quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Guerra Junqueiro- mais actual que nunca

PÁTRIA


“Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas; um povo em catalepsia ambulante, não se lembrando nem donde vem, nem onde está, nem para onde vai; um povo, enfim, que eu adoro, porque sofre e é bom, e guarda ainda na noite da sua inconsciência como que um lampejo misterioso da alma nacional, reflexo de astro em silêncio escuro de lagoa morta. [.]

Uma burguesia, cívica e politicamente corrupta até à medula, não descriminando já o bem do mal, sem palavras, sem vergonha, sem carácter, havendo homens que, honrados na vida íntima, descambam na vida pública em pantomineiros e sevandijas, capazes de toda a veniaga e toda a infâmia, da mentira a falsificação, da violência ao roubo, donde provem que na política portuguesa sucedam, entre a indiferença geral, escândalos monstruosos, absolutamente inverosímeis no Limoeiro. Um poder legislativo, esfregão de cozinha do executivo; este criado de quarto do moderador; e este, finalmente, tornado absoluto pela abdicação unânime do País.

A justiça ao arbítrio da Política, torcendo-lhe a vara ao ponto de fazer dela saca-rolhas.

Dois partidos sem ideias, sem planos, sem convicções, incapazes, vivendo ambos do mesmo utilitarismo céptico e pervertido, análogos nas palavras, idênticos nos actos, iguais um ao outro como duas metades do mesmo zero, e não se malgando e fundindo, apesar disso, pela razão que alguém deu no parlamento, de não caberem todos duma vez na mesma sala de jantar.”

Guerra Junqueiro, “Pátria”, 1896.

terça-feira, 30 de outubro de 2012

Suécia importa lixo para a produção de energia

A Suécia começou a importar anualmente 800 mil toneladas de “lixo” de outros países europeus para alimentar a sua indústria de produção de energia a partir de resíduos por meio da incineração. Este sistema de valorização dos resíduos permite responder a 1/5 das necessidades do sistema de aquecimento de prédios de habitação e edifícios comerciais do país nórdico, para além de fornecer electricidade a 250 mil lares.[Naturlink,29-10-2012]
Podemos enviar o governo, a Troika e os arautos da G.Sachs (Carlos Moedas, António Borges, entre outros)?



" A natureza é o único livro que oferece um conteúdo valioso em todas as suas folhas."
 Johann Goethe

À passagem do furacão Sandy
«A negatividade não é absolutamente nada natural. É um poluente psíquico, e há uma profunda ligação entre o envenenamento e a destruição da Natureza e a enorme negatividade que se foi acumulando na psique humana colectiva. Nenhuma outra forma de vida neste planeta conhece a negatividade, apenas seres humanos, e também nenhuma outra forma de vida viola e envenena a Terra que a sustenta. Já alguma vez viu uma flôr infeliz ou algum carvalho com stresse? Conhece algum golfinho deprimido, alguma rã com problema de auto-estima, algum gato que não relaxe, ou algum pássaro que sinta ódio e ressentimento? Os únicos animais que ocasionalmente poderão sentir algo parecido com negatividade ou mostrar sinais de comportamento neurótico são os que vivem em contacto íntimo com os seres humanos e se ligam desse modo á mente humana e à sua insensatez.» ~ Eckhart Tolle 
 Gonçalo Sobral Cid, obrigado pela escrita deste oportuno trecho do livro de Eckhart Tolle - O Poder do Agora (Para além da Felicidade e da Infelicidade há a paz) 

sábado, 27 de outubro de 2012

Throwing Muses - Not Too Soon


She colorblind tired eyes
Her hallway aching
She'll never move him, likes it that way
He's just a walker and he'll never stop walking away
It's not too soon, he said, you know it's not too soon at all
And you might as well be dead, he said
If you're afraid to fall, I said, I know her

She said, oh, my, why do you stare so hard?
Wrapped up like a doll in bad dreams and broken arms
Make these old bones shiver
It's not too soon, he said, you know it's not too soon at all
And you might as well be dead, he said
If you're afraid to fall, I said, I know her

The last time I saw you, you were standing in the dark
And with a freezing face, I watched you fall apart

It's not too soon, he said, it's not too soon at all
And you might as well be dead, he said
If you're afraid to fall, I said
Done your time, been in your place
I couldn't look you in the face
and tell you that it turns me on
it makes my stomach turn
I know, I know her

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

"A árvore e o homem" por Carlos Drummond de Andrade

Foto aqui

«Glória aos fotógrafos, a essa objectiva humilde que vai visitar as árvores na mata, no jardim público ou à beira da estrada, e delas recolhe a imagem menos imperfeita, porque menos individualista - árvore em estado de árvore. Não me achando em condições de possuir um sítio, nem mesmo uma araucária particular, incompatível com as dimensões do metro quadrado em que resido, eu (e aqui sou João, Leovigildo, Heitor, homem urbano em geral) consolo-me contemplando algumas fotografias de olmos, faias, eucaliptos, jequitibás, espécies resinosas e essências. Amo vê-las em grupo ou isoladas, oferecendo à pressão do vento a massa compacta de folhagem; reflectindo, interceptando ou matizando os raios solares que tentam penetrá-las; lavando-se à beira da corrente, em sincera solidão; ou ainda contrastando com os frágeis monumentos de pedra, tijolo e cimento, que chamamos de casas, e que é tão raro não "sobrarem" na natureza; e até mesmo esparsas entre esses outros monumentos, os mais frágeis de todos, de nervos e vasos sanguíneos, que chamamos homens, e tampouco sabem integrar-se no conjunto natural onde folhas, raízes, insetos e ventos se organizam sem política.»

Carlos Drummond de Andrade, Passeios na Ilha (1952)

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Pequeno filme sobre as maravilhas naturais do nosso País: Portugal-Terra

 

Alguns momentos que as nossas lentes têm fotografado no decorrer do último ano que o vão levar numa pequena viagem desde as mais densas florestas até aos picos das maiores montanhas, atalhando por entre o montado, descendo os mais belos rios sem deixar de passar pelos estuários e chegando finalmente onde o mar começa.
Conheça Portugal! Conheça as nossas Espécies! Siga a Natureza no facebook
Locais: Serra de Sintra, Serra da Lousã, Serra de Montesinho, Serra da Estrela, Rio Zêzere, Rio Tuela, Rio Douro, Tejo Internacional, Reserva da Faia Brava, Estuário do Tejo, Costa Vicentina.
Espécies de Fauna por ordem de aparição:
Veado, Cia, Gaio, Felosa Comum, Esquilo, Salamandra, Javali, Lobo Ibérico, Corço, Milhafre Preto, Chapim Azul, Pintaroxo Comum, Tentilhão, Melro, Cartaxo, Grifo, Abutre do Egipto, Abutre Preto, Pisco, Raposa, Bico Grossudo, Gamo, Abelharuco, Verdilhão, Veados, Flamingos, Ibis Preta, Garça Real, Garça Branca, Colhereiro, Cegonha Branca, Gaivota de Cabeça Escura.
Música: Time - Hans Zimmer



English

Some of the frames our cameras have caught through this past year. They will take you on a journey from Portugal's dense forests to its highest peaks, through the cork oak tree Montado and down the most beautiful rivers and estuaries, arriving finally to the Atlantic Ocean.
Discover Portugal! Discover its species! Follow Nature at facebook

terça-feira, 23 de outubro de 2012

Erros jornalísticos: alimentos biológicos e convencionais valem quase o mesmo para a saúde- o quê?

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Foto: PÚBLICO
O estudo não encontrou provas de que os alimentos biológicos sejam mais nutritivos
O mais grave desta notícia é que foi publicada no Ecosfera a 4 de Setembro de 2012

Por vezes pasmo com alguns artigos de jornal parece que mais próprios de jornaleiros que de jornalistas.Não só o estudo é inconclusivo (como mais adiante é referido) e aí falha o autor do estudo e quem o publicou dando como adquirida uma coisa inconclusiva, como a própria notícia é colocada de forma enganadora, e aí falha a jornalista, uma vez que quem ler somente o título é de imediato levado a pensar que "um ou outro é a mesma coisa".Senão vejamos, "valem quase o mesmo", para já "quase o mesmo" não é "o mesmo" e a diferença nutricional é real, só na perspectiva da Monsanto é que se calhar não é!Mais adiante refere-se "A maior diferença está na quantidade de pesticidas"!Não é isso razão suficiente para preferir biológico a convencional?Ou será que na perspectiva do autor do estudo ingerir quantidades (por vezes enormes) de pesticidas e químicos é bom para a saúde?Então e além da questão nutricional, o sabor (textura, aroma), a sustentabilidade ecológica e a poluição provocada por pesticidas, não interessam?Só faltava agora lançar outro estudo a dizer que "Transgénicos, biológicos e convencionais valem quase o mesmo"
Demasiado Codex Alimentarius!
Obrigado, Maurício Pereira.Partilho 100% com a sua posição!!

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Acabaram os milagres do crescimento, por Dani Rodrik


A economia é uma ciência. Há centenas de estudos que caminham para a sua vertente "estado mínimo", mais privatização, e pior com mentiras graves e políticas trágicas como a troika...Mas há outros economistas fora desse puzzle e que também apresentam centenas de estudos provando o contrário. Só para exemplo apresento-vos Dani Rodrik, Professor na Universidade de Harvard, um economista que vale a pena aprofundar e que o Público deu a conhecer uma crónica felizmente em bom português (mas há mais, muitos mais economistas que contrariam o "economês") e que passo a transcrever:
[texto completo aqui]
Há um ano, os analistas económicos estavam esfuziantemente optimistas sobre as perspectivas de crescimento económico nos países em desenvolvimento. Em contraste com os Estados Unidos e a Europa, onde o panorama do crescimento parecia na melhor das hipóteses fraco, esperava-se que os mercados emergentes sustivessem o forte desempenho da década anterior à crise financeira global, tornando-se assim o motor da economia global.
Economistas no Citigroup, por exemplo, concluíram ousadamente que as circunstâncias nunca tinham sido tão favoráveis ao crescimento amplo e sustentado em todo o mundo, e projectaram uma produção global rapidamente crescente até 2050, liderada por países em desenvolvimento na Ásia e em África. A empresa de contabilidade e consultoria PwC previu que o crescimento do PIB per capita na China, na Índia e na Nigéria excederia 4,5% até meados do século. A empresa de consultoria McKinsey & Company baptizou a África, desde há muito sinónimo de fracasso económico, como a terra dos “leões em movimento.”
Hoje, esse tema foi substituído pela preocupação acerca do que The Economist chama de “grande abrandamento.” A informação económica recente da China, Índia, Brasil e Turquia aponta para o mais fraco desempenho do crescimento nestes países em anos. O optimismo deu lugar à dúvida.
Claro que, tal como foi inapropriado extrapolar a partir da década anterior de forte crescimento, não deveríamos tentar extrair demasiadas conclusões a partir de flutuações de curto prazo. Não obstante, existem razões fortes para crer que o crescimento rápido provará ser a excepção em vez da regra nas décadas que se aproximam.
Para ver porquê, precisamos de entender como os “milagres do crescimento” são feitos. Exceptuando um punhado de pequenos países que beneficiaram de grandes quantidades de recursos naturais, todas as economias bem-sucedidas das últimas seis décadas devem o seu crescimento à industrialização rápida. Se há algo em que todos concordam sobre a receita da Ásia Oriental, é que o Japão, a Coreia do Sul, Taiwan e claro a China foram todos excepcionalmente bons a mover a sua mão-de-obra dos campos (ou de actividades informais) para a produção organizada. Casos anteriores de recuperação económica bem-sucedida, como os EUA ou a Alemanha, não foram diferentes.
O sector industrial permite a recuperação económica rápida por ser relativamente fácil copiar e implementar tecnologias de produção estrangeiras, mesmo em países pobres que sofram de desvantagens múltiplas. Notavelmente, a minha pesquisa mostra que as indústrias transformadoras tendem a colmatar a lacuna com a fronteira tecnológica à taxa de cerca de 3% ao ano independentemente das políticas, das instituições, ou da geografia. Consequentemente, os países que conseguem transformar agricultores em trabalhadores da indústria colhem um enorme bónus de crescimento. 
Outras  leituras
Desmercadorizar

sábado, 20 de outubro de 2012

Manuel António Pina, as Crianças e a Escola Portuguesa que ganhou prémio internacional

Uma sociedade tem que se conhecer para conseguir desenvolver-se e evoluir de forma justa e sustentada.
Reportagem da TVI no 6 de Outubro 2012 , no jornal das 8. A crise vista pelas crianças - Turma 8ºD da Escola EB23 de Real Braga.

Ontem fiquei abalado com o falecimento de Manuel António Pina.Uma pessoa que dava voz e lucidez à nossa indignação.Via-o como irmão mais velho, mesmo nunca tendo-o conhecido pessoalmente.  O apoio incondicional da minha família foi, como sempre, imprescindível.
Mal eu sabia que ao fim deste dia- sábado- recobrei as forças e energias e vi nascer a Esperança. A Fundação Vox Populi promove todos os anos lectivos o projecto NEPSO (Nossa Escola  Pesquisa a Sua Opinião). A minha escola, Escola Secundária Augusto Gomes, Matosinhos, teve o privilégio de acolher a equipa pedagógica do Norte que aderiu este ano a mais um novo arranque da fase 1 do NEPSO. Vieram professores de Porto, Gaia,  Caminha, Viseu e Almeida. Estão agendadas mais duas fases de formação dos docentes. 
Entrei no Projecto porque outra colega da escola, Natércia Charruadas, que tinha dinamizado no ano lectivo anterior, ficou encantada com o NEPSO e como percebeu a minha tristeza por o Ministério da Educação ter acabado com a Formação Cívica do 10º ano, convidou-me, explicou-me o que se tratava e eu aceitei imediatamente o desafio.
Realmente adorei conhecer pessoalmente os mentores e directores da Fundação: Drs. Paula e Luís Queirós e a Dra. Esperança Afonso. Gostei imenso também de conhecer a Dra. Cristina Berbert (isso mesmo, Brasileira) que vive em Curitiba (essa mesmo, uma das cidades mais sustentáveis de todo o mundo). 
A troca de ideias e alguma conversação amena entre colegas de vários pontos do Norte do País, partilhamos experiências interessantes e foi também uma sensação boa e transpirou-se, no final, alguma felicidade no ar. Entre as amarguras dos venenosos rankings das escolas, há muitos elementos de  comunidades educativas "grandes" e invisíveis a reconstruir tanto "desânimo" e desigualdade social e sempre intervindo para minimizar a crise
Quando cheguei a casa, fui investigar mais e  fiquei fascinado com este documentário e prémio mais que merecido. 
Depois da "faísca" a luz e a curiosidade e a vontade pode motivar o coração de um grupo de alunos/ jovens/ crianças e levá-los até caminhos inimagináveis, como os da turma 8º B de Braga, é o orgulho para qualquer educador e pedagogo. Os meus parabéns! 
E diz tudo Manuel António Pina, neste magnífico poema "O Medo". A melhor homenagem que podemos dar ao grande poeta e homem bom é, além de ler e divulgar a sua obra poética, prosseguir e desbravar caminhos juntos, mesmo com muitas adversidades.

O Medo 
Ninguém me roubará algumas coisas, 
nem acerca de elas saberei transigir; 
um pequeno morto morre eternamente 
em qualquer sítio de tudo isto. 

É a sua morte que eu vivo eternamente
quem quer que eu seja e ele seja.
As minhas palavras voltam eternamente a essa morte
como, imóvel, ao coração de um fruto.

Serei capaz
de não ter medo de nada,
nem de algumas palavras juntas?

Manuel António Pina, in "Nenhum Sítio"

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Documentário imperdível: Geoportugal


Geoportugal - 2009
RTP2, UNESCO e a Farol de Ideias produziram um documentário sobre o património geológico de Portugal e o papel das Ciências da Terra para o desenvolvimento sustentável.

Trata-se de uma rodagem que vai desde Arouca, na Grande Área Metropolitana do Porto, à Ilha das Flores, nos Açores, passando pelos impactos da erosão costeira, a importância do alargamento da Plataforma Continental, sem esquecer os aquíferos e os impactos das alterações climáticas na qualidade de vida.

Qual a importância das geociências?
No fundo, o conhecimento da litosfera, o «mundo das pedras», é tão importante e interessante quanto o da hidrosfera, da atmosfera e da biosfera. Todas estas «esferas» estão interligadas. A vida não seria possível sem essa relação que as Ciências da Terra estabelecem de uma forma holística, global.

GeoPortugal é um documentário escrito por Ivo Costa, com imagem de Tiago Mendes e Sérgio Morgado com edição de Marco Miranda e realização de Arminda Sousa Deusdado.

quinta-feira, 18 de outubro de 2012

Brâmane - poema sonoro de Cecília Meireles com Dead Can Dance


'Brâmane'
(Cecília Meireles, de seu primeiro livro)

Plena mata. Silencio. Nem um pio
De ave ou bulir de folha. Unicamente
Ao longe, em suspiros murmúrio,
Do Ganges rola a fulgida serpente.

Sem ter no pétreo corpo um arrepio,
Nu, braços no ar, de joelhos, fartamente,
Esparsa a barba ao peito, na silente
Mata, o Brâmane sonha. Pelo estio,

Ao sol, que os céus abrasa e o chão calcina,
Impassível, a silaba divina
Murmura... E a cólera hibernal do vento

Não ousa à barba estremecer um fio
Do esquelético hindu, rígido e frio,
Que contempla, extasiado, o firmamento.

Cecília Meireles
In: Espectros (1919)

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Erosão genética provocada pelas multinacionais do sector agrícola

Muito provavelmente não vai gostar da história de erosão genética que deste gráfico (da National Geographic) diz, mas eu espero que "goste" e partilhe ao bom estilo das redes sociais para ajudar a espalhar a palavra sobre o porquê a conservação e poupança de variedades de sementes é tão importante. Se você nunca salvou sementes antes, este é um grande ano para começar. Já agora veja o documentário (curto e directo): Semente é Diamante. As sementes são PÚBLICAS. Estão adequadas às condições biorregionais e devem ser livres de patentes, de transgénicos e de pesticidas!
Quanto aos pesticidas, a A Quercus exige uma reformulação em profundidade do texto da proposta de Lei que pretende transcrever a Diretiva de Uso Sustentável dos Pesticidas.[notícia aqui, de 15/10/12]

terça-feira, 16 de outubro de 2012

O Segredo das 7 irmãs: A vergonhosa história do petróleo

Contra a privataria, já!

No dia em que Gaspar e a facção que capturou o Estado decretaram mais impostos, essa  máquina de processamento de dívida, de degradação do ambiente e de desorganização do território, eis mais um documentário que explora as poucas vergonhas da privataria.
Secret of the seven sisters: The shameful story of Oil
Pétrole, le secret des septs soeurs


A incrível história do pacto secreto que deu origem ao controle oligopólico no mundo do fornecimento de petróleo bruto. Em 27 de Agosto de 1928, magnatas de petróleo de todo o mundo reuniram-se em segredo para formar uma aliança para evitar o confronto e a divisão. O Acordo Achnacarry (Escócia) marcou a criação de um cartel internacional do petróleo, cujos membros se reservavam o direito de partilhar o mercado de petróleo e fixar os preços como quisessem. O contrato entre as "sete irmãs ", como eram conhecidas as gigantes do petróleo, tornaram essas empresas as mestres do mundo moderno. Esta série retrata um século de história do petróleo à luz deste acordo secreto. Reconstruções, arquivos, entrevistas com os protagonistas e especialistas que contribuíram para uma viagem itinerante através do mapa do petróleo bruto, o que revela o roubo extraordinário e gigantesco cometido por uns poucos magnatas sem escrúpulos. [Fonte: RTP2]

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Contra a privataria, já!

A facção que capturou o Estado é uma máquina de processamento de dívida, de degradação do ambiente, e de desorganização do território. As grandes obras públicas ou os bairros periféricos das grandes cidades, inúteis na maioria dos casos, são sorvedouros de fundos comunitários e de empréstimos externos. As grandes cadeias de distribuição tudo fazem para destruir a nossa capacidade alimentar própria, fomentando a importação. A política de transportes é a principal causa do aumento da nossa pesada factura em combustíveis fósseis. Que ninguém se iluda.[...] Contudo, enquanto o Estado não for resgatado pela sociedade - sendo colocado ao serviço dos milhares de interesses plurais, mas convergentes, de um tecido social saudável - a conta vai continuar a ser paga pelos 95% que ficaram de fora. Por quase todos nós. [Soromenho-Marques].

Dossiê Bioterra: Privataria- austeridade é mentira e agressão foi actualizado.

domingo, 14 de outubro de 2012

Mensagem da activista Islandesa Birgitta Jónsdóttir

«My country. My class. Poor people. Old people. No health care. Young people. Cut education. Black people.Discrimination. Gay people. Legislation. My country. Will you ever recover».~ Vini Reilley


A Santíssima Trindade da outra senhora está completa. D. Policarpo tornou-se no Cerejeira (ler a propósito crónica excelente de Mário de Carvalho). Cavaco na sua página do facebook e Sampaio no Expresso parecem que acordaram de um "coma", mas definitivamente não estão a falar pelo povo, falam para dentro de cada um dos seus partidos. Enfim, o carrossel da impunidade e mediocridade perpetua-se e continua. Pela tua sobrevivência adere à desobediência civil pacífica, por uma democracia mais intensa e próxima da Natureza. Partilho, por isso, um texto (longo) "Message from the Icelandic activist Birgitta Jónsdóttir" / "Mensagem da activista Islandesa Birgitta Jónsdóttir" (Translation by Carlos Clara Gomes)  mas que vale a pena lê-lo e partilhar. Bom domingo, sempre em reflexão e (re)acção.
Uma mensagem minha para todos os que protestam. Especialmente para os meus amigos de Portugal.


Caros irmãos e irmãs



Quem me dera poder estar convosco pessoalmente, pois tenho saudades dos protestos que tivemos na Islândia quando surgiu a nossa crise financeira de 2008/2009.
Tenho saudades do espírito e do sentido de união que todos vivemos. O meu espírito está convosco e com todos aqueles que hoje se erguem. Povos de todo o mundo estão a acordar para a realidade de que os nossos sistemas já não nos servem. Os sistemas são auto-imunes e defendem-se a eles mesmos em vez de defenderem quem deviam estar a servir: TODOS VÓS



Nunca nos esqueçamos que nós também somos o sistema, nós também somos o governo, e se nós queremos mudar isso temos que ir lá dentro e criar uma ponte entre o poder e o povo. Antes de mais, sou uma poetisa que escolheu ver-se tanto como poetisa como uma hacker no Parlamento, para entender como trazer mais poder para o Povo da Islândia.



Foram os nossos irmãos e irmãs da revolta na Argentina, quem começou a usar panelas e frigideiras, quando se levantaram contra o seu presidente corrupto e o FMI há alguns anos atrás. Nós fomos inspirados por eles. Agora vocês são inspirados por nós. Lembremo-nos de que mesmo o menor sofrimento ou alegria de alguém em nosso mundo é também realmente nosso, pois somos um único povo.



As ideologias da velha escola da política, dos media, sistemas monetários, empresas e todas as estruturas conhecidas estão em um estado de transformação. Eles estão desmoronando-se. Agora é a hora de uma mudança fundamental a todos os níveis: temos que aproveitar este momento. Porque este é O momento.



É invulgar que tantas gerações e indivíduos tenham semelhante oportunidade como esta para transformar o mundo tal como nós o conhecemos. A grande questão é: como podemos transformá-lo? Alteremos a pirâmide do poder para um círculo de poder onde todos nós sejamos valorizados enquanto tal.



É óbvio que estamos funcionando fora do planeta, muitas das pessoas perderam a conexão vital com o nosso ambiente, a maior parte da humanidade já não compreende a causa e o efeito da falta de sustentabilidade e muitos de nós sentem-se perdidos, deslocados e solitários. Todas as estruturas que achávamos que cuidariam de nós, sejam elas sistemas, ideologias, religião, política ou instituições estão falhando. Que momento, este!



Seguir o coração e as entranhas como um poeta faz muito mais sentido para mim do que a seguir o antagonismo ou a manipulação ideológica. A ideologia do certo ou errado do velho mundo simplesmente foi superada. Já não temos parlamentos fortes, com uma ligação estreita e directa entre o povo em geral e os centros de decisão. Temos os chamado políticos profissionais que estão distantes da realidade da maioria em que nós vivemos.



Partidos e os políticos estão muitas vezes instalados num casamento pouco saudável com os interesses financeiros e a corrupção prospera na arena política em todo o mundo. Enquanto muitos governos falam sobre transparência, o processo de políticas e de leis é retalhado em sigilo.



Precisamos mudar isso. Nós temos que saber o que queremos, em vez dessa realidade que estamos enfrentando.



O século XXI será a nossa era, a das pessoas comuns, onde iremos entender que, para viver na realidade que sonhamos, temos que participar e colaborar para co-criar essa mesma realidade.



Exorto-vos a participar num movimento de mudança, fazer parte activa desta oportunidade de mudança. Se eu pude ser deputada no parlamento islandês, qualquer um pode ser membro do parlamento.



Aqui está a nossa primeira tarefa: Se há algo que está entre o que nós temos que fazer sob a tutela das nações e não das grandes empresas, então é o seguinte: as companhias de água, as empresas de energia, o bem-estar social, a educação, a internet e os sistemas de saúde.


Fizemos tudo tão complexo e grandioso, talvez seja hora de voltar a formas mais simples, formas mais auto-sustentáveis. Nós podemos fazer isso, aprendendo uns com os outros, ajudando-nos mutuamente, local e globalmente, lembrando-nos que nós, como indivíduos, podemos mudar o mundo, e agora é a hora de avançar - assumirmos esse desafio e sermos os manufactores de mudança. Não esperemos que os outros o façam por nós, a hora de fazer a diferença chegou!

sábado, 13 de outubro de 2012

Entrevista da semana- Stanislas Dehaene: "A neurociência deve ir para a sala de aula"


O cientista condena o construtivismo como método de alfabetização e diz como os estudos com cérebro podem ajudar disléxicos a ler [Época- 14.8.12 (Brasil]





Uma das tarefas comuns da ciência é desvendar a complexidade por trás de atividades aparentemente simples. O matemático e neurocientista francês Stanislas Dehaene dedica-se a decifrar as mudanças cerebrais causadas pelo ato de ler. Para ele, a leitura moldou o cérebro humano e preparou-o para assimilar habilidades impossíveis de ser aprendidas por iletrados. Em seu livro Os neurônios da leitura (Editora Penso, R$ 71), ele afirma que o conhecimento do impacto da leitura no cérebro pode melhorar métodos de alfabetização para crianças e dá exemplos de como esse conhecimento tem auxiliado pessoas com dislexia. E mais: Dehaene diz que a pedagogia do construtivismo, altamente disseminada no Brasil, pode ser ineficaz para o ensino da leitura.



NEURÔNIOS EM ATIVIDADE
ÉPOCA – O que suas pesquisas sobre o impacto da leitura no cérebro revelaram?
Stanislas Dehaene – Constatamos que nosso cérebro aprendeu a ler a partir de uma reciclagem dos neurônios. Isso quer dizer que neurônios usados na leitura antes eram empregados em outro tipo de tarefa. Nosso cérebro de primata não teve tempo de amadurecer para aprender a ler. A leitura só foi possível porque conseguimos adaptar os símbolos a formas já conhecidas há milhares de anos. Diferentemente do que disse John Locke, nossa cabeça não é uma página em branco pronta para aprender qualquer tipo de coisa. Esse é um exemplo de como a cultura se adaptou às possibilidades de nossa mente. Concluímos que a leitura despertou em nosso cérebro a capacidade de perceber diferenças sutis e aumentou nossa capacidade de memorizar informações. É interessante observar que o cérebro mobiliza a mesma área para a leitura de qualquer idioma. O processamento da leitura do chinês ou do hebraico, da direita para a esquerda, acontece na mesma região que decodifica o inglês, o francês e o português.

ÉPOCA – O senhor disse que a leitura usou uma parte do cérebro antes destinada a outras funções. Que funções eram essas e o que aconteceu com elas?
Dehaene – Antes de aprendermos a ler, usávamos essa parte do cérebro para reconhecer formas de objetos e de rostos. Se você escanear o cérebro de pessoas que não leem e comparar com as alfabetizadas, a identificação de rostos para as iletradas mobiliza uma parte maior do cérebro que a mesma função nas alfabetizadas. Existe certa competição de competências na mesma região do cérebro. É como se ele tivesse de abrir espaço para a leitura.

ÉPOCA – Isso quer dizer, nesse exemplo, que o cérebro letrado passou a usar um número menor de neurônios para a mesma função? Isso tem impacto na qualidade da função?
Dehaene – Não temos provas científicas de que ocorra perda de competência. Um mesmo neurônio pode ter um número desconhecido de sinapses, de acordo com o estímulo do ambiente. Mas essa é uma suposição lógica. Afinal, temos de dividir um mesmo número de neurônios em várias atividades. Nosso grupo de pesquisas na Amazônia mostrou que o cérebro de pessoas que não leem tem habilidades relacionadas à noção espacial e de matemática muito avançadas. Não temos dados científicos que provem que eles sejam melhores nessas tarefas porque não leem. Mas essa é uma possibilidade.

sexta-feira, 12 de outubro de 2012

Howard Zinn - um pensador a conhecer




Howard Zinn (Nova Iorque, 24 de agosto de 1922 – Santa Monica, 27 de janeiro de 2010) foi um historiador, cientista político, ativista libertário e dramaturgo norte-americano, mais conhecido como autor do livro A People's History of the United States, que vendeu mais de um milhão de cópias desde que foi lançado em 1980.

Foi uma figura proeminente dos movimentos pacifista, antibelicista, pelo reconhecimento de direitos e liberdades civis desde os anos 1960. Autoproclamado anarquista em diversas ocasiões, Zinn reconhecia seu pensamento e obra em profunda relação com esta filosofia política. Durante as últimas décadas, participou da dissidência política dos EUA, tecendo profundas críticas às instituições capitalistas e aos estados nacionais.

Companheiro de Zinn no activismo político de esquerda, o professor do Instituto de Tecnologia de Massachusetts Noam Chomsky declarou que "ele deixou uma contribuição incrível para a cultura intelectual e moral americana". "Ele mudou a consciência da América de uma forma muito construtiva. Eu realmente não consigo pensar em ninguém a quem eu posso comparar a ele nesse requesito", acrescentou.
O actor Ben Affleck, amigo da família Zinn durante a infância, lançou uma declaração dizendo que "Howard tinha uma grande mente e foi uma das grandes vozes na vida política americana". "Ele me ensinou o quão valiosa, o quão necessária, a dissidência foi para a democracia e para os próprios Estados Unidos. Ele ensinava que a história foi feita pelo homem comum, e não pelas elites. Tive a sorte de conhecê-lo pessoalmente e vou carregar comigo aquilo que aprendi com ele, e tentar transmitir aos meus próprios filhos", acrescentou.

[ler mais em wikipedia]
Página oficial de Howard Zinn

quinta-feira, 11 de outubro de 2012

Dia Internacional da Rapariga


O Dia Internacional da Rapariga observa-se anualmente a 11 de Outubro.

A data foi instituída em 2011 pela Organização das Nações Unidas, através da Resolução 66/170, com o objectivo de promover a protecção dos direitos das raparigas de todo o mundo e de acabar com a vulnerabilidade, a discriminação e a violência que estas sofrem. Em 2012 celebrou-se a data pela primeira vez.

Muitas raparigas continuam a ser impedidas de estudar e são obrigadas a casar pelas famílias. Para chamar a atenção sobre os problemas, por todo o mundo realizam-se atividades neste dia que visam promover os direitos das raparigas e das adolescentes.

Dados mundiais sobre as raparigas (actualizado para 2016)
Existem 1,1 mil milhões de raparigas no mundo.
Uma em três raparigas casa antes dos 18 anos nos países em desenvolvimento, o que aumenta a probabilidade de violência pelo parceiro.
700 milhões das mulheres de hoje casaram antes dos 18 anos e um terço destas casou antes dos 15 anos.
As raparigas pobres têm 2,5 vezes mais hipóteses de casar na infância do que as raparigas ricas.
7 milhões de raparigas menores engravidam por ano nos países em desenvolvimento.
40% das gravidezes não são planeadas, com grande parte deste número a resultar de violações.
Mais de 3 milhões grávidas não têm acesso a planeamento familiar e cerca de 40% das jovens procuram contracetivos sem êxito.
Entre 100 a 142 milhões de raparigas terão sido submetidas a mutilação genital.
31 milhões de raparigas em idade de escola primária e 34 milhões em idade do secundário não vão à escola.

Datas semelhantes
Dossiê BioTerra aconselhado:

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

O Top Ten dos alimentos transgénicos

Os mais bem cotados em bolsa de mercados! O milho, arroz, soja, algodão e o tomate, principalmente.


1. Milho - Corn. Milho foi modificado para criar seu próprio insecticida  Os EUA Food and Drug Administration (FDA) declarou que toneladas de milho geneticamente modificado foi introduzida para consumo humano. Monsanto revelou que metade das quintas de milho doce nos EUA são plantados com sementes geneticamente modificadas. Ratos alimentados com milho GM foram descobertos a ter menor prole e problemas de fertilidade. 

2 Soja - Soy. A soja também tem sido geneticamente modificado para resistir aos herbicidas. Produtos de soja incluem farinha de soja, tofu, bebidas de soja, óleo de soja e outros produtos que podem incluir doces, produtos assados ​​e óleo comestível. Hamsters alimentados com soja GM foram incapazes de ter filhos e sofreram uma alta taxa de mortalidade. 

3 Algodão - Cotton. Como o milho e soja, o algodão foi concebido para resistir aos pesticidas. Considera-se de alimentos , porque o seu óleo pode ser consumido. A sua introdução na agricultura chinesa produziu uma substância química que mata lagarta do algodão, reduzindo a incidência de pragas não só em culturas de algodão, mas também em campos vizinhos de soja e milho. Aliás, milhares de agricultores indianos sofreram erupções cutâneas graves após a exposição ao algodão Bt. 

4. Papaia- Papaya. A variedade resistente a vírus de mamão foi comercialmente introduzida no Havaí em 1999. Mamoeiros transgénicos compõem três quartos da colheita total de papaia havaiano. Monsanto concedeu Tamil Nadu Agricultural University em tecnologia para o desenvolvimento de Coimbatore mamão resistente ao vírus da mancha anelar na Índia. 

5 Arroz - Rice. Este alimento básico do Sudeste Asiático já foi geneticamente modificado para conter uma elevada quantidade de vitamina A (arroz dourado). Alegadamente, há relatos de variedades de arroz contendo genes humanos para ser cultivadas nos EUA. O arroz irá criar proteínas humanas úteis para lidar com diarréia infantil no mundo. China Daily, um jornal online, informou potenciais graves problemas de saúde pública e meio ambiente com arroz geneticamente modificado considerando sua tendência a causar reações alérgicas com a possibilidade simultânea de transferências de genes . 

6. Tomate - Tomatoes. Os tomates já foram geneticamente modificados para maior durabilidade, impedindo-os de fácil decomposição e degradação. Num teste realizado para determinar a segurança de tomates transgénicos, algumas espécies de animais morreram dentro de algumas semanas após consumir tomates GM. 

7. Colza - No Canadá, essa cultura foi rebatizado de canola para diferenciá-lo de de colza não-comestíveis . Material de alimento produzido a partir de colza inclui óleo de canola usado para processar óleo de cozinha e margarina. Mel pode também ser produzido a partir de colza GM. As autoridades de fiscalização de alimentos alemães descobriram tanto quanto um terço do total de pólen presente no mel canadiano pode ser de pólen GM. Na verdade, alguns produtos de mel do Canadá também foram descobertos ter pólen de canola GM. 

8. Produtos lácteos- foi descoberto que 22 por cento das vacas em os EUA foram injetados com hormona de crescimento recombinante (geneticamente modificados) bovino (rBGH). Esta hormona Monsanto criado artificialmente força vacas para aumentar a sua produção de leite em 15 por cento. O leite de vacas tratadas com esta hormona indutora leite contém níveis elevados de factores IGF-1 (de crescimento insulina-1). Os seres humanos têm também IGF-1 no seu sistema. Os cientistas têm expressado preocupações de que níveis mais elevados de IGF-1 em seres humanos têm sido associados com o cancro da mama e do cólon. 

9. Batatas - Potatoes. Ratos alimentados com batatas modificadas com Bacillus thuringiensis var. Kurstaki Cry 1 foram encontrados para ter toxinas no seu sistema. Apesar das alegações em contrário, isso mostra que Cry1 toxina era estável no intestino dos ratos. Quando os riscos de saúde foram revelados, ele acendeu um debate. 

10. Ervilhas - Peas. As ervilhas que foram geneticamente modificadas provocam respostas imunitárias em ratinhos e, possivelmente, até mesmo em seres humanos. Um gene de feijão foi inserido nas ervilhas, criando uma proteína que funciona como um pesticida. 

Fonte: Natural News


O trigo transgénico não é referido aqui neste estudo, mas sabe-se que é muito apetecível, porque para além da importância económica, o trigo (seja ou não transgénico) é muito utilizado como biocombustível, sobretudo nos EUA. Acompanhar toda a polémica no artigo muito bem referenciado na wikipedia

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Nuno Grande. Grande homem.



Até sempre ou até breve. Mas ficam cá portugueses que te seguirão os passos. Tive a honra de o conhecer pessoalmente. Nuno Grande, excelente professor do Instituto Biomédico do Porto, era uma excelente pessoa, um coração de ouro que se dava 110% ao seu trabalho. Dois textos, uma marca: GRANDE homem! 

1. Disse um dia numa entrevista ao jornal do Comércio do Porto: "Tentamos resolver os problemas dos estudantes. Normalmente, mais de estudantes estrangeiros, brasileiros, africanos de todos os países, venezuelanos... Mas também de portugueses que aparecem com problemas muito, muito sérios. Às vezes é terrível. Noutro dia cheguei de manhã à reitoria e estava lá uma rapariga cabo-verdiana que me diz, "desde ontem à tarde não tenho onde dormir". Tive que arranjar solução até ao fim da tarde. Temos problemas desta natureza." 

2. Escrevia no Jornal de Notícias em 2008: "Mudanças foram prometidas no sistema educativo em Portugal e no entanto os estudantes portugueses continuam a ir estudar Medicina para Espanha, outros para a Republica Dominicana e Republica Checa....Tenho pena que não haja uma selecção vocacional, para que deixe de haver médicos que não acabam cursos, outros que entram na politica, e outros que envergonham a juramento de Hipócrates. Parece que bastam computadores para tudo se resolver".


Ó ventos do monte
Ó brisas do mar
A história que vou contar
Dum pastor Florival
Meu irmão de Bensafrim
Natural rezava assim
Passava ele os dias
No seu labutar
E os anos do seu folgar
Serras vai serras vem
Seu cantar não tinha fim
O pastor cantava assim
Ó montes erguidos
Ó prados do mar em flor
Ó bosques antigos
Trajados de negra cor
Voa andorinha
Voa minha irmã
Não te vás embora
Vem volta amanhã
Dizei amigos
Dizei só a mim
Todos só de um lado
Quem vos fez assim
Dizei-me mil prados
Campinas dizei
A história que não contei
Serras vai serras vem
O seu mal não tinha fim
O pastor cantava assim
Ó montes erguidos
Ó prados do mar em flor
Ó bosques antigos
Trajados de negra cor
Voa andorinha
Voa minha irmã
Não te vás embora
Vem volta amanhã
Dizei amigos
Dizei só a mim
Todos só dum lado
Quem vos fez assim
Seu bem que ele vira
Num rio a banhar
Ao vê-lo vir espreitar
Nunca mais apareceu
Ao pastor de Bensafrim
Sua dor chorava assim
Ó montes erguidos
Ó prados do mar em flor
Ó bosques antigos
Trajados de negra cor
Voa andorinha
Não te vás embora
Vem volta amanhã
Dizei amigos
Dizei só a mim
Todos só dum lado
Quem vos fez assim

domingo, 7 de outubro de 2012

Escola de Redes - Um projeto de coinvestigação sobre a aprendizagem humana


O projeto Humana.social é uma iniciativa de alguns pesquisadores da Escola-de-Redes cujo objetivo é inaugurar uma nova teoria interativista da aprendizagem. No site do projeto é possível encontrar artigos, informações sobre cursos e orientações para quem quiser se tornar um pesquisador associado.
Como seria uma teoria da aprendizagem que não tem por base uma teoria do conhecimento? É o que eles buscam descobrir.  

sábado, 6 de outubro de 2012

Desintegração

Está na hora de construirmos uma nova democracia mais participativa e onde a nossa voz seja ouvida e a nossa vontade seja cumprida
Quando a bandeira fica ao contrário 



"Criador de anarquias sempre me pareceu o papel digno de um intelectual - dado que a inteligência desintegra e a análise estiola."~ Fernando Pessoa 

"Triste época! É mais fácil desintegrar um átomo do que um preconceito." ~ Albert Einstein 

"A verdadeira bondade do homem só pode manifestar-se em toda a sua pureza e em toda a sua liberdade com aqueles que não representam força nenhuma. O verdadeiro teste moral da humanidade (o teste mais radical, aquele que por se situar a um nível tão profundo nos escapa ao olhar) são as suas relações com quem se encontra à sua mercê: isto é, com os animais. E foi aí que se deu o maior fracasso do homem, o desaire fundamental que está na origem de todos os outros." Milan Kundera, in "A Insustentável Leveza do Ser"



Dossier Privataria foi actualizado

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

E-livro da semana - “Cuidado, Escola”, de autoria de Babette Harper et al.

Este livro é de 1980 e continua surpreendentemente atual. “Cuidado, Escola”, de autoria de Babette Harper, Claudius Ceccon, Miguel Darcy de Oliveira e Rosiska Darcy de Oliveira, oferece uma crítica muito bem fundamentada sobre a crise global do modelo empresarial de escola.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Dia dos Animais - oração shin-budista


Oração Shin-Budista das Crianças
"Eu sou um elo na dourada corrente de amor do Buda Amida que se espalha pelo mundo. 
Devo manter meu elo iluminado e forte. 

Tentarei ser bondoso e gentil com cada ser vivo e proteger todos que são mais fracos do que eu.

Tentarei ter pensamentos puros e belos, dizer palavras puras e belas e agir com pureza e beleza, sabendo que daquilo que faço agora depende não só a minha felicidade ou infelicidade, mas também a dos outros. 

Possa cada elo na dourada corrente de amor do Buda Amida se tornar iluminado e forte, e possamos todos nós alcançar a paz perfeita."

Outras leituras
Para ainda comparar a legislação portuguesa com a existente noutros países consulte a página da Universidade Estadual de Michigan (2004)

Dossiê
Consciência Animal actualizado!

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Democracia directa, já! O que é? Documentário imperdível!

Marc Roche defende que "o Banco [G. Sachs], está em todo o lado: a falência do banco Lehman Brothers, a crise grega, a queda do euro, a resistência da finança e até a maré negra do golfo do México", refere a apresentação do livro.


Hoje é dia de um discurso muito longo e lento...de um tal neo-liberal criador de pobres, Vitor Gaspar. (creio que desta feita o texto vem melhorado com requintes de António Borges com um pingo doce)

PS deve abster-se e ser equidistante do neoliberalismo e do neomarxismo - Assis

E que tal neo-inúteis? Não há paciência. "E se antes disso [os políticos] nos explicassem o que é isso de ser de esquerda ou de direita? Nós trabalhamos com papéis que não sabemos se têm cobertura, como no faz-de-conta infantil. Mas o que é curioso é que o comércio político funciona à mesma com os cheques sem cobertura. E ninguém tira a limpo esse abuso de confiança, para as cadeias existirem. Mas o homem é um ser fictício em todo o seu ser. E é precisa a morte para ele enfim ser verdadeiro".A História mostrará que Vergílio Ferreira tem razão. Estes políticos do séc.XXI não prestam!! Democracia directa.

terça-feira, 2 de outubro de 2012

The Poetry of Science: Richard Dawkins and Neil deGrasse Tyson


Hoje proponho algo diferente- uma palestra. Dois dos ilustres cientistas conversam sobre a beleza da ciência (Poetry of Science). Neil de Grasse Tyson, astrofísico e apresentador de NOVA e biólogo evolucionista Richard Dawkins neste programa exploram as maravilhas do Cosmos e da Vida, suas origens, suas inspirações, e porque a ciência não é apenas uma opção, é a única realidade que possuímos. Uma hora bem passada, garantida!

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

DNA metálico: código genético molda síntese de nanopartículas

Redação do Site Inovação Tecnológica - 13/08/2012
DNA metálico: código genético molda síntese de nanopartículas
O DNA dirige o crescimento das nanopartículas metálicas de forma similar ao que ele faz com a síntese de proteínas, com diferentes letras do alfabeto genético resultando em diferentes formatos das partículas. [Imagem: Zidong Wang/Yi Lu]
Ler toda a notícia aqui.
Bibliografia:
Discovery of the DNA "Genetic Code" for biological Gold Nanoparticle Morphologies
Zidong Wang, Longhua Tang, Li Huey Tan, Jinghong Li, Yi Lu