingredient to Genuine Happiness | Daniel Goleman

We would all like to be happier in our personal and professional lives, even those of us who already love what we do, or are content with personal accomplishments. As the year comes to a close, we often become more introspective: what do we want to do more/less of next year? What worked, and what didn’t?

Richard Davidson of The Center for Investigating Healthy Minds is a research pioneer on the benefits of meditation. One positive outcome of meditation that’s piqued his interest is happiness.

Mirabai Bush spoke with Richard for the series Working with Mindfulness: Research and Practice of Mindful Techniques in Organizations. Davidson talked about his research with long-time meditation practitioners. His findings helped him piece together what may be important ingredients for genuine or enduring happiness.

“When we're talking about genuine or enduring happiness, we're not talking about the transient change that you experience when you eat a good meal. Or when you buy a new product, after which you rapidly return to your set point. We're talking about an enduring change that persists across contexts.

Based on our findings, one of the key ingredients seems to be compassion. This is something that His Holiness the Dalai Lama talks about very often. He said one of the best ways to promote one's own happiness is to be kind to others, to be generous. There's good experimental research to support that.

In one study, participants came into the lab in the morning and were given $100 each. They were told to spend the money on themselves.

Another group was given the same amount of money but were told to buy things for other people and give it to them. The only restriction: you can't use any of the money for yourself. At the end of the day, guess which group reported much higher levels of happiness?

The givers.

We see this repeatedly. The evidence is beginning to grow that adopting a stance that is focused on other as opposed to self is something that really helps to promote well-being and happiness.

Another study found that 47% of the time the average American is mind wandering and not paying attention to what they're doing. What are we thinking about? The mind wandering is typically self-focused. And when they are self-focused, they report most of the time that they are in a relatively negative mood. They're not happy.

One of the conclusions from that study is that a wandering mind is an unhappy mind. I think that if we can direct our thoughts toward the well-being of others, it actually will help in promoting a more enduring, genuine kind of happiness.

In the long-term practitioners we studied we noticed that they practiced compassion so much that it becomes an automatic response. They're always focused on the well-being of others and not on themselves.”

sábado, 6 de dezembro de 2014

Seis tipos de plantas funcionam como repelentes naturais de insetos

Citronela
Plantar uma semente, regá-la, introduzir terra e acompanhar seu crescimento. Todas essas são práticas que os amantes de plantas adoram realizar - muitas vezes as encaram até como terapia. No entanto, certas plantas atraem insetos, que podem inibir o próprio crescimento dos vegetais ou trazer transtornos por causa de sua grande concentração e reprodução.
Uma possível solução passa pelo uso de pesticidas e repelentes, se não fosse o fato de que eles são nocivos não só para as plantas, mas para a saúde humana, pois contêm substâncias tóxicas. A melhor opção, mais saudável e ecológica, é criar plantas que repelem insetos em seu jardim, principalmente em locais com grande incidência de insetos. Dê uma olhada:

Lavanda
Além de ser uma planta que pode perfumar ambientes internos, devido ao seu cheiro adocicado, e decorá-los, por causa de sua beleza, a lavanda ajuda a espantar mosquitos;
Citronela

Outro excelente repelente natural contra mosquitos, principalmente os borrachudos e os pernilongos. Caso seja combinada com outras duas plantas repelentes naturais, a erva do gato e a cascata gerânio, o efeito se torna mais potente ainda;

Hortelã
Basta plantar várias em torno do seu jardim que as formigas não vão mais incomodar suas plantas. Aproveite para ver aqui outra forma de se livrar das formigas em casa sem usar pesticidas;

Ajuda a manter baratas, percevejos, pulgas e carrapatos afastados;

Manjericão
O cheiro forte da planta afasta moscas e mosquitos;

Alecrim
Também repele os mosquitos e pode ajudar a manter gatos afastados de locais em que a presença deles seja indesejável, como numa caixa de areia destinada para o lazer de crianças. Basta colocar algumas folhas de alecrim no local - os gatos não gostam do cheiro.

Confira este vídeo (em inglês) sobre as diferentes plantas que repelem os mosquitos.

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Nós cientistas estamos assustados: Estamos indo direto para o matadouro!

Antonio Donato Nobre é um dos melhores cientistas brasileiros, pertence ao grupo do IPCC que mede o aquecimento da Terra e é um especialista em questões amazônicas. É mundialmente conhecido como pesquisador do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais). Excerto do evento de lançamento do relatório “O Futuro Climático da Amazônia” em 30/10/2014.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

Sobre postura, ergonomia, trabalho, estudo e...computadores vs ar livre...

Se é viciado em trabalho.Bem...Então pelo menos faça direito! Vejam até ao fim...

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Escolas que questionam o sistema e dão a cada aluno o seu tempo

Há escolas que não têm manuais, nem aulas expositivas. Em algumas são os alunos que escolhem o que estudar e quando querem ser avaliados. Noutras, as notas não contam mais do que aprender a conhecer-se e a ser feliz.
[Texto completo no Público, 24 de Novembro]

O dia começa com uma roda. De mãos dadas, cantam, saltam à corda, dizem poemas. A professora toca flauta, fala do vento, eles rodopiam. Só depois vão para a aula. A Casa da Floresta Verdes Anos, colégio em Lisboa onde não há computadores nem quadros interactivos, não é a única a seguir uma via menos convencional.

N’Os Aprendizes, em Cascais, além do edifício onde decorrem as aulas, há uma casa, o Reino dos Sentidos, dedicada sobretudo à arte-terapia: não é só para meninos com necessidades educativas especiais, qualquer criança pode ir lá e tentar ultrapassar uma dificuldade através da pintura, música, neuroterapia, entre outras hipóteses.

Estes colégios são privados, mas a Escola da Ponte, Santo Tirso, do pré-escolar ao 3.º ciclo, é pública. Sem aulas expositivas, são os alunos que escolhem as matérias e quando querem ser avaliados.

São três exemplos, entre outros que não encaixam no sistema convencional. Não se vangloriam de serem os melhores nos rankings, mas garantem que as crianças aprendem e trabalham a criatividade, o espírito crítico, a cidadania, a liberdade, a responsabilidade.

“Não acreditamos na avaliação quantitativa, mas qualitativa. O professor olha para cada criança e vê se brinca, se come, se resolve um problema na sala, lá fora, se tem dificuldade a Português, a Matemática. Não há um melhor do que outro”, diz Rita Dacosta, directora da Casa da Floresta, colégio até ao 1.º ciclo que segue a pedagogia Waldorf.


Além desta pedagogia, Os Aprendizes cruza o método High Scope e o Movimento Escola Moderna. À fusão chamaram “Pedagogia do Amor”: “Está na moda falar em sucesso, não em amor. Mas preparar os miúdos para a vida não é só prepará-los tecnicamente. Ser bem sucedido profissionalmente é ser feliz, realizado, trabalhar em algo produtivo, é cada um alcançar o máximo do seu potencial”, diz Sofia Borges, directora deste colégio até ao 2.º ciclo.