quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Rendas (lucros) excessivas da EDP à custa dos consumidores – mas governo e "troika" nada fazem para acabar com esta situação

O sobrepreço que os consumidores portugueses (famílias e empresas) são obrigados a pagar tem um custo global muito elevado. Em 2012, a produção de energias renováveis em Portugal atingiu 19 TWh segundo a ERSE, o que corresponde a 19.000.000MWh. Como a diferença paga a mais por MWh foi de 58,1 €, isto significa que, devido a este preço bonificado pago aos produtores de energias renováveis que é fixado pelo governo, os consumidores tiveram ou vão ter de pagar a mais cerca de 1.103,9 milhões € pelas energias renováveis que consumiram em 2012. E os principais produtores de energias renováveis são grandes grupos económicos como a EDP (eólicas), a PORTUCEL (biomassa), etc. E o escândalo chega ao ponto destes produtores de energia renováveis a venderem à rede a um preço muito superior àquele que depois vão adquirir à rede a que precisam (o grupo EDP, através da EDP –R , funciona como produtor de energias renováveis, que depois vende à EDP-Comercial para a vender aos consumidores). É um autêntico maná para empresas como a EDP a PORTUCEL e outras, que continua a verificar-se em Portugal com o beneplácito do governo e da "troika", embora no "Memorando" conste o contrário. [ler tudo no artigo de Eugénio Rosa]

Outras leituras

Notas:

1. Henrique Gomes, ex-secretário de Estado da Energia do governo PSD/CDS, num discurso escrito que elaborou para ser lido numa conferencia organizada pelo ISEG (acima referido) escreveu o seguinte: " As rendas excessivas e a atual garantia de potência impactam fortemente na sustentabilidade futura do sector elétrico, estando a desviar da economia e das famílias recursos num valor global de cerca de 3.500 milhões € até 2020. Em termos anuais, as rendas representam cerca de 370 milhões € " (pág. 18). Com os juros aqueles 3.500 poderão atingir cerca de 5.300 milhões € como refere também.

2. Para os que não andaram pela Física informo que 1 MWH é a energia produzida por uma fonte de energia com a potência de 1 milhão de watts durante 1 hora)

3. Fontes consultadas: entrevistas a Henrique Gomes, a Álvaro Santos Pereira , audição na comissão de economia da AR nos vídeos a seguir identificados e em especial estudo do economista Eugénio Rosa em Resistir Info.
Os Vídeos referidos estão aqui 

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Bio Foto Poema da Semana

Por ora, basta-me a ti, 
Eu só sou contigo 
Sou como a rocha 
a flor que cativa a bússola do dia!
João Soares

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Especial Lou Reed RIP - Flying into....wild side

Lou Reed - Fly Into The Sun


Lou Reed Fly Into The Sun 

I would not run from the holocaust
I would not run from the bomb
I'd welcome the chance to meet my maker
and fly into the sun

The world needs a VU right now

Velvet Underground Ride Into The Sun 


Where everything seems so ugly 
When your sitting at home in self pitty 
Remember you're just one more person 
Who's living there

domingo, 27 de outubro de 2013

Estou por cá, na Terra, Vivendo sempre nos Impossíveis!


The Cure- To Wish Impossible Things
"Remember how it used to be 
When the sun would fill the sky 
Remember how we used to feel 
Those days would never end"

sábado, 26 de outubro de 2013

Drivetime



Echo and the Bunnymen's dark, swirling fusion of gloomy post-punk and Doors-inspired psychedelia brought the group a handful of British hits in the early '80s, while attracting a cult following in the United States. The Bunnymen grew out of the Crucial Three, a late-'70s trio featuring vocalist Ian McCulloch, Pete Wylie, and Julian Cope. Cope and Wylie left the group by the end of 1977, forming the Teardrop Explodes and Wah!, respectively. McCulloch met guitarist Will Sergeant in the summer of 1978 and the pair began recording demos with a drum machine that the duo called "Echo." Adding bassist Les Pattinson, the band made its live debut at the Liverpool club Eric's at the end of 1978, calling itself Echo &  the Bunnymen.

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Música do Bioterra: Victor Jara- Vientos del Pueblo

Logo após o golpe militar de 11 de  setembro de 1973, Jara foi preso, torturado e fuzilado a 16 de Setembro.  Seu corpo foi abandonado na rua de uma favela de Santiago. in Homenagem a Victor Jara

De nuevo quieren manchar
mi tierra con sangre obrera
los que hablan de libertad
y tienen las manos negras
los que quieren dividir
a la madre du sus hijos
y quieren reconstruir
la cruz que arrastrara Cristo

Quieren ocultar la infamia
que legaron desde siglos
pero el color de asesinos
no borrarán de su cara
ya fueron miles y miles
los que entregaron su sangre
y en caudales generosos
multiplicaron los panes

Ahora quiero vivir
junto a mi hijo y mi hermano
la primavera que todos
vamos construyendo a diario
no me asusta la amenaza
patrones de la miséria

La estrella de la esperanza
continuará siendo nuestra

Vientos del pueblo me llaman
vientos del pueblo me llevan
me esparcen el corazón
y me avientan la garganta
así cantará el poeta
mientras el alma me suene
por los caminos del pueblo
desde ahora y para sempre


quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Samsara

Quereis desfrutar de umas imagens incrivelmente belas e uma banda sonora estruturante, aqui vos deixo o filme INSPIRADOR Samsara.



Filmado ao longo de quase cinco anos em vinte e cinco países dos cinco continentes, e filmado em película de setenta milímetros, Samsara transporta-nos para os mundos variados de terras sagradas, zonas de desastres, complexos industriais e maravilhas naturais.

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Compreender os incêndios florestais de 2013. A eucaliptização do país



Programa Biosfera da RTP2 sobre as consequências do Decreto-Lei n.º 96/2013 relativo às acções de arborização e rearborização na floresta nacional.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Documentário da Semana- Terra 2100 - A Terra em 100 anos


Estima-se que por volta do ano de 2015, atingiremos o ponto sem retorno na degradação do planeta e suas consequências. Ou seja, a partir de meados desta década, nada mais que se faça será suficiente para travar os efeitos colaterais de todo estrago feito desde a industrialização. Isso significa que todos os processos que desencadeamos com nosso crescimento e consumo desordenados, não poderão mais ser parados até que cumpram seu ciclo e tudo que nos restará será olhar e esperar pelo período em que as mudanças começarão a surtir efeito. Não sem antes sofrer as consequências das mudanças que não conseguiremos mais impedir.

domingo, 20 de outubro de 2013

Far Light- Luz Longínqua? Ou bem perto de nós, no interior?

Rachel Grims- Far Light
Por Vitor Carvalhais


Cada vez é mais evidente que Somos todos energia condensada no estado material, ou seja, a matéria é ela própria um estado de condensação da energia do Universo, de forma visível e tangível. Por isso nós humanos, as árvores, as flores e mesmo as rochas, a água, etc. somos todos conjuntos de átomos agrupados numa dada forma ou estado de organização. Se a energia se pudesse visualizar ela escorrer-nos-ia entre os dedos, pois apenas a forma em que ela está encerrada difere. Somos todos o mesmo, todos Unos, Todos Energia organizada apenas em fôrmas e formas diferentes. E isso pode sentir-se, basta que o observemos e nos apercebamos desta evidência.

sábado, 19 de outubro de 2013

Lua linda de morrer

Echo & The Bunnymen - The Killing Moon (All Night Mix)
Under blue moon I saw you
So soon you'll take me
Up in your arms
Too late to beg you or cancel it
Though I know it must be the killing time
Unwillingly mine

sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Sobre a Verdade



As pessoas acreditam praticamente em tudo, desde que não seja verdade. E fazem bem (ironia). Já que a verdade é desinteressante, aborrecida, perturba o bom andamento das coisas e ensombra a vida. Pelo contrário, a mentira move multidões, empolga a opinião pública, anima a política, abastece os media, favorece os negócios. Atenção ao que nos dizem as flores, os animais, a astronomia e a evolução - João Soares, 2 de Setembro de 2013

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Why America Cannot Live without Wars


On a day marking the 50th anniversary of Martin Luther King's "I-Have-A-Dream" civil rights speech, the United States is poised to unleash another nightmare some 10,000km away in the Middle-East. Washington's war machine is geared up for limited strikes against Syria because Damascus ostensibly crossed a red line by using chemical weapons against its own population, never mind that many regimes worldwide inflict atrocities against their own people by other means.

Why a President who came to office on the strength of his anti-war credentials - especially on the phony war foisted on Iraq - is running with the war hounds, is something of a mystery. But the rest of the Washington establishment is champing at the bit to unleash missiles on the Syrian regime, promising a short punitive strike, in keeping with the well-worn belief that America cannot live without a war.
Defense Secretary Chuck Hagel was among those who indicated that the US was "ready to go" the moment President Barack Obama gave the sign. "We have moved assets in place to be able to fulfill and comply with whatever option the president wishes to take," Hagel said on Tuesday.

"We are not good at anything else anymore... can't build a decent car or a television, can't give good education to the kids or health care to the old, but we can bomb the shit of out any country..."

– the late George Carlin

This, when a UN team is still investigating the reported use of chemical weapons in the conflict between the regime of Bashir al Assad and the rebels. The UN team has been asked to pack up and get out of the way. "We clearly value the UN's work - we've said that from the beginning - when it comes to investigating chemical weapons in Syria. But we've reached a point now where we believe too much time has passed for the investigation to be credible and that it's clear the security situation isn't safe for the team in Syria," State Department spokeswoman Marie Harf said Tuesday, echoing the kind of impatience that characterized the descent into the Iraq war.
Despite the appalling intelligence failures during previous such conflicts, US officials placed immense faith in their own findings while scoffing at international efforts. "I think the intelligence will conclude that it wasn't the rebels who used it and there'll probably be pretty good intelligence to show that the Syria government was responsible," Hagel said in a BBC interview. The prospect of the war, even a limited strike, upsetting a range of friends and allies, from Israel to India, does not seem to be holding back Washington's war veterans (both Secretary of State John Kerry and Defense Secretary Chuck Hagel served in the military).
If all this recalls the war against Iraq not too long ago, not many in Washington seem keen on remembering it. Instead, explanations are being proffered on how different this case is and how it will be a short, surgical strike, not really a war.
But America's discerning have long recognized that the country can never live without war. It is a country made for war. Small detail: Up until 1947, the Defense Department was called Department of War.
By one count, the United States has fought some 70 wars since its birth 234 years ago; at least 10 of them major conflicts. "We like war... we are good at it!" the great, insightful comedian George Carlin said some two decades ago, during the first Gulf War. "We are not good at anything else anymore... can't build a decent car or a television, can't give good education to the kids or health care to the old, but we can bomb the shit of out any country..."
Similar sentiments have been echoed more recently. "America's economy is a war economy. Not a manufacturing economy. Not an agricultural economy. Nor a service economy. Not even a consumer economy," business pundit Paul Farrell wrote during this Iraq War. "Deep inside we love war. We want war. Need it. Relish it. Thrive on war. War is in our genes, deep in our DNA. War excites our economic brain. War drives our entrepreneurial spirit. War thrills the American soul. Oh just admit it, we have a love affair with war."
And so, America will be off to another (limited) war shortly. [Fonte Common Dreams, 29/8/13]

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Documentário da semana- A Era da Estupidez (The Age of Stupid)

O filme é um híbrido de drama-documentário-animação estrelado por Pete Postlethwaite como um homem que vive sozinho no mundo devastado de 2055, vendo imagens de arquivo a partir de 2008 e perguntando: Por que não nos salvamos quando tivemos essa hipótese?



Para qualquer pessoa que se preocupe com o estado de nosso planeta, este é um filme obrigatório. A directora é a ex-baterista de rock e cineasta autodidata Franny Armstrong. Misto de documentário, ficção e animação, ele conta uma história estarrecedora: a da destruição da Terra, causada pela insensatez da humanidade.


Mais Informações:
  • Franny Armstrong at The Age of Stupid website
  • Franny Armstrong at the Internet Movie Database
  • The Guardian's interview with Franny Armstrong
  • "The Age of Stupid is the future of film" - Huffington Post, September 2009
  • Birth of the 10:10 campaign - The Guardian, September 2009
  • Spanner Films interview with Franny about why and how she made The Age of Stupid
  • terça-feira, 15 de outubro de 2013

    Poema da Semana - Duas Rosas, por João Soares


    Duas rosas unidas
    Como o suspiro e o desgosto,
    Como as covinhas do rosto,
    Como dois continentes antes unidos
    Uma mais Doce e outra  mais Selvagem
    Unidas no mesmo ramo
    O ramo da Concórdia
    E por muito tempo vivíamos mergulhados na Beleza de
    Ser Flor, nas nossas Vidas


    João Soares, 1 de Setembro de 2013

    segunda-feira, 14 de outubro de 2013

    Documentário imperdível- Carbon Nation


    Consulte todas as informações no sítio Carbon Nation- The Movie

    Carbon Nation is a 2010 documentary film by Peter Byck about technological- and community-based energy solutions to the growing worldwide carbon footprint. The film is narrated by Bill Kurtis.

    Rather than highlighting the problems with use of fossil fuels, Carbon Nation presents a series of ways in which the 16 terawatts of energy the world consumes can be met while reducing or eliminating carbon-based sources. It contains optimistic interviews with experts in various fields, business CEOs, and sustainable energy supporters to present a compelling case for change while having a neutral, matter-of-fact explanation.

    Among those interviewed are Richard Branson, former CIA Director R. James Woolsey, Earth Day founder Denis Hayes and environmental advocate Van Jones.

    domingo, 13 de outubro de 2013

    Encontros Improváveis: Miguel Torga e Tom Waits- Flower´s Grave


    Flower´s grave, Tom Waits 
    Someday the silver moon and I will go to dreamland
    I will close my eyes and wake up there in dreamland 
    And Tell me who will put flowers on a flower's grave?
    Who will say a prayer?
    Will I meet a China rose there in dreamland?
    Or does love lie bleeding in dreamland?
    Are these days forever and always?

    "Sobretudo, não desesperar. Não cair no ódio, nem na renúncia. Ser homem no meio de carneiros, ter lógica no meio de sofismas, amar o povo no meio da retórica."
    Miguel Torga

    sábado, 12 de outubro de 2013

    Coisas pequenas


    Coisas pequenas- Madredeus 
    "A hora 
    Que esperaste a vida inteira, 
    É...agora."

    sexta-feira, 11 de outubro de 2013

    Cientistas criam mini cérebros humanos em laboratório

    A inovação pode significar o fim das experiências em ratos de laboratório. Investigadores criaram cérebros humanos em miniatura a partir de células estaminais, num laboratório em Viena.



    O trabalho de Juergen Knoblich e da sua equipa, no Instituto de Biologia Molecular de Viena, recorreu a células estaminais para criar "réplicas" do cérebro humano, em ponto pequeno. A necessidade surgiu porque os cérebros de cobaias, como ratos de laboratório, já «não eram suficientes» para as pesquisas que os cientistas fazem sobre o cérebro humano. 

    Os investigadores usaram células estaminais pluripotentes, colhidas em adultos, reprogramadas para se comportarem como células estaminais embrionárias. Depois, alimentaram estas células com os nutrientes necessários para formar tecido cerebral e colocaram a mistura em suspensão num gel para adquirir a estrutura necessária, explica a New Scientist. 

    Estes ”órgãos” artificiais medem apenas três a quatro milímetros e demoram cerca de um mês a ficarem prontos. Apesar de o cérebro não estar consciente, consegue produzir atividade neural e contém partes de várias zonas do cérebro como o córtex, tecido retinal e muito mais. A única região não detetada em nenhuma amostra é o cerebelo, uma zona que se desenvolve mais tarde e que é responsável pelas capacidades motoras e linguísticas. 

    Com esta criação em laboratório, é possível recolher células estaminais de portadores de doenças cerebrais e tentar perceber o que causa determinadas deformações, como a microcefalia. Esta condição surge quando o cérebro não atinge o seu tamanho completo.

    Para criar modelos de cérebro maiores e que lhes permitam estudar outras doenças como autismo ou esquizofrenia, os cientistas terão de incorporar outras técnicas neste método. Por exemplo, será necessário que as células estaminais sejam alimentadas de forma a produzir circuitos sanguíneos. Esta operação é considerada mais complexa do que criar tecido cerebral de raiz.

    quinta-feira, 10 de outubro de 2013

    Documentário- Alimentos S.A. (Food Inc.)



    Sabe o que come? Como é feito, e do que é feito os produtos que estão nas prateleiras dos supermercados. Porque é que a "fome" continua a ser um mito, em nome do grande capital...Porque é que há crescimento de obesidade nos países BRIC. O que é a Monsanto? Podemos patentear sempre as sementes? Guerra, miséria, suicídios e perseguição...um documentário a ver e partilhar!

    Tudo sobre o filme (página oficial)
    Food Inc.

    domingo, 6 de outubro de 2013

    Ottorino Respighi- The Birds


    Respighi was a musicologist as well as a composer, and he used the music of the past as inspiration for some of his compositions. The Birds is a suite of pieces that are based on various 18th century composers. It is an attempt to depict (somewhat stylized) bird songs of the Dove, Hen, Nightingale and Cuckoo. The composer uses the woodwind section of the orchestra for the bird imitations to good effect. Respighi conducted the premiere of the work in Brazil in 1928.

    The Birds consists of 5 movements

    I. Prelude - This prelude acts as a mini-overture for the rest of the work. The first-heard melody in the prelude is based on an opera aria by the Italian composer Bernardo Pasquini (1637-1710) , who was not only a composer but a virtuoso keyboardist, perhaps the greatest keyboard player of his generation. He wrote operas, cantatas, many works for voice, and music for keyboard. He was an outstanding teacher and may have taught Domenico Scarlatti. He may have been the first composer to write three-movement sonatas for keyboard. After this melody, there is a medley of the bird songs that comprise the rest of the work, and the Pasquini melody returns again to finish the prelude.

    II. The Dove - This movement is based on the music of French composer and lutenist Jacques de Gallot (ca.1625-1700). A solo oboe plays gently with the accompaniment of harp and strings. Trills in the strings imitate the flutter of wings while the melody is given to clarinet, then the solo violin.

    III. The Hen - This is based on the music of the French harpsichordist, composer and theorist Jean-Philippe Rameau (1683-1764). Rameau's music is seldom heard in the concert hall, but he was one of the great musicians of the Baroque era and the history of music in general. It was Rameau who codified what had been going on for a hundred years in music, basing music on harmony instead of counterpoint. He was the culmination of the Baroque era in France, much like J.S. Bach was in Germany. The music starts with the clucking of a hen and before it is over the entire hen house is a stir.

    IV. The Nightingale - The only thing known about the next melody is that it originated in England in the 18th century. Respighi orchestrates the gentle melody with the appropriate winds, and even has the solo horn gently sing the melody.

    V. The Cuckoo - Another melody from Pasquini, this one from a harpsichord piece. The woodwinds imitate the cuckoo, the melody from the prelude is heard once again to round off the piece and the work is finished.


    sábado, 5 de outubro de 2013

    Dario Castello: Sonata Seconda


    "A emoção pela emoção é a finalidade da arte, a emoção pela acção é a finalidade da vida e dessa organização da vida a que chamamos a sociedade."- Oscar Wilde

    sexta-feira, 4 de outubro de 2013

    Encontros Improváveis: Paula Rego e Carlos Drummond de Andrade [Uma democracia pelo AMOR]



    "Love"- Paula Rego


    "Que Todos os Dias Sejam Dias de Amor" 

    João Brandão pergunta, propõe e decreta:
    Se há o Dia dos Namorados, por que não haver o Dia dos Amorosos, o Dia dos Amadores, o Dia dos Amantes? Com todo o fogo desta última palavra, que circula entre o carnal e o sublime?
    E o Dia dos Amantes Exemplares e o Dia dos Amantes Platônicos, que também são exemplares à sua maneira, e dizem até que mais?
    Por que não instituir, ó psicólogos, ó sociólogos, ó lojistas e publicitários, o Dia do Amor?
    O Dia de Fazê-lo, o Dia de Agradecer-lhe, o de Meditá-lo em tudo que encerra de mistério e grandeza, o Dia de Amá-lo? Pois o Amor se desperdiça ou é incompreendido até por aqueles que amam e não sabem, pobrezinhos, como é essencial amar o Amor.
    E mais o Dia do Amor Tranqüilo, tão raro e vestido de linho alvo, o Dia do Amor Violento, o Dia do Amor Que Não Ousava Dizer o Seu Nome Mas Agora Ousa, na arrebentação geral do século?
    Amor Complicado pede o seu Dia, não para tornar-se pedestre, mas para requintar em sua complicação cheia de vôos fora do horário e da visibilidade. Amor à Primeira Vista, o fulminante, bem que gostava de ter o seu, cortado de relâmpagos. E há motivos de sobra para se estabelecer o Dia do Amor ao Próximo, e o Próximo somos nós, quando nos esquecemos de nós mesmos, abjurando o enfezadíssimo Amor-Próprio.
    Depressa, amigos criadores de Dias, criai o do Amor Livre, entendido como tal o que desata as correntes do interesse imediato, da discriminação racial e económica, ri das divisões políticas, das crenças separatórias, e planta o seu estandarte no cimo da cordilheira mais alta. Livre até no impulso egoístico da correspondência geométrica. Amor que nem a si mesmo se escraviza, na total doação que é converter-se no alvo, pois lá diz o que sabe: «Transforma-se o amador na coisa amada.»
    Haja também um Dia para o Amor Não Correspondido, em que ele se console e crie alento para perseverar, se esta é a sua condição fatal, melhor direi, a sua graça. Pois todo Amor tem o seu ponto de luz, que às vezes se confunde com a sombra.

    O Amor Impossível, exatamente por sua impossibilidade, merece a compensação de um Dia. Concederemos outro ao Amor Perfeito, que não precisa de mais, mergulhado que está na eternidade, a mover os sóis, independentemente da astrofísica. Ao Amor Imperfeito, síntese muito humana de tantos, retrato mal copiado do modelo divino, igualmente, se consagre um Dia generoso.
    Amor à Glória não carece ter Dia, nem Amor ao Dinheiro e seu primo (ou irmão) Amor ao Poder. Eles se satisfazem, o primeiro com uma bolha de sabão, os outros dois com a mesa posta. Mas ao Amor faminto e sem talher, e ao que nenhuma iguaria lhe satisfaz, porque sua fome vai além dos alimentos e é a fome em si, a ansiosa procura do que não existe nem pode existir: um Dia para cada um.

    E se mais Dias sobrarem, que sejam reservados para os Amores de que não me lembro no momento mas certamente existem, pois sendo o Amor infinito em sua finitude, isto é, fugindo ao tempo no tempo, e multiplicando-se em invenções, sutilezas, desvarios, enigmas e tudo mais, sempre haverá um Amor novo no sujeito amante, dentro do Amor que nele pousou e que cada manhã nasce outra vez, de sorte que o mesmo Amor é cada dia Outro sem deixar de ser o Antigo, e são muitos outros concentrados e não compendiados na potencialidade de amar. Assim sendo, recomendo e requeiro e decreto que todos os dias do ano sejam Dias do Amor, e não mais disso ou daquilo, como erradamente se convencionou e precisa ser corrigido. Tenho dito. Cumpra-se.

    Carlos Drummond de Andrade, in 'O Poder Ultrajovem'

    quinta-feira, 3 de outubro de 2013

    Documentário da semana - Lixo Extraordinário


    Este filme, cujo visionamento aconselho vivamente, retrata o trabalho desenvolvido pelo artista plástico brasileiro Vic Muniz no aterro sanitário Jardim Gramacho, às portas da cidade do Rio de Janeiro. É ali que Vic dá expressão artística às toneladas de resíduos que diariamente dão entrada naquele aterro e cuja triagem está a cargo de um grupo de catadores. Este é um filme que, ao contrário dos filmes comuns, não vive de um argumento, de actores e de personagens. Este é um filme que, tal como nos filmes comuns, apela ao sentimento e acaba por nos provocar o riso e o choro, porque na verdade espelha a dura realidade de gente (quase) comum, como nós. Naquilo que a nós diz respeito, Lixo Extraordinário será um filme a rever e a ser usado como ferramenta de educação ambiental. Do lixo ordinário se conseguem coisas extraordinárias e porque, na verdade, do extraordinário das coisas, invariavelmente se chega a lixo. Cabe-nos a nós pessoas comuns (extra e ordinárias), que lutam por um Planeta mais limpo, zelar para que se faça arte com menos lixo.

    quarta-feira, 2 de outubro de 2013

    Pensamento ecofilosófico da semana


    "Sofremos muito com o pouco que nos falta e gozamos pouco o muito que temos."
    - William Shakespeare

    terça-feira, 1 de outubro de 2013

    Mapa da Pangeia com as fronteiras actuais

                                                                                                                                                                        Retirado daqui