quinta-feira, 31 de julho de 2014

Conheça a incrível música que foi encontrada nos anéis de uma árvore


O músico alemão Bartholomäus Traubeck criou um equipamento que traduz os anéis do tronco de uma árvore, em notas de piano, ao tocá-lo  numa plataforma giratória similar à de um gira-discos. 
Years
Confira a música que Traubeck encontrou.

terça-feira, 29 de julho de 2014

Mais a Borboleta

Créditos: Rui Miguel Félix
"O momento e o tempo estão tão ligados como o nosso coração e a nossa alma. Tenho a certeza que todos os dias somos visitados por lembranças do muito que nos pode acontecer, do pouco que sabemos e do pouco tempo que temos para ficar com uma pequena ideia do que tudo isto é." 
Mais a Borboleta, de Miguel Esteves Cardoso

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Só a democracia permite que haja recursos para a próxima geração

Fonte: Publico, 27/06/2014
Se o mundo coubesse num jardim de um hectare, que dentada é que a humanidade já lhe teria dado? E o jardim que sobraria seria capaz de se regenerar e receber os nossos filhos, netos e gerações vindouras? As duas questões são metafóricas, mas os recursos que nos permitem viver são terrivelmente concretos. O solo que nos dá comida, a água que bebermos, o ar que respirarmos, tudo tem um fim e nós podemos acelerá-lo. Por isso, uma equipa de investigadores quis perceber qual a disposição das pessoas para avaliarem os recursos que existem e deixarem o suficiente geração após geração. Segundo o trabalho, a maioria está pronta a sacrificar recursos para si em prol do futuro. Mas para que isso acontecesse foi necessário aplicar a votação, conclui um artigo científico publicado na quinta-feira na revista Nature com o título invulgarmente simples e poético “Cooperar com o futuro”.
"A observação surpreendente é que, apesar de haver uma minoria de pessoas que não quer cooperar, a maioria vota altruisticamente”, explica Martin Nowak num comunicado da Universidade de Harvard, Estados Unidos. O investigador é um dos líderes da equipa que conta ainda com cientistas da Universidade de Yale, em New Haven, EUA. “Essas pessoas não estão a votar para maximizar os seus próprios benefícios, e é isso que permite cooperar com o futuro.” Esta demonstração está de acordo com estudos recentes em que se mostra que as pessoas são, em geral, altruístas, contrariando a ideia prévia de que os humanos são racionais e egoístas nas suas escolhas, principalmente quando os sacrifícios de hoje só beneficiam as gerações futuras. 

domingo, 27 de julho de 2014

Poema da Semana - "Um dia", por Sophia de Mello Breyner Andresen


Um dia

Um dia, mortos, gastos, voltaremos
A viver livres como os animais
E mesmo tão cansados floriremos
Irmãos vivos do mar e dos pinhais

O vento levará os mil cansaços
Dos gestos agitados, irreais
E há-de voltar aos nossos membros lassos
A leve rapidez dos animais.

Só então poderemos caminhar
Através do mistério que se embala
No verde dos pinhais, na voz do mar,
E em nós germinará a sua fala.

~ Sophia de Mello Breyner Andresen, Texto extraído do livro "Poemas escolhidos - Sophia de Mello Breyner Andresen", Cia. das Letras - São Paulo, 2004

sábado, 26 de julho de 2014

Fall Apart- versão melancolicamente graciosa

IKON - Fall Apart (Death in June cover)

"A ética é a estética de dentro."~ Pierre Reverdy

sexta-feira, 25 de julho de 2014

A ilusão óptica da nossa consciência, por Einstein


Um ser humano é parte do todo por nós chamado “universo”, uma parte limitada no tempo e no espaço. Nós experimentamo-nos, aos nossos pensamentos e sentimentos, como algo separado do resto – uma espécie de ilusão óptica da nossa consciência. Esta ilusão é uma espécie de prisão para nós, restringindo-nos aos nossos desejos pessoais e ao afecto por algumas pessoas que nos são mais próximas. A nossa tarefa deve ser a de nos libertarmos desta prisão ampliando o nosso círculo de compreensão e de compaixão de modo a que abranja todas as criaturas vivas e o todo da Natureza na sua beleza” - Einstein, The Expanded Quotable Einstein, Princeton University Press, 2000, p.316

quinta-feira, 24 de julho de 2014

A Agricultura Biológica - a afirmação de um Movimento de reaproximação da Natureza

Perspetiva histórica
A Agricultura Biológica é o modo ancestral de exploração agrícola, mas apenas surgiu como movimento em meados do século XX como reação ao recurso cada vez mais frequente na prática agrícola a químicos de síntese. O uso destes químicos começou com a revolução industrial (séculos XVIII e XIX) mas sofreu um grande impulso no pós-II Guerra Mundial quando os produtos de síntese utilizados no fabrico de munições e na luta química foram transformados em fertilizantes e inseticidas poderosos.

Estes desenvolvimentos conduziram à vulgarização do uso dos fertilizantes e dos pesticidas na agricultura, a par da generalização da irrigação a grande-escala. Foi em resposta estas alterações das práticas tradicionais que surgiu a Agricultura Biológica cujo objetivo é restaurar o equilíbrio perdido como resultado do rápido desenvolvimento tecnológico, que teve custos ambientais.
Em contraste com os métodos agrícolas mais modernos, a Agricultura Biológica apresenta-se uma alternativa “naturalista” que se baseia no uso da rotação de culturas, de estrume e composto como adubo e do recurso a métodos biológicos, culturais e físicos de controlo de pragas, rejeitando o recurso a químicos de síntese com efeitos nocivos para o Ambiente.
A notoriedade da Agricultura Biológica foi crescendo timidamente nas décadas que se seguiram aos seu aparecimento, tendo em 1972 sido fundada a Federação Internacional dos Movimentos de Agricultura Biológica (International Federation of Organix Agriculture Movements – IFOAM) que foi a responsável pela criação dos padrões pelos quais se regem as práticas de Agricultura Biológica a nível mundial.
Mas foi a partir da década de 1990 que a Agricultura Biológica começou a ganhar mais notoriedade, acompanhando a crescente consciencialização da sociedade no que diz respeito aos impactos da Agricultura convencional no Ambiente, e simultaneamente o crescente desejo de uma reaproximação da Natureza, que conduziu ao aumento da procura de produtos mais “naturais”.
A atualidade em números
a) A Agricultura Biológica no mundo
Segundo dados do Research Institute of Organic Agriculture e da International Federation Organic Movements (FiBL e IFOAM) relativos a 2010, a área mundial de cultivos de Agricultura Biológica é de 37 milhões de hectares - mais do triplo do registado em 1999, e que corresponde a um total de 1,6 milhões de produtores.
Do total global, 12,1 milhões de hectares (32,8%) localizam-se na Oceânia, 10 milhões de hectares (27,0%) na Europa, 8,4 milhões de hectares (22,7%) na América Latina, 2,8 milhões de hectares (7,5%) na Ásia, 2,7 Milhões de hectares (7,2%) na América do Norte e 1,1 milhões de hectares (2,9%) em África.
A nível local, a Austrália é o país com maior área de cultivos dedicados à Agricultura Biológica (12 milhões de hectares), seguida da Argentina (4,18 milhões de hectares) e dos Estados Unidos (1,95 milhões de hectares).
Globalmente, a área em que se pratica Agricultura Biológica representa 0,9% da área de cultivos agrícolas global, mas nem todas as regiões contribuem da mesma maneira, com a Oceânia a ser o território continental que mais se destaca, onde 2,9% das terras agrícolas são alvo de Agricultura Biológica, seguida da Europa (2,1%) e da América Latina (1,4%), encontrando-se a África (0,1%) e a Ásia (0,2% no extremo oposto).
No que diz respeito aos países/territórios, aquele que mais se destaca no que diz respeito à representatividade da SAU (proporção da Superfície Agrícola Útil – SAU) de Agricultura Biológica relativamente à SAU global, é o das Ilhas Malvinas (35,9%), seguido do Liechtenstein (27,3%) e da Áustria (19,7%). 

quarta-feira, 23 de julho de 2014

20 das criaturas mais velhas da Terra e que estão prestes a desaparecer (com FOTOS)

Rachel Sussman é uma fotógrafa de Brooklyn que percorre o mundo à procura dos mais velhos organismos vivos do planeta, alguns com mais de 2.000 anos. O objectivo é fotografar estes organismos antes que desapareçam da face da terra.
As fotografias de Sussman estão compiladas em livro – The Oldest Living Things in the World– e pode-se observar árvores, líquenes, musgos e outras plantas estranhas que raramente são vistas. Estas formas de vida milenares foram encontradas em locais isolados como a Antárctida, Gronelândia, Namíbia e o deserto de Atacama, no Chile, onde Sussman encontrou um organismo com 3.000 chamado La Yareta, uma espécie de bolbo gigante verde.
Para o projecto fotográfico, Sussman colaborou com uma equipa de biólogos que a ajudaram a identificar os organismos. A fotógrafa começou a sua investigação visual num “ano zero”, fotografando o passado no presente, refere o Inhabitat.
Na Gronelândia, por exemplo, a fotógrafa encontrou líquenes que apenas crescem um centímetro por século. Na Austrália fotografou estromatólitos, organismos pré-históricos ligados à oxigenação das plantas e aos primórdios da vida na Terra. O seu trabalho é uma revelação perspicaz que retrata a história do planeta através de algumas das formas de vida mais antigas, antes que desapareçam.

terça-feira, 22 de julho de 2014

Encontros Improváveis: Miguel Torga e Jan Garbarek


Este mundo não presta, venha outro. 
Já por tempo de mais aqui andamos 
A fingir de razões suficientes. 
Sejamos cães do cão: sabemos tudo 
De morder os mais fracos, se mandamos, 
E de lamber as mãos, se dependentes. 

*José Saramago, in "Os Poemas Possíveis"

(sugestão de Manuela Freitas)

segunda-feira, 21 de julho de 2014

Jardim Botânico da Universidade de Coimbra- o filme!

Jardim Botânico da Universidade de Coimbra from Terra Líquida Filmes on Vimeo.

Um filme de Terra Líquida Filmes.
Imagem: Luís Coimbra
Edição: Pedro Miguel Ferreira
Produção: Fábio Jorge
Realização: Ricardo Espírito Santo
Músicas: Olafur Arnolds "Allt Varð Hljótt" e Rodrigo Leão "A praia do norte"

domingo, 20 de julho de 2014

ENTREVISTA Mohan Munasinghe: “Os ricos do mundo estão a consumir mais do que um planeta Terra”

Era o vice-presidente do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas das Nações Unidas quando este organismo partilhou o Prémio Nobel da Paz de 2007 com o ex-vice-Presidente norte-americano Al Gore. Sete anos depois, o efeito do prémio começa a perder-se, mas o especialista diz ter “coisas novas para dizer”. 

Foi convidado do II Congresso Mundial de História do Ambiente, que termina em Guimarães esta segunda-feira, e alertou para os paralelismos entre a conjuntura global actual e as situações críticas por que passaram as grandes civilizações da história antes do seu desaparecimento. Natural do Sri Lanka, Mohan Munasinghe é físico de formação.

Veio a Portugal para uma conferência sobre o papel da História num futuro sustentável. O que podemos aprender com o passado?
Hoje os problemas sentem-se a uma escala global, quando antes estavam talvez a uma escala de um país ou de uma cidade. Os problemas que enfrentamos são mais complexos, mas a História é importante para guiar o nosso caminho para um desenvolvimento sustentável. Se olharmos para a ascensão e queda das civilizações no passado há sempre três factores críticos: a forma como a sociedade está organizada, a forma como a prosperidade é criada e partilhada e o ambiente que suporta todas as actividades sociais e económicas. Chamo-lhe o triângulo do desenvolvimento sustentável. As sociedades que floresceram são capazes de usar os recursos eficientemente e de uma forma sustentável e entram em colapso, habitualmente, por causa do consumo e do uso excessivo de um ou mais recursos.

E nós estamos num momento de consumo excessivo?
Do ponto de vista dos recursos naturais, estamos, enquanto espécie humana, a consumir excessivamente, já não a um nível regional, mas globalmente. O segundo factor desta equação é social: a ascensão das civilizações acontece em momentos de maior equidade e esforço partilhado na sua construção. O declínio, habitualmente, começa com o crescimento das iniquidades, com as elites a desfrutarem de um nível de vida muito mais alto do que o das massas. Hoje há paralelos preocupantes e as iniquidades estão a crescer.

Essas desigualdades reflectem-se no consumo de recursos?
Estamos a usar uma vez e meia a capacidade do planeta Terra. E em breve será duas vezes. Cerca de 85% dos recursos são consumidos pelos 20% mais ricos da população mundial. O resto dos 80% das pessoas está a consumir uma percentagem muito reduzida. Isto significa que os ricos do mundo estão a consumir mais do que um planeta Terra. A questão que se coloca é: onde estão os recursos para alimentar os pobres?

Esta é uma aprendizagem que os governos estejam prontos para fazer?
A minha experiência com governos é muito decepcionante. Provavelmente, não poderemos esperar que a mudança venha dos líderes. Em todas as grandes conferências mundiais, encontro após encontro, os líderes prometem isto e aquilo, mas nada está a ser feito, na prática. No entanto, se conseguirmos uma coligação da sociedade civil, dos líderes de comunidade, do sector empresarial, trabalhando com os governos, talvez possamos beneficiar das lições da História e colocar-nos no caminho da sustentabilidade.

Na Europa, a crise económica parece ter deixado estas questões num segundo plano. Esperava que isso acontecesse?
O papel da Europa é muito importante, porque esta desenvolveu um modelo policêntrico, que considero ser fundamental adoptar para resolver os desequilíbrios que o mundo enfrenta. Na União Europeia, existem grandes países como Alemanha, França e Reino Unido, mas há espaço para todos terem uma voz. A Europa pode ser a força mediadora entre os Estados Unidos e os BRIC [Brasil, Rússia, Índia e China], de modo a fazer surgir um sistema político sustentável, que o seja também em termos ambientais, sociais e económicos.

A Europa ainda é policêntrica depois do que vimos acontecer durante a crise?
O que a crise financeira nos tem mostrado é que uma pequena plutocracia – os poderes financeiros – seguiram más políticas e ficaram à espera de que os contribuintes os resgatassem, o que tornou alguns países, como Portugal, Espanha e Grécia, economicamente frágeis. Mas em termos nacionais e políticos, a Europa é policêntrica, o que existe é uma concentração do poder pelas elites financeiras. Desse ponto de vista, a União Europeia está numa situação muito melhor do que os EUA.

Mohan Munasinghe é físico de formação. Fonte: Público


Que papel pode um país pequeno como Portugal desempenhar?
Pode insistir nos seus direitos, não aceitar ser atacado pelos países de maior dimensão. Com a história e cultura que tem, com grande respeito pelo ambiente, pode ser restaurada uma economia saudável. Através do exemplo, com o contributo das universidades e de outras organizações, Portugal pode demonstrar ao mundo o que pode ser um caminho mais sustentável para o futuro.

Esteve na Cimeira de 1992 no Rio e na Rio+20 de 2012, que foi vista por muitos especialistas como uma oportunidade perdida. O que mudou no mundo nos últimos 20 anos que possam explicar os resultados limitados desta última conferência?
Antes disso, tinha participado na conferência de Estocolmo, em 1972, e esse era um tempo de grande esperança. A preocupação com o ambiente e a sustentabilidade estava a crescer e, entre 1972 e 1992, havia um caminho ascendente de esperança. Por isso, em 1992 tivemos a Agenda 21 e a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre as Alterações Climáticas. Mas, desde então, as pessoas começaram a ir no caminho contrário. No início do século XXI, surgem os Objectivos de Desenvolvimentos do Milénio, que eram muito menos ambiciosos do que o que traçámos em 1992. E mesmo esses oito objectivos eram muito limitados e não foram atingidos. Ou seja, reduzimos o alvo e mesmo assim não estamos a atingi-lo. O Rio+20 devia ter respondido a isto, mas só conseguimos que toda gente reconhecesse quais eram os problemas.

Depois faltaram as acções?
Os líderes que conseguiram comprometer-se com acções falharam de forma miserável. Temos uma lista de problemas, uma lista de potenciais soluções, mas as acções foram diferidas. Agora, fala-se na Agenda para o Desenvolvimento pós-2015, que é suposto produzir um plano de acção, mas é mais uma vez uma lista muito limitada.

O mundo vai precisar de uma nova grande conferência sobre esta matéria?
Neste momento, uma nova conferência não trará grande ajuda, porque atingimos um estádio de fadiga, particularmente entre os líderes mundiais. Defendo algo diferente: dar poder às pessoas. Dizer-lhes: quando sair desta sala, desligue a luz, plante uma árvore, coma menos carne. Toda a gente pode fazer alguma coisa. Não temos de esperar que o primeiro-ministro ou o Presidente nos digam o que fazer.

Propõe que se mude a escala de actuação?
Exactamente, passar para o nível intermédio de governação. Para os líderes, os problemas são demasiado grandes para assumirem o risco, mas a nível intermédio, estamos mais próximos dos problemas. E é aqui que temos que actuar.

Isso será suficiente?
Estamos no extremo de um precipício: ou podemos afastar-nos e sobreviver ou podemos cair pelo precipício. Para não cairmos no precipício, temos de trabalhar depressa. E não estou certo de que a minha proposta venha a dar resultados suficientemente rápidos.

Passaram sete anos desde o prémio Nobel da Paz. Sente que o efeito do prémio se perdeu?
O prémio dá-nos uma plataforma, mas tem um ciclo de vida muito curto. Pessoalmente, não dependo tanto dele, porque já tinha uma voz antes do prémio, mas o Nobel ajudou a incrementar o meu perfil a nível global.

Em termos mediáticos, foi bom ou mau partilhar o Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (IPCC, na sigla em inglês) das Nações Unidas partilhar o prémio com Al Gore [ex-vice-Presidente dos EUA]?
Penso que foi muito bom. O que foi escrito na altura pela Academia Sueca é que o prémio foi entregue pela identificação de factos científicos e disseminação. Eu ajudei com a parte científica, a contribuição de Al Gore foi mais a disseminação. Ambos são importantes.

Criou o Instituto Munasinghe para o Desenvolvimento, no Sri Lanka, em 2011. Com que objectivo?
Somos um instituto muito pequeno, mas temos três áreas de acção: Damos bolsas a estudantes para estudos em áreas relacionadas como a sustentabilidade; temos programas de formação para o público em geral em vários países; e temos alguns trabalhos de investigação. Os três estão muito centrados em áreas como agricultura, energia ou recursos hídricos.

Que papel é que a educação pode desempenhar neste caminho para uma sociedade mais sustentável?
As universidades estão a formar os líderes do futuro e o problema hoje é que a sociedade tem os valores errados. Devido ao progresso científico, sentimos que podemos ignorar muitos dos constrangimentos que se nos colocam enquanto sociedade. Precisamos de um novo sistema de valores para a sustentabilidade, que tem que ser ensinado na universidade à nova geração de líderes. Mas também precisamos que isto chegue às escolas, desde crianças. Os exemplos que temos para as crianças verem são todos maus: a nossa geração ensinou-os a pedir emprestado, a enganar, a ter sucesso a qualquer custo.

Precisamos de uma geração para essa mudança?
Vamos precisar pelo menos de meia geração. O único aspecto positivo que encontro é que os mais jovens perceberam que estão a herdar um mundo arriscado, eles sabem que têm que fazer algumas mudanças muito depressa.

Mais informações
Mohan Munasinghe (Página Oficial) 
Wikipedia (Biografia)

sábado, 19 de julho de 2014

PENEDA GERÊS- olhar com o coração


“Há sítios do mundo que são como certas existências humanas: tudo se conjuga para que nada falte à sua grandeza e perfeição. Este Gerês é um deles." 
Miguel Torga In "Diário VII"

quinta-feira, 17 de julho de 2014

Sobre o dinheiro

By Wild Drawing, Athens, Greece
"O dinheiro é uma felicidade humana abstracta; por isso aquele que já não é capaz de apreciar a verdadeira felicidade humana, dedica-se completamente a ele."- Arthur Schopenhauer

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Legumes em formato "mini" podem chegar em breve aos telhados de Lisboa



Produzir legumes biológicos com o menor impacto possível no meio ambiente é o projeto do designer industrial João Rodrigues, que propõe instalar micro-estufas nos telhados de Lisboa. Os produtos serão para consumo dos habitantes do próprio prédio. 

sexta-feira, 11 de julho de 2014

Costa de Portugal emagrece para engordar os ricos.


TODOS TEMEM FENÓMENO QUE ESTÁ A DEVORAR A COSTA PORTUGUESA, MAS POUCOS SABEM AS VERDADEIRAS CAUSAS DESTE FENÓMENO. As causas são a construção gananciosa de barragens muitas delas apenas com a intenção de enriquecer lobies tipo a EDP, as construtoras e as empresas de extracção de areia.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

Pode ter sido descoberto o maior reservatório de água do mundo

PÚBLICO 13/06/2014 - 20:01


Estudo publicado após descoberta de mineral que confirmou haver muita água no interior da Terra.
O planeta poderá ter mais água do que vemos à superfície AFP
Um reservatório de água três vezes maior do que o volume de todos os oceanos do mundo terá sido descoberto debaixo dos Estados Unidos, segundo um estudo publicado nesta sexta-feira na revista Science. Apesar de não estar na tradicional forma líquida, foram encontrados poços de magma a cerca de 600 quilómetros de profundidade, o que poderá indicar a presença de água. A descoberta feita por uma equipa liderada pelo geofísico Steve Jacobsen, da Universidade de Northwestern, e pelo sismólogo Brandon Schmandt, da Universidade do Novo México, sugere que a água existente à superfície da Terra pode ter chegado a uma grande profundidade através das placas tectónicas e eventualmente provocar o derretimento parcial das zonas rochosas situadas no manto do planeta, a camada que fica por baixo da crosta superficial. Steve Jacobsen afirma que esta descoberta pode dar algumas explicações sobre o que acontece dentro da Terra. 
“Os processos geológicos na superfície terrestre, como os sismos ou as erupções de vulcões, são uma expressão do que se passa no interior da Terra, longe da nossa vista”, começa por explicar o geofísico, citado num comunicado divulgado pela sua universidade. Jacobsen acredita que se está “finalmente a ver sinais de todo o ciclo de água da Terra, que pode explicar a enorme quantidade de água líquida na superfície do nosso planeta habitável”. “Os cientistas têm procurado por esta água profunda desaparecida há décadas”, observa. O geofísico refere-se às várias especulações que existem de que há água presa numa camada de rocha no manto da Terra localizada entre o manto inferior e o manto superior, a profundidades entre os 400 e os 650 quilómetros, naquela que é chamada a “zona de transição”. 
No trabalho liderado pela dupla Schmandt e Jacobsen foram utilizadas as experiências em laboratório em que o geofísico estudou camadas rochosas sob uma alta pressão simulada semelhante à existente a 600 quilómetros debaixo da superfície da Terra, com as observações do sismólogo de dados de actividade sísmica recolhidos no âmbito do projecto USArray, uma enorme rede formada por mais de 2000 sismómetros espalhados pelo território norte-americano.

A resposta pode estar no ringwoodite
Com base nestes dados, os investigadores acreditam que o H2O está armazenado na estrutura molecular de minerais no interior do manto rochoso, na sua própria forma (não líquida, gelada ou em vapor), criada pela pressão e calor que existe debaixo da superfície. No manto rochoso existe o mineralringwoodite, que tem água na sua composição, o mesmo que, segundo um artigo publicado na Nature, em Março, permite inferir a existência de um reservatório de água no manto terrestre equivalente à água de todos os oceanos da Terra. “O ringwoodite é como uma esponja, absorve a água”, explica Jacobsen, acrescentando que na sua composição existe algo que “atrai o hidrogénio e retém a água”. “Este mineral pode conter muita água sob as condições que existem no manto profundo”. O geofísico sublinha que na investigação em que participou foram “encontradas provas de uma fusão extensiva debaixo da América do Norte nas mesmas profundidades que correspondem à desidratação do ringwoodite”, o mesmo que Jacobsen registou nas suas experiências. Ao utilizarem os sismómetros, os investigadores analisaram a velocidade das ondas sísmicas para determinar o que existe debaixo da superfície da Terra. As ondas desaceleraram quando chegaram à camada de ringwoodite. A profundidade a que acontece a fusão é também a que tem melhor temperatura e pressão para que a água saia do ringwoodite, criando um fenómeno que, segundo Jacobsen, parece que está a transpirar. Para já, só existem indícios da presença de ringwoodite debaixo dos Estados Unidos, sendo necessárias outras análises para saber se o mesmo se passa noutras zonas do planeta.

quarta-feira, 9 de julho de 2014

Curta-animação da semana: "Heart"

HEART from Erick Oh on Vimeo. 2011

“Quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado, com certeza vai mais longe.” ― Clarice Lispector

segunda-feira, 7 de julho de 2014

As agriculturas do mundo e o negócio das sementes, fertilizantes e pesticidas

Por Ricardo Vicente
Atualmente os discursos políticos e técnicos dominantes nas sociedades ocidentais condicionam brutalmente a opinião de qualquer cidadão sobre o que é hoje a agricultura no mundo. Propagam-se as ideias sobre os avanços tecnológicos da ciência e a sua facilidade de acesso: a mecanização, a comunicação, os processos de automatização, as ferramentas biotecnológicas, a obtenção de novas variedades, etc. A sociedade absorve a ideia de que a população mundial é suportada por uma espécie de agricultura industrializada. Esta ideia é falsa, mas é sobre ela que se desenham e promovem políticas que são aplicadas local e globalmente. A agricultura é muito diversa e bastante desigual. Esta situação é fácil de constatar, não apenas comparando países “desenvolvidos” com países pobres mas também dentro de cada país.

Pensar e desenhar políticas agrícolas significa intervir sobre a vida de todos nós, mas em especial sobre a vida de uma grande fatia da população mundial que depende diretamente da agricultura enquanto atividade económica e de subsistência, cerca de 27% (FAO, 2010). Os dados da FAO relativos à população agrícola do ano 2010 mostram um globo onde a agricultura e a produção de alimentos andam a velocidades muito diferentes: 49% da população africana; 56% da África central; 39% da Ásia; 47% da Ásia do sul; 16% da América latina; 1,7% da América do norte; 5,9% da Europa; 2% da Europa central; 4,4% em Espanha; 10,3% em Portugal.

Segundo Mazoyer e Roudart (2001), 80% dos agricultores em África e 40 a 60% na América Latina e Ásia apenas dispõem de utensílios manuais e, entre estes, só 15 a 30% têm tração animal. Referem os mesmos autores que a diferença de produtividade do trabalho entre a agricultura manual menos produtiva do mundo e a agricultura motorizada e mecanizada mais produtiva, no espaço de um século (o séc. XX), passou de 1:10 para 1:500. No caso dos cereais, afirmam que um trabalhador isolado, na melhor situação, consegue produzir 2.000 toneladas, enquanto que, na pior situação, uma família produz apenas 1 tonelada, no espaço de um ano. Estas duas realidades encontram-se hoje, frequentemente, separadas não por um oceano mas por um muro ou vedação.

É sobre esta realidade desigual que se desenham acordos e políticas internacionais que interferem diretamente nas atividades agrícolas, mas é também neste quadro que atuam as diversas empresas multinacionais produtoras e distribuidoras de fatores de produção. Não por mero acaso, o percurso histórico de agravamento das desigualdades produtivas e da fome, no século XX, é coincidente com o da história das principais multinacionais que ainda hoje atuam no mercado mundial (ver figuras 1, 2 e 3).

Foi no decorrer dos anos 60 e 70 que todo o processo se acelerou, com o surgimento crescente de variedades híbridas, adubos e pesticidas, possibilitando o melhoramento da relação semente-fertilizante e consequentemente o grande aumento das produções. Este processo ficou historicamente conhecido por revolução verde. Nos países e regiões mais pobres, onde eram maiores os riscos de fome consequentes do aumento da população e da fraca capacidade produtiva dos sistemas agrários, as consequências foram desastrosas. A maioria dos novos saberes e tecnologias não chegaram aos agricultores locais e as poucas que chegaram retiraram-lhes a autonomia, criando dependências entre agricultores e empresas fornecedoras de fatores. Na história destas empresas abundam as situações fraudulentas que provocaram a destruição de recursos endógenos e criaram dependências dos seus negócios. Surgiram diferenciais de produtividade brutais com a entrada em funcionamento de unidades produtivas modernas, os preços dos alimentos caíram, muitos agricultores abandonaram a atividade, destruíram-se redes de distribuição locais e surgiram novas dependências alimentares que espalharam a fome e o desespero. Iniciou-se uma mudança de paradigma, passou a haver produção de alimentos suficiente para alimentar a população mas a fome agravou-se devido à impossibilidade de acesso aos alimentos.

Todas as atuais principais empresas de produção e distribuição de sementes, adubos e pesticidas têm um histórico de atividade que iniciou antes ou durante a revolução verde e quase todas já tiveram reestruturações decorrentes da fusão com outras empresas. Há quase um século que atuam numa área de atividade onde o negócio é garantido e ainda não parou de crescer (ver Fig. 4 e 5). Se analisarmos as suas histórias, facilmente constatamos que os seus negócios cresceram sem regras nem princípios, ao lado dos interesses financeiros e políticos das maiores potencias mundiais.

Alguns factos históricos sobre as principais empresas multinacionais que operam no mercado se sementes, pesticidas e adubos:

sexta-feira, 4 de julho de 2014

10 Vegetables That Can Substitute for Meat


The good news is that you have gone veg! The bad news is that you’re thinking how much you will miss all your old favorite foods. Well, guess what? The better news is that going veg doesn’t mean you have to sacrifice the dishes you love most. Pretty much anything you used to eat can be made with plant-based ingredients – even really meaty dishes like burgers, meatballs, and Buffalo wings. It just takes a little imagination, a bit of creativity, and the benefit of some tips and guidelines to help you create delicious vegan versions of those recipes. Soon you will be making delicious, satisfying meals that will satisfy your cravings, and before you know it, you will realize you don’t even miss the meat at all. Get your veg on with these 10 substitutes [ler artigo completo aqui]


KIDNEY BEAN-WALNUT BURGERS WITH MISSISSIPPI COMEBACK SAUCE  [receita aqui]

quinta-feira, 3 de julho de 2014

Curta-animação- Fontes e impactos do lixo e dos plásticos nos oceanos

Filme de animação que aborda problema do lixo marinho 


Esta curta animação foi o cenário para Conferência da UE Marlisco sobre redução do lixo marinho feita pelo Centro de Investigação Costeira e Marinha da UCC. Marlisco procura a gestão sustentável dos resíduos marinhos em todos os mares europeus.

quarta-feira, 2 de julho de 2014

Museu de esculturas submarinas ajudará a preservar corais no México

O escultor Jason DeCaires Taylor inauguroou em 2010 um museu subaquático no fundo do mar em Cancún, no México. [Fonte: BBC Brasil]

Com cerca de 200 esculturas de cimento prontas para serem submersas nas próximas semanas, DeCaires espera criar um suporte para os corais marinhos da região, ameaçados pelo turismo intensivo.

Ao colocar suas peças no fundo do mar, o escultor perde o controle sobre elas, que passam a ficar à mercê da natureza.
A colonização da vida marinha deve mudar constantemente sua aparência e cores.
Algumas figuras já foram submersas e têm atraído a atenção do público, que mergulha para ver as estátuas.

Filho de pai inglês e mãe guianense, crescido na Ásia e na Europa, DeCaires passou a vida em contacto com o mar e chegou a ser instrutor de mergulho.
Formado em artes e especializado em esculturas em pedras, o artista foi o primeiro a fazer instalações submarinas, ganhando fama com o primeiro parque de esculturas submerso do mundo em 2006, em Granada, Caribe.

Com a sua obra, ele tenta unir a arte ao meio-ambiente e ressaltar que, apesar de vivermos cercados por edifícios, não podemos negar nossa dependência da natureza. Para a última fase do projecto, DeCaires convidou outros artistas plásticos para contribuir para o Museu Subaquático de Arte.

terça-feira, 1 de julho de 2014

Alimentos que nos chegam ao prato não foram feitos para comer, diz a médica Cristina Sales

E se o seu organismo não reconhecer aquilo que você come como um alimento? Defende-se, inflama-se, fica doente. É o que fazem muitos dos produtos que levamos à boca. Cristina Sales, médica e especialista em alimentação, garante que na origem da maioria das doenças que afectam o homem do século XXI está o que comemos e o modo como o fazemos. É que os alimentos são veículos de comunicação: dizem às células como devem comportar-se.
Precisamos de mudar a forma como nos alimentamos?
É obrigatório que o façamos porque a alimentação que a população dos países ocidentais, incluindo Portugal, passou a fazer nos últimos cinquenta anos é o que está na origem da maior parte das doenças endócrinas, metabólicas, autoimunes, degenerativas e alérgicas. As novas epidemias devem-se sobretudo aos estilos de vida e à alimentação que fazemos desde o pós-guerra.

A alimentação é decisiva para a saúde e o bem-estar mas está a provocar doenças e a aumentar a mortalidade precoce?
A geração dos nossos filhos terá uma esperança de vida mais reduzida do que a nossa por causa dos estilos de vida e da alimentação. Primeiro, os produtos altamente processados pela indústria alimentar conduzem a uma desnutrição em nutrientes fundamentais e ingerimos uma grande quantidade de calorias vazias. Segundo, são muito diferentes dos alimentos originais e o organismo não sabe lidar com eles, não os reconhece como alimentos. Depois, há uma sobrecarga tóxica inerente à alimentação que provém dos agroquímicos (da produção), dos conservantes, corantes e adoçantes que são adicionados para preservar os produtos durante mais tempo e para os manter bonitinhos.

São alimentos para ver…
Os produtos que nos chegam ao prato foram feitos para vender e não para comer. Não têm nada que ver com os alimentos que ingerimos e que nos fizeram viver e sobreviver ao longo de milhões de anos. Esta mudança ocorreu tão depressa que o organismo não está adaptado para gerir, digerir e assimilar estes produtos, pelo contrário, vê-os como substâncias estranhas e reage, inflamando-se.

Como é que podemos livrar-nos dessa teia?
As escolhas alimentares são condicionadas pela publicidade, as pessoas não são ensinadas a escolher. Quem é que é ensinado a consumir maçãs ou laranjas? Ninguém. A informação que passa de forma subliminar através dos anúncios da TV e dos jornais é que se deve beber sumo de maçã e de laranja. Mas se alguém ler os rótulos das embalagens verifica que contém imenso açúcar, frutose, acidificantes, etc., e o que falta é a maçã e a laranja. É preciso informar, ensinar e consciencializar a população.

A atitude da indústria alimentar tem de mudar?
No global sim, mas também depende do que a indústria faz. A conservação de alimentos através da congelação, por exemplo, é perfeita. Os legumes congelados são uma ótima opção, por vezes mais económica, e chegam ao consumidor mais frescos e com mais nutrientes do que os que são mantidos durante cinco ou seis dias nas cadeias de distribuição. Já quando falamos de alimentos que têm de levar uma quantidade enorme de aditivos para serem consumidos – é o caso das carnes de muito má qualidade e dos aproveitamentos que se fazem dos restos dos mariscos – é diferente. Sempre que tivermos de dobrar a língua muitas vezes para conseguir ler o que está escrito nos rótulos é porque não é comida. Não compre. Será qualquer coisa que do ponto de vista nutricional, químico e metabólico está muito longe do alimento original.

Está a falar de alimentos que duram ad eternum?
Por exemplo. Como é que duram? Fizeram-se estudos com hambúrgueres e batatas fritas – uns feitos em casa, com carne picada, e batatas que foram descascadas, outros com produtos processados e embalados – e verificou-se que ao fim de trinta ou quarenta dias alguns hambúrgueres se mantinham iguaizinhos. Não se degradaram, ao contrário dos que foram feitos em casa, que estavam estragados três dias depois. Ora alguém acha que uma coisa daquelas pode ser comida?

Quando ingerimos produtos desse tipo como é que o organismo reage?
Defende-se e inflama-se ou agarra naquelas coisas que não considera importantes e arruma-as nos depósitos de lixo, que são as células gordas. Estas, além de serem o nosso reservatório de energia, são também o depósito de substâncias tóxicas que o organismo não metaboliza ou não utiliza para impedir que entrem nos circuitos mais nobres. Esta acumulação de lixo cria bloqueios bioquímicos e alterações metabólicas que impedem as células de trabalhar em condições. Hoje ninguém sabe que consequências é que isto tem para o cérebro e o sistema imunitário e para o bom trabalho hepático e digestivo. Os circuitos da toxicidade são cruzados – se uma pessoa come de vez em quando um gelado, um iogurte, umas bolachas ou um sumo que tem um determinado corante é uma coisa, mas se o faz com regularidade, ao fim de seis meses já ultrapassou as doses suportáveis e entra em sobrecarga tóxica.