domingo, 31 de agosto de 2014

Aumento do consumo mundial de carvão preocupa especialistas

GEORGE FREY/GETTY IMAGES/AFP
O carvão já representa mais de 30% do consumo total de combustíveis a nível mundial, a mais elevada percentagem desde 1970, indica a última edição anual da BP Statistical Review of World Energy.

O responsável da petrolífera lembrou que na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económicos (OCDE), que representa os chamados países desenvolvidos, "as emissões de carbono por unidade de energia caíram em 2013 devido ao peso crescente dos combustíveis não fósseis".

Pelo contrário, nos chamados mercados emergentes - que iniciaram a fase mais intensa do processo de industrialização em 2002 -, "o peso crescente dos combustíveis não fósseis foi compensado pelo aumento do carvão e pelo declínio do gás natural".

Toda a notícia Público de 4/7/14

sábado, 30 de agosto de 2014

48 anos- Mensagem de agradecimento


Venho por meio desta postagem musical agradecer a todos os que se lembraram do meu aniversário. Os que ligaram, os que apareceram e os que enviaram mensagens - muito obrigado!

quinta-feira, 28 de agosto de 2014

Conheça a família alemã que vive há mais de 3 anos completamente sem dinheiro

Fonte: Jornal  Ciência

A família já causou polêmica por ter adotado um estilo de vida diferenciado, chamando a atenção na Europa. A ideia veio do alemão Raphael Fellmer, de 29 anos. Ele propôs um sistema de vida completamente fora dos padrões consumistas da sociedade e sua família aceitou. Eles vivem sem dinheiro e comem apenas alimentos encontrados em sacolas de lixões de supermercados. 


A família, composta por sua esposa e um filho, vive através do sistema de troca, ou seja, a residência alugada é fornecida por um proprietário que, ao invés de receber dinheiro, permite que o valor seja convertido em serviços domésticos como a jardinagem e reparos gerais, visto que eles moram no porão da casa. Eles afirmam que o único dinheiro necessário é para pagar contas como água e luz, impossíveis de negociar com as fornecedoras. 

Raphael comentou ainda que dinheiro só é usado em casos de extrema necessidade, e ele citou apenas um único evento que foi quando sua esposa estava grávida e ele foi obrigado a pagar um plano pré-natal para o acompanhamento da gestação. Ao contrário do que muita gente pensa, ele não tem nenhuma dificuldade financeira, por ter nascido em uma família alemã de classe média alta. 

Formado em Estudos Europeus, Raphael percebeu através de consciência social que existem coisas mais importantes que o dinheiro e é possível viver sem ele. Ele comentou ainda que o dinheiro é, nada mais do que uma invenção do homem e que esse sistema pode entrar em colapso a qualquer momento. Raphael afirma ter adotado esse jeito novo de ver a vida para proteger sua família caso o mundo entre em “fúria” por problemas no sistema financeiro global. 

A ideia original veio após ter feito uma viagem com vários amigos para o México sem gastar nenhum centavo. Eles trocavam mão de obra em serviços gerais de navios para conseguir o transporte, além de pegar caronas em caminhões nas estradas. Quando voltou para a Alemanha, a experiência mudou radicalmente sua vida e o conceito do que é fundamental para a vida humana. 

Os alimentos são sempre colhidos em caçambas de lixo, de preferência orgânicos. Na Alemanha, vários mercados do país vendem vegetais orgânicos e a tendência do consumo é só aumentar. Como as pessoas, geralmente, preferem frutas e legumes sempre de boa aparência, os supermercados acabam jogando fora aqueles com pequenos “machucados”. 

De acordo com dados da Organização de Alimentos e Agricultura das Nações Unidas, mais de 30% de todo o alimento global produzido é jogado fora. Na Europa, o novo estilo de vida está ganhando força e mais adeptos.

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Natural History is Dying, and We Are All the Losers

(artigo do Scientific American muito bom, a ler até ao fim)

A few weeks ago, I came across a new paper in BioScience called “Natural History’s Place in Science and Society” that contained the following graph.
The minimum number of natural history–related courses required for a BS degree in biology in US institutions (the bars; the median is indicated within each bar) and the proportion of introductory biology texts devoted to natural history–related material (the circles, right axis; see the supplemental material). The error bars represent the (positive) standard error of the mean.


On the right axis and indicated by the line surrounded by dots is the proportion of introductory biology texts devoted to natural history since 1935.

The left axis and the bars show the minimum number of natural history-related courses required for a BS degree in biology in US colleges and universities since 1955. The median number is indicated in writing inside the bar. You’ll note that since 1995, the median number of courses has been zero. Zilch. Zip.

In other words, the people society depends on to know the most about life — people with college biology degrees — in nearly all cases have no obligation to learn anything about actual living organisms. To me, this is a shocking dereliction.

My Story

As a child, I had access to something that few children do today: nature. I remember roaming the big yard and woods around our rural Tennessee home solo at four, five, six years old.

That quiet time wandering, listening, and looking among the loblolly pines and playing in the red dirt planted a love in me of nature that didn’t germinate until years later. It wasn’t until late high school, in fact, that I realized I loved biology and wanted to be a biologist (incredibly, in middle school and early high school I thought I wanted to be a lawyer).

But within two years of arriving at college, I knew two things. 1) I loved biology with all my heart. 2) I could never be a biologist. The thought of interminable hours spent in a windowless room staring at tubes of clear liquids and working on one tiny slice of molecular biology to the exclusion of all other intellectual curiosities depressed me beyond belief. I wanted to be a generalist — to study lots of different kinds of things. It got so bad I felt physically ill every time it was time to go into the lab where I was doing my independent research. And yet I had no desire to change my major. I LOVED biology.

In oceanography my freshman year of college, we studied ocean currents, salinity, and the ecology of plankton. We studied vague notions of food webs and nutrient cycling rather than learning what dinoflagellates or copepods were. The chapters on the diversity of life in the ocean? We skipped those. But those were the ones I wanted to read most.

terça-feira, 26 de agosto de 2014

Documentário da Semana- Futuros Antigos: Aprendendo com Ladakh (1993)


"Como podemos aprender sobre soluções ecológicas com uma cultura antiga? 

Mosteiro de Ladakh

Ladakh, ou "Pequeno Tibete", é uma terra deserta belissima nos altos dos Himalaias. É um lugar de poucos recursos e dum clima extremo. No entanto, por mais de mil anos, tem sido o lar duma cultura próspera. Tradições de frugalidade e cooperação, juntamente com um conhecimento local íntimo e específico do meio ambiente, permitiu que os Ladakhis não apenas sobrevivessem, mas prosperassem. Depois, veio o desenvolvimento. Agora em Leh, a capital, encontra-se poluição, divisão, inflação, desemprego, intolerância e ganância. Séculos de equilíbrio ecológico e harmonia social estão sob ameaça devido á modernização. A desagregação da cultura e do ambiente de Ladakh obriga-nos a reexaminar o que realmente entendemos por progresso - não só nas partes do mundo em desenvolvimento, mas também no mundo industrializado. A história de Ladakh ensina-nos sobre as causas dos problemas sociais, ambientais e psicológicos, e fornece orientações valiosas para o nosso próprio futuro."

segunda-feira, 25 de agosto de 2014

Coral Reef Protection Project- "Slow Life"

Slow Life from Daniel Stoupin on Vimeo.


"Slow" marine animals show their secret life under high magnification. Corals and sponges are very mobile creatures, but their motion is only detectable at different time scales compared to ours and requires time lapses to be seen. These animals build coral reefs and play crucial roles in the biosphere, yet we know almost nothing about their daily lives. 

EDIT - answer to a common question: yes, colors are real, no digital enhancement, just white balance correction with curves. When photographers use white light on corals, they simply miss the vast majority of colors. Read more in my blog.

This clip, as well as stock footage, is available in 4k resolution. Make sure you watch it on a large screen! You won't be able to appreciate this clip or see individual cells moving in a sponge on a smartphone. If you have a full-HD screen, when you enter full-screen mode, please press on "view actual size" next to the HD icon to improve sharpness.


Learn more about what you see in my post

sábado, 23 de agosto de 2014

Música do Bioterra: Fausto e Zeca - Não Canto Porque Sonho


Esta Música foi gravada em 1973 em Madrid, para o disco "P'ró Que Der e Vier" , letra de Eugénio de Andrade, acompanhamento em voz de Zeca Afonso- Disco com produção de Adriano Correia de Oliveira.



Não canto porque sonho.
Canto porque és real.
Canto o teu olhar maduro,
teu sorriso puro,
a tua graça animal.

Canto porque sou homem.
Se não cantasse seria
mesmo bicho sadio
embriagado na alegria
da tua vinha sem vinho.

Canto porque o amor apetece.
Porque o feno amadurece
nos teus braços deslumbrados.
Porque o meu corpo estremece
ao vê-los nus e suados.

sexta-feira, 22 de agosto de 2014

Revelado o primeiro mapa global do lixo plástico nos oceanos

"Os peixes de profundidade média do Oceano Pacífico Norte ingerem, anualmente, entre 12 mil a 24 mil toneladas de plástico - o que equivale a 480 milhões de garrafas de plástico de dois litros ou ao peso de 132 baleias azuis." 


Há alguns anos que os cientistas apresentam dados preocupantes sobre a poluição marinha: seja a existência de partículas de plástico em áreas muito remotas do oceano, seja a descoberta de grandes acumulações de lixo. A "Grande Ilha de Lixo do Pacífico" é talvez o fenómeno mais extremo, documentado e conhecido. Mas várias "sopas de plástico" ou praias onde dão à costa toneladas de detritos têm sido alvo de investigação. A situação global dos oceanos do Planeta Terra é que era desconhecida. Até agora.

O estudo "Detritos de plástico em oceano aberto", liderado pelo biólogo marinho espanhol Andrés Cózar, mostra, pela primeira vez, a real distribuição das quantidades de lixo plástico marinho à superfície e foi publicado há menos de um mês na revista de divulgação científica Procedings, da Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos da América.
Concentrações de detritos plásticos em águas superficiais do oceano global.Os círculos coloridos indicam as concentrações de massa (número de detritos de plástico por quilómetro quadrado). As áreas cinzentas indicam as zonas de acumulação previstas por um modelo de circulação da superfície global.O cinza escuro e claro representam zonas de acumulação interna e externa, respectivamente; as áreas brancas são consideradas zonas de não acumulação.
Concentrações de detritos plásticos em águas superficiais do oceano global. Os círculos coloridos indicam as concentrações de massa (número de detritos de plástico por quilómetro quadrado). As áreas cinzentas indicam as zonas de acumulação previstas por um modelo de circulação da superfície global. O cinza escuro e claro representam zonas de acumulação interna e externa, respectivamente; as áreas brancas são consideradas zonas de não acumulação. PNAS-full pdf

Foram identificadas milhões de partículas de plástico que flutuam e se acumulam à volta dos cinco grandes giros existentes nos oceanos mundiais (Atlântico Norte, Atlântico Sul, Oceano Índico, Pacífico Norte e Pacífico Sul), criados por correntes oceânicas circulares, que fazem os detritos ora concentrarem-se no seu centro ora serem expelidos e gravitarem nas zonas adjacentes.

É para estas áreas que convergem dezenas de milhares de toneladas de lixo plástico que se vai degradando e entrando na cadeia alimentar dos seres vivos marinhos, com consequências devastadoras. Estima-se que morram cerca de 1 milhão e quinhentos mil animais (de aves a peixes, tubarões, tartarugas, golfinhos e baleias) todos os anos, devido à ingestão de plástico.

Embora o mapa agora revelado mostre, pela primeira vez, a extensão do problema, os cientistas desconfiam que há muito mais plástico nos mares que aquele que foi identificado, só ainda não perceberam o que lhe acontece e quais as consequências que provoca.

"Não sabemos o que é que este plástico está a fazer. Está em algum lugar, na vida do oceano, nas profundezas, ou dividido em partículas finas indetetáveis por redes", disse Andrés Cózar à revista National Geographic (NG).

Uma das razões adiantadas por este professor na Universidade de Cádis para o facto de ter sido detectada menos concentração de partículas de plástico à superfície que a esperada - tendo em conta que a produção mundial deste material quadruplicou desde os anos 1980 - é que esses detritos minúsculos estejam a ser consumidos por pequenos peixes, que vivem na zona mesopelágica do oceano (entre os 200 e os 1.000 metros de profundidade abaixo da superfície).

Os peixes de profundidade média do Oceano Pacífico Norte ingerem, anualmente, entre 12 mil a 24 mil toneladas de plástico - o que equivale a 480 milhões de garrafas de plástico de dois litros ou ao peso de 132 baleias azuis.

Que efeito tem este plástico na vida marinha de alta profundidade é que talvez nunca se venha a saber, como desabafou Cózar à NG: "Infelizmente a acumulação de plástico no fundo do oceano vai modificar esse ecossistema enigmático antes que possamos realmente conhecê-lo".

Para construir o mapa agora revelado analisaram-se 3.070 amostras de água. Os dados foram recolhidos durante a expedição científica Malaspina 2010 (um projecto do Estado Espanhol que, durante nove meses, circumnavegou os mares do planeta, para estudar os efeitos do aquecimento global nos oceanos e a biodiversidade dos ecossistemas em águas profundas) a que se juntaram informações de outras campanhas que tinham recolhido material nas regiões polares, no Pacífico Sul e no Atlântico Norte.
Fonte: Visão

quinta-feira, 21 de agosto de 2014

Mundo desperdiça 30% dos alimentos produzidos

Mundo desperdiça 30% dos alimentos produzidos, diz FAO. Número considera todos os estágios, incluindo campo, transporte, centrais de abastecimento e supermercados.
Toda a notícia aqui

quarta-feira, 20 de agosto de 2014

Declínio dos índios nos Estados Unidos



Entre 1776 e 1887, os Estados Unidos apreenderam mais de 1,5 biliões de acres de povos nativos da América por um tratado e ordem executiva. A invasão da América mostra como durante esse período foi a regressão dos territórios índios. O mapa conclui com as actuais reservas federais indígenas. 


Between 1776 and 1887, the United States seized over 1.5 billion acres from America's indigenous people by treaty and executive order. The Invasion of America shows how by mapping every treaty and executive order during that period. It concludes with a map of present-day federal Indian reservations.

O mapa interactivo aqui

quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Foto da explosão de Hiroshima

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Foto da explosão de Hiroshima, patente no Hiroshima Peace Memorial Museum. Tirada pelo exercito dos EUA.
Nunca mais
Nunca más
Jamais plus
Never again
أبدا هرگز
אף פעם
کبھی نہیں