segunda-feira, 30 de abril de 2012

Blogues da Nature


Desde 2009 que a Nature dinamiza um espaço interactivo, através de blogues convidados, muito interessante e pertinente, Nature Blogs, em particular os de carácter biomédico, alguns sobre genética, mas o enfoque global é conhecer e compreender/antever/prevenir as alterações climáticas. Além do rigor científico (revisão por pares - peer review), este espaço constitui também uma excelente oportunidade de todos nós interagirmos com os cientistas, numa relação mais horizontal.

sábado, 28 de abril de 2012

Killing Joke Love Like Blood (12 inch Extended Version)






Banda pós-punk, reconhecida pelo seu som pesado mas dançável e com referências, nas suas letras, ao ocultismo e activismo político intensos. O empenho e versatilidade de Jaz Coleman, ao longo destes anos foi reconhecido e em Outubro de 2006, foi escolhido para compositor-residente da União Europeia.

Também é uma banda "residente" no BioTerra: Proféticos com o seu "Eighties"Democracy [1996, video e poema]; Sanity, Millenium [video e poema] e finalmente New Day.
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quarta-feira, 25 de abril de 2012

Doc da semana: 6 maneiras para salvar o mundo com cogumelos (Paul Stamets)


Mycelium is Earth’s natural Internet (Paul Stamets)


Empreendedor micologista Paul Stamets pretende resgatar o estudo de cogumelos a partir de florestas gourmet e senhores da guerra psicodélicas. O foco da pesquisa Stamets é o genoma nativo de fungos do Noroeste dos EUA, o micélio, mas ao longo do seu caminho de pesquisa, já criou 22 patentes de tecnologias baseadas em cogumelo tecnologias, incluindo fungos pesticidas que os insectos são atraídos para comê-los, e cogumelos que podem derrubar as neurotoxinas usadas em gás de nervos. Há implicações cósmicas também. Stamets acredita que poderia terraformar outros mundos em nossa galáxia por meio do plantio de uma mistura de esporos de fungos e outras sementes para criar uma pegada ecológica de um novo planeta.


Ler também: 
1. Microrremediação: sobre a importância ecológica dos fungos e cogumelos
2. Fungi Perfeti (Página Oficial de Paul Stamets)

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Dia Mundial do Livro e Direitos de Autor (UNESCO)


A 23 de Abril celebra-se o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor.
A data tem como objetivo reconhecer a importância e a utilidade dos livros, assim como incentivar hábitos de leitura na população.

Os livros são um importante meio de transmissão de cultura e informação, e elemento fundamental no processo educativo.

No Dia Mundial do Livro decorrem várias ações de promoção dos livros e da leitura, organizados por livrarias, associações culturais, escolas, universidades e outras entidades. Neste dia também se podem comprar livros a preço especial em várias livrarias. Uma sugestão de celebração deste dia é partilhar a(s) sua(s) obra(s) preferida(s) com os outros.

Origem da data
A UNESCO instituiu em 1995 o Dia Mundial do Livro. A data foi escolhida por ser um dia importante para a literatura mundial - foi a 23 de abril de 1616 que faleceu Miguel de Cervantes e a 23 de abril de 1899 que nasceu Vladimir Nabokov. O dia 23 de abril é também recordado como o dia em que nasceu e morreu o famoso escritor inglês William Shakespeare.
A data serve ainda para chamar a atenção para a importância do livro como bem cultural, essencial para o desenvolvimento da literacia e desenvolvimento económico.

Mais Informações
As Minhas Leituras
Biblioterra
Dossier Bibliotecas, Escritores Nacionais e Internacionais
Wikipedia (PT)
Wikipedia (EN) com mais informações

    domingo, 22 de abril de 2012

    Dia da Terra - Tomo Musical III





    Tomos Musicais 1 e 2

    Up In Flames (featuring Smoke)
    from Corroded Utopia (LP 2010) by Eastern Sunz
    Fonte: Eastern Sunz
    lyrics

    Stop the presses and strike up the band,
    cause I came to send a message with the mic in my hand.
    People fighting over resources, dying for land,
    and we just let the evil empires try and expand.
    We can bury our heads or draw a line in the sand,
    against the ones ready strike and lay you right where you stand.
    Live a firestarter, die a martyr, sayonara,
    aint no time for waiting on a knight in shining armor.
    The planet's gotten rotten at the surface and the core,
    and the people walk around without a purpose anymore.
    The tip of the melting iceberg, it’s just getting warm,
    we'll need one hell of an umbrella to weather the shit storm.
    You gotta ask yourself what your gonna do,
    when we see world war three and civil war two.
    And quite frankly I don't know about you,
    but when shit hits the fan I won't be trying to stay cool.

    Chorus
    Said one, two, one, two,
    said I don’t know what to do.
    So many problems to solve,
    no time for getting involved.
    My only hope is there’s a future for kids,
    forced to grow up on a planet where it’s hostile to live.

    Courage
    Earth Mother, god we failed in so many ways,
    look to the skies, they're polluted and gray.
    Clear-cut forests bald-headed, totally shaved,
    topsoil erodes and all the animals fade.
    How we make it to this horrible phase?
    Corporatocracy clench the whole world, sell their soul for what pays.
    We're a virus like the bird flu and AIDS,
    educated with good grades, still we don't know how to behave.
    There was a time when fresh water was still drinkable,
    now that be unthinkable, Pepsi bottle it and sell it to you.
    There's nothing in the world like sitting under a tree,
    but carnage be the only thing that I see, and tree stumps.
    Cause we dumps pollution into oceans and streams,
    transforming them to toxic it seems,
    there's no regard for other living beings, just the diamonds and bling,
    infatuation with material things.

    Smoke
    The world going down in kerosene dreams,
    conflict diamond in the rough, sipping poison out of streams.
    It’s progress, baby, I mean deformed babies,
    Monsanto thanks thee for consuming the virus.
    Now let’s contaminate the dirt, extrapolate the worth,
    laminate the hurt, dominate and intoxicate the Earth.
    Word to wasteland, industrial taste, waste bland,
    pass the petrol chemicals so I can build castles out of radiated sand.
    Bathe in blood bank, bailout, fractional-reserve system, sell out,
    genetically modified monster made out of carcinogens and fallout.
    Now fill out these forms,
    Big Brother is watching you getting high off the toxins.
    Of course, better open your eyes before you wake up,
    and hear the sound of troops boots marching.

    sábado, 21 de abril de 2012

    Boredoms - supercoming part 1 (star)



    Continuando com este excelente grupo japonês [ouvir supergoing] . As fotografias escolhidas pelo autor deste "teledisco" são de tirar o fôlego. A batida e os espaços sonoros respiram e transpiram!

    sexta-feira, 20 de abril de 2012

    Plantas primitivas podem ser fonte de novos medicamentos

    Créditos: Genetics News
    Um recente relatório de um grupo de pesquisadores russos foi capaz de regenerar uma planta que não tinha visto a luz do dia para 32.000 anos e atraiu grande, e merecido, interesse de todo o mundo. Anteriormente, a mais antiga conquista semelhante foi o crescimento de uma tamareira a partir de uma semente de 2.000 anos encontrada em Israel.

    Ao trabalhar com uma flor do Árctico chamada Silene stenophylla, os russos extraíram células da placenta, um órgão encontrado na fruta que faz com que as sementes da planta, e cultivadas numa matriz-antediluviana permitiu desenvolver plantas inteiras. Os frutos de plantas e sementes tinham sido enterrados a mais de 100 pés abaixo das margens de um rio na Sibéria. Os pesquisadores foram capazes de realizar o seu projeto, pois as sementes e os frutos foram protegidos pelo permafrost.

    Embora este avanço científico é imensamente digno de nota em seu próprio direito, grande sucesso da equipe de botânicos russos prenuncia outras oportunidades potenciais. Por exemplo, pesquisadores da Universidade Federal do Rio Grande do Sul no Brasil estimam que 25% dos medicamentos prescritos no mundo vêm das plantas. Dr. Gordon Cragg do NCI observou que muitos analgésicos, relaxantes musculares, anti-cancerigenos, anti-hipertensivo, antimaláricos, cardiotónicos e drogas anti-demência são derivadas de plantas.

    O que é particularmente interessante sobre o projeto russo é que ele abre a porta para a descoberta potencial de novos medicamentos a partir de fontes vegetais antigos. Como a Terra continua a experimentar o aquecimento global, aumento do número de hectares de terra serão liberados a partir de camadas de permafrost. Meu palpite é que novas variedades de plantas muito enterradas sob o gelo e a neve vão começar a aparecer. Felizmente, algumas destas plantas irão conduzir ao desenvolvimento de novas terapêuticas.

    Estou particularmente animado com a possibilidade de que os antibióticos originais podem ser encontradas à medida que avançamos na pesquisa sobre as plantas primitivas recém-descobertas. Com a crescente incidência de microorganismos resistentes a antibióticos que assola a prática médica, a introdução e uso de novos antibióticos que vêm de plantas antigas e não estão familiarizados com muitas bactérias e vírus modernos, serão muito bem-vindos.

    Em resumo, o renascimento russo de uma planta de 32 mil anos pode ser vista como um milagre bioarqueológico e um salto biomédico plausível  para a frente. [traduzido daqui]

    quinta-feira, 19 de abril de 2012

    Satélite japonês ajuda inspecção contra o desmatamento da Amazónia, pois os infractores antecipavam o corte para a época das chuvas....

    O governo brasileiro lançou o Programa de Proteção e Combate de Desmatamento da Amazônia (PPCDAM), prevendo ações como presença mais constante na região, parceria da Polícia Federal, Ibama e demais instituições em operações de combate à exploração ilegal da floresta, monitoramento por satélite (o que inclui o acordo de cooperação com a Jaxa), entre outras.
    Com o PPCDAM, os infratores mudaram a dinâmica. Deixaram de explorar grandes áreas de uma só vez, pulverizando os cortes (80% dos desmatamentos detectados em 2010 eram em áreas menores de 50 hectares).
    Também anteciparam o corte da floresta para o início do ano, reduzindo a atividade na época seca (de julho e dezembro) para fugir ao olhar dos satélites ópticos que tinham a capacidade de detecção reduzida quando havia muitas nuvens. Esse problema pode ser contornado com o satélite ALOS. O diretor-executivo da Jaxa fic.ou impressionado com o aproveitamento das imagens do satélite japonês.
    Por usar sistema de radar, o satélite japonês conseguia capturar imagens de áreas florestais devastadas, independente da quantidade de nuvens, complementando as informações obtidas por outros satélites empregados no monitoramento da Amazônia.
    A partir das imagens do ALOS, técnicos do Centro de Sensoriamento Remoto do Ibama identificaram mais de 2 mil polígonos de desmatamento em dois anos de análise de imagens de radar.

    terça-feira, 17 de abril de 2012

    Doc da semana- Imitando as biotecnologias da Natureza (Biomimicry ou Biomimetics)




    A biomimética é uma área da ciência que tem por objetivo o estudo das estruturas biológicas e das suas funções, procurando aprender com a Natureza (e não sobre ela) e utilizar esse conhecimento em diferentes domínios da ciência. A designação desta recente e promissora área de estudo científico provém da combinação das palavras gregas bíos, que significa vida e mímesis que significa imitação. Dito de modo simples, a biomimética é a imitação da vida.


    Algumas ligações com interesse:

    segunda-feira, 16 de abril de 2012

    Desertec - A energia que vem do deserto já arrancou em pleno e promete cobrir 15% das necessidades europeias

    Parobolic mirrors at a solar thermal plant are used to heat oil
    CrédtiosGuardian

    A Europa busca nos desertos um caminho para suprir sua procura energética. Em 2011, a Espanha começou a usar a todo vapor o maior parque  solar no mundo, instalada numa das regiões mais áridas do país. Mas o mais ambicioso projecto europeu está em curso na África, no Deserto do Saara. É lá que o consórcio Desertec, formado por 50 empresas alemãs, começa a construir este ano uma usina de energia solar colossal. A ideia é construir parques solares em várias partes do Sahara para atender de 15% a 20% das necessidades europeias.
    A primeira fábrica, que ocupará uma área de 12 quilómetros quadrados, fornecerá 500 megawatts de energia para o Velho Continente a partir de 2014. Mas, de acordo com Paul van Son, chefe do projeto, ainda não foi decidido se será usada a tecnologia de solar térmico (aquecimento da água para a movimentação de uma turbina a vapor), ou o método fotovoltaico. A geração fotovoltaico térmico tem a vantagem de ser mais barata, produzindo energia pela acção da luz do Sol no silício das células captadoras. Já a geração fotovoltaico, usada na fábrica egípcia Kuraymot é mais cara, mas tem a vantagem de permitir a produção de energia à noite. A egípcia foi construída pela empresa alemã Solar Millenium, que faz parte do consórcio Desertec e também construiu as fábricas/parques Andasol 1, 2 e 3 na Andaluzia, Espanha, entre as mais modernas do mundo e um exemplo do que será a fábrica do Sahara.



    Mais info:

    domingo, 15 de abril de 2012

    A melhor eco-história da semana - na Índia, um homem plantou sozinho uma floresta inteira

    "O Homem que Plantava Árvores" é a história de um senhor muito peculiar, o pastor Elzéard Bouffier que, em total sintonia com a natureza, faz crescer uma floresta onde antes era uma região árida e inóspita. É um conto de Jean Giono, de 1953, passado para animação, lindíssima, que já mencionei no BioTerra, em 2008. E agora tornou-se realidade, na Índia.

    Índia: Homem plantou sozinho uma floresta inteira
        Um homem plantou, sozinho, com as próprias mãos, uma floresta inteira na região de Jorhat, perto do rio Bramaputra, na Índia. Graças aos esforços de Jadav Payeng, hoje com 47 anos, uma área de 550 hectares passou a acolher uma grande diversidade de flora e fauna, incluindo animais globalmente ameaçados como tigres e rinocerontes.
        A aventura de Jadav Payeng começou em 1979, quando a região foi assolada por inundações que arrastaram centenas de serpentes para as margens do rio. Uma vez que não havia árvores naquele local, os répteis acabaram por morrer devido ao excesso de calor e foi nesse dia que o indiano, então com apenas 16 anos, decidiu que tinha de alterar a situação.
        "Eu sentei-me no chão e chorei de tristeza quando encontrei os restos dos animais. Foi uma carnificina", relembrou Jadav Payeng em entrevista ao jornal The Times of India. "Alertei o departamento florestal e perguntei-lhes se podiam plantar árvores nesta região. Eles disseram que aqui nada ia crescer e pediram-me que, em vez disso, plantasse bambu. Foi doloroso mas consegui fazê-lo. Sozinho, porque não havia ninguém interessado em ajudar-me", acrescentou.
    Jadav Payeng :The man who made a forest. [fonte:My Room]   
        Jadav saiu de casa, abandonou a escola e passou a viver junto ao rio, aceitando, sem problemas, uma vida solitária. Regava as plantas de manhã e à tarde, podava-as sempre que necessário e, depois de alguns anos, o local transformou-se numa enorme plantação de bambu. "A partir desse momento decidi plantar árvores a sério. Além disso, como as formigas vermelhas têm a capacidade de mudar as propriedades do solo, trouxe muitas da minha aldeia", contou.

        Cerca de 12 anos depois, a região começou a ser ponto de passagem de aves migratórias e diversos animais de grande porte, entre eles o raro tigre-de-bengala e o rinoceronte indiano. Porém, só em 2008, quase três décadas após Jadav ter dado início ao nascimento da floresta, o departamento florestal teve conhecimento do que se passava.   
        Gunin Saikia, um dos responsáveis do departamento, confessou ao The Times of India a surpresa que a descoberta provocou. "Ficámos muito surpreendidos quando encontrámos uma floresta tão densa na margem do rio. Ele trata as árvores e os animais como se fossem seus filhos. Quando vimos isto, decidimos intervir também", sublinhou Saikia. 
        De acordo com o assistente de conservação florestal, a equipa ficou "fascinada" com Payeng. "Ele tem feito isto desde há 30 anos. Se o tivesse feito noutro país seria, com certeza, considerado um herói", apontou.
       Não foi fácil conseguir a ajuda do governo - apenas o ano passado as entidades florestais avançaram para a plantação de árvores em 200 hectares de terreno - mas está já em estudo a apresentação de uma proposta para transformar o local numa reserva protegida de vida selvagem.
    Adaptado de Boas Notícias- Ambiente,4 de Abril de 2012

    sexta-feira, 13 de abril de 2012

    Leituras: Porque somos diferentes?

    Encontrei este artigo na internet, agora que estou a finalizar os conteúdos programáticos em Formação Cívica, 10º Ano, sobre Educação Sexual e é tão interessante que só poderia reproduzir no meu blogue.
    Fonte: Super Interessante, Agosto 2010

    A diversidade de comportamentos eróticos nas diferentes culturas e no interior de cada sociedade deixa a ciência intrigada. O ambiente e os genes têm muito a dizer.

    Tonga é um pequeno país insular situado a Leste da Austrália, no Pacífico Sul. O actual rei continua a desempenhar certas funções (trata-se de uma monarquia constitucional), mas há muito que já não tem a obrigação de desflorar as mulheres virgens da ilha. Um dos seus antepassados, Fatefehi, foi obrigado a cumprir o extenuante dever durante anos: estima-se que iniciou nas artes do amor 37.800 raparigas, entre 1770 e 1784, a um ritmo de seis ou sete por dia.

    As mulheres nayares da Índia também podem manter um número considerável de relações sexuais, mas não como uma obrigação; fazem-no por diversão. Nesta casta de guerreiros hindus (ou seja, a nayar), as meninas devem passar por uma cerimónia que dura quatro dias antes da primeira menstruação. No fim do ritual, recebem o tali, um colar que simboliza que contraíram matrimónio. A partir desse momento, podem manter relações sexuais com quantos amantes (sambandha) quiserem, um de cada vez ou no número que considerem mais apetecível. Um deles poderá tornar-se seu marido, mas isso não é obrigatório. De facto, não costuma ser habitual.

    Depósito de esperma em reserva
    Os jovens etoros da Papuásia/Nova Guiné, pelo contrário, tratam de restringir o número de parceiros eróticos e a quantidade de relações sexuais que mantêm ao longo da existência. Praticam a castidade ("a mais desnaturada das perversões sexuais", segundo o escritor inglês Aldous Huxley ) com as suas companheiras durante a maior parte do tempo. O motivo é simples: acreditam que a quantidade de sémen é limitada e que morrerão quando esgotarem as suas reservas. A quantidade do precioso fluido de que um homem etoro poderá dispor ao longo da vida é adquirida durante a adolescência. Como? Através da prática de sexo oral aos homens maduros da tribo. Por isso, um jovem não pode ter um aspecto demasiado saudável: considera-se que abusou do sexo oral e que ingeriu demasiado sémen. Nesse caso, é obrigado a manter relações sexuais com mulheres para recuperar o equilíbrio.

    No mundo ocidental, semelhante teoria seria liminarmente descartada; ninguém acredita que se tenha de limitar o número de coitos para racionar o sémen. O que se verifica na nossa sociedade é a castidade voluntária: um número considerável de indivíduos não praticam sexo porque não desejam fazê-lo. A Sociedade Assexual Americana estima que esse grupo integra cerca de três por cento da população mundial, mas talvez a percentagem real seja ainda maior, agora que já não se esconde a opção assexual. No Japão, país que muitos especialistas consideram ser um exportador de tendências, cada vez se mantêm menos relações. Uma sondagem da Associação Japonesa de Planeamento Familiar efectuada junto de pessoas entre os 16 e os 49 anos mostrou que 31% não tiveram contactos sexuais no último mês, "sem qualquer razão especial".

    altOs genes que nos arrastam
    A variedade de comportamentos que emerge destes exemplos dá uma ideia da diversidade sexual humana. Os antropólogos assinalam que a nossa conduta erótica poderá ser mais heterogénea do que a forma de vestir, os hábitos alimentares ou as normas éticas. A cantora e actriz norte-americana Bette Midler perguntava há tempos: "Se o sexo é um fenómeno tão natural, por que existem tantos livros sobre como fazê-lo?" A verdade é que os cientistas continuam a interrogar-se por que motivo reagimos de forma tão variada a algo que é, na sua essência, uma imposição biológica.

    A motivação sexual é o mecanismo que favoreceu a selecção natural para aumentar a probabilidade de sobrevivência da espécie. Quando duas pessoas se sentem atraídas, não costumam parar para pensar que estão a ser guiadas pelos seus genes, mas o prazer que as move é um mecanismo mental, dirigido pela pulsão biológica, que é fruto da adaptação. Talvez essa inconsciência que a natureza estabelece seja a causa para se ter demorado tanto a começar a estudar as estratégias sexuais humanas.

    Um dos primeiros especialistas a tentar quebrar o tabu foi Alfred Kinsey, professor catedrático de biologia e zoologia da Universidade do Indiana: surpreendido por haver tantas referências à sexualidade animal e tão poucas à nossa, decidiu efectuar um macro-inquérito. Foi alvo de acesas críticas por parte de sectores médicos e grupos religiosos, que chegaram a ameaçar incendiar-lhe a casa, mas não conseguiram intimidá-lo. O célebre Relatório Kinsey, publicado em 1948 (homens) e 1953 (mulheres), reunia dados sobre a vida erótica de 11.240 pessoas e os resultados deixaram a sociedade norte-americana atónita, pois mostravam um panorama inesperadamente heterogéneo que não correspondia ao que era considerado "normal". Por exemplo, 37% dos homens tinham tido uma experiência homossexual, 62% das mulheres tinham-se masturbado e quase metade tinham tido relações antes do casamento.

    Todavia, o que mais chamava a atenção era a grande diversidade na actividade sexual quotidiana. Surgiam homens e mulheres que afirmavam nunca ter tido um orgasmo, e outros que usufruíam de quatro ou mais por dia. Os dados também mencionavam pessoas absolutamente monógamas que há décadas mantinham relações com a mesma pessoa (a única parceira sexual da sua vida) e outras que não conseguiam manter-se fiéis mais de um ano. Isto para não falar das singularidades e dos comportamentos excêntricos: daqueles cuja maior fonte de excitação eram os dentes, os sapatos de salto alto ou as reuniões de trabalho.

    O que tornava o estudo revolucionário era a sua metodologia. Kinsey adoptou uma abordagem relativamente ao sexo inédita na altura: o chamado "ponto de vista etic". Os antropólogos designam assim os estudos que procuram investigar o funcionamento de uma cultura de forma objectiva, baseando-se em números e dados reais, e não no que os indivíduos supõem sobre o que os seus vizinhos fazem ou não. O biólogo sabia que, quando se trabalha com interpretações (com o que os membros de uma cultura pensam que acontece na sociedade em que vivem, o "ponto de vista emic"), é fácil cair num padrão de normalidade fictícia. Kinsey averiguou o que se passava verdadeiramente nos quartos sem deixar que ninguém lhe filtrasse a realidade, e descobriu uma grande variedade de comportamentos eróticos.

    A economia também conta
    A partir do relatório que publicou, a homogeneidade foi cientificamente descartada e os estudos centraram-se em procurar explicar a diversidade. Marvin Harris, professor de antropologia nas universidades de Columbia (Nova Iorque) e da Florida, é um dos principais representantes dessa corrente. O "pai" do materialismo cultural coloca em questão "que existam em absoluto modos de sexualidade humana obrigatórios, para além dos impostos por prescrição cultural". Nada funciona de forma idêntica em todas as culturas. Segundo Harris, as condições materiais constituem o principal factor a condicionar os conceitos sobre sexualidade. A proporção de comportamentos homossexuais, o grau em que se permitem relações consanguíneas ou as leis implícitas e explícitas sobre o adultério podem ser explicadas com base na adaptação ao meio em que cada colectividade vive. E indica um exemplo: quando o investimento na prole se torna muito dispendioso, a sociedade torna-se mais puritana, pois é mau negócio andar a criar e educar filhos alheios. Em contrapartida, nas populações onde esse custo é menor, os costumes tornam-se mais permissivos relativamente ao adultério e à promiscuidade.

    O antropólogo francês Pascal Dibie, professor da Universidade de Paris VII, oferece outro exemplo de como a socieade nos molda em função das necessidades materiais. Em Etnologia do Quarto de Cama, fala do ghotul, uma escola erótica frequentada de noite pelos adolescentes da etnia muria, na Índia. As regras deste local de iniciação sexual foram alteradas: antes, os que ali se dirigiam ficavam com o mesmo par dia após dia para aprender as artes do amor. Todavia, no ghotul moderno, as relações duradouras são proibidas: permanecer mais de três dias com o mesmo companheiro ou companheira acarreta sanções.

    alt
    O êxito da diversidade
    O motivo, segundo Dibie, é a necessidade de preservar a ordem social numa cultura cada vez mais permeada por valores e formas de vida alheias. Até agora, os jovens não questionavam os casamentos arranjados tradicionais dos murias. Agora, no entanto, reivindicam o amor e as uniões espontâneas ou por paixão. Como esse tipo de relações quebraria alianças antigas, criaria tensões desnecessárias e complicaria o pagamento de certas dívidas, os adultos procuram proibi-las. Para dissuadir os adolescentes e atenuar a sua curiosidade sexual, permitem que se deitem com todos os membros do ghotul. Argumentam que se reduz, deste modo, o risco de adultério e os ciúmes nos futuros casamentos. Mais uma vez, vemos uma explicação emic (a suposta vantagem para a harmonia do casal) a servir para disfarçar causas etic (a preservação das convenções sociais e económicas). A necessidade adaptativa promove uma promiscuidade que seria sancionada noutro contexto.

    Os casos já referidos recordam-nos o valor evolutivo da heterogeneidade, algo que não suscita, sobretudo desde a revolução darwiniana, qualquer dúvida aos cientistas. A variabilidade é a matéria-prima da evolução, pois o que funciona num ambiente pode ser um desastre noutro. Assim, para que a selecção natural possa agir sobre uma característica, tem de haver diferentes versões do gene (ou genes) que o controlam. Ronald Fisher, um dos fundadores da genética de populações, demonstrou matematicamente que quanto mais alelos (variantes) existirem de um gene, maior será a probabilidade de um se conseguir impor aos restantes. Isso implica que uma maior variabilidade genética se traduz num maior ritmo de evolução de uma população.

    A sexualidade constitui a base de propagação e sobrevivência dos genes. Quanto maiores as diferenças entre nós, maiores probabilidades teremos de subsistir em qualquer tipo de circunstâncias. Marilyn Monroe afirmou: "O sexo faz parte da Natureza, e eu dou-me maravilhosamente com a Natureza." A ciência actual recorda que darmo-nos bem com o biológico implica entender e respeitar a diversidade. Castos ou promíscuos; pessoas que associam o sexo ao amor e outras a quem os sentimentos diminuem a líbido; heterossexuais, homossexuais, bissexuais e "quadsexuais" (uma nova categoria lançada por Angelina Jolie que engloba os que gostam de homens, mulheres, homossexuais e transsexuais)... Todos contam.

    Atlas da diversidade erótica
    Ainda persistem curiosos comportamentos sexuais noutras culturas, surpreendentes ou mesmo questionáveis, de acordo com a nossa perspectiva.

    A iniciação sexual em muitas tribos africanas é muito precoce. Os chewas (ou chicheuas, da Zâmbia e do Malawi) acreditam que se deve manter uma intensa actividade erótica durante a infância para se ser fecundo na idade adulta. Todavia, o elevado risco de contágio da sida fez subir a idade de iniciação.
    Na tribo dos nandi, no Quénia, as meninas de oito anos são consideradas maduras para terem relações e tornam-se propriedade de todos.
    Os turus da Tanzânia aceitam que as esposas tenham amantes desde que mantenham as aparências. Os vizinhos colaboram e não as denunciam.
    Os adolescentes das ilhas Trobriand, na Papuásia/Nova Guiné, dispõem de uma casa de solteiros onde mudam de parceira todas as noites.
    Algumas mulheres do Iémen pintam a pele de negro com pigmentos naturais antes de se deitarem com um homem, pois pensam que essa cor aumenta a potência sexual masculina.
    No ritual matrimonial dos arandas, na Austrália central, a noiva deve passar uma noite com os pais do noivo antes de ir para a cama com ele.
    Em Samoa, ver um umbigo é muito excitante; na ilha de Celebes, o mais apetecível é mostrar o joelho, enquanto para os hotentotes, etnia do Sudoeste africano, picante é observar os genitais dos animais.
    Entre os sakalaves de Madagáscar, o estranho é ser exclusivamente heterossexual, pelo que praticam uma espécie de pansexualidade.
    Entre vários povos da Nova Guiné, os adolescentes preparam-se mantendo relações homossexuais, mas, depois do casamento, tornam-se heterossexuais.

    Normal vs. perverso
    Ao longo da História, as instituições religiosas e jurídicas tentaram controlar o comportamento erótico dos cidadãos, apesar das diferenças naturais que existiam em matéria de gostos e tendências sexuais. Para atingir os seus objectivos, classificavam como perversão tudo o que se afastava da alegada normalidade.

    O tabu era criado com base em critérios religiosos (pecado) ou jurídicos (delito); começaram também a ser esgrimidos, desde o século XIX, motivos de saúde para anatemizar os instintos desregrados.

    Por exemplo, o médico britânico William Acton tornou público, em 1857, um estudo em que afirmava que algumas mulheres tinham orgasmos durante o coito, concluindo que esse efeito era um distúrbio produzido pela sobre-estimulação. Um século depois, William Masters e Virginia Johnson trocaram-lhe as voltas e afirmaram que o anómalo era a anorgasmia.

    Até 1973, a homossexualidade foi considerada uma doença mental e constituía um delito em muitos países. Ainda hoje é considerada crime em cerca de 70 estados. Em Portugal, só foi despenalizada em 1982.


    quinta-feira, 12 de abril de 2012

    Foto do dia- Assista

    "É triste pensar que a natureza fala e que o género humano não a ouve." ~ Victor Hugo
    Portuguesa descobre maior insecto subterrâneo da Europa

    Obrigado Zé pela acuidade e oportunidade para uma reflexão colectiva

    quarta-feira, 11 de abril de 2012

    Notas da minha vida de Professor

    Em Março de 2011 os meus alunos do 12º ano ficaram eles próprios encantados e orgulhosos em como "progrediram" em rigor de linguagem, na objectividade e capacidade de síntese, no planeamento de tarefas em grupo, na relação de saberes e na criatividade, depois de apurado trabalho orientado de pesquisas e avaliação, foram expostos os seus cartazese folhetos  sobre imunoloiga e controlo de doenças.
    A exigência é uma virtude, exige tempo e muita disponibilidade do mestre e do outro em aprender e prosseguir o seu caminho autonomamente. Também o mestre é o condutor, não o emissor passivo de conhecimento. A tecnologia da comunicação é um meio muito útil mas claramente muito mais importante,  mesmo importante, é  o impacto, a presença activa do mestre, o seu cuidado, maturidade  e observações presenciais.
    João Paulo Soares 

    terça-feira, 10 de abril de 2012

    Michael Marmot e Saúde Pública: a relação entre a geografia e o nível de instrução do cidadão (actualizado)




    Michael Marmot é uma referência mundial sobre saúde pública e contesta fortemente os cortes nos esquemas de protecção social que estão a verificar-se na União Europeia, devido à crise. Além de ser injustos, acabarão por sair caros, porque piorarão a saúde da população. Durante a sua presença em Lisboa, afirmou que além da geografia, o estado de saúde melhora com o nível de instrução. De facto as estatísticas do Institute of Health Equity que M. Marmot preside não deixa margens para dúvidas.
    (adaptado Visão, 1de Março 2012)

    Actualizações demonstrando as preocupações de M. Marmot:
    1. O NY Times de hoje recolheu estudos de peritos norte-americanos demonstrando que nos States aumentou para o dobro o fosso de sucesso escolar entre ricos e pobres, em menos de duas décadas.

    2. Efeitos dos baixos salários dos professores e más políticas de educação em todo o mundo, em particular nos EUA (estudo de caso no Texas- via blogue do Paul Krugman).


    3.Finalmente, outro estudo mostra porque é que o destino dos lucros não é visível nas descidas dos preços dos combustíveis, no alívio da carga fiscal dos cidadãos, sobretudo os contribuintes e na melhoria da qualidade vida generalizada. Esta ditadura do capitalismo, cobardia dos governantes e mentiras são denunciadas nesta notícia, em que as plataformas  Citizens for Tax Justice (CTJ) and the Institute on Taxation and Economic Policy denunciam aqui que existem 26 corporações que nada pagam ao estado, apesar de obterem lucros bilionários![Freak Nation]

    domingo, 8 de abril de 2012

    Savina Yannatou- Nani Nani





    Boa Páscoa! Happy Easter! Pessarh Samearh!
    Este tema conclui a Série Vocalizos- BioTerra (ouvir Vocalizos 123  e a todas as mães do coração)


    A propósito conheces o meu Workshop (gratuito) sobre as Canções de Embalar?

    sábado, 7 de abril de 2012

    Vinicius e Toquinho - O Velho e a Flor

    Há uma profundidade neste tema...e toda a magia. A beleza é perdão, é uma forma de oração. A vida é para valer, não é para brincadeira. Põe um pouco de amor na vida, principalmente. A benção a todos os meus amigos e novos amigos.



    Aqui em Portugal já existem iniciativas de encontros intergeracionais, a nível musical.Podemos falar em comum o ambiente. As fábulas, os textos orais, os contos tradicionais e as novas tecnologias, as novas informações são matéria-prima para a criatividade, para geografias de caminhos por trilhar e acontecer.O amor é o carinho, é o espinho que não se vê em cada flor"!

    Por céus e mares eu andei
    Vi um poeta e vi um rei
    Na esperança de saber o que é o amor
    Ninguém sabia me dizer
    E eu já queria até morrer
    Quando um velhinho com uma flor assim falou:
    O amor é o carinho
    É o espinho que não se vê em cada flor
    É a vida quando
    Chega sangrando
    Aberta em pétalas de amor


    Ler ainda Para as Futuras Gerações

    sexta-feira, 6 de abril de 2012

    Exposição a pesticidas relacionada com baixo QI nas crianças

    Para reflectirmos. Vejam estes maravilhosos ovos da Páscoa Ucranianos, feitos por uma amiga minha do facebook! Bom dia de feriado (e por uma alimentação livre de pesticidas).
    Ukrainian Easter Eggs - Pysanky - Artist Anna Perun 
    Os resultados de três estudos recentes (Maio 2011) publicados na revista on-line Environmental Health Perspectives, sugerem que as crianças expostas a organofosforados durante o período pré-natal apresentam um QI mais baixo do que as que não tiveram expostas. Artigo completo na Naturlink

    Leituras adicionais:
    Cultivo de transgénicos aumenta drasticamente o uso de pesticidas nos EUA
    Desenvolvidos pesticidas “amigos do ambiente” à base extractos de plantas aromáticas 

    Documentos recomendados:
    Poluentes Orgânicos Persistentes - os 12 Mais Indesejáveis
    Who Benefits from GM Crops - The Rise in Pesticide Use
    A Agricultura Biológica

    quinta-feira, 5 de abril de 2012

    Painel para a Sustentabilidade da ONU faz fortes ataques ao sistema capitalista

    Obese person
    Fonte BBC News, 30/01/12

    "Viva simplesmente para que outros possam simplesmente viver"~ Helen e Scott Nearing
    Relatório completo aqui

    The panel's diagnosis

    1. The number of people living in poverty is declining, but the number hungry is rising
    2. Inequality in wealth distribution is rising
    3. Access to clean water is increasing, but 2.6 billion people lack access to modern sanitation
    4. By 2030, demand for food will rise by 50%, for energy by 45% and for water by 30%
    5. Women are too often excluded from economic opportunities
    6. The financial crisis was partly caused by market rules that encourage short-termism and do not reward sustainable investment
    7. The current economic model is "pushing us inexorably towards the limits of natural resources and planetary life support systems"
    Please click here to view the Report and the Press Releases

    quarta-feira, 4 de abril de 2012

    FOUR YEARS. GO. - A Campaign To Change The Course of History (em português)

    Tudo aqui




    FOUR YEARS.GO is a campaign to change the course of history. The next four years will determine the quality of life on this planet for the next 1,000 years. There is still time to act, but no time to waste.
    For more information go to Four Years.Go

    terça-feira, 3 de abril de 2012

    Lista completa das webcams de vulcões em todo o mundo



    Erik Klemetti [página oficial] fez um trabalho laborioso de compilar numa postagem todas as webcams que filmam em directo os vários vulcões em todo o mundo, mesmo! 
    Portugal está representado pelo Pico.
    Para aceder à página clica aqui.

    O meu Dossiê Geologia foi deste modo actualizado!

    segunda-feira, 2 de abril de 2012

    Doc da semana: O que é Biologia Sintética, métodos, impactos socio-económicos e seu futuro

    Entrevista a Andrew Hessel


    Tudo sobre este investigador na sua página pessoal

    [Biografia retirada do seu tuíto] I help people program living things. And fight cancer. Founder at Pink Army Cooperative. Co-Chair, Bioinformatics and Biotechnology at Singularity University.

    domingo, 1 de abril de 2012

    Inauguração da Página Bioterra no Facebook


    Miguel Torga é mesmo universal. A energia tem que nascer de nós. O meu obrigado aos novos membros que aderiram à minha página facebook e sejam bem-vindos. Contem comigo e conto convosco para um mundo cheio de Amaz"on"!
    Warm welcom to my new members on facebook´s page.

    COSMORAMA

    Porque será que não medram aqui
    Senão ódios e pedras?
    Pátria maninha de outras sementeiras!
    Cores derramadas, e os pintores não pintam;
    Formas aos gritos, e os cinzéis parados;
    Versos já feitos, e ninguém os lê!
    Tudo seco e mirrado.
    A terra na incultura que se vê,
    E o mar como um piano abandonado.

    Miguel Torga

    Dossiê Bioética actualizado.