sexta-feira, 30 de julho de 2010

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Revolução Verde e Paradoxo Demográfico

Por José Carlos Marques, 19/09/09



A fome no mundo de milhões de pessoas é demasiado real para podermos encará-la sem perplexidade e tentar resolvê-la com estereótipos. Nessa medida, nem se pode subalternizar o facto de uma tecnologia poderosa, agronómica e química, ter "revolucionado" as quantidades de alimentos produzidos, nem se pode ignorar que essa multiplicação deixou milhões de pessoas na fome e legou problemas de sustentabilidade (fome futura!) que são um quebra-cabeças, desde a erosão à contaminação de solos e muitos outros. E não é apenas a "revolução verde" em termos agronómicos e químicos que está em causa, mas um complexo sistema tecnológico e civilizacional, que inclui a mecanização intensiva e consequente empobrecimento dos ecossistemas agrícolas, arrasando sebes para melhor circulação das grandes máquinas, apostando tudo nas grandes monoculturas, a opção económica e política ela expulsão dos camponeses da terra, por orientar os sistemas produtivos no "terceiro mundo" para a exportação de bens alimentares de interesse secundário deixando as populações locais mais pobres em alimentos essenciais e tornando-as até dependentes para esses bens básicos da importação da agricultura dos países ricos, por reduzir drasticamente o número de explorações agrícolas porque o "mercado" não consente que elas sejam viáveis e façam viver as famílias que ficam na terra, pela "necessidade" (leia-se: opção) de baixar drasticamente os preços alimentares para manter salários relativamente baixos e libertar rendimentos para o consumo dos bens industriais, e vários outros fatores.

Um dos aspetos mais curiosos da questão na sua real amplitude é aquilo a que chamo o paradoxo demográfico, que se pode ver em ação nos trabalhos dos historiadores do passado e dos sociólogos do presente. Isto é: o aumento populacional, ao contrário do que muitas vezes se supõe, não é algo que se resolva com maior produção alimentar PORQUE RESULTA DELA: é a maior disponibilidade de bens alimentares que permite o aumento populacional e não o contrário. Isso está comprovado em vários casos históricos e é inegável. Mas, por outro lado, como os "sociólogos da fome" também demonstraram, em especial no "terceiro mundo" (onde a colonização e a exploração ocidental imprimiu às sociedades locais inflexões de rumo específicas que não permitem que isolemos os fenómenos nelas presentes do surgimento da colonização), a fome está associada a populações excessivas, crescentes, com altas taxas de natalidade... Reduzir estes dois fenómenos contraditórios a explicações simplistas não nos ajudará muito.

Esse paradoxo está bem presente na nota do Carlos Aguiar. O primeiro fenómeno reveste esta forma que refere o Carlos: "As sacas de sulfato de amónio, de nitrato de cálcio, e outros adubos químicos, multiplicaram a população humana por quatro em 100 anos." Ou seja, o aumento de produção alimentar não se teria limitado a responder a necessidades alimentares de uma dada população, antes foi o fator do aumento populacional (sem esquecer que outros fatores existiram noutros domínios que não os da produção de alimentos).

O segundo fenómeno está de certa forma referido nesta outra frase por ele escrita: "No final do séc. XIX, William Crooks, um químico e físico inglês, alertou para o facto da população mundial estar a crescer aceleradamente e que se não fossem encontradas alternativas ao nitrato do Chile era inevitável uma fome global." Aqui as bocas seriam mais que as que poderiam ser alimentadas.

Como é próprio do paradoxo (diferentemente da simples e linear contradição, que é do domínio do pensamento), ele é um resultado da realidade e da sua complexidade e da coexistência de tensões opostas mas ambas reais.

Isso põe também o problema seguinte: será que, como afirmam tão frequentemente economistas e políticos, o aumento demográfico é não só uma boa coisa como uma coisa indispensável? Sem ele estaríamos perdidos - diz-se. A China e a Índia, as mais populosas nações do mundo, há muito que, embora com métodos diferentes, praticam o contrário disso, ou seja políticas (melhores ou piores) de limitação da natalidade. E aqui, do ponto de vista do movimento ecológico, surge a relevância do mútuo reforço de dois fatores convergentes na raiz da contínua degradação ambiental, inclusive dos solos e recursos agrícolas neles aplicados, degradação essa que é o sintoma claro da INSUSTENTABILIDADE do atual modelo agronómico: por um lado o aumento populacional, por outro lado a desmesura com que a civilização atual aplica a sua enorme potência tecnológica, a que acresce o facto de o sistema económico geral que domina se apoiar na necessidade de continuamente aumentar esses dois fatores e o respectivo consumo exponencial de toda a espécie de matérias primas, recursos vivos, etc.

Por isso, nem o atual modelo agronómico ("borlauguiano"...) poderá responder aos desafios do presente e do futuro; nem a alternativa poderá ser um outro modelo agronómico, seja ele "biológico", que apenas altere os métodos de cultivo isolando-os de todos os restantes fatores (sociais, económicos, tecnológicos, demográficos, civilizacionais).

Arne Naess, o mais notável filósofo que o movimento ecológico produziu (talvez porque antes de ser ecologista era já um filósofo notável), aponta claramente no sentido da redução gradual, voluntária e coletiva da população mundial, no que aliás converge com diversos movimentos de raiz ecológica que defendem desde os anos 1970 (por vezes de uma maneira que levanta outros problemas e algumas discordâncias importantes que eu subscreveria) a estabilização primeiro e redução depois da população mundial como indispensável para enfrentar a crise ecológica. Essas perspetivas, bastante visíveis no movimento ecoambiental mundial até 1980, sofreram depois um apagamento (como aliás o movimento na sua generalidade, até 1992 pelo menos, quando a Cimeira da Terra de certa forma começou a inverter o refluxo), e hoje são muito tímidas ou inaudíveis as vozes que põem a questão dentro do próprio movimento. Mas isso em nada afeta a importância teórica e prática dela.

Sobre a questão da população vista por Naess pode ver-se em português o texto que lhe é dedicado no livro Ganhar a Vida - Objectivo 7 Garantir a Sustentabilidade Ambiental, editado, sob coordenação de João Paulo Cotrim, pelo IPAD - Instituto Português de Apoio ao Desenvolvimento, na sua página 68 ("Arne Naess: cinco ideias para uma mudança"), que redigi.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Capitalismo: Uma História de Amor (Capitalism: A Love Story) – 2009

Direcção: Michael Moore
Elenco: Michael Moore
Nota no Bioterra [0-10]: 7.0


Sinopse: Ao mesmo tempo com humor e coragem, Capitalism: A Love Story explora uma pergunta: “Qual o preço que a América tem de pagar pelo seu amor pelo capitalismo?” Há alguns anos esse amor parecia inocente. Hoje, no entanto, o Sonho Americano parece mais um pesadelo, quando as pessoas têm de pagar com os seus empregos, a suas casas e as suas poupanças. Moore leva-nos até às casas de gente normal, cujas vidas ficaram viradas do avesso, e vai à procura de explicações em Washington e outros locais.
Michael Moore analisa uma vez mais um problema óbvio do estilo de vida americano.


Ver filme (legendas em Inglês e Japonês)

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Por falar em calor: ilhas de calor urbano

Foto: Nuno Mamede Santos

Ilha de calor (ou ICU, ilha de calor urbana) é a designação dada à distribuição espacial e temporal do campo de temperatura sobre a cidade que apresenta um máximo, definindo uma distribuição de isotérmicas que faz lembrar as curvas de nível da topografia de uma ilha, daí a origem do nome ilha de calor. Há um contraste térmico entre a área mais urbanizada e menos urbanizada ou periférica, que inclusive pode ser área agrícola. Alterações da humidade do ar, da precipitação e do vento também estão associadas à presença de ilha de calor urbana. Em geral, nas cidades de latitudes médias e altas (onde o clima é mais frio) forma-se durante a noite, em associação com o estabelecimento de uma circulação tridimensional na camada limite urbana (CLU) cujo ramo inferior ocorre na forma de um fraco escoamento centrípeto chamado brisa urbana, com intensidade da ordem de 1 a 3 km/h. A origem das ilhas de calor deve-se simplesmente à presença de edificações e das alterações da paisagem feitas pelo homem nas cidades. A superfície urbana apresenta particularidades em relação à menor capacidade térmica e densidade dos materiais utilizados nas construções urbanas: asfalto, concreto, telhas, solo exposto, presença de vegetação nos parques, ruas, avenidas e também, alterações do albedo (reflexão das ondas curtas solares) devido às sombras projectadas das construções e à impermeabilização da superfície do solo que implica aumento da velocidade do escoamento superficial da água de chuva e maior risco de cheias das zonas baixas das cidades, várzeas etc.

O efeito de ilha de calor nos países de latitudes médias (frios ou temperados) é mais marcado no período nocturno, e a sua intensidade é função não linear da população urbana.

Mais Informação:

domingo, 25 de julho de 2010

Médicos detectam superbactéria resistente a quase todos os antibióticos

NDM-1 tem sido encontrada em bactérias E.coli
Uma nova superbactéria resistente a quase todos os antibióticos foi detetada em hospitais britânicos, indicou hoje um estudo, referindo que o micróbio é originário de países do sul da Ásia.
De acordo com o estudo, publicado na revista britânica The Lancet, os investigadores isolaram 37 doentes, incluindo alguns que tinham viajado para a Índia e para o Paquistão para realizarem cirurgias estéticas.
As «enterobacteriaceae» (bactérias que podem causar infeções do aparelho gastrointestinal e de outros órgãos do corpo), que produzem uma enzima do tipo NDM-1, foram detetadas pela primeira vez em 2009 por Timothy Walsh, da Universidade britânica de Cardiff, num doente sueco que tinha estado hospitalizado na Índia.
“A NDM-1 tem um forte potencial para se transformar num problema da saúde pública mundial e é necessária uma vigilância coordenada”, alertaram os autores do estudo, sublinhando que “a Índia disponibiliza cirurgias estéticas para a Europa e para a América e é provável que a NDM-1 se propague no mundo”.
A superbactéria é resistente a quase todos os tipos de antibióticos, incluindo aqueles geralmente reservados para emergências e ao tratamento de infeções multi-resistentes.
“Com este género de bactéria, esgotamos quase todos os antibióticos. Apenas dois podem combater esta bactéria e um deles não é muito eficaz. Não irão existir novos antibióticos disponíveis em dez anos. Se permitirmos que estas infeções subsistam sem tratamento adequado, iremos presenciar provavelmente algumas mortes”, afirmou Timothy Walsh, numa entrevista à estação britânica BBC.
Só dois antibióticos - tigeciclina e colistina - combatem a nova superbactéria.
Cerca de 44 casos positivos do tipo NDM-1 foram identificados no estado de Tamil Nadu (sul da Índia) e 26 no estado de Haryana (norte), existindo ainda registos de casos em outras regiões indianas, no Bangladesh e no Paquistão.

Mais notícias em:
Study into resistant superbugs 01 APRIL 2010, WEST MIDLAND

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Grande página da PBS sobre Evolução


tree background

darwin change extinction survival sex humans religion
Visit 
NOVA's new evolution site


É só explorar, clicando nas imagens.Um excelente contributo para a divulgação do evolucionismo.

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Cromoscópio- rápida vídeo-demonstração





Alguma vez desejaste ter visão raio-X ou super-humana? O Chromoscope premite explorares a nossa Galáxia (a Via Láctea) e o Universo distante numa série de comprimentos de onda desde raios-X até às compridas ondas de rádio.

Altera o comprimento de onda usando a barra no canto superior direito do ecrã do sítio e explora o espaço usando o rato. Para mais informações pode consultar o blogue.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

A valsa dos anéis de Saturno (!)




While orbiting Saturn for the last six years, NASA's Cassini spacecraft has kept a close eye on the collisions and disturbances in the gas giant's rings. They provide the only nearby natural laboratory for scientists to see the processes that must have occurred in our early solar system, as planets and moons coalesced out of disks of debris.


New images from Cassini show icy particles in Saturn's F ring clumping into giant snowballs as the moon Prometheus makes multiple swings by the ring. The gravitational pull of the moon sloshes ring material around, creating wake channels that trigger the formation of objects as large as 20 kilometers (12 miles) in diameter.


Saturn's thin, kinky F ring was discovered by NASA's Pioneer 11 spacecraft in 1979. Prometheus and Pandora, the small "shepherding" moons on either side of the F ring, were discovered a year later by NASA's Voyager 1. In the years since, the F ring has rarely looked the same twice, and scientists have been watching the impish behavior of the two shepherding moons for clues.


Prometheus, the larger and closer to Saturn of the two moons, appears to be the primary source of the disturbances. At its longest, the potato-shaped moon is 148 kilometers (92 miles) across. It cruises around Saturn at a speed slightly greater than the speed of the much smaller F ring particles, but in an orbit that is just offset. As a result of its faster motion, Prometheus laps the F ring particles and stirs up particles in the same segment once in about every 68 days.


Some of these objects will get ripped apart the next time Prometheus whips around, Murray said. But some escape. Every time they survive an encounter, they can grow and become more and more stable.


Cassini scientists using the ultraviolet imaging spectrograph previously detected thickened blobs near the F ring by noting when starlight was partially blocked. These objects may be related to the clumps seen by Murray and colleagues.


The newly-found F ring objects appear dense enough to have what scientists call self-gravity. That means they can attract more particles to themselves and snowball in size as ring particles bounce around in Prometheus's wake, Murray said. The objects could be about as dense as Prometheus, though only about one-fourteenth as dense as Earth.


What gives the F ring snowballs a particularly good chance of survival is their special location in the Saturn system. The F ring resides at a balancing point between the tidal force of Saturn trying to break objects apart and self-gravity pulling objects together. One current theory suggests that the F ring may be only a million years old, but gets replenished every few million years by moonlets drifting outward from the main rings. However, the giant snowballs that form and break up probably have lifetimes of only a few months.


The new findings could also help explain the origin of a mysterious object about 5 to 10 kilometers (3 to 6 miles) in diameter that Cassini scientists spotted in 2004 and have provisionally dubbed S/2004 S 6. This object occasionally bumps into the F ring and produces jets of debris.


The new analysis fills in some blanks in our solar system's history, giving us clues about how it transformed from floating bits of dust to dense bodies,said Linda Spilker, Cassini project scientist at NASA's Jet Propulsion Laboratory in Pasadena, Calif. The F ring peels back some of the mystery and continues to surprise us.

terça-feira, 20 de julho de 2010

Evo-geneologia: os nossos primos

Interessante, mesmo muito interessante é a  posição ex-aequo entre nós, os cães, raposas, lobos, gatos, leões, chitas, ursos, focas, cavalos, porcos, vacas, cabras, golfinhos, baleia-azul (!), morcegos (!) e musaranhos (!) (fonte: Evogeneao)




segunda-feira, 19 de julho de 2010

The Story of Cosmetics (2010) - em Português



    Obrigado*Thanks Guilherme, Fernando, Patrícia e Michèle!

E-Livro Eco-Economia de Lester Brown


Eco-Economia

Clica nos itens abaixo para leitura on-line


Agradecimentos
Prefácio
1 - A Economia e a Terra
2 - Sinais de Estresse: Clima e Água
3 - Sinais de Estresse: A Base Biologica

4 - A Feição da Eco-Economia
5 - A Criação de uma Economia Solar e de Hidrogénio
6 - Projeto para uma Nova Economia de Materiais
7 - Alimentando Todos Bem
8 - Protegendo os Produtos e Serviços Florestais
9 - Replanejando Cidades para pessoas

10 - Reduzir Fertilidade para Estabilizar Populações
11 - Ferramentas para a Reestruturação da Economia
12 - Acelerando a Transição

Clica aqui para fazer o download integral e gratuito.
(arquivos zipados pdf)

Sobre Lester Brown no BioTerra (postagens anteriores)



domingo, 18 de julho de 2010

Sons da Natureza Grátis- vejam e ouçam...

Free Nature Sounds

Use this free tool to play nature sounds on headphones while reading or meditating or just for fun.
In order for nature sounds to start playing choose a sound from drop-down box for one of the channels and drag the volume slider up. You can add more nature sounds to composition by choosing other sounds in other channels. It is also possible to add stereo effects by panning channels to the left or to the right.
By pressing button "Export To File" you can save your chosen composition of nature sounds into WAV file which later can be converted into MP3 (there are many WAV to MP3 converters on the Web) and uploaded for listening on your MP3 player.
In order to save nature sounds to wav file, you must have at least version 10 flash player (version 9 might allow only playing nature sounds but not saving them). You can get the newest flash player here.

Saber mais:
O blogue do autor (Andris Zalitisr, Lituânia)

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Ted Talks: Brian Skerry revela as glórias dos oceanos e os horrores



O fotógrafo Brian Skerry capta a vida acima e abaixo das ondas e como ele diz, tem observado muitos horrores e também a magia do oceano. Partilhando connosco imagens surpreendentemente íntimos da vida submarina, ele mostra o quão poderosas as imagens são para ajudar a fazer a mudança.

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Energia Nuclear é mais cara que a Solar * Nuclear Energy Now More Expensive Than Solar




Numa notícia do New Yok Times de 27 de Julho, refere uma análise que permite apostar na eficiência energética, sem caírmos em tentações de megaprojectos solares como Moura ou no Sahel. Aliás a genuína e verdadeira democratização serão a produção e utilização domésticas de energias alternativas (solar, eólica)e não como ainda hoje em mãos monopolistas (corporações) e com preços de usura. Por outro lado, sabemos nós que os transportes consomem imensa energia. Temos que repensar muito bem nesta área, uma vez que para além de soluções mais sutentáveis, implica mudanças sociais e paradigmas de emprego e economia diferentes. Mas acredito que diversificando as fontes de energias renováveis (biomassa, marés,...) e reestruturar os meios de deslocação (apostando no comboio, metro e veiculo eléctrico) estarão criadas muitas condições para um futuro sustentável. Ler artigo completo abaixo (em Inglês)




quarta-feira, 14 de julho de 2010

Eu biodiversifico-me e tu?





Na página Europeia da Campanha de Biodiversidade foi publicado recentemente este belíssimo vídeo. Entretanto, mais de 67.750 pessoas no facebook aderiram à campanha da Comissão Europeia e tu?

Estamos Todos Juntos Nisto! 

terça-feira, 13 de julho de 2010

Bundanoon, Australia - A primeira cidade no mundo livre de água engarrafada em plástico! Finalmente livres do plástico?


Girl drinks water from fountain



A town meeting meeting in Concord, Massachusetts recently voted in favour of banning bottled water from 1 January. Here Huw Kingston from Bundanoon, Australia - the first town in the world to go bottled-water-free - offers encouragement.

Hello all Concord residents.

I write to you from Bundanoon, a small town in Australia, a couple of hours south of Sydney. Some of you may know that last year we became the first town in the world to stop selling bottled water.

We called our initiative Bundy On Tap. We're a bit smaller than Concord with a population of about 2,000. We're a town situated on the edge of a huge national park and a town that depends upon tourism.
Last year I had the idea for the town to voluntarily give up the sale of bottled water.
We had a well-informed community, given that we'd been fighting a water extraction plant for some years (a company wanted to truck 50 million litres a year from our aquifer to Sydney to stick in plastic bottles and then truck it around the country).
Free water
Almost 12 months ago, we held a community meeting to look at how we could do it. It turned into the largest community meeting ever in our small town and resulted in a 355 to 1 vote in favour of getting rid of bottled water.
We did this by convincing the local stores that they'd do better without bottled water. That the sale of refillable bottles, the increased tourism and increased support (by way of dollars across the counter) from the local community would more than make up for any loss of revenue.
Nick Bryant reports on the bottled water ban in Bundanoon in Australia (July 2009)

segunda-feira, 12 de julho de 2010

Ted Talks: Mark Bittman- o que está errado naquilo que comemos?




Nesta intensa e divertida palestra, o escritor da seção de comida do New York Times ,Mark Bittman levanta o que está errado na forma como comemos actualmente (muita carne, poucos vegetais; muito fast food, pouca comida feita em casa) e porque isso está colocando todo o planeta em risco.

domingo, 11 de julho de 2010

vPike- um serviço de mapas interactivo espectacular: experimenta!




vPike.com fornece não apenas a localização das ruas ao estilo do Google Earth. Além das vistas da rua através do Google ,  podemos conhecer as condições de tráfego local, webcams da região, notícias locais e direcções de condução. Usa vPike para te familiarizares com uma área antes que  vás lá para visitar ou podes recordar dos lugares do teu passado para ver o como é que estão agora. vPike também tem um simulador de condução que permite simular um drive-by de uma área, enquanto tu vês o cenário.

sábado, 10 de julho de 2010

Relatório: 27 mil poços abandonados representam ameaça à Costa do Golfo

Parte 1


Parte 2


[ Fonte:, Democracy Now, July 09, 2010]

Concerns are being raised about the hazards posed by thousands of abandoned oil and gas wells throughout the Gulf Coast. An Associated Press investigation found more than 27,000 abandoned sites are in danger of leaking, with about 13 percent said to be particularly worrisome. Regulations forcing companies to plug the wells have been routinely ignored with no government intervention. We speak with Jeff Donn, the AP reporter who broke the story.
Filed under BP Oil Spill



sexta-feira, 9 de julho de 2010

Matilde Rosa Araújo (20 Junho1921 - 6 Julho 2010)




Vamos escutar a autora de viva voz, um vídeo do Dia do Escritor, 2008 (Ler+ e RTPN)







Sobre a autora pode ser lido aqui e aqui

Cortar
Cortaram uma árvore
E a terra chorou
Cortaram outra árvore
E a terra chorou
E tantas árvores mais…
E a terra chorou
Chorar tanto também cansa
Quem pode enxugar as lágrimas
Da terra cansada?
Nem as mãos de uma criança.

Matilde Rosa Araújo (20 Junho1921 - 6 Julho 2010)
in As Fadas Verdes, ed. Civilização, 1994

Fonte: BE/CRE EB2-3 Bocage.
Áudio: (1:47-2:10)


quinta-feira, 8 de julho de 2010

Documentário: GasLand (A Terra do Gás) legendas em Castelhano



Burning Tap Water and More: GASLAND Exposes the Natural Gas Industry
by Michael Graham Richard, Ottawa, Canada on 25.06.10


What is the frack?
In 2008, Josh Fox received a letter from a natural gas company. They were interested in leasing land owned by his family to do natural gas drilling. The offer was for $100,000, but instead of taking the money, Josh decided to do some research on the natural gas industry and ended up making a documentary called GASLAND. It focuses on the impact that modern natural gas extraction, which primarly uses hydraulic fracturing( aka fracking), has on communities and the environment. Check out the trailer below, it's pretty good.
Fox then set out to see how communities are being affected in the west where a natural gas drilling boom has been underway for the last decade. He spent time with citizens in their homes and on their land as they relayed their stories of natural gas drilling in Colorado, Wyoming, Utah and Texas, among others. He spoke with residents who have experienced a variety of chronic health problems as well as contamination of their air, water wells or surface water. In some instances, gas companies are replacing the affected water supplies with bottled water. (source)

For more information about what fracking is, check out the film's website FAQ page.

Website
Gasland: A film by Josh Fox

More on Gas Fracking

quarta-feira, 7 de julho de 2010

As alterações climáticas criam mais lixo orbital

satellite
 

There are lots of consequences of a warming world, a lot of them easy to infer and understand (i.e. melting glaciers), but some consequences have come to light that weren't so expected, like a reduction in crop nutritional value and, now, an increase in space junk orbiting the earth.

Scientists at the University of Southampton have studied the orbits of 30 satellites over the past 40 years and discovered that they're taking longer to drop out of orbit and burn up.  The scientists think that increased CO2 in the upper atmosphere is causing it to cool and become less dense, slowing the braking effect and allowing satellites and spent rockets to circle for longer.
The researchers measured a five percent reduction in density every decade at an altitude or 300 kilometers, leading to an increase in orbit time of up to 25 percent.
More space junk does pose a danger for spacecraft launches and will require more debris removal by space agencies, but with the scaling back of our nation's space program and bigger problems down here on the ground, it's not likely to become a major issue.
via New Scientist





terça-feira, 6 de julho de 2010

Mapa Mundial e Interactivo do Aquecimento Global

About the map [link here]

Global temperature in 1998 was the hottest in the historical record, and the temperature increase over the 20th century is likely to be the highest of the past millennium. Global average temperatures have warmed about one degree Fahrenheit (0.6 C) since 1900. The ten warmest years on record have occurred since 1987, seven of them since 1994.
This map illustrates the local consequences of global warming.
Events indicated on the map are divided into two categories:
  • Fingerprints. Some of the events are direct manifestations of a widespread and long-term trend toward warmer global temperatures, as already documented and projected to continue by models of a changing climate. These "fingerprints" of climate change are indicated with yellow icons.
  • Harbingers. The map also identifies events that foreshadow the types of impacts likely to become more frequent and widespread with continued warming. These "harbingers" of climate change are indicated with red icons. For these events, evidence for a direct link to long-term climate change cannot be confirmed or ruled out at this time.
Dr. Sharon Locke of the University of Southern Maine and Dr. Susanne Moser of the Union of Concerned Scientists researched, categorized, and described the events featured on this world map and completed a map update in January 2003 based on the latest scientific findings. This updated map builds on work originally undertaken by the Sierra Club and extended by Dr. Janine Bloomfield and Molly Smith of Environmental Defense and Dr. Sharon Locke for the first edition, published in 1999. The Union of Concerned Scientists (UCS) has developed background materials on the map for scientists and map curriculum materials for high school teachers.
Dr. John Harte, Dr. Richard Moss, Dr. Stephen Schneider, Dr. Anthony Janetos, and Dr. Janine Bloomfield provided scientific peer review at various stages of compiling and updating the map.
The World Resources Institute oversaw the production of the printed version of the map and undertook the design and construction of this web site. In January 2003, the Union of Concerned Scientists updated the website to reflect the new map points.
Support for this project has been generously provided by the John D. and Catherine T. MacArthur Foundation.
The printed version of the map and the graphic images used on this web site were designed by Cutting Edge Graphics, and modified by Kamenko Pajic at UCS.
For additional information sources and links, see "Contact us", "Organizations", and "References."

The following organizations produced GLOBAL WARMING: Early Warning Signs:
Environmental Defense
Natural Resources Defense Council
Sierra Club
Union of Concerned Scientists
U.S. Public Interest Research Group
World Resources Institute
World Wildlife Fund

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Ecojogo: Extincto (Extinct) ! És mais sábio que uma planta?



Eu quase aposto que normalmente se pensa que as plantas têm uma vida muito fácil - tomam banhos de Sol, bebem a chuva, fazendo a fotossíntese.
Bem, acho que deves pensar mais uma vez, pois nem tudo é uma brisa suave e apenas polinização. Na verdade, a vida de uma planta é francamente perigosa, que com a seca, o abuso de insectos, falta de propagação fatalmente extingue-se. Não admira! Na realidade a planta sujeita-se à sobrevivência do mais apto.
Mesmo assim não estás convencido(a)?Ainda acha que a vida vegetal é brincadeira de criança?  
Felizmente para ti, Darwin Today desenvolveu um jogo curto para testar as tuas habilidades de sobrevivência das plantas.
Joga 
Extinct! ! Mas não te sintas muito mal quando se não conseguires que a tua planta sobreviva! Lembra-te de 100% de sucesso é praticamente impossível na Natureza.



domingo, 4 de julho de 2010

A Hipótese Multiverso


World Science Festival 2009: Infinite Worlds, Part 1 of 6 from World Science Festival on Vimeo.


The multiverse hypothesis, suggesting that our universe is but one of perhaps infinitely many, speaks to the very nature of reality. Moderator Robert Krulwich leads a distinguished panel, featuring physicist Brian Greene, cosmologists Alan Guth and Andrei Linde, and philosopher Nick Bostrom as they discuss and debate this controversial implication of forefront research and explore its potential for redefining the cosmic order.


This event took place on June 13, 2009 in the Skirball Center at NYU. This is the first of six segments.

 As outras partes do evento: 2 , 3, 4, 5, 6

sábado, 3 de julho de 2010

Ted Talks:: Beau Lotto: Ilusões ópticas mostram como nós vemos o Mundo




Os jogos de cores de Beau Lotto vão baralhar a sua visão, mas também destacam o que normalmente não consegues ver: como o teu cérebro funciona. Esta divertida palestra em primeira mão sobre nosso sentido de visão revela como a evolução molda nossa visão e nossa percepção do mundo.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

The Ecologist alerta para conexões entre a BP e os transgénicos



The Ecologist, Jim Thomas, 28th June, 2010

BP won't stop at dangerous deep water drilling: the company is bent on still more dangerous projects, including genetic modification and hacking the planet's atmosphere...

Sometimes you have to notice the silences. Where has Dr. Steve Koonin, Under Secretary for Science at the US Department of Energy, been since the Gulf disaster happened?

Koonin was intimately acquainted with the very technologies that have failed so spectacularly on the Deepwater Horizon rig in his former job as BP’s chief scientist. While his current employer, Barack Obama is trying to figure out 'whose ass to kick’ over the spill, he might find it instructive to zip back to a presentation by Koonin at MIT in 2005, in which we see Koonin-as-oilman boasting of his company’s technological prowess in taking oil exploration and production into the ultra deep waters of the gulf.

In particular, he says that $50 million to bore a hole in the gulf’s seabed will yield a million barrels a day, describing the technical challenges of depth and pressure. A small note on the bottom of his slide reads ‘marine environment creates integrity challenges’ - engineering-speak for ‘accidents likely’.

Known unknowns

Did senior management at BP such as Koonin know that they were pushing the bounds of environmental safety in deploying these ultra-deep water-drilling technologies? Of course they did. But as Koonin’s MIT presentation makes clear, stretching technological boundaries into risky areas is how BP navigates in an era of peak oil. Koonin’s much lauded role at BP was precisely to apply cutting-edge science to the problem of declining oil reserves and growing climate crisis. Koonin led a team of researchers that would allow for the more economical extraction of hard-to-get oil (e.g. tar sands, deep water drilling).

More significantly, Koonin took a central role in sinking millions of dollars of investment by BP into the new field of extreme genetic engineering known as synthetic biology, where entrepreneurs are building the DNA of entirely novel microbes from scratch in order convert sugar plantations, corn fields and forests into biofuels to keep the car economy gassed up.

It was under Koonin’s tenure at BP that the oil giant invested an undisclosed sum into Craig Venter’s Synthetic Genomics Inc to develop microbes that could be injected into coal seams and tar sands to release methane. Such methanogenic bacteria exists naturally in parts of the Earth’s crust but the ecological implications of artificially injecting super powerful methane-creating bugs and the potential for an accidental release of powerful greenhouse gas into the atmosphere has yet to be studied. Of course BP would counter that their experimental technology would not escape, just like hundreds of thousands of barrels of oil was not expected to gush out of the seabed.

Synthetic organisms

Just over a month ago, Venter announced the ‘birth’ of Synthia, the first artificial self-reproducing organism, thereby stimulating further investment in the controversial field and attracting many calls for more regulation and oversight of these new technologies. If we have learnt one thing out of the BP-Halliburton-Transocean disaster it is this: do not trust those who are profiting from the use of a technology with its safety.

And then there is geo-engineering –the biggest technological gamble of all -which Koonin and BP see as a viable backup plan. Geoengineering refers to seemingly outlandish large-scale schemes to re-engineer atmospheric and ocean systems in order to counteract global warming. Like the massive, improbable-sounding concrete caps, nuclear options and ‘top kill’ plans now being played out on the deepwater horizon well head, such schemes have a boyish sci-fi feel to them – dumping iron in the ocean to prompt plankton blooms that would gobble up C02 or whitening clouds to reflect sunlight back to space.

A Plan B for the world

In 2008 David Eyton, BP VP for science and technology announced that a new area of investigation for BP was indeed geo-engineering. ‘We cannot ignore the scale of the challenge,’ he wrote ,‘and we all need to have a plan B if the world is unable to stabilize greenhouse gas concentrations and the worst of climate change predictions are realized.’
BP’s preferred option is a proposal to shoot sulphur particles into the upper atmosphere to mimic the effect of a volcanic plume. In the case of a large volcanic eruption (such as Pinatubo in 1991) such particles reflect sunlight back to space and significantly reduce the Earth’s temperature.
 
Steve Koonin convened a fraternity of a dozen scientists for a week last year in order to look in detail at the technical research agenda of short-wave climate engineering, through the use of stratospheric aerosols. The study was the first to be sponsored by NOVIM, an outfit that claims to ‘provide clear scientific options to the most urgent problems… without advocacy or agenda’.

The report outlines a decade-long research programme that begins with computers in the lab, and then moves to field experiments to ‘monitored deployment’. The specific goal of the report is to devise a research agenda that will ‘diminish risk and uncertainty’.

Of course, what constitutes an acceptable risk when referring to the Earth’s complex, fragile and already out-of-whack climatic systems should be a political, not a mere technical, question. Oil executives and fishermen are unlikely to respond in the same way. Governments and peoples from the Northern and Southern hemispheres are also likely to disagree. Women and men have also been shown to differ on attitudes to risk.
 
Just as the oil industry is eager to get on with the exploitation of hard-to-reach sources of black gold, an increasingly vocal and well-organised lobby of geoengineers is anxious to get on with testing a variety of climate intervention schemes. Underlying both is a thinly disguised hubris that the Gulf catastrophe should vividly awake us to. Both oil and geoengineering have strong connections in Washington, sometimes even in the same people. To state the obvious, big oil would certainly benefit if the atmosphere could be engineered to withstand higher concentrations of greenhouse gases.

A growing group of citizens are calling for a halt to such experimentation on planet Earth (see www.handsoffmotherearth.org) and the expanding thick black muck in the Gulf should remind us all to listen to them. It is too late to prevent this disaster; not too late to prevent others.
 
Jim Thomas is research programme manager at the ETC group