segunda-feira, 28 de fevereiro de 2011

Os puzzles

Ler 1
Temos hipóteses de construir outros puzzles mais envolventes e amigos do nosso planeta e da nossa sobrevivência. A ideia mais derrubadora/desconstruidora do puzzle neoliberal é exactamente pegando na ideia do puzzle. A agrotecnologia intensiva, os transgénicos, a pesca intensiva, os biocombustíveis, a nanotecnologia e o nuclear estão dentro de um puzzle gigante que se revela INsustentável e perigosamente auto-destrutivo, uma vez que para lá dos lucros (=poder=tirania) das corporações, a subsidiarização estatal "mantem" todo a artificialismo e (pseudo) virtuosidades económicas dos países do G8/G20 e retira/oprime os países (=populações) cada vez mais pobres e dependentes e "cultiva" toda a mentalidade do desperdício/consumismo que só entra nesse puzzle!!!
Tentemos colocar os transgénicos numa agricultura amiga do solo, da biodiversidade, da eficiência hídrica e energética??? Não dá mais, não é? A peça não encaixa de forma nenhuma!
Nos EUA tentam "penetrar" mansamente por via "legal": são alimentos orgânicos todos os que contêm até 5% de  transgénicos na sua composição (?!) (ler aqui)
Tentemos colocar o nuclear num puzzle onde é aceite princípios da eficiência energética, eficiência hídrica, menos poluição, planeamento das redes de acesso à energia, liberdade local de obtenção de fontes de energia mais amigas do ambiente....esta peça não encaixa...e perde significado....
Coloquemos a tónica no acesso e não na produção (alimentos, energia, água, ar, solo, etc) e verificam que o puzzle actual ainda é mais injusto, fonte de desperdícios tremendos e criador de uma "felicidade" humana artificial, menos prolongada e pouco inteligente (= parva). Há tecnologias humanas bem eficientes em relação à Natureza, outras são um complemento (=auxilares)...mas há que apresentar outros puzzles.
O puzzle das corporações não serve mais.Mesmo a riqueza produtiva de ciência ficará muito pobre, pois a diversidade de sementes, de espécies marinhas, espécies cinegéticas, etc estará condenada a um pensamento único, e tão frágil como o pseudo-ecossistema por nós criado.
Os meus alunos VERIFICAM rapidamente quais as melhores opções.
Tal como estes jovens cidadãos, pais (quiçá), creio que os meus leitores não vão desejar mais este modelo de DES-envolvimento.




1.De 1983 até 2007, de acordo com um estudo realizado pelo sociólogo William G. Dumhoff, a distribuição do património líquido entre o quintil mais rico (20%) da população e os outros quatro quintos combinado (80%), passou de 81,3% da riqueza detida por primeiro quintil para 85,1 por cento da riqueza. No mesmo período, o fundo (80%) caiu de 18,7% da riqueza para 15%.


domingo, 27 de fevereiro de 2011

Alimentos vs combustível e o preço da gasolina - os lucros só estão dentro de um puzzle INsustentável

Fui aos meus arquivos...(re)lendo isto até me deu arrepios...é ...é mesmo da Business Week (ler embaixo) e...e alto lá DuPont (??), ah é aquela que??? Voltei novamente e cruzei-a com esta notícia CTNBio aprova o milho Herculex, parceria da DuPont com a Dow AgroSciences.

Os biocombustíveis e os transgénicos constituem o maior erro da nossa civilização.  Mas estão dentro ou encaixam-se como peças de um puzzle INsustentável. Explico-me.
Como é possível aceitarmos em produtos de origem orgânica ,digamos que por lei norte-americana poder conter até 5% de OGM? (clica aqui) Já viu? Imagina esse grau de contaminação em produtos ditos regionais portugueses: desde hortícolas a fumeiros?
Aceitaria comer numa pousada ou alojamento turístico ou um simples restaurante nacional uns presuntos "orgânicos" com contaminação transgénica? E como podemos saber? Aceita que genes da vida sejam patenteados?
E os vegetarianos também terão que estar atentos...
E saberão como a produção/ exportação dos EUA tem sobrevivido?
-com biocombustíveis,
- mais subsídios para uma tecnologia agrícola cara e cada vez mais frágil (seja a resistência a pragas, baixa resistência a variações climáticas, agricultura associada a alergias, depois contaminação de outras  culturas, elevados consumos de água, etc)
- e à custa da sobre-exploração dos países não europeus (suicídio de agricultores, exploração até à escravidão das condições de trabalho em países africanos e sul-americanos, substituição da Amazónia por pastagens (e pecuária) e campos de soja OGM e/ou  milho/cana de açúcar para biocombustíveis  por exemplo, para não falar de África, sempre África- ler postagem no BioTerra).
- com apoio ao nuclear (ler aqui postagem no BioTerra)
- controle dos mass media, capazes de colocar rapidamente mensagens de lavagem verde com grande volume de exemplares e em pouco tempo em todo o mundo
Não admira pois que o aumento do preço do crude só beneficie única e exclusivamente as grandes corporações.
E assim temos a catequese do hipermodernismo com "excelentes" notícias do missal hiperliberal (além da Business Week, temos esta por exemplo- Brasil já é o 2º produtor de transgénicos a nível mundial)
"Usufruam da boa vida, que a agrotecnologia trata da vossa saúde e da vossa vida" 

(Na  Europa podemos estar "confiantes" no GMO compass? creio que não...no Brasil é conhecida a corrupção que vai dentro da CTNBIO/EMBRAPA/ISAAA ....nos EUA a corrupção é enorme (FDA/USDA)  e nunca foi noticiado cá já duas perdas enormes de produção transgénica no Midwest..só que...pois é, está subsidiada...Bush filho dispendeu biliões de dólares às empresas biotecnológicas e suas explorações)....

Somos claramente mais autónomos, certo? claramente com mais esperança de vida, certo? mas muito mais frágeis: registam-se quase igual nº de casamentos como divórcios, ou trabalhas precariamente ou estás fora, descredibilizam-se as greves, as manifestações públicas de desagrado, os feminismos, e todos os ismos, não há história, vive hoje...e logo terás um produto qualquer que "alivia" o teu presente....tipo publicidade enganosa como já vi "faz maratona com este I-qualquer coisa (de fonte não renovável, é quase certo)"....
Artigo da Business Week
Excertos:
The spike in the price of corn that's hurting Boerboom and other pork producers isn't caused by any big dip in the overall supply. In the U.S., last year's harvest was 10.5 billion bushels, the third-largest crop ever. But instead of going into the maws of pigs or cattle or people, an increasing slice of that supply is being transformed into fuel for cars. The roughly 5 billion gallons of ethanol made in 2006 by 112 U.S. plants consumed nearly one-fifth of the corn crop. If all the scores of factories under construction or planned go into operation, fuel will gobble up no less than half of the entire corn harvest by 2008.


Corn is caught in a tug-of-war between ethanol plants and food, one of the first signs of a coming agricultural transformation and a global economic shift. Ever since our ancestors in the Fertile Crescent first figured out how to grow grains, crops have been used mainly to feed people and livestock. But now that's changing in response to the high price of oil, the cost in lives and dollars of ensuring a supply of petroleum imports, and limits on climate-warming emissions of fossil fuels. Farms are energy's great green hope. "Economics, national security, and greenhouse gases have created a perfect storm of interest," says John Pierce, vice-president for bio-based technology at DuPont, (DD ) which is making fuel and chemicals from plants.


Indeed, a massive expansion of biofuels is the one policy that has support from Democrats and Republicans and from both ends of Pennsylvania Avenue. In his Jan. 23 State of the Union address, President George W. Bush called for 35 billion gallons of renewable fuels per year within 10 years, enough to replace 15% of gasoline burned in American cars and trucks. Congress is considering measures that would require 60 billion gallons by 2030. And the fervor for greener fuels isn't just a U.S. phenomenon. Europe is requiring that 5.75% of diesel fuel come from plants by 2010, while Japan and others line up contracts to buy biofuels to reduce their greenhouse gas emissions.



sábado, 26 de fevereiro de 2011

Crise em África



LEITURAS ENREDADAS (com excertos):
1. Why Monsanto's GM seeds threaten democracy
Ask Monsanto. Under the headline, “Why Does Monsanto Sue Farmers Who Save Seeds?” on its website, the firm states: “When farmers purchase a patented seed variety, they sign an agreement that they will not save and replant seeds produced from the seed they buy from us. More than 275,000 farmers a year buy seed under these agreements in the United States.”

2. Eight-nine percent of Americans want GM labeling - NYT poll
A majority of our food already contains G.M.O.’s, and there’s little reason to think more isn’t on the way. It seems our “regulators” are using us and the environment as guinea pigs, rather than demanding conclusive tests. And without labeling, we have no say in the matter whatsoever.

3. Resistindo ao programa de "Caridade" de Gates e Monsanto em África
Like most of the farmers in this area, the Tumaini women explained, they had followed the advice of outsiders (mostly large-scale foreign NGOs) who told them that yields would increase if they purchased special seeds rather than saving th...eir own and applied chemicals to their crops. But the women soon learned the long-term consequences of these methods. When the rains stopped, crops didn't produce well and debts mounted. Stripped from years of chemical use, the soil couldn’t retain what little moisture was left, nor was there enough water to dissolve the chemicals. Yields declined and farmers could no longer afford the inputs—chemical fertilizers, genetically engineered seeds, pesticides—that they believed were necessary to cultivate their land. Farmers became poorer and hungrier.

4.Transgénicos em África: combater a fome, ou acumular lucros? 

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

EU QUERO


Eu quero ar puro. Eu quero alimentos saudáveis sem destruição. Eu quero água sem poluição. Eu quero que as nossas florestas permaneçam intactas. Eu quero ver os oceanos cheios de vida. Eu quero uma revolução energética. Eu quero um mundo melhor. Eu quero! Tu também queres?

Então dá uma mãozinha ao nosso planeta, partilhando ESTE vídeo. Se já o viste, não esqueças os teus amigos e colegas de trabalho, família. PARTILHA-O. Ajudem a estabelecer um recorde de partilhas para este magnífico vídeo! Ainda vai nos 756.000.Obrigado.

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

Protecção Florestal



A AMO Portugal pretende e está empenhada em lançar aos seus voluntários um desafio ainda maior que o do Dia L.

Este desafio não se limitará a uma acção de um só dia, mas sim a acções que, algumas delas, terão inicio ainda em 2011 e poderão prolongar-se por períodos indeterminados.
Como voluntários que somos, pretendemos intervir e criar um plano de Protecção Florestal, que abranja todas as coisas que envolvem uma floresta, tudo o que depende dela e que lhe pertence.

À imagem da história do “Pássaro Beija-flor” (que sozinho, com uma gota de água no seu bico, tenta apagar um incêndio), se cada um de nós contribuir com um pouco de si, pondo Mãos à Obra, todos juntos conseguiremos.
Contudo não nos podemos limitar somente a colocar Mãos à Obra, pois é da maior importância sensibilizar e educar aqueles menos atentos.
Devemos dar tanto ou mais valor à preparação das acções que propriamente à acção em si.
Quando conseguirmos ter todas as pessoas sensíveis a estas problemáticas, as nossas intervenções práticas serão sobre problemáticas menos gravosas.

De modo a contribuir para a protecção da floresta, a AMO Portugal pretende criar acções que concretizem os temas apresentados nos tópicos abaixo indicados.
Procuraremos sempre o envolvimento de entidades, grupos e organizações, com reconhecida experiência nas áreas de acção que pretendemos desenvolver, procurando parcerias para coordenar, orientar e concretizar os objectivos propostos.

Todos nós somos voluntários, não pretendemos ser remunerados, glorificados ou distinguidos, não pretendemos ser radicalistas, extremistas ou sensacionalistas.
Pretendemos sim e exclusivamente distinguir, erguer, enaltecer, defender, zelar e proteger a nossa Floresta, a Natureza, o meio Ambiente e o nosso Ecossistema.

* Sensibilização e Educação Ambiental;
* Formação;
* Prevenção à deposição ilegal de resíduos;
* Vigilância florestal, detecção e alerta de incêndios florestais e apoio a sistemas de combate;
* Plantação de árvores e flora autóctones;
* Limpeza e controlo de espécies de flora infestante;
* Defesa de espécies ameaçadas;
* Especial defesa por áreas e espécies protegidas;
* Limpeza e monitorização de lagos e ribeiros;
* Defesa da fauna florestal;
* Construção e monitorização de abrigos;
* Construção e monitorização de locais de nidificação;
* Construção e manutenção de observatórios;
* Construção de bebedouros (alimentados pelas águas da chuva);
* Facilitar passagens/atravessamentos de rodovias;
* Observação acompanhamento e contagem do diferente tipo e número de espécies presentes em zonas de Portugal;
* Recolha de animais feridos, e direccionar por exemplo para parques biológicos;
* Sensibilizar e ensinar a população de formas de como coabitar os mesmos espaços com determinados animais selvagens.


“A Terra não pertence ao Homem. O Homem pertence à terra.” – Chefe Seattle

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Energia com Vida, escolas solidárias

Promovido pela EDP Gás, desenvolvido e implementado pela dmp+aso, nasceu do compromisso que Portugal fez com o Mundo. No ano 2000 os portugueses assinaram a Declaração do Milénio da ONU, que estabelece 8 Objectivos para o Desenvolvimento Humano a atingir a.é 2015. Porque para saber ajudar longe, há que saber ajudar por perto. O energia com vida, desafia a comunidade escolar e familiar a abraçar este compromisso de agir, com uma metodologia de intervenção que se adapta a cada realidade local. "Através dos jovens, pelas escolas, com a comunidade". Concretamente, as escolas dos 2º e 3º ciclos do ensino básico, públicas e privadas (nesta 1ª edição nos distritos do Porto, Braga e Viana do Castelo), serão guiadas a fazer um levantamento da situação na área envolvente e a implementar soluções em complementaridade com a comunidade local através da captação dos recursos necessários ao projecto planeado. Criando-se plataformas vivas de intercâmbio de conhecimento e intervenção local. No final do ano serão anunciadas as “Escolas Solidárias do ano”! 
Ler mais em: Energia Com Vida

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Gerar energia a partir de um objecto comum

Pela Natureza


Um dos grandes objectivos para um designer industrial, com uma preocupação de poupança, é encontrar uma fonte de energia livre ou quase livre.
Isso é o que o designer Luís Castanheira aparece ter feito.
Gerar energia a partir de um objecto comum
Este é o Voltair, um gerador de energia eólica instalado no separador de duas faixas de rodagem, que é accionado pelo movimento dos carros.
O objetivo principal deste projeto era reduzir a complexidade do produto, tanto quanto possível.
Ao fazer isso, o designer ficou com uma base que suporta um gerador de energia, um órgão composto por um conjunto de lâminas curvas e uma tampa de segurança, que fixa todos os componentes.
Gerar energia a partir de um objecto comum
Gerar energia a partir de um objecto comum
Imagens: Luís Castanheira


sábado, 19 de fevereiro de 2011

Impacto das mudanças climáticas pode ser mais forte na biodiversidade ibérica

As alterações climáticas poderão provocar uma perda generalizada de biodiversidade no sul da Europa, em especial na Península Ibérica, avança uma investigação publicada na revista “Nature”, que envolveu o investigador português Miguel Araújo.
Este estudo, cujo primeiro autor é Wilfried Thuiller, do Centro Nacional de Investigação Científica (CNRS) de Grenoble (França), foi pioneiro a analisar as consequências das alterações climáticas sobre “a árvore da vida [que representa todas as espécies, das extintas às modernas] na Europa”, em particular nas relações evolutivas entre plantas, aves e mamíferos.
“É a primeira vez que se estudam, de forma combinada, estes três grupos na Europa. E a novidade é o facto de se estudarem as consequências desses impactos climáticos na árvore da vida de cada um desses grupos”, realçou  Miguel Bastos Araújo. 

As previsões mostram que o sul do continente europeu será o “mais afectado pelas alterações climáticas” e onde se poderá registar “uma perda generalizada” de diversidade biológica, que se forma a partir do balanço entre extinções e a produção de novas espécies.

De acordo com o especialista português, nas regiões mediterrâneas  a biodiversidade “é mais vulnerável”, visto que estas zonas estão expostas a alterações climáticas acentuadas e possuem “maior diversidade filogenética”, ou seja, “maior quantidade de informação evolutiva independente”.

O estudo mostrou que a Península Ibérica será uma das regiões mais afectadas, pois as previsões indicam que as distribuições das espécies poderão sofrer "contracções importantes" e que estas tendem a deslocar-se para "norte ou para altitudes mais elevadas”.Em casos “extremos”, é mesmo possível que “algumas espécies se extingam”, avançou o títular da cátedra Rui Nabeiro / Delta em Biodiversidade, da Universidade de Évora.

Reconstrução das relações evolutivas

No estudo, os investigadores reconstruíram as relações evolutivas de um grande número de espécies de plantas, aves e mamíferos, avaliando o risco de extinção de cada uma perante diferentes cenários de alterações climáticas. Depois, compararam os efeitos induzidos por alterações climáticas com cenários aleatórios de extinção.

A investigação, referem os autores, não permite ilações sobre a magnitude das extinções induzidas pelas alterações climáticas, mas revela que “produzem impactos que poderão afetar todos os ramos da árvore da vida”. A juntar a estes, estão outros de origem humana que contribuem para amplificar a actual crise da biodiversidade.

“Ao afectar espécies diferentes das já ameaçadas por factores humanos, as alterações climáticas poderiam ter um efeito aditivo sobre as extinções, o que alteraria por completo as contas actuais sobre este risco”, frisou Miguel Bastos Araújo. (fonte: Ciência Hoje)

Créditos Fotográficos da minha Amiga Ana Ribeiro Santos

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

Documentário: "A Economia da Felicidade"

Documentário em Portugues aqui


A ECONOMIA DA FELICIDADE (2011)
«A globalização económica levou a uma enorme expansão da escala e poder dos grandes negócios e serviços bancários. Ela também piorou quase todos os problemas que enfrentamos: o fundamentalismo e o conflito étnico; caos climático e extinção de espécies; instabilidade financeira e desemprego. Existem custos pessoais também. Para a maioria das pessoas a vida no planeta está se tornando cada vez mais estressante. Nós temos menos tempo para amigos e família e enfrentamos pressões crescentes no trabalho.
A "Economia da Felicidade" descreve um mundo movendo-se simultaneamente em duas direções opostas. Por um lado, o governo e as grandes empresas continuam a promover a globalização e a consolidação do poder corporativo. Ao mesmo tempo, em todo o mundo as pessoas estão resistindo a essas políticas, exigindo uma re-regulamentação do comércio e das finanças e, longe das antigas instituições de poder, elas estão começando a forjar um futuro muito diferente. Comunidades estão se unindo para re-construir economias ecológicas numa escala mais humana, com base num novo paradigma - uma economia de localização.
Ouvimos um coro de vozes de seis continentes, incluindo Vandana Shiva, Bill McKibben, David Korten, Michael Shuman, Juliet Schor, Zac Goldsmith e Samdhong Rinpoche - o primeiro-ministro do governo do Tibete no exílio. Eles nos dizem que a mudança climática e o pico do petróleo nos dão pouca escolha: precisamos de localizar, trazer a economia para a comunidade. A boa notícia é que à medida que avançarmos nessa direção, vamos começar, não só a curar a terra, mas também a restaurar o nosso próprio senso de bem-estar. A "Economia da Felicidade" restaura a nossa fé na humanidade e nos desafia a acreditar que é possível construir um mundo melhor.»

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Dia dos Namorados: artigo científico alerta para a saúde reprodutiva ambiental, no século 21


No início do século 21, estamos numa posição única, mas precária. A  globalização económica, mudança tecnológica acelerada, a expansão da  industrialização e deslocando forças políticas e religiosas têm  proporcionado grandes oportunidades e desafios. Igualmente  importante, um número crescente de estudos e revisões científicas  sugerem que a saúde reprodutiva e, finalmente, a nossa capacidade  reprodutiva estão sob tensão. Estes  estudos relatam aumento de doenças reprodutivas e declínio da função  reprodutiva desde meados do século 20 entre determinados locais e  populações. Exemplos são mostrados na figura 1 a partir de dados prontamente disponíveis principalmente em países desenvolvidos. Mudanças  genéticas não podem explicar o declínio da saúde reprodutiva e da  função e os fatores externos são susceptíveis de desempenhar um papel,  com produtos químicos ambientais identificados como um fator de risco  suspeito. Durante  aproximadamente o mesmo período, o fabrico e a utilização de produtos  químicos naturais e sintéticos aumentou em mais de 20 vezes, com cerca  de 87 000 substâncias químicas registrados para uso no comércio dos  Estados Unidos a partir de 2006, e cerca de 3000 substâncias químicas  fabricadas ou importadas em excesso de £ 1.000.000 cada. Estes  produtos químicos contaminam o nosso ar, água e de abastecimento  alimentar, também estamos expostos através da utilização de uma vasta  gama de consumidores e produtos para cuidados pessoais. Dados  do National Health and Nutrition Examination Survey mostram que todos  nos EUA tem níveis mensuráveis de vários contaminantes ambientais em seu  corpo. Esses achados têm sido espelhado em estudos na Europa e espera-se que as exposições são onipresentes no mundo inteiro. O  poder das substâncias químicas ambientais para impacto na saúde  reprodutiva tem sido claramente demonstrado através de episódios  trágicos de contaminação dos alimentos e da exposição no local de  trabalho, inclusive os graves efeitos neurológicos, reprodutivos e de  desenvolvimento causados pelo mercúrio e bifenilos policlorados (PCB)  envenenamentos no Japão e Taiwan, e infertilidade masculina causada pela exposição ao pesticida 1,2-dibromo-3-cloropropano (DBCP), na Califórnia. Mais  recentemente, a atenção tem sido colocada em avaliar os efeitos da  exposição diária aos contaminantes ambientais, especialmente à luz das  tendências de declínio na saúde reprodutiva. Esta  ciência em crescimento mostra que a saúde reprodutiva é particularmente  suscetível a interrupções por contaminantes ambientais durante períodos  chave do desenvolvimento, durante os quais é extensa eventos fisiológicos,  como a proliferação e diferenciação celular e rápidas mudanças nas  capacidades metabólicas e hormonais, que ocorrem. Exposições  em qualquer desses períodos pode resultar num dano permanente e  irreversível efeitos adversos que podem manifestar-se imediatamente ou  mais tarde na vida rotuladas (origem fetal das doenças do adulto) e até  mesmo nas gerações seguintes ...

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Alimentos, Egipto e Wall Street

No Egito e no Médio Oriente, a Wall Street e os republicanos continuam a ignorar as reformas financeiras do mundo que é exigente.

A subida dramática dos preços dos alimentos está a alimentar um grande mal-estar na Tunísia, no Egipto e noutros países. É uma corrente profunda impulsionando muitos dos pobres, que enfrentam a perspectiva de fome, a recorrer às ruas e à violência. Segundo a FAO os preços dos alimentos estão em alta para o 7 º mês consecutivo e são susceptíveis de ultrapassar o recorde alcançado em Dezembro de 2010.

Sem fim à vista para esta batalha desestabilizadora da inflação dos preços dos alimentos em lugares como o Egipto, onde mais de metade da renda média vai para os alimentos. De acordo com o Departamento de Estado, mais de 60 motins ocorreram em todo o mundo nos últimos dois anos.

Em Março de 2008, um aumento dramático dos preços dos alimentos levou milhares de pessoas à beira da fome no Egito para um violento motim - o envio de uma onda de choque sísmico através do regime de Mubarak. Depois que o regime militar egípcio foi capaz de distribuir o trigo o suficiente para dissipar o tumulto, os esforços para estoque de trigo pelo governo Mubarak falharam, como os preços dos alimentos continuam a pairar em níveis recordes.

A mídia está relatando muitas razões para este problema que vão desde o aumento da procura, os cortes nos subsídios aos alimentos, secas e determinações do governo para usar mais biocombustíveis baseados em grãos. Mas, outro fator importante está em jogo: a especulação desenfreada por bancos de investimento.  Como observado nos USA Today , em 2008 ", os touros não pode ser executado em Wall Street, mas eles estão cobrando nos poços de commodities."

Em causa estão os mercados de commodities ainda desregulado anunciada pelo governo Clinton e o Congresso dos EUA com a passagem da Commodity Futures Modernization Act de 2000.  Antes desta lei, a Commodity Futures Trading Commission (CFTC) serviu como um policial nas ruas, cumprindo as regras que impedem a distorção ou manipulação de preços além do normal fornecimento e procura. Mas os bancos de Wall Street e empresas como a Enron e British Petroleum estavam determinados a fazer muito mais dinheiro da especulação, isentando os contratos de derivativos de energia e swaps relacionados de supervisão do governo.

Por esta razão, a lei 2000 permite que as entidades que não têm interesse em saber a quantidade adequada de comida e combustível estão disponíveis para as pessoas comuns e empresas dependentes de commodities para fazer grandes somas de dinheiro de apostas com dinheiro de outras pessoas.

 Logo após a aprovação da lei de 2000,  os mercado "negro"  não regulamentado  surgiram, principalmente no Intercontinental Exchange (ICE) de Londres - criado por Wall Street e bancos de investimento europeus e diversas empresas de petróleo. 

Ler mais em Food, Egypt and Washington (por Bob Alvarez)

Bob Alvarez, conclui que a revolta de massas espontâneo das pessoas comuns no Egipto e no Médio Oriente  contra os regimes autoritários até tem múltiplas causas. Mas uma que merece maior atenção é a especulação desenfreada por poderosas instituições financeiras privadas que não se preocupam com a fome mundial e os seus impactos. É a distorção do abastecimento global de alimentos.

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Cartoonista da semana : Ziraldo


Campanha contra produtos transgênicos ZIRALDO
Em 2009 foi produzida pelo Ministério da Agricultura Brasileiro a cartilha “O Olho do Consumidor” com arte do Ziraldo, para divulgar a criação do Selo do SISORG (Brasileiro de Avaliação de Conformidade Orgânica) que pretende padronizar, identificar e valorizar produtos orgânicos, orientando o consumidor. É uma ótima ferramenta para divulgar de forma simples o que são os alimentos orgânicos.
Existia a notícia de que as cartilhas – já impressas – haviam sido recolhidas para a correção de um erro. Quem informava era o blog do Greenpeace, afirmando ainda que a “Monsanto” havia movido uma ação contra o Ministério justificando que havia uma incorreção na seguinte passagem:
Mas não houve processo da “Monsanto”, nem recolhimento das cartilhas. Quanto ao fato da cartilha não estar disponível no site, souberam que o site está sendo reformulado, e por desorganização/erro/atraso a cartilha não foi publicada. E ainda informou que a distribuição só está atrasada porque a cota de uso dos Correios pelo Ministério da Agricultura foi estourada no envio das cartilhas na Semana dos Orgânicos.

De qualquer forma, o BioTerra contribui para a promoção desta cartilha está pronta, disponível e todos podem ter acesso! E seria interessante desafiar algum autor de banda desenhada nacional a fazer uma banda desenhada do género!

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Onward Corporate Food Crusaders! por Eric Holt Gimenez

Uma crónica bem crítica, bem fundamentada por Eric Gimenez, nada mais nada menos que o Director do Food First e do Institute for Food and Development Policy acerca da última reunião da Davos, 2011.Manter os pobres mais pobres, para o Bem das "multinacionais" e governança mundial....Amén. Três gerações entaladas em apenas 30 anos de globalização...como foi possível? Como está a ser possível?

The illustration below, provided by The Ecologist, shows how five biotech giants have gobbled up seed companies, large and small alike, across the world, with Monsanto clearly leading the pack.


seed industry structure 


Crónica de Eric Holt Gimenez
February 7, 2011
A passage from the late James Michener's historical novel The Source, dramatizes the Fourth Crusade in which Christian armies from Europe invade the Holy Land. One of Michener's protagonists is an ambitious nobleman whose main religious motivation is the acquisition of a fiefdom for himself (It seems there were no more to go around in Europe.) In his zeal for empire, he massacres thousands of native eastern Christians (as Crusaders actually did in their siege on Jerusalem). So much for the noble goals of crusades...

History has many ways of repeating itself. Last week at the World Economic Forum in Davos, Switzerland, the business leaders of the global corporate food regime announced a new Corporate Food Crusade.

Seventeen agrifood monopolies (ADM, BASF, Bunge, Cargill, The Coca-Cola Company, DuPont, General Mills, Kraft Foods, Metro, Monsanto Company, Nestlé, PepsiCo, SABMiller, Syngenta, Unilever, Wal-Mart Stores and Yara International) rolled out a new report financed by the Bill and Melinda Gates Foundation entitled "Realizing a New Vision for Agriculture."

The monopolies propose "mobilizing the private sector through market-based solutions... to empower farmers and entrepreneurs to reach their full potential." The report invites governments and civil society to join them in decreasing the portion of rural inhabitants living on less than $1.25 a day by 20% over each of the next two decades. (This admirable goal is considerably less ambitious than the Millennium Development goal of halving, the proportion of people whose income is less than $1 a day by 2015).
A companion report (also financed by Bill Gates) announces the Business Alliance Against Chronic Hunger (BAACH), an offshoot of the Davos group called the Global Agenda Council on Food Security. BAACH calls for business-led solutions to global hunger by expanding markets in agricultural inputs, retail outlets, and sourcing and production of high-value crops.
The question is, why should the private sector invest in global hunger?
"The Next Billions: Business Strategies to Enhance Food Values Chains and Empower the Poor" financed by (you guessed it) Bill Gates comes right out and says it:
Globally, 3.7 billion people are largely excluded from formal markets. This group, earning US$8 a day or less, comprises the 'base of the pyramid' (BOP) in terms of economic levels. With an annual income of US$2.3 trillion a year that has grown at 8% in recent years, this market spends US$1.3 trillion a year on food. Around 70% of the BOP (2.5 billion people) depends on the food value chain for their incomes, either directly as small scale farmers and farm laborers, or indirectly as small scale entrepreneurs... The BOP represents a fast-growing consumer market.
The poor may not have much money, but since they are the fastest growing sector of the sagging global economy, they represent an important new market for the monopolies of the corporate food regime. Claims of "farmer and entrepreneur empowerment" need to be balanced with how well agribusiness and giant retail have "empowered" family farmers and local businesses in the US and around the world... Sooner or later, just about everyone ends up going out of business in the corporate race to the bottom line.

The flurry of reports coming out of Davos should come as no surprise. A new wave of global food riots has sparked serious rebellions in the autocratic regimes of Tunisia and Egypt. World leaders are worried that more food riots could lead to more political crises. After three years of failed "food summits" held by governments, the World Bank, FAO and UN, the World Economic Forum had to come up with something to offer the world. They invented the Corporate Food Crusade.

The problem is that the world's big banks, financial houses and agrifood monopolies thrive on the very price volatility that brings about food rebellions. While these corporations talk a well-financed line about serving the poor, they need the poor (and lots of them) in order to help them out of their own crisis of accumulation. Thirty years of globalization has concentrated so much wealth at the top, corporations are having a hard time finding places to reinvest. Poverty (and speculation) is their last frontier. There is little historical evidence that this kind of colonization actually helps the poor in question.

The US government is hitching their wagon to the corporations. Rajiv Shah -- yes, Bill Gates' former employee and the head of the US Agency for International Development (USAID) --returned from Davos gushing:
We are witnessing an unparalleled opportunity right now for innovative, large-scale private sector partnerships to achieve significant impact on global hunger and nutrition. USAID is committed to creating new public-private partnerships in Feed the Future focus countries to advance their national investment plans.
Shaw is desperate. His Feed the Future Initiative that hoped to commit $22 billion in public funds is hopelessly underfunded with only $925 million reportedly pledged in the World Bank's intermediary fund (Global Agriculture and Food Security Program). The real agenda is, of course, how to mobilize taxpayer support for public programs like Feed the Future and the Global Food Security Act to provide the infrastructure, consumer subsidies and extension services that the monopolies demand before making any real investments.

The sad irony is that over the last thirty years, farmers movements civil society in Asia, Latin America and Africa have built up solid agroecological alternatives to counter the expensive seed and fertilizer inputs being offered by agribusiness based on the concept of "food sovereignty"-- the right of people to determine their own food and agricultural systems. These methods are effectively resistant to climate change and are efficiently passed farmer-to-farmer with the help of NGOs, farmer organizations and sometimes, enlightened governments. Unfortunately even productive, sustainable farmers can't stand up to the juggernaut of "free trade" in which subsidized grains are sold at below the cost of production by monopolies like Cargill and ADM. The vast, diversified seed and cultivation systems in the hands of the world's small farmers already produce half of the world's food.

The problem is these farmers -- mostly women -- don't have enough land and don't get paid enough at the time of harvest to make a good living. They end up selling their grains cheap, then buying them back at higher prices -- that's when they go hungry. They don't need more of corporate colonizing, they need more land and protection from dumping, land grabs and market monopolization.

Big business is on its way to the lands of the poor save small farmers. Like the crusaders of the 11th-13th centuries, the CEO noblepeople of the corporate food regime are searching for the new market fiefdoms they believe are rightfully theirs. Like the original Crusades (that among other things impoverished much of rural Europe) the consequences of the Corporate Food Crusade will stretch far beyond sub-Saharan Africa or Southeast Asia.

The Corporate Food Crusade has an Achilles' heel. Without the public subsidy to market expansion, corporations simply won't invest (That's why they sat on their laurels over the last three decades while hunger ballooned to 1 billion people... they were so busy dismantling the public sector they forgot they needed its taxpayer money). Whether or not the Crusade moves forward -- or whether truly equitable and sustainable alternatives are supported -- ultimately depends not on Bill Gates or the Davos crowd, but on people. Had the peasantry of Europe refused to walk to the Holy Land, the Crusades would never have happened. If the US taxpayers refuse to finance the Corporate Food Crusade, it won't happen at all.

Ler ainda: 
How Monsanto Controls the Future of Food
Biografia e site pessoal de Eric Holt Gimenez
Food First

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OGM

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Leitura da semana: Monsanto's Roundup Triggers Over 40 Plant Diseases and Endangers Human and Animal Health por Jeffrey M. Smith


Jeffrey Smith , autor do livro bem documentado "Seeds od Deception"
The world’s leading consumer advocate promoting healthier, non-GMO choices Posted on 6:00 pm January 14, 2011

Monsanto’s Roundup Triggers Over 40 Plant Diseases and Endangers Human and Animal Health

(baseado num recente artigo científico)

The following article reveals the devastating and unprecedented impact that Monsanto’s Roundup herbicide is having on the health of our soil, plants, animals, and human population. On top of this perfect storm, the USDA now wants to approve Roundup Ready alfalfa, which will exacerbate this calamity. Please tell USDA Secretary Vilsack not to approve Monsanto’s alfalfa today. [Note: typos corrected from Jan 16th, see details]
While visiting a seed corn dealer’s demonstration plots in Iowa last fall, Dr. Don Huber walked passed a soybean field and noticed a distinct line separating severely diseased yellowing soybeans on the right from healthy green plants on the left (see photo). The yellow section was suffering from Sudden Death Syndrome (SDS), a serious plant disease that ravaged the Midwest in 2009 and ’10, driving down yields and profits. Something had caused that area of soybeans to be highly susceptible and Don had a good idea what it was.
The diseased field on the right had glyphosate applied the previous season. Photo by Don Huber
Don Huber spent 35 years as a plant pathologist at Purdue University and knows a lot about what causes green plants to turn yellow and die prematurely. He asked the seed dealer why the SDS was so severe in the one area of the field and not the other. “Did you plant something there last year that wasn’t planted in the rest of the field?” he asked. Sure enough, precisely where the severe SDS was, the dealer had grown alfalfa, which he later killed off at the end of the season by spraying a glyphosate-based herbicide (such as Roundup). The healthy part of the field, on the other hand, had been planted to sweet corn and hadn’t received glyphosate.
This was yet another confirmation that Roundup was triggering SDS. In many fields, the evidence is even more obvious. The disease was most severe at the ends of rows where the herbicide applicator looped back to make another pass (see photo). That’s where extra Roundup was applied.
Don’s a scientist; it takes more than a few photos for him to draw conclusions. But Don’s got more—lots more. For over 20 years, Don studied Roundup’s active ingredient glyphosate. He’s one of the world’s experts. And he can rattle off study after study that eliminate any doubt that glyphosate is contributing not only to the huge increase in SDS, but to the outbreak of numerous other diseases. (See selected reading list.)
Sudden Death Syndrome is more severe at the ends of rows, where Roundup dose is strongest. Photo by Amy Bandy.

Roundup: The perfect storm for plant disease
More than 30% of all herbicides sprayed anywhere contain glyphosate—the world’s bestselling weed killer. It was patented by Monsanto for use in their Roundup brand, which became more popular when they introduced “Roundup Ready” crops starting in 1996. These genetically modified (GM) plants, which now include soy, corn, cotton, canola, and sugar beets, have inserted genetic material from viruses and bacteria that allows the crops to withstand applications of normally deadly Roundup.
(Monsanto requires farmers who buy Roundup Ready seeds to only use the company’s Roundup brand of glyphosate. This has extended the company’s grip on the glyphosate market, even after its patent expired in 2000.)
The herbicide doesn’t destroy plants directly. It rather cooks up a unique perfect storm of conditions that revs up disease-causing organisms in the soil, and at the same time wipes out plant defenses against those diseases. The mechanisms are well-documented but rarely cited.

  1. The glyphosate molecule grabs vital nutrients and doesn’t let them go. This process is called chelation and was actually the original property for which glyphosate was patented in 1964. It was only 10 years later that it was patented as an herbicide. When applied to crops, it deprives them of vital minerals necessary for healthy plant function—especially for resisting serious soilborne diseases. The importance of minerals for protecting against disease is well established. In fact, mineral availability was the single most important measurement used by several famous plant breeders to identify disease-resistant varieties.
  1. Glyphosate annihilates beneficial soil organisms, such as Pseudomonas and Bacillus bacteria that live around the roots. Since they facilitate the uptake of plant nutrients and suppress disease-causing organisms, their untimely deaths means the plant gets even weaker and the pathogens even stronger.
  1. The herbicide can interfere with photosynthesis, reduce water use efficiency, lower lignin , damage and shorten root systems, cause plants to release important sugars, and change soil pH—all of which can negatively affect crop health.
  1. Glyphosate itself is slightly toxic to plants. It also breaks down slowly in soil to form another chemical called AMPA (aminomethylphosphonic acid) which is also toxic. But even the combined toxic effects of glyphosate and AMPA are not sufficient on their own to kill plants. It has been demonstrated numerous times since 1984
    Glyphosate with sterile soil (A) only stunts plant growth. In normal soil (B), pathogens kill the plant. Control (C) shows normal growth.
    that when glyphosate is applied in sterile soil, the plant may be slightly stunted, but it isn’t killed (see photo).
  1. The actual plant assassins, according to Purdue weed scientists and others, are severe disease-causing organisms present in almost all soils. Glyphosate dramatically promotes these, which in turn overrun the weakened crops with deadly infections.
“This is the herbicidal mode of action of glyphosate,” says Don. “It increases susceptibility to disease, suppresses natural disease controls such as beneficial organisms, and promotes virulence of soilborne pathogens at the same time.” In fact, he points out that “If you apply certain fungicides to weeds, it destroys the herbicidal activity of glyphosate!”
By weakening plants and promoting disease, glyphosate opens the door for lots of problems in the field. According to Don, “There are more than 40 diseases of crop plants that are reported to increase with the use of glyphosate, and that number keeps growing as people recognize the association between glyphosate and disease.”

Roundup promotes human and animal toxins
Photo by Robert Kremer
Some of the fungi promoted by glyphosate produce dangerous toxins that can end up in food and feed. Sudden Death Syndrome, for example, is caused by the Fusarium fungus. USDA scientist Robert Kremer found a 500% increase in Fusarium root infection of Roundup Ready soybeans when glyphosate is applied (see photos and chart). Corn, wheat, and many other plants can also suffer from serious Fusarium-based diseases.
But Fusarium’s wrath is not limited to plants. According to a report by the UN Food and Agriculture Organization, toxins from Fusarium on various types of food crops have been associated with disease outbreaks throughout history. They’ve “been linked to the plague epidemics” of medieval Europe, “large-scale human toxicosis in Eastern Europe,” oesophageal cancer in southern Africa and parts of China, joint diseases in Asia and southern Africa, and a blood disorder in Russia. Fusarium toxins have also been shown to cause animal diseases and induce infertility.

As Roundup use rises, plant disease skyrockets
When Roundup Ready crops were introduced in 1996, Monsanto boldly claimed that herbicide use would drop as a result. It did—slightly—for three years. But over the next 10 years, it grew considerably. Total herbicide use in the US jumped by a whopping 383 million pounds in the 13 years after GMOs came on the scene. The greatest contributor is Roundup.
Over time, many types of weeds that would once keel over with just a tiny dose of Roundup now require heavier and heavier applications. Some are nearly invincible. In reality, these super-weeds are resistant not to the glyphosate itself, but to the soilborne pathogens that normally do the killing in Roundup sprayed fields.
Having hundreds of thousands of acres infested with weeds that resist plant disease and weed killer has been devastating to many US farmers, whose first response is to pour on more and more Roundup. Its use is now accelerating. Nearly half of the huge 13-year increase in herbicide use took place in just the last 2 years. This has serious implications.
As US farmers drench more than 135 million acres of Roundup Ready crops with Roundup, plant diseases are enjoying an unprecedented explosion across America’s most productive crop lands. Don rattles off a lengthy list of diseases that were once under effective management and control, but are now creating severe hardship. (The list includes SDS and Corynespora root rot of soybeans, citrus variegated chlorosis (CVC), Fusarium wilt of cotton, Verticillium wilt of potato, take-all root, crown, and stem blight of cereals, Fusarium root and crown rot, Fusarium head blight, Pythium root rot and damping off, Goss’ wilt of corn, and many more.)
In Brazil, the new “Mad Soy Disease” is ravaging huge tracts of soybean acreage. Although scientists have not yet determined its cause, Don points out that various symptoms resemble a rice disease (bakanae) which is caused by Fusarium.

Corn dies young
In recent years, corn plants and entire fields in the Midwest have been dying earlier and earlier due to various diseases. Seasoned and observant farmers say they’re never seen anything like it.
“A decade ago, corn plants remained green and healthy well into September,” says Bob Streit, an agronomist in Iowa. “But over the last three years, diseases have turned the plants yellow, then brown, about 8 to 10 days earlier each season. In 2010, yellowing started around July 7th and yield losses were devastating for many growers.”
Bob and other crop experts believe that the increased use of glyphosate is the primary contributor to this disease trend. It has already reduced corn yields significantly. “If the corn dies much earlier,” says Bob, “it might collapse the corn harvest in the US, and threaten the food chain that it supports.”

A question of bugs
In addition to promoting plant diseases, which is well-established, spraying Roundup might also promote insects. That’s because many bugs seek sick plants. Scientists point out that healthy plants produce nutrients in a form that many insects cannot assimilate. Thus, farmers around the world report less insect problems among high quality, nutrient-dense crops. Weaker plants, on the other hand, create insect smorgasbords. This suggests that plants ravaged with diseases promoted by glyphosate may also attract more insects, which in turn will increase the use of toxic pesticides. More study is needed to confirm this.

Roundup persists in the environment
Monsanto used to boast that Roundup is biodegradable, claiming that it breaks down quickly in the soil. But courts in the US and Europe disagreed and found them guilty of false advertising. In fact, Monsanto’s own test data revealed that only 2% of the product broke down after 28 days.
Whether glyphosate degrades in weeks, months, or years varies widely due to factors in the soil, including pH, clay , types of minerals, residues from Roundup Ready crops, and the presence of the specialized enzymes needed to break down the herbicide molecule. In some conditions, glyphosate can grab hold of soil nutrients and remain stable for long periods. One study showed that it took up to 22 years for glyphosate to degrade only half its volume! So much for trusting Monsanto’s product claims.

Glyphosate can attack from above and below. It can drift over from a neighbors farm and wreak havoc. And it can even be released from dying weeds, travel through the soil, and then be taken up by healthy crops.
The amount of glyphosate that can cause damage is tiny. European scientists demonstrated that less than half an ounce per acre inhibits the ability of plants to take up and transport essential micronutrients (see chart).
As a result, more and more farmers are finding that crops planted in years after Roundup is applied suffer from weakened defenses and increased soilborne diseases. The situation is getting worse for many reasons.
  1. The glyphosate concentration in the soil builds up season after season with each subsequent application.
  2. Glyphosate can also accumulate for 6-8 years inside perennial plants like alfalfa, which get sprayed over and over.
  3. Long-term Field 2.jpg
    Wheat affected after 10 years of glyphosate field applications.
    Glyphosate residues in the soil that become bound and immobilized can be reactivated by the application of phosphate fertilizers or through other methods. Potato growers in the West and Midwest, for example, have experienced severe losses from glyphosate that has been reactivated.
  4. Glyphosate can find its way onto farmland accidentally, through drifting spray, in contaminated water, and even through chicken manure!
Imagine the shock of farmers who spread chicken manure in their fields to add nutrients, but instead found that the glyphosate in the manure tied up nutrients in the soil, promoted plant disease, and killed off weeds or crops. Test results of the manure showed glyphosate/AMPA concentrations at a whopping 0.36-0.75 parts per million (ppm). The normal herbicidal rate of glyphosate is about 0.5 ppm/acre.
Manure from other animals may also be spreading the herbicide, since US livestock consume copious amounts of glyphosate—which accumulates in corn kernels and soybeans. If it isn’t found in livestock manure (or urine), that may be even worse. If glyphosate is not exiting the animal, it must be accumulating with every meal, ending up in our meat and possibly milk.
Add this threat to the already high glyphosate residues inside our own diets due to corn and soybeans, and we have yet another serious problem threatening our health. Glyphosate has been linked to sterility, hormone disruption, abnormal and lower sperm counts, miscarriages, placental cell death, birth defects, and cancer, to name a few. (See resource list on glyphosate health effects.)

Nutrient loss in humans and animals
The same nutrients that glyphosate chelates and deprives plants are also vital for human and animal health. These include iron, zinc, copper, manganese, magnesium, calcium, boron, and others. Deficiencies of these elements in our diets, alone or in combination, are known to interfere with vital enzyme systems and cause a long list of disorders and diseases.
Alzheimer’s, for example, is linked with reduced copper and magnesium. Don Huber points out that this disease has jumped 9000% since 1990.
Manganese, zinc, and copper are also vital for proper functioning of the SOD (superoxide dismustase) cycle. This is key for stemming inflammation and is an important component in detoxifying unwanted chemical compounds in humans and animals.
Glyphosate-induced mineral deficiencies can easily go unidentified and untreated. Even when laboratory tests are done, they can sometimes detect adequate mineral levels, but miss the fact that glyphosate has already rendered them unusable.
Glyphosate can tie up minerals for years and years, essentially removing them from the pool of nutrients available for plants, animals, and humans. If we combine the more than 135 million pounds of glyphosate-based herbicides applied in the US in 2010 with total applications over the past 30 years, we may have already eliminated millions of pounds of nutrients from our food supply.
This loss is something we simply can’t afford. We’re already suffering from progressive nutrient deprivation even without Roundup. In a UK study, for example, they found between 16-76% less nutrients in 1991, compared to levels in the same foods in 1940.

Livestock disease and mineral deficiency

Roundup Ready crops dominate US livestock feed. Soy and corn are most prevalent—93% of US soy and nearly 70% of corn are Roundup Ready. Animals are also fed derivatives of the other three Roundup Ready crops: canola, sugar beets, and cottonseed. Nutrient loss from glyphosate can therefore be severe.
This is especially true for manganese (Mn), which is not only chelated by glyphosate, but also reduced in Roundup Ready plants (see photo). One veterinarian finds low manganese in every livestock liver he measures. Another vet sent the liver of a stillborn calf out for testing. The lab report stated: No Detectible Levels of Manganese—in spite of the fact that the mineral was in adequate concentrations in his region. When that vet started adding manganese to the feed of a herd, disease rates dropped from a staggering 20% to less than ½%.
Veterinarians who started their practice after GMOs were introduced in 1996 might assume that many chronic or acute animal disorders are common and to be expected. But several older vets have stated flat out that animals have gotten much sicker since GMOs came on the scene. And when they switch livestock from GMO to non-GMO feed, the improvement in health is dramatic. Unfortunately, no one is tracking this, nor is anyone looking at the impacts of consuming milk and meat from GM-fed animals.

Alfalfa madness, brought to you by Monsanto and the USDA
As we continue to drench our fields with Roundup, the perfect storm gets bigger and bigger. Don asks the sobering question: “How much of the hundreds of millions of pounds of glyphosate that have been applied to our most productive farm soils over the past 30 years is still available to damage subsequent crops through its effects on nutrient availability, increased disease, or reduced nutrient of our food and feed?”
Instead of taking urgent steps to protect our land and food, the USDA just made plans to make things worse. In December they released their Environmental Impact Statement (EIS) on Roundup Ready alfalfa, which Monsanto hopes to reintroduce to the market.
Alfalfa is the fourth largest crop in the US, grown on 22 million acres. It is used primarily as a high protein source to feed dairy cattle and other ruminant animals. At present, weeds are not a big deal for alfalfa. Only 7% of alfalfa acreage is ever sprayed with an herbicide of any kind. If Roundup Ready alfalfa is approved, however, herbicide use would jump to unprecedented levels, 
and the weed killer of choice would of course be Roundup.
Even without the application of glyphosate, the nutritional quality of Roundup Ready alfalfa will be less, since Roundup Ready crops, by their nature, have reduced mineral . When glyphosate is applied, nutrient quality suffers even more (see chart).
The chance that Roundup would increase soilborne diseases in alfalfa fields is a near certainty. In fact, Alfalfa may suffer more than other Roundup Ready crops. As a perennial, it can accumulate Roundup year after year. It is a deep-rooted plant, and glyphosate leaches into sub soils. And “Fusarium is a very serious pathogen of alfalfa,” says Don. “So too are Phytophthora and Pythium,” both of which are promoted by glyphosate. “Why would you even consider jeopardizing the productivity and nutrient quality of the third most valuable crop in the US?” he asks in frustration, “especially since we have no way of removing the gene once it is spread throughout the alfalfa gene pool.”
It’s already spreading. Monsanto had marketed Roundup Ready alfalfa for a year, until a federal court declared its approval to be illegal in 2007. They demanded that the USDA produce an EIS in order to account for possible environmental damage. But even with the seeds taken off the market, the RR alfalfa that had already been planted has been contaminating non-GMO varieties. Cal/West Seeds, for example, discovered that more than 12% of their seed lots tested positive for contamination in 2009, up from 3% in 2008.
In their EIS, the USDA does acknowledge that genetically modified alfalfa can contaminate organic and non-GMO alfalfa, and that this could create economic hardship. They are even considering the unprecedented step of placing restrictions on RR alfalfa seed fields, requiring isolation distances. Experience suggests that this will slow down, but not eliminate GMO contamination. Furthermore, studies confirm that genes do transfer from GM crops into soil and soil organisms, and can jump into fungus through cuts on the surface of GM plants. But the EIS does not adequately address these threats and their implications.
Instead, the USDA largely marches lock-step with the biotech industry and turns a blind eye to the widespread harm that Roundup is already inflicting. If they decide to approve Monsanto’s alfalfa, the USDA may ultimately be blamed for a catastrophe of epic proportions.
Please send a letter to USDA Secretary Tom Vilsack, urging him not to approve Roundup Ready alfalfa, and to fully investigate the damage that Roundup and GMOs are already inflicting.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Uma postagem para a Paz no Magreb e Médio Oriente:: The Arab Jewish Youth Orchestra -Zikrayati


Boa noite a todos e em especial aos povos da Tunísia, Egipto e Médio Oriente...A Música realmente une os povos. Como sempre, a Paz é possível e, é possível entendimento, convergência, atenção e cooperação e sustentabilidade.

Para quê fundamentalismos financeiramente construídos  ou submissão por frotas militares ??? E porque está no Cairo, Suleiman, o homem da CIA???

Partilhar esta música pode ser o nosso protesto pela positiva! Vamos fazer isso? TODOS colocarem este vídeo no seu mural no facebook e/ou blogue e mencionando Paz para o Magreb e  Médio Oriente e pedindo que façam o mesmo? Por favor indicar em comentários os blogueiros , facebuquianos ou mensageiros por e-correio desta mensagem. Vamos criar uma "corrente" pela Paz no Magreb e Médio Oriente.

Lista de facebuquianos que aderiram:
Miriam Barros, Raquel Nascimento, Teresa Medeiros, João Baptista Magalhães, Maria Luísa Antunes, José Ramon, Lúcia Vilhena

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

Irena Sendler - Fevereiro o mês do nascimento do anjo do Gueto de Varsóvia

Hoje falo de Uma Senhora que faria 101 anos chamada Irena e que  faleceu há pouco tempo, em 2008.
Durante a 2ª Guerra Mundial, Irena conseguiu uma autorização para trabalhar no Gueto de Varsóvia.
 
Mas os seus planos iam mais além... Sabia quais eram os planos dos nazis relativamente aos judeus- os campos da morte.

Irena ,  trazia meninos escondidos no fundo da sua caixa de ferramentas e levava um saco de sarapilheira, na parte de trás da sua camioneta (para crianças de maior tamanho). Também levava na parte de trás da camioneta, um cão a quem ensinara a ladrar aos soldados nazis quando entrava e saia do Gueto.
Claro que os soldados não queriam nada com o cão e o ladrar deste encobriria qualquer ruído que os meninos pudessem fazer. 
 
Enquanto conseguiu manter este trabalho, conseguiu retirar e salvar cerca de 2500 crianças.
Por fim os nazis apanharam-na e partiram-lhe ambas as pernas e os braços e prenderam-na brutalmente.

Irena mantinha um registo com o nome de todas as crianças que conseguiu retirar do Gueto, que guardava num frasco de vidro enterrado debaixo de uma arvore no seu jardim.

Depois de terminada a guerra tentou localizar os pais que tivessem sobrevivido e reunir a familia. A maioria tinha sido levada para as câmaras de gás. Para aqueles que tinham perdido os pais ajudou a encontrar casas de acolhimento ou pais adoptivos.

segunda-feira, 7 de fevereiro de 2011

Conferência Ted:: Chimamanda Adichie: O perigo da história única



Gratidão a Chimamanda por esta fabulosa conferência. A tendência para cair na cilada do “estereótipo” prevalece numa sociedade que faz, de todas as formas e feitios, campanha publicitária a isso. Por essa razão vale mesmo a pena reflectir nisto. Vejam o vídeo…