segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Fotógrafo do dia: Dinis Cortes

O Céu na Terra

Zerynthia rumina sobre Aristolochia longa

Melro-de-água

O  trabalho e olhar do meu amigo Dinis Cortes é perfeito, de uma angular e luz que respeita o espaço e corpo e diria comportamento da ave, da borboleta, do réptil...além das fotos cinematográficas !

Manuel Dinis Gaspar Cardoso Cortes nasceu em Vila Real em 1955. Licenciado em Medicina pela Faculdade de Medicina de Coimbra em 1980, é Assistente Graduado Senior de Clínica Geral/Medicina Familiar (Chefe de Serviço), e do Instituto da Droga e da Toxicodependência ( I.D.T.) da Delegação Regional do Alentejo. É ainda Terapeuta Familiar pela Sociedade Portuguesa de Terapia Familiar e Subdelegado Regional e Responsável Clínico Regional do I.D.T. Alentejo.

Onde encontrar mais trabalhos fotográficos:
Flickr
Olhares

domingo, 30 de janeiro de 2011

Llorenç Vidal e o Dia Escolar da Não Violência e da Paz

Mais Leituras:
Dia Escolar da Não Violência Escolar

Lorenzo Vidal Vidal, uma vida dedicada à poesía,à Educação para a Não-violência e a Paz
Mais bio aqui






A UN CAZADOR
QUE POMPOSAMENTE SE AUTOCALIFICABA DE
AMANTE DE LA NATURALEZA
Amante de la natura te dices tú, cazador...
No sé donde está el amor de cazar
en la espesura la viviente criatura
que, herida, siente dolor e, impotente,
en su estertor grita toda la amargura
que concentra en su agonía a la hora de expirar.
Inconsciencia? ¿Hipocresía?
Tú dices la vida amar?
Tú amas la carnicería.
Tu deporte es el matar.
(Revista cultural Tántalo, n.º 26, Cádiz, 2002)

sábado, 29 de janeiro de 2011

Pink Floyd vs Depeche Mode : Another brick in the wall * I feel loved & Mahatma Gandhi




Oração que Mahatma Gandhi ensinou aos seus discípulos


Senhor,
Ajuda-me a dizer a verdade diante dos fortes e a não dizer mentiras para ganhar o aplauso dos fracos.
Se me dás fortuna, não me tires a razão.
Se me dás o sucesso, não me tires a humildade.
Se me dás humildade, não me tires a dignidade.
Ajuda-me a enxergar o outro lado da moeda, não me deixes acusar o outro por traição aos demais, apenas por não pensar igual a mim.
Ensina-me a amar aos outros como a mim mesmo.
Não deixes que me torne orgulhoso se triunfo, nem cair em desespero se fracasso.
Mas recorda-me que o fracasso é a experiência que precede ao triunfo.
Ensina-me que perdoar é um sinal de grandeza e que a vingança é um sinal de baixeza.
Se não me deres o êxito, dá-me forças para aprender com o fracasso.
Se eu ofender ás pessoas, dá-me coragem para desculpar-me e se as pessoas me ofenderem, dá- me grandeza para perdoá-las.
Senhor, se eu me esquecer de ti, nunca te esqueças de mim.

sexta-feira, 28 de janeiro de 2011

Lista nacional de 'blogues de cidades'



Meus caros

Aproveitando o facto de 2011 ser o ‘ano Europeu do Voluntariado para promover mais cidadania activa’ (http://europa.eu/volunteering/), o ‘Cidades pela Retoma’ (http://www.facebook.com/CidadespelaRetoma ) entendeu lançar o desafio de criar uma lista nacional de ‘blogues [ou sites] de ruas, bairros, vilas ou cidades’.

Esta lista não pretende ser mais do que uma sistematização dos vários espaços virtuais (blogues ou sites) promovidos por cidadãos e grupos de cidadãos que gostam de pensar de forma colectiva sobre o futuro das suas cidades.

A lista provisória pode ser consultada aqui: http://noeconomicrecoverywithoutcities.blogs.sapo.pt/30748.html. Os contributos e sugestões de blogues/sites podem ser enviados para cidadespelaretoma@gmail.com.
Agradecemos a colaboração.

Cumprimentos
José Carlos Mota
site/blogue http://noeconomicrecoverywithoutcities.blogs.sapo.pt/
facebook http://www.facebook.com/CidadespelaRetoma
mailing-list http://groups.google.pt/group/cidadespelaretoma

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Documentário da semana: "Fabricados para não durar"




Ver también:  Especial  Comprar, tirar, comprar en RTVE.es


Baterías que se 'mueren' a los 18 meses de ser estrenadas, impresoras que se bloquean al llegar a un número determinado de impresiones, bombillas que se funden a las mil horas... ¿Por qué, pese a los avances tecnológicos, los productos de consumo duran cada vez menos?
La 2 de Televisión Española y RTVE.es emiten  "Comprar, tirar, comprar" un documental que nos revela el secreto: obsolescencia programada, el motor de la economía moderna.

Rodado en España, Francia, Alemania, Estados Unidos y Ghana, Comprar, tirar, comprar, hace un recorrido por la historia de una práctica empresarial que consiste en la reducción deliberada de la vida de un producto para incrementar su consumo porque, como ya publicaba en 1928 una influyente revista de publicidad norteamericana, "un artículo que no se desgasta es una tragedia para los negocios".
El documental, dirigido por Cosima Dannoritzer y coproducido por Televisión Española, es el resultado de tres años de investigación, hace uso de imágenes de archivo poco conocidas; aporta pruebas documentales y muestra las desastrosas consecuencias medioambientales que se derivan de esta práctica. También presenta diversos ejemplos del espíritu de resistencia que está creciendo entre los consumidores y recoge el análisis y la opinión de economistas, diseñadores e intelectuales que proponen vías alternativas para salvar economía y medio ambiente

Una bombilla en el origen de la obsolescencia programada
Edison puso a la venta su primera bombilla en 1881. Duraba 1500 horas. En 1911 un anuncio en prensa española destacaba las bondades de una marca de bombillas con una duración certificada de 2500 horas. Pero, tal y como se revela en el documental, en 1924 un cártel que agrupaba a los principales fabricantes de Europa y Estados Unidos pactó limitar la vida útil de las bombillas eléctricas a 1000 horas. Este cártel se llamó Phoebus y oficialmente nunca existió pero en Comprar, tirar, comprar se nos muestra el documento que supone el punto de partida de la obsolescencia programada, que se aplica hoy a productos electrónicos de última generación como impresoras o iPods y que se aplicó también en la industria textil con la consiguiente desaparición de las medias a prueba de carreras.

Consumidores rebeldes en la era de Internet

A través de la historia de la caducidad programada, el documental pinta también un fresco de la historia de la Economía de los últimos cien años y aporta un dato interesante: el cambio de actitud en los consumidores gracias al uso de las redes sociales e Internet. El caso de los hermanos Neistat, el del programador informático Vitaly Kiselev o el catalán Marcos López, dan buena cuenta de ello.

África, vertedero electrónico del primer mundo
Este usar y tirar constante tiene graves consecuencias ambientales. Tal y como vemos en este trabajo de investigación, países como Ghana se están convirtiendo en el basurero electrónico del primer mundo. Hasta allí llegan periódicamente cientos de contenedores cargados de residuos bajo la etiqueta de 'material de segunda mano' y el paraguas de una aportación para reducir la brecha digital y acaban ocupando el espacio de los ríos o los campos de juego de los niños.
Más allá de la denuncia, el documental trata de dar visibilidad a emprendedores que ponen en práctica nuevos modelos de negocio y escucha las alternativas propuestas por intelectuales como Serge Latouche, que habla emprender la revolución del 'decrecimiento', la de la reducción del consumo y la producción para liberar tiempo y desarrollar otras forma de riqueza, como la amistad o el conocimiento, que no se agotan al usarlas.

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Video sobre a coexistência do milho OGM em Portugal (inglês)


"Ao fazer estas opcções, há sempre uma dose de aventura nisto, porque nós não dominamos bem a técnica."
Luis Saldanha Oliveira e Sousa, Cultivador de milho transgénico no Santarém

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Filmes sobre resíduos - Love Canal






"Love Canal" é um documentário acerca de uma urbanização construída sobre um aterro de resíduos industriais, nos EUA dos finais da década de 70 do sec.XX, que se tornou um símbolo do falhanço do sentido de consideração pelas gerações futuras.


*Love Canal* is a neighborhood in Niagara Falls, New York which became the subject of national and international attention, controversy, and eventual environmental notoriety following the discovery of 21,000 tons of toxic waste that had been buried beneath the neighborhood by Hooker Chemical.
Love Canal officially covers 36 square blocks in the far southeastern corner of the city, along 99th Street and Read Avenue. Two bodies of water define the northern and southern boundaries of the neighborhood: Bergholtz Creek to the north and the Niagara River, one-quarter mile (400 m) to the south. In this area, Grand Island is situated on the south shore of the Niagara River.
Hooker Chemical sold this site to the Niagara Falls School Board with a deed explicitly detailing the danger contained within the site, and including a liability limitation clause about the contamination. The construction efforts of housing development, combined with particularly heavy rainstorms, released the , leading to a public health emergency and an urban planning scandal. Hooker Chemical was found to be negligent in their disposal of waste, though not reckless in the sale of the land, in what became a test case for liability clauses. The dumpsite was discovered and investigated by the local newspaper, the Niagara Gazette, from 1976 through the evacuation in 1978.
Potential health problems were first raised by reporter Michael H. Brown in July 1978.Ten years after the incident, New York State Health Department Commissioner
David Axelrod stated that Love Canal would long be remembered as a "national symbol of a failure to exercise a sense of concern for future generations."
The Love Canal incident was especially significant as a situation where the inhabitants "overflowed into the wastes instead of the other way around."

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Objectivo 2015: Combater o VIH/SIDA, a malária e outras doenças graves




A falta de saúde reduz a produtividade e o rendimento, o que por sua vez agrava os problemas de saúde, porque as pessoas não têm rendimentos para uma alimentação, habitação e tratamento adequados. A SIDA em particular tem um impacto de grande alcance, modificando o tecido social e económico da sociedade africana, dado que as suas vítimas se encontram frequentemente nos seus anos mais produtivos.

Tanto os países ricos como os países pobres estão mais seguros e são mais saudáveis quando previnem as doenças transmissíveis de fácil propagação transfronteiriça. Embora lutar contra estes fenómenos de saúde globais seja um desafio tremendo, o esforço concertado dos doadores e beneficiários de Ajuda Pública para o Desenvolvimento (APD) mostrou-se eficaz no passado: a varíola foi erradicada e a poliomielite já não assola a América Latina e as Caraíbas.
Situação actual

Todos os dias, cerca de 7.500 novas pessoas são infectadas pelo vírus VIH e 5.500 morrem de SIDA, sobretudo devido à falta de tratamentos para a doença. Estima-se que no final de 2007, 33.2 milhões de pessoas estavam infectadas pelo VIH, o que demonstra uma redução de 16% comparada com a estimativa de 2006: 39.5 milhões; deram-se 2.7 milhões de novas infecções e observaram-se 2 milhões de mortes relacionadas com a SIDA, sendo que 96% dos novos casos ocorreram nos países em desenvolvimento. Apenas uma em cada cinco pessoas é abrangida por programas de prevenção e, embora a terapêutica anti-retroviral dê esperança aos infectados, cinco a seis milhões de pessoas em países de baixo ou médio rendimento ainda necessitam de tratamento. A epidemia está a aumentar em certas zonas da Ásia.

Em 2006 observaram-se 247 milhões de casos de malária em todo o mundo, a maioria dos quais em África, contabilizando 86% de todos os casos mundiais ( no restante, 9% no Sudeste Asiático e 3% no Leste Europeu mediterrânico). Estima-se cerca de 881 mil mortes devido à malária em 2006, das quais 90% foram em território africano e 4% no Sudeste Asiático e outros 4% nas regiões do leste mediterrânico. Há mais progressos na prevenção da malária do que no seu tratamento. Estima-se que 85% das mortes vitimou crianças com menos de cinco anos de idade. Numa análise a 22 países da África Subsariana, contabilizando-se quase metade da população da região, verificou-se que a proporção de crianças que receberam tratamentos anti-malária caiu de 41% em 2000 para 34% em 2005.

Em 2006, a tuberculose causou a morte a 1,7 milhões de pessoas e as taxas de infecção estão a aumentar quase 1% por ano. No mesmo ano, 14.4 milhões de pessoas estavam infectadas, incluindo 9.2 milhões de novos casos. Estes aumentos são justificados, em parte, pelo aumento da população mundial. Nas regiões em desenvolvimento, o número de novos casos de tuberculose por 100 mil habitantes aumentou em 2004, e depois caiu 0.7% entre 2005 e 2006. Se esta tendência se mostrar constante globalmente, a incidência da tuberculose pode ser parada e invertida antes de 2015.
O que falta fazer

A melhoria da saúde mundial requer a cooperação de todos. Os países pobres devem combater o estigma, melhorar o rigor dos dados relativos a taxas de infecção e ainda conceber estratégias agressivas de prevenção e de tratamento. Falta ainda:

1. implementar uma abordagem multissectorial a longo prazo e que assente em planos nacionais contra a SIDA;
2. reforçar as ligações entre as intervenções relacionadas com o VIH/SIDA e os cuidados de saúde sexual e reprodutiva, a fim de reduzir os comportamentos de risco e as infecções sexualmente transmissíveis;
3. aumentar o acesso aos preservativos, tanto masculinos como femininos;
4. garantir um financiamento previsível e sustentável;
5. executar programas de prevenção do VIH em grande escala e garantir o acesso universal ao tratamento do VIH/SIDA por parte dos homens e das mulheres;
6. criar sistemas de saúde nacionais viáveis, que garantam uma cobertura universal dos cuidados básicos, que prestem serviços de qualidade e que retenham pessoal de qualidade;
7. aumentar substancialmente os fundos destinados à investigação e ao desenvolvimento de medicamentos;
8. aumentar o financiamento aos programas da OMS para combater a tuberculose e a novas actividades de investigação sobre uma vacina;
9. assegurar um financiamento de intervenções fundamentais no contexto da parceria “Fazer Recuar a Malária”, a fim de pôr termo à mortalidade imputável a esta doença até 2010, em África;
10. atribuir fundos suplementares à parceria mundial a favor de medicamentos essenciais a custos acessíveis.

domingo, 23 de janeiro de 2011

ACADEMIA OPENSOURCE: Acesso gratuito aos periódicos da Palgrave Macmillan

A Palgrave Macmillan publica periódicos académicos de grande qualidade em todas as disciplinas das ciências sociais e humanas, comércio e administração.

Para mais informações poderá consultar o sítio: www.palgrave-journals.com

Aqui fica um livro de excepcional qualidade: Global Warring, editado pela referida editora académica, em que a autora publica textos e revisões no blogue homónimo Global Warring  

quinta-feira, 20 de janeiro de 2011

Leitura da Semana: An Ethical Analysis of the Cancun Climate Negotiations Outcome (por Donald Brown)

Climate capitalism, por Pedro Méndez Suárez (cartoonista Cubano)
The Cancun Agreements of the 2010 UN Climate Summit do not represent a success for multilateralism; neither do they put the world on a safe climate pathway that science demands, and far less to a just and equitable transition towards a sustainable model of development. They represent a victory for big polluters and Northern elites that wish to continue with business-as-usual. (IBON, 2010)
fonte:Rock Ethics Institute 
Climate change is an ethical problem because: (a) it is a problem caused by some people in one part of the world that puts people and the natural resources on which they depend in other parts of the world at great risk, (b) the harms to these other people are not mere inconveniences but in some cases catastrophic losses of life or the ability to sustain life, and (c) those who are vulnerable to climate change cant petition their government to act to protect themselves but must rely upon a sense of justice and responsibility of those causing the problem. Because climate change raises civilization challenging ethical questions, any proposed climate change regime must be examined through an ethical lens.
This post reviews the Cancun outcome through an ethical lens in light of the overall responsibility of those nations who are exceeding their fair share of safe global emissions in regard to their duties: (a) to reduce greenhouse gas emissions to levels necessary to prevent harm to others, (b) to reduce greenhouse gas emission to levels consistent with what is each nation's fair share of total global emissions, and (c) to provide financing for adaptation measures and other necessary responses to climate change harms by those who are most vulnerable and least responsible for climate change.
To understand the significance of what happened in Cancun, it is necessary to briefly review the history of international negotiations leading up to Cancun. That is, it is not sufficient to simply examine what happened in Cancun without seeing Cancun in the context of twenty-year negotiating history that had as its goal the prevention of dangerous climate change and the harms that each year of delay in agreeing to a global deal exacerbate.
II. The Path To The Cancun Agreement.
The Cancun conference took place from November 29 to December 10, 2010. The Cancun goals were modest in light of the failure of COP-15 in Copenhagen the year before to achieve an expected global solution to climate change. Copenhagen was expected to produce a global solution to climate change pursuant to a two-year negotiating process that was agreed to in Bali, Indonesia, two years before Copenhagen in December 2007.
To understand the ethical significance of the Cancun, it is necessary to review the twenty-year history of climate change negotiations that led to Copenhagen and Cancun. This history constitutes a mostly failed attempt over two decades to adopt a global solution to climate change.
Negotiations on a global climate change deal began in 1990 that led in 1992 to the United Nations Framework Convention on Climate Change (UNFCCC). (Bodansky,2001) The negotiation process began in December 1990, when the UN General Assembly established the Intergovernmental Negotiating Committee for a Framework Convention on Climate Change, to negotiate a convention containing "appropriate commitments" in time for signature in June 1992 at the United Nations Conference on Environment and Development in Rio de Janeiro. This treaty itself did not contain binding greenhouse gas (ghg) emissions limitations for countries but nevertheless included numerous other binding national obligations. Among other things, for instance, the parties to the UNFCCC agreed that:
(a) They would adopt policies and measures to prevent dangerous anthropogenic interference with the climate system; (b) Developed countries should take the first steps to do this; (c) Nations have common but differentiated responsibilities to prevent climate change; (d) Nations may not use scientific uncertainty as an excuse for not taking action; and, (e) Nations should reduce their ghg emissions based upon "equity." (UN, 1992)
In the early UNFCCC negotiations, the European Union and Association of Small Island States (AOSIS) advocated establishing a target and timetable to limit emissions by developed countries in the UNFCCC, while the United States and the oil-producing states opposed this idea. (Bodanksy, 2001). Other developing states generally supported targets and timetables, as long as it was clearly understood that these targets and timetables would apply only to developed states. (Bodanksy, 2001)
The UNFCCC has 192 parties, a number that includes almost all countries in the world including the United States which ratified the UNFCCC in 1993.
The UNFCC is a "framework" convention because it has always been expected that additional requirements would be added to the initial framework in updates that are known as "protocols" or in annual decisions of the conferences of the parties (COPs).
Each year as the parties to the UNFCCC meet in COPs , decisions were made that affect the responsibilities of the parties. The UNFCCC COPs were as follows:
• 1995 - COP 1, The Berlin Mandate
• 1996 - COP 2, Geneva, Switzerland
• 1997 - COP 3, The Kyoto Protocol on Climate Change
• 1998 - COP 4, Buenos Aires, Argentina
• 1999 - COP 5, Bonn, Germany
• 2000 - COP 6, The Hague, Netherlands
• 2001 - COP 6 (Continued), Bonn, Germany
• 2001 - COP 7, Marrakech, Morocco
• 2002 - COP 8, New Delhi, India
• 2003 - COP 9, Milan, Italy
• 2004 - COP 10, Buenos Aires, Argentina
• 2005 - COP 11 Montreal, Canada
• 2006 - COP 12, Nairobi, Kenya
• 2007 - COP 13 Bali, Indonesia
• 2008 - COP 14, Poznań, Poland
• 2009 - COP 15, Copenhagen, Denmark
• 2010 - COP-16, Cancun.
Each year nations have meet in COPs to achieve a global solution to climate change and each COP for the most part continued to add small steps toward the goals of the UNFCCC. Yet in all COPs some nations have resisted calls from some of the most vulnerable nations to adopt a solution to climate change that would prevent dangerous climate change.
As the international community approached Cancun, no comprehensive global solution had been agreed to despite the fact that the original negotiations on the UNFCCC began in 1990 with a goal of achieving a global climate change solution. For this reason, Cancun must be understood as the latest attempt in a twenty year history of mostly failed attempts to structure a global solution to climate change.


quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

BBC + Burial



Uma perfeita neo-etnobotânica...o homem sonha e a obra nasce!

Continue a divulgar e assinar a petição Defendam os rios da Amazónia! 

Já somos 320.000! Mil flores tão lindas como estas para todos os signatários. 

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Design sustentável na habitação: mais um apartamento flex

Evelyn Müller

Sem separação formal, o loft permite a livre circulação entre as areas de dormir, estar, trabalhar e cozinhar

design sustentável

O arquiteto Guto Requena testa na prática um jeito contemporâneo de morar. Seu apartamento, próximo à avenida Paulista, em São Paulo, perdeu paredes para ganhar flexibilidade e inaugurar uma vocação mutante que é a cara das metrópoles, onde o espaço é disputado. Ali, com um simples arrastar de móveis, ele prepara a casa para trabalhar durante o dia ou receber os amigos à noite

Mayra Navarro e Silvia Gomez
Especial Casa Sustentável – 09/2010

O apartamento de Guto Requena tem nome e sobrenome: atende por Bohemian Cyborg, um viés de sua pesquisa sobre modos de morar, desenvolvida no Núcleo de Estudos de Habitares Interativos (Nomads), da Universidade de São Paulo. "Ele é fruto de meu mestrado, uma chance de aplicar o conceito de flexibilidade nos espaços contemporâneos", diz. Na prática, Guto derrubou as paredes internas do imóvel de 79 m2, o que permitiu aproveitar a área ao máximo. As vigas de concreto no teto denunciam os cômodos existentes antes da reforma. "São cicatrizes que contam a história da obra", nota o arquiteto. Assim, ele criou uma espécie de loft reconfigurável, ou seja, os ambientes se definem pela disposição dos móveis e pelo uso do momento. "Organizei a parte mutável em U em torno de um cubo central que concentra banheiro, cozinha e lavanderia."

Nas metrópoles, onde deslocamentos exigem tempo, paciência e combustível, só reduzir as saídas de casa já evita poluição e gasto de energia. Ao acordar, Guto arruma o loft para um dia de trabalho e para receber os sócios, Maurício Arruda e Tatiana Sakurai, e a arquiteta Fabiana Silveira. "A cama vira sofá, e a mesa de jantar, local de reunião", diz Guto, sentado na cadeira preta. Assinado por ele, o mobiliário compõe nove tipos de planta, da distribuição convencional ao modelo festa. Rodízios facilitam a movimentação da cama e das mesas com desenho interativo, o que possibilita vários encaixes. A placa na parede, comprada de um mecânico da região, é mais uma prova da originalidade do arquiteto.

Veja mais fotos do projeto aqui.



sexta-feira, 14 de janeiro de 2011

Água da chuva e águas cinzentas

Armazenar e tratar para a poupança

Cada português consome em média cerca de 55m3 água potável por ano. Na cozinha, casa de banho, lavandarias, jardins, … a água é utilizada para diversos fins, como beber, cozinhar, lavar ou regar. Há especialistas que chegam a afirmar que, destes usos, cerca de 95% não precisa de água tratada para consumo humano. A água residual tratada ou a água da chuva mostram-se como soluções para a poupança deste bem tão escasso.
Chuva armazenada

Antes da chegada do abastecimento generalizado às habitações portuguesas, possuir água em casa era um privilégio. Há falta de um poço ou curso de água nas imediações, uma técnica bastante difundida, especialmente no sul do país, era o aproveitamento da água da chuva captada nos beirais e drenada para um reservatório para posterior utilização, especialmente nos meses mais secos.
Hoje em dia aproveitar a água da chuva não se trata de uma necessidade de abastecimento mas sim de uma medida que alia a inteligência e a sustentabilidade. De facto trata-se apenas de aproveitar um recurso gratuito que não implica outros custos que não a instalação de um reservatório no seu jardim ou varanda. Esta água não passa pelo contador (logo não é facturada) e possui a qualidade necessária para regar a horta ou jardim, lavar carros, varandas e passeios, utilizar nas máquinas de lavar e para as descargas do autoclismo.
Pode fazê-lo através dos tradicionais baldes, bacias ou outros recipientes que deixa no exterior em dias de chuva ou através de sistemas de captação e armazenamento que pode adquirir junto de empresas especializadas. Basicamente, estes são compostos por um sistema de captação da água que escorre do telhado e drenada pelas caleiras já existentes, às quais são acoplados tubos e filtros de forma a remover as impurezas e conduzir a água para um reservatório, em vez de o fazer para a rede de esgoto, ou para o passeio.
 
No mercado existem vários sistemas que vão desde os reservatórios simples de pequenas dimensões para colocar no exterior, aos sistemas de grandes dimensões para enterrar, e dos sistemas com apenas uma torneira para mangueira, aos sistemas com canalização às máquinas de lavagem e autoclismos da habitação. Por exemplo, a marca alemã Graf possui desde ânforas em terracota de 300 a 500 litros para jardim (exteriores), que apenas possuem uma torneira para encher o regador ou ligar a mangueira, aos sistemas de tanques soterrados até 26000 litros de capacidade, com tecnologia de filtração patenteada, sistema de controlo programável, indicador digital de capacidade, bomba de água, ligação a máquinas de lavar, autoclismos e sistema de rega. No leque de escolhas disponíveis, a mais acertada é aquela que melhor se adapta ao espaço disponível e aos usos do quotidiano.
Reutilização de água residual

As águas residuais provenientes das cozinhas, lavandarias, lavatórios, banheiras e duches, designadas por águas cinzentas, podem ser reutilizadas após depuração nas instalações sanitárias e autoclismos, lavagens de espaços exteriores e veículos, rega de espaços verdes e máquinas de lavar. Estes usos podem ser satisfeitos por uma água de qualidade inferior evitando que água tratada para consumo vá literalmente “vai pelo cano abaixo”.
Para a reciclagem da água cinzenta basta recolhê-la em depósitos e ministrar um tratamento básico antes da sua reutilização. No entanto é necessário planear a rede das canalizações da casa na fase de projecto de construção ou remodelação de forma a separar os dois tipos de abastecimento (água potável e água reutilizada) e os dois tipos de drenagem da água residual (águas cinzentas e águas negras) e assim garantir que as redes nunca se cruzam, sob pena de contaminação, e que os dois tipos abastecimento (potável e reciclada) possuem contadores individuais. Deve ter em atenção que em construções existentes, soluções deste tipo tornam-se mais complicadas e dispendiosas, mas também podem ser executadas.
A par do cuidado de infra-estruturação das redes, outro aspecto fundamental reside na construção de reservatórios capazes de armazenar a quantidade de água a reciclar, podendo estes, na sua maioria, ser subterrâneos, mas também à superfície, onde a água é regenerada com o contributo da atmosfera e da radiação solar.
No mercado existem várias soluções para a recolha, armazenamento e reciclagem de águas cinzentas, sendo no entanto necessário também escolher e implementar a solução mais adequada a cada caso. Mais uma vez deixamos como exemplo a marca alemã Graf, a qual possui algumas soluções que, entre outras, incluem um reactores contínuos ou descontínuos, que operam em 3 ou 4 fases (decantação primária, oxidação, sedimentação...) e que possuem grandes superfícies de contacto que garantem um tratamento eficaz.

Fonte: Planeta Azul

quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

YeZ: carro chinês absorve CO2 do ar

fotossíntese

O mais novo protótipo de veículo ecológico da China, o YeZ, é totalmente movido a energias limpas: além de produzir energia solar e eólica, o carro absorve CO2 para gerar eletricidade e o devolve para o ar em forma de oxigênio

Uma montadora chinesa levou ao pé da letra o conceito de carro ecológico e criou este carro-folha. O veículo foi projetado para funcionar como uma planta, ou seja, ele absorve CO2 e libera oxigênio na atmosfera. A ideia é criar um veículo para 2030 que realize o mesmo trabalho que as plantas fazem durante a fotossíntese.

O veículo YeZ (palavra que em mandarim significa folha) seria movido a energias limpas: o teto absorveria energia solar e as rodas teriam pás para gerar energia eólica. Mas a grande sacada é que o veículo de dois lugares conseguiria remover dióxido de carbono do ar, grande vilão do aquecimento global, com uma liga mista (orgânica e metálica) capaz de absorver CO2 e água, transformando-os em eletricidade armazenada em uma bateria de lítio. Estamos esperando essa folha brotar.


Informações mais detalhadas em Physis Org

terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Pequeno Video eco-educativo do Departamento de Ciências e Engenharia do Ambiente, da Universidade Nova, Lisboa



Caros "ambios"
Precisava da vossa ajuda. No meu grupo de investigação fizemos um pequeno video (2 min) sobre ambiente (surprise surprise) e depois um pequeno inquérito (2 min) para testar reacções.
Apresentamos o projecto a uma conferência e foi aceite... agora temos que ter muitas visitas e principalmente inquéritos respondidos... podiam fazê-lo e se acharem adequado forwardarem ilimitadamente ...
super obrigada

Está feito o teu pedido e já respondi ao inquérito, Sofia ! Beijos

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Estudo diz que agrobusiness não resolve problema da fome e que adoção de práticas ambientais na agricultura pode dobrar produção

Lavoura sustentável aumenta safra e lucro


IFAD/Franco Mattioli
Leia também
Com crise, mundo regride na luta antifome
DANIELLE BRANT
PNUD Brasil

A produção agrícola baseada em padrões industriais e alimentos exportáveis (commodities) não colabora para combater a fome em vários países em desenvolvimento e frequentemente resulta em degradação ambiental, afirma um artigo publicado pelo CIP-CI (Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo), um órgão do PNUD em parceria com o governo brasileiro. Os autores do estudo defendem uma mudança de modelo, com incentivo para o que chamam de agricultura sustentável — baseada no conhecimento local e em técnicas de preservação.

“Este pode ser um momento oportuno para rever os métodos tradicionais da 'revolução verde', como subsídios a fertilizantes e pesticidas, e explorar alternativas sustentáveis e de baixo custo que ajudem a conservar os recursos hídricos e da terra", defendem os pesquisadores Tuya Altangerel, do Escritório de Políticas para o Desenvolvimento, do PNUD, e o pesquisador Fernando Henao, da Universidade de Nova York, no texto Agricultura Sustentável: Uma saída para a pobreza de comida.

"A produção agrícola industrializada e a transformação de itens da cesta básica em commodities não ajudaram a aumentar o consumo de alimentos em muitos países em desenvolvimento, principalmente entre importadores de alimentos", afirmam os estudiosos. Já as práticas sustentáveis “são mais eficientes em desenvolver um sistema de produção resistente”.

Eles citam uma pesquisa feita com 12 milhões de pequenos produtores em 57 países em desenvolvimento, segundo a qual os lavradores que adotaram práticas sustentáveis — como gestão integrada de nutrição e pragas, armazenamento de água de chuva e cultivo mínimo do solo — viram a safra crescer, em média, 79%. O maior salto (mais de 120%) ocorreu em pequenas propriedades irrigadas e jardins urbanos e hortas.

“Métodos de conservação, incluindo agricultura orgânica, podem atingir safra comparáveis às da agricultura industrial. Sustentadas ao longo do tempo, também geram lucros maiores e reduzem drasticamente o uso de pesticidas convencionais”, escrevem Tuya e Henao. Além disso, eles afirmam que as práticas sustentáveis asseguram ganhos ambientais e aumentam o valor nutricional dos alimentos.

No entanto, não é um caminho fácil. Adotar a agricultura sustentável requer intensa cooperação e construção de conhecimento em nível local. “Apesar de, inicialmente, isso poder elevar os custos, o lucro líquido em médio prazo ainda é maior do que na produção agrícola industrializada, principalmente se benefícios adicionais forem levados em consideração — como dinâmicas sociais fortalecidas, gerenciamento de recursos naturais locais e autossuficiência alimentar", ressaltam.

Na prática, seguir princípios sustentáveis pode ajudar as 100 milhões de pessoas que foram jogadas no universo da fome, em 2008, devido à crise econômica mundial. Os pesquisadores também veem um impacto positivo na vida de mulheres que comandam pequenas propriedades rurais, já que a adoção da agricultura sustentável pode melhorar o uso da terra em longo prazo, assim como a qualidade da alimentação da família.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Nemésis Médica (em português, Limites para a Medicina, edição Sá da Costa), de Ivan Illich


Na primeira metade dos anos setenta do século passado, um ex-padre austríaco-americano lançava a crítica mais contundente até então empreendida contra a Medicina moderna. Dizia Ivan Illich  logo no primeiro parágrafo de sua Nemesis da Medicina: “a Medicina institucionalizada transformou-se numa grande ameaça à saúde”. Um pouco mais à frente afirma: “A empresa médica ameaça a saúde, a colonização médica da vida aliena os meios de tratamento, e o seu monopólio profissional impede que o conhecimento científico seja partilhado”.
Deste livro nasceu o conceito de iatrogenia, que, segundo o Ivan Illich dos anos setenta, aparece sob três formas principais.
Em primeiro lugar, a iatrogenia clínica, causada pelos próprios cuidados de saúde, resultando em danos à saúde atribuíveis à falta de segurança e ao abuso das drogas e das tecnologias médicas mais avançadas. Em segundo lugar, a iatrogenia social, decorrente de uma crescente dependência da população para com as drogas, os comportamentos e as medidas prescritas pela Medicina em seus ramos preventivo, curativo, industrial e ambiental; a iatrogénese social é, ao fim e ao cabo, sinónimo de medicalização social,  porque anula o sentido da saúde enquanto responsabilidade de cada indivíduo e de sua família e dissemina na sociedade o “papel de doente”, que é um comportamento apassivado e dependente da autoridade médica.
Finalmente, Illich identifica uma iatrogenia cultural, que consiste na destruição do potencial cultural das pessoas e das comunidades para lidar de forma autônoma com a enfermidade, a dor e a morte. Neste caso, o que caracteriza o dano é a perda de tudo aquilo que as tradições criaram ao longo dos séculos enquanto expedientes culturais eficazes para enfrentar a  vulnerabilidade humana diante de tais contingências da vida. As práticas tradicionais e o saber espontâneo que lhes acompanham foram, nos últimos séculos, substituídos pela figura plenipotente do médico e de sua técnica profissional heterônoma, que trazem a promessa delusória de estender indefinidamente a existência das pessoas.
 Fonte (com adaptações): Interface
Para saber mais:

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Esperança de vida e longevidade: um dilema ecológico e económico



Por José Carlos Marques
A longevidade acrescida dos humanos na nossa época tem sido motivo de três conclusões possivelmente erradas:

1 - que essa longevidade continuará a aumentar nas gerações dos que hoje têm 60, 50 ou 40 anos, abstraindo do facto de que os atuais centenários e nonagenários nasceram e cresceram num mundo muito menos contaminado que o atual

2 - que essa longevidade significa melhor saúde, independentemente da maneira como é vivida com ou sem doença

3- que ela justifica o aumento da idade da reforma e o torna mesmo imprescindível.

A terceira conclusão é óbvia exploração interessada do otimismo decorrente dos pontos 1 e 2.

Daí o interesse de uma notícia inserida no P2 de 15 de dezembro do jornal Público, assinada por Ana Gerschenfeld, e que parece confirmar no caso dos EUA observações intuitivas já feitas em relação à experiência corrente de alguns, em países europeus.

Não se subestima a vantagem de viver com mais longevidade sem uma saúde perfeita mas com doenças periféricas, controláveis sem efeitos notáveis sobre a qualidade de vida. O mesmo já não se pode dizer das doenças letais adiante referidas, a que se poderiam juntar outras, mais terríveis talvez, como Alzheimer e Parkinson.

"O aumento de esperança de vida nos EUA não tem sido acompanhado de um aumento dos anos vividos de boa saúde, conclui um estudo no Journal of Gerontology. "Sempre partimos do princípio de que cada geração iria ser mais longeva e saudável do que a anterior", explica Eileen Crimmins, da Universidade da California do Sul e coautora do trabalho. "Porém, a compressão da morbilidade [doença] talvez seja tão ilusória como a imortalidade." E não é simplesmente como se poderia pensar - segue-se uma frase manifestamente mal traduzida que corrigirei a seguir -, por as pessoas viverem mais anos que vivem mais anos doentes. (Tem que ser "menos anos doentes" ou então "que vivem mais anos sem doença"). O estudo revelou, de facto, que ao passo que, em 1998, um homem de 20 anos podia esperar viver mais 45 anos sem sofrer de pelo menos uma das principais causas de morte - doença cardiovascular, cancro, diabetes -, esse número desceu, em 2006, para 43,8 anos. Do lado das mulheres, essa expectativa caiu de 49,2 anos para 48 anos. Isto significa que as populações dos países ocidentais terão perdido mais de um ano de qualidade de vida na última década. "Existem indícios substanciais que sugerem que até à data pouco fizemos para eliminar ou adiar as doenças, apenas conseguimos impedir que as pessoas morram dessas doenças", acrescenta Crimmins."

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011

Leitura da Semana: It's Official: The Economy Is Set To Starve


Part I: It's the End of the Oil As We Know It...
If you have already read Part I of this report, please click here to go directly to Part II.
Once a year, the International Energy Agency (IEA) releases its World Energy Outlook (WEO), and it's our tradition here at ChrisMartenson.com to review it.  A lot of articles have already been written on the WEO 2010 report, and I don't wish to tread an already well-worn path, but the subject is just too important to leave relegate to a single week of attention.
Because some people will only read the first two paragraphs, let me get a couple of conclusions out right up front.  You need to pay close attention to Peak Oil, and you need to begin adjusting, because it has already happened.  The first conclusion is mine; the second belongs to the IEA.
Okay, it's not quite as simple as that; there are a few complexities involved that require us to dig a bit deeper and to be sure our terms and definitions are clear so that we are talking about the same things.
But if we can simply distinguish between two types of "oil" (you'll see why that term is in quotes in a second), the story becomes much easier to follow.
  • "Conventional oil" is the cheap and easy stuff.  A well is drilled, pipe is inserted and oil comes up out of the ground that can be shipped directly to a refinery.  Whether the oil is "sour" or "sweet" doesn't matter; it's still conventional oil.
  • "Unconventional oil" refers to things like tar sands, ultra-deep-water oil, coal-to-liquids, oil shale, and natural gas liquids.  In other words, oil that is much more difficult and expensive to produce.
The IEA has been producing annual reviews of the world energy situation for a long time and has not mentioned the term "Peak Oil" (as far as I know) until this year's report.  And not only did they mention it, they said that as far as conventional oil goes, it's in the rear view mirror:
Crude oil output reaches an undulating plateau of around 68-69 mb/d by 2020, but never regains its all-time peak of 70 mb/d reached in 2006, while production of natural gas liquids (NGL) and unconventional oil grows quickly.
WEO 2010 - Executive Summary
I might quibble that the all-time peak remains 2005 in the US Energy Information Agency data set, but the main point here is that the IEA has not only used the words "Peak Oil" (finally!) but they've done so in the past tense, at least with regard to conventional oil.
The IEA now sees all forms of oil, conventional and unconventional, hitting a high of 99 million barrels per day (mbd) by 2035 (including 3 mbd of 'refinery gains').  Of course, we may wish to take even this tepid estimate of growth in oil supplies with a grain of salt, because in every annual report, like clockwork, the IEA has been ratcheting down its estimate of how much oil we'll have in the future:

Assuming that this trend will continue, our prediction is that next year the estimate of future oil supplies will be ratcheted down one more notch.  Perhaps by another 6 mbd, to match the difference between the 2009 and 2010 reports?
It's when we eyeball the graph that shows us the breakdown in petroleum sources by type that a few important details jump out at us:

First, pay close attention to the legend for the chart.  Starting at the bottom, note that crude oil from "currently producing fields" (dark blue) is already in sharp decline and is expected to decline from a high of 70 mbd in 2006 to ~15 mbd in 2035; a loss of 55 mbd over 25 years, or 2.2 mbd per year.  The next band up (gray) is crude oil from "fields yet to be developed," which we largely know about but have not yet really started producing significantly.
My only comment here is that these fields cannot overcome the expected rate of loss in the dark blue band below them.  All of the conventional oil that we know about is now past peak.  In order to keep conventional oil flat, we have to move up to the third band (light blue), which goes by the spine tingling name "fields yet to be found" - which will apparently be delivering a very hefty 22 mbd by 2035.  In other words, the IEA is projecting that in 25 years, more oil will be flowing from "fields yet to be found" than from all the fields ever found and put into production by the year 2010.  
Colin Campbell, one of the earliest analysts of peak oil who has decades of oil field experience, is on record as saying that the "fields yet to be developed" category, originally introduced to the world as unidentified Unconventional in 1998, is a "coded message for shortage" and was, off the record, confirmed as such by the IEA. That coded message is getting easier and clearer to receive by the day.
But back to the main story line.  Even if the final assessment of future oil production isn't notched down even one more tick, we have all the information we need to spot an enormous problem in the global story of growth.  Assuming that we stick with the 99 mbd by 2035 estimate going forward, this represents a growth rate in oil of only around one-half of one percent (0.5%) per year between now and then.  
This means that over the next 25 years, the global economy will have to make do with less than half the rate of growth in oil that it enjoyed over the prior 25 years.  How will the economy grow with less oil available?  What will happen to the valuations of financial assets that explicitly assume that prior rates of growth stretch endlessly into the future?

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Água é vendida em caixas de papelão

Divulgação

abaixo ao plástico

Água é vendida em caixas de papelão

A ideia é do design norte-americano Benjamin Gott, que para diminuir o consumo de garrafas plásticas criou o projeto Boxed Watter, em que comercializa água em caixas de papelão feitas com materiais renováveis


Se alguém tirasse esta embalagem da geladeira, você provavelmente não adivinharia o que há dentro dela não fosse pela inscrição Boxed Water Is Better for the World (Água Encaixotada é Melhor para o Mundo).

A inusitada ideia de vender água em uma caixa de papelão - e não na manjada garrafa de plástico - saiu do papel em 2009 pelas mãos do norte-americano Benjamin Gott. "Ficamos emocionados com a quantidade de pessoas interessadas em consumi-la e vendê-la", alegra-se Benjamin, fundador da empresa Boxed Water.

Cerca de 75% das caixas de papelão são feitas de fontes renováveis, portanto menos poluentes que o plástico. "Acreditamos que faz parte do trabalho do designer repensar e reimaginar soluções para os problemas do mundo", afirma Benjamin.

Por enquanto, as caixas são vendidas somente em supermercados e cafeterias dos EUA. De tão simpáticas, costumam ser reaproveitadas pelas pessoas como vaso, enfeite ou até bloco de notas. "Ouvi falar de uma casa de espetáculos que incentivava as pessoas a levarem suas caixas para pegar autógrafos dos astros", conta seu criador.


Link da matéria: Boxed Water is Better

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Cartoonista: Vangelis Pavlidis




Recebi, entre muitos cartões virtuais de Boas Festas, este que me tocou profundamente e desejo partilhá-lo, bem como a mensagem que vinha junto deste cartoon (em inglês).
Dear friends,
On behalf of the Board of the Mediterranean Anti Nuclear Watch we send you our best wishes for 2011. We send attached ourwish card, drawn especially for MANW by the awarded Rhodian cartoonist Vangelis Pavlidis. We wholeheartedly thank him for his kind offer. Feel free to forward it to your friends and contacts with your own personal wishes, for the message that arsenals only bring poverty, war and destruction to spread out.
Best regards

Visita ainda a página oficial do premiado Vangelis Pavlidis

domingo, 2 de janeiro de 2011

Encontros Improváveis: Joan Miró e Al Berto

Joan Miró (1893 - 1983)

Rumor dos Fogos

hoje à noite avistei sobre a folha de papel
o dragão em celulóide da infância
escuro como o interior polposo das cerejas
antigo como a insónia dos meus trinta e cinco anos...

dantes eu conseguia esconder-me nas paisagens
podia beber a humidade aérea do musgo
derramar sangue nos dedos magoados
foi há muito tempo
quando corria pelas ruas sem saber ler nem escrever
o mundo reduzia-se a um berlinde
e as mãos eram pequenas
desvendavam os nocturnos segredos dos pinhais

não quero mais perceber as palavras nem os corpos
deixou de me pertencer o choro longínquo das pedras
prossigo caminho com estes ossos cor de malva
som a som o vegetal silêncio sílaba a sílaba o abandono
desta obra que fica por construir... o receio
de abrir os olhos e as rosas não estarem onde as sonhei
e teu rosto ter desaparecido no fundo do mar

ficou-me esta mão com sua sombra de terra
sobre o papel branco... como é louca esta mão
tentando aparar a tristeza antiga das lágrimas

Al Berto, in 'O Medo' 

sábado, 1 de janeiro de 2011