quarta-feira, 30 de junho de 2010

Dia Mundial da Arquitectura- Edifícios gastam 40 por cento de toda a energia na União Europeia



Randall Bowie integrou a Comissão Europeia na altura em que a eficiência energética entrou na agenda política. Na Direcção-Geral de Energia e Transportes da CE, foi um dos responsáveis pelo desenvolvimento dos dois primeiros planos europeus de acção de eficiência energética, em 2000 e 2006, e esteve envolvido no nascimento da directiva da eficiência energética dos edifícios e dos serviços de energia. Diz que teve sorte em participar nesse processo que permitiu à eficiência energética passar à maioridade dos temas políticos. Mesmo que continue a ser o mais difícil de gerir, a eficiência energética é hoje um dos três pilares do programa de energia e alterações climáticas da União Europeia, o plano 20-20-20. A UE quer melhorar a sua eficiência energética em 20 por cento até 2020. Bowie é hoje consultor sénior do grupo dinamarquês Rockwool International, um dos grandes mundiais da indústria de isolamento e da eficiência energética, e com actividade em Portugal.

Fonte: Público
 

terça-feira, 29 de junho de 2010

segunda-feira, 28 de junho de 2010

Eole-Water: dê-nos o vento e nós damos-lhe água







Récupérer l'eau de la rosée : l'idée est ancienne. Marc Parent l'a rajeunie en la couplant à l'énergie du vent. Ce petit patron des Alpes-de-Haute-Provence a créé une éolienne qui produit de l'eau potable à partir de l'humidité de l'air. Si elle est industrialisée, l'invention pourrait être d'une grande utilité dans les zones isolées. Une innovation en quête d'acquéreur. Reportage à Sainte-Tulle, dans l'entreprise de Marc Parent et de ses associés.






Outro pequeno filme aqui

domingo, 27 de junho de 2010

CARTA DA TERRA - por Michele Sato



Mensagem recebida por e-correio
Oi pessoal
com gratidão à Imara Quadros, Vladimir Gerasimov e Raphael Veronese, fiz um yutube da carta da terra. espero que gostem!
beijocas,
Michele Sato 

Minha resposta
A Carta da Terra foi aprovada pelo nosso Parlamento [Portugal] .É um bom e grande passo, Mi, mas o ser humano insiste em não respeitar a Carta da Terra. Parabéns pela mensagem. Está completa e muito bela. Beijão. 

sábado, 26 de junho de 2010

Retrato da Biodiversidade na Área Metropolitana

A Área Metropolitana do Porto é fundamental para a conservação dos habitats naturais e da fauna e flora selvagens na União Europeia.

Apesar das ameaças às quais o território está sujeito, entre as quais os incêndios florestais, a poluição e a destruição de habitats, a Área Metropolitana do Porto surpreende pela biodiversidade que alberga. 


Não é por acaso que 13% do território metropolitano integra a rede ecológica da União Europeia – a Rede Natura 2000. São cinco sítios (Barrinha de Esmoriz, Rio Paiva, Serras da Freita e Arada, Serra de Montemuro, Valongo) onde estão representados 36 habitats destacados, entre os quais os carvalhais, as florestas ribeirinhas de freixos e amieiros, os charcos temporários, as lagunas costeiras e as dunas móveis.

Estes habitats albergam muitas centenas de espécies de fauna e flora mas salientam-se 26.

Destacam-se espécies de fauna endémicas da Península Ibérica, como o Lobo-ibérico, a Salamandra-lusitânica, o Lagarto-de-água, o Bordalo, o Barbo-do-Norte, bem como algumas plantas também ibéricas, tais como os Martelinhos (espécie muito rara e em perigo de extinção) e a Jasione lusitanica, uma planta típica de areais. O Lobo-ibérico tem na Área Metropolitana do Porto o território onde vive a única população a sul do Rio Douro.

Destacam-se ainda algumas relíquias vegetais de um passado distante como o Feto-filme e o Feto-de-cabelinho, os “dinossáurios da flora”. Estas são espécies típicas da floresta que cobria a Europa antes da última glaciação. São raras na Europa Continental e em Portugal só existem na Área Metropolitana do Porto.

Saiba mais sobre o Retrato da Biodiversidade na Área Metropolitana do Porto aqui.


sexta-feira, 25 de junho de 2010

Na Irlanda, um programa de pedalar para o trabalho registou o aumento de 125% de adesões num ano

Cycling to work up 125% in a year 22 June 2010

Cycling to work up 125% in a year

An Irish cycle to work scheme has seen membership increase by 125% in just 12 months.

Green Party minister for sustainable transport, Ciaran Cuffe, has welcomed the new statistics showing a large increase in people taking part in the country's Cycle to Work scheme.

A survey carried out by www.bikescheme.ie shows Cycle to Work Scheme participation has increased by 125% since 2009.

While bike shops have reported an average of 43% of bike sales coming through the scheme.

And, just under half (49%) of bike scheme sales are coming from public sector employees.

Mr Cuffe said: "These statistics show thousands of people are making use of the scheme and choosing to cycle to work.

"I'm delighted participation is so high and that businesses taking part are reporting positive effects on their own business and in cycling habits in their community.

"As it is National Bike Week, I'm encouraging everyone to take part; it's National Cycle to Work Day this Friday and with the current good weather, there's never been a more opportune time to get on your bike."








quinta-feira, 24 de junho de 2010

Educação Ambiental no Youtube: ORA (Observa, Repensa e Actua)

 
Este vídeo foi feito pela equipa portuguesa em parceria: o director era sérvio e o câmara italiano mas está lá o toque português!
 

O canal ORA, foi fundado em 16 de Junho de 2009 e conta com mais de 80 videos.
Várias ONG europeias estão engajados neste projecto de longo prazo chamado ORA (Observe, Rethink, Act), que visam consciencializar os cidadãos europeus sobre questões de desenvolvimento sustentável e promover uma abordagem diferente para chegar a um estilo de vida mais sustentável, através da implementação de diferentes instrumentos concretos (educação , multimédia, centros ecológicos, arte e cultura) e à organização do encontro internacional de activistas, voluntários e jovens trabalhadores.
Em 2010 ocorrerão três reuniões internacionais no âmbito da ORA: na Bósnia-Herzegovina (Banja Luka, Abril), Itália (Vasto, Junho) e Bélgica (Liège, Agosto). Eles vão dar a oportunidade de acompanhar o processo iniciado no ano passado em Itália que focaliza profundamente alguns aspectos relacionados com o Desenvolvimento Sustentável (mobilidade, energia, resíduos, a protecção do ambiente, estilo de vida, etc) de modo a desenvolver ambas as ferramentas educacionais e de comunicação multimédia.


Mais info, podes visitar o sítio 

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Todos os efeitos dos derrames de petróleo


  1. Oiled coast in Galicia. Also below, centre. Photo: © Pablo, La Marea Negra. Cleanup of heavily oiled beach, Wales. Photo: © University of Wales Swansea. Impacted marsh at low tide in Arcata Bay, U.S. Photo: © NOAA. Trunks of mangrove trees blackened by oil. Photo: © NOAA. Heavily oiled section of beach, Herring Bay, Prince William Sound. Photo: © NOAA.


    SENSITIVITY OF COASTAL ENVIRONMENTS TO OIL
    The U.S. Coastguard have listed shoreline types, from the least (low figures) to the most sensitive ones to oil pollution:
    Exposed rocky cliffs and seawalls
    Wave cut rocky platforms
    Fine to medium-grained sand beaches
    Coarse-grained sand beaches
    Mixed sand and gravel beaches
    Gravel beaches/Riprap
    Exposed tidal flats
    Sheltered rocky shores/man-made structures
    Sheltered tidal flats
    Marshes

    It should be noted that other shore types and shallow underwater habitats are also very sensitive to oil pollution, including:
    Mangroves (And according to ITOPF: "Leaving residual oil to weather and degrade naturally is usually recommended for sensitive shoreline types such as salt marshes and mangroves, because they have been shown to be more easily damaged by the physical disturbance caused by clean-up teams and vehicles than by the oil itself. If any cleaning is attempted, it should be carried out with specialist guidance and advice.")
    Coral reefs See also NOAA.

    EFFECTS

    Spilled oil and certain cleanup operations can threaten different types of marine habitats in different ways.

    Coral reefs are important nurseries for shrimp, fish, and other animals as well as recreational attractions for divers. Coral reefs and the marine organisms that live within and around the reefs are at risk from exposure to the toxic substances within oil as well as smothering.

    Exposed sandy, gravel or cobbled beaches are usually cleaned by manual techniques. Although oil can soak into sand and gravel, few organisms live full-time in this habitat, so the risk to animal life or the food chain is less than in other habitats, such as tidal flats.

    Sheltered beaches have very little wave action to encourage natural dispersion. If timely cleanup efforts are not begun, oil may remain stranded on these beaches for years.

    Tidal flats are broad, low-tide zones, usually containing rich plant, animal, and bird communities. Deposited oil may seep into the muddy bottoms of these flats, creating potentially harmful effects on the ecology of the area.

    Salt marshes are found in sheltered waters in cold and temperate areas. They host a variety of plant, bird,and mammal life. marsh vegetation, especially root systems, is easily damaged by fresh light oils.

    Mangrove forests are located in tropical regions and are home to a diversity of plant and animal life. Mangrove trees have long roots, called prop roots, that stick out well above the water level and help to hold the mangrove tree in place. A coating of oil on these prop roots can be fatal to the mangrove tree, and because they grow so slowly, replacing a mangrove tree can take decades.

    Sea-bottoms. Oil contamination of the seabed may cause serious long- and short term effects on bottom-dwelling organisms (animals, algae and microorganisms). Filtering organisms such as oysters and mussels and clams which filters large volumes of water to get their food are especially likely to accumulate oil or oil components. In addition, if tar-like clumps of oil sink to the bottom, they may destroy living conditions for bottom-living organisms, as well as nursing grounds for fish and shellfish.

    At low temperatures, oil tends to persist for long periods because of the low rates of evaporation. The frozen ground prevents it from seeping in, and this has the effect of making it travel for long distances. Disturbance of the thin layer of vegetation covering a frozen soil can precipitate catastrophic meeting of the underlying ice and result in extensive thermokarst erosion. Tundra environments are particularly susceptible to disturbance, and effects remain visible for many years. Many of the Arctic plants are very susceptible to pollutants, especially lichens which are the main food of reindeer.

    RECOVERY
    The negative effects of on oil spill may eventually fade away, but in many cases it will be matter of several years, even decades, before an area or ecosystem has fully recovered from a spill that caused extensive damages. Every situation is unique and depending on the particular conditions and circumstances in that area, and on the characteristics of the spill. Some areas might recover in a matter of weeks, others will need up to 20 years.

    The recovery of the affected habitats and species following an oil spill will to a large extent depend on the type of ecosystem , the vulnerability of the species and not least the climate of the region where the oil spill occurs. Generally, recovery will proceed faster in warmer climates and on rocky shores compared to cold climates and, for example, marshes. The long-term effects on deeper bottoms (i.e., if oil sinks and is absorbed in bottom sediments) is also a matter of concern.

    The best documented evidence concerning the recovery of ecosystems affected by massive oil pollution are from the Persian Gulf and resulting from the discharges associated with the Gulf War in 1991. Studies (GESAMP) suggest that the chronic and acute releases that took place were rather rapidly accommodated by the system. Already at the end of 1992, researchers reported that many of the worst hit beaches in Saudi Arabia were almost clean of oil. It is believed that this may have been the result of the warm water of the Gulf and the fact that its bacterial populations were able to degrade and weather the oil much more quickly than previously believed to be possible.

    The experience gained from the Exxon Valdez spill has been documented, and could serve as one example of what happens in the aftermath of a major spill in a sensitive area. See, for example, the web site of the Exxon Valdez Oil Spill Trustee Council, and NOAA Office of Response and Restoration ("NOAA biologists have been monitoring the long-term effects of the spill and cleanup efforts. Here are some of their reports, along with links to more information elsewhere").

    The economic recovery of an area will depend on the possibilities to regain the confidence of the consumers for marine products from the region and convince the tourists that the area is once more clean and as attractive as ever before. Intense marketing campaigns (possibly financed by some of the money paid as compensation) might be important in such endeavours.

    The information above has been compiled from several sources, including the following:

    1. U.S. Coastguard.: Oil Spill Prevention, Planning, and Response Measures. Information on mechanical containment and recovery, dispersants, in situ burning, shoreline cleanup, and oil spill prevention.
    2. U.S. NOAA: Introduction to coastal habitats and biological resources for spill response (Chapter 3: Sensitivity of Coastal Environments to Oil). 
    3. NOAA Office of Response and Restoration.
    4. U.S. EPA: Understanding oil spills and oil spill responses (Chapter 4: Shoreline cleanup of oil spills.) • Effects of Oil SpillsImpact on habitats. U.S. Environmental Protection Agency Oil Program: Oil Learning center.
    5. IPIECA: Publications on oil spills: Guidelines on Biological Impacts of Oil Pollution. • Biological Impacts of Oil Pollution: Coral Reefs • Biological Impacts of Oil Pollution: Mangroves • Biological Impacts of Oil Pollution: Saltmarshes • Biological Impacts of Oil Pollution: Rocky Shores • Biological Impacts of Oil Pollution: Sedimentary Shores. International Petroleum Industry Environmental Conservation Association (IPIECA)
    6. IPIECA Publications on biodiversity: The Oil Industry: Operating In Sensitive Environments ("a set of case studies illustrating the petroleum industry's experience of operating responsibly in a diverse range of sensitive environments"). See also a number of case studies online (further down on the same web page).
    7. ITOPF: Effects of marine oil spills. International Tanker Owners Pollution Federation Limited (ITOPF).

    More info:


Last update:
6 January, 2005

About the photos






terça-feira, 22 de junho de 2010

Documentário: Crude- The Real Price of Oil ::: Petróleo- Equador: Tragédia pouco conhecida entre nós

 
You should visit the Chevron Toxico and also official CRUDE film website

HABITANTES DA AMAZÔNIA COMEM ATUM ENLATADO PORQUE O PESCADO DO RIO ESTAVA CONTAMINADO PELA CHEVRON


Luta contra a Chevron vira filme

Por Matthew Berger, da IPS
30/10/2009

Washington, 30/10/2009 – A história começou há quase 40 anos. Mas o cineasta Joe Berlinger se deu conta de que “deveria fazer algo” quando viu os habitantes da Amazônia equatoriana “comendo atum enlatado porque o pescado dos rios estava muito contaminado”. Seu documentário, intitulado “Crudo” (tanto pode significar petróleo quanto cruel), é a última arma na guerra de relações públicas que no Equador cerca o processo judicial no qual a companhia de petróleo Chevron é acusada de derramar 70 bilhões de litros de líquidos tóxicos, deixar 916 fossos com dejetos e queimar milhões de metros cúbicos de gases contaminantes.

Todos esses crimes ambientais aumentaram a incidência de câncer e outras doenças na região equatoriana de Lago Agrio, segundo os autores da ação. Trata-se de determinar se a Chevron é legalmente responsável pelos danos, se é possível remediá-los ou repará-los – e como – e se, como a empresa alega, o vínculo entre contaminação e doenças não está comprovado. Luis Yanza, membro da equipe de advogados dos demandantes, comparou a tragédia das comunidades amazônicas com a sofrida pelo Alasca após o vazamento do navio petroleiro Exxon-Valdex em 1989. “Aquilo foi um acidente. O que ocorreu no Equador, não: foi algo deliberado”, disse Yanza na estréia de “Crudo” em Washington, na semana passada.

Mas, a visão de Chevron é muito diferente. “Vemos as fotos, vemos a contaminação e não é só nossa”, disse o próximo gerente-geral da companhia, John Watson, no auditório da Câmara de Comércio dos Estados Unidos. “Trata-se de reclamações absurdas sem nenhuma base científica”, disse. Na década de 60, a Texaco começou a extrair petróleo em uma área da Amazônia equatoriana afastada dos centros urbanos. Após 23 anos de operações havia derramado 64 milhões de litros de petróleo e 68 bilhões de litros de água contaminada e tóxica, segundo a organização ambientalista Amazon Watch, que dá assistência aos demandantes.

Nos anos 90, a Texaco cedeu suas operações à estatal PetroEquador, que continua explorando os poços de Lago Agrio e admite continuar lançando água suja no meio ambiente. A Chevron, que adquiriu a Texaco em 2001, considera que a maior parte da contaminação é responsabilidade da empresa equatoriana. E que a Texaco se desfez da sua em 1998, quando terminou de limpar alguns dos locais, ao custo de US$ 40 bilhões, cumprindo um acordo assinado em 1995 com o governo do Equador. Mas auditores de Quito concluíram em 2003 que a companhia não havia cumprido adequadamente sua parte do trato.

No filme, moradores de Lago Agrio descrevem com descobriram que haviam construído suas casas em buracos que foram enchidos com petróleo e depois cobertos. Apesar da auditoria, Watson alegou que a Texaco foi exonerada formalmente de toda responsabilidade pelo governo após completar sua operação de limpeza. E acrescentou que a PetroEquador nunca cumpriu sua parte e que, muito pelo contrário, continua contaminando.

“Muitas das práticas habituais da Texaco se mantêm, embora a PetroEquador tenha feito mudanças desde a saída dessa empresa para operar com mais responsabilidade”, afirmou Yanza. “A Texaco desenhou um sistema que contaminou e tem toda a responsabilidade”. Outro advogado da demanda, Pablo Farjado, diz no documentário que a PetroEquador não é inocente, e sugere que questionar a estatal pode ser o próximo passo. A demanda vincula 1.401 mortes por câncer na região com a contaminação causada pela Texaco entre 1985 e 1998, contabilizadas em um informe realizado por um grupo de trabalho independente ao qual a justiça equatoriana encomendou a avaliação dos danos.

O estudo dos especialistas conclui que a Chevron deve pagar US$ 27 bilhões para limpar o meio ambiente e compensar as comunidades afetadas. Esta soma converte a demanda no principal processo por danos ambientais na história da humanidade, e supera em US$ 3 bilhões os ganhos da Chevron em 2008. “Será muito caro limpar, mas ainda assim será bem menos do que o lucro obtido pela empresa no Equador”, disse na semana passada outro advogado dos queixosos, Steven Donzinger. A batalha legal já dura 16 anos.

Em 2002, a Texaco convenceu o juiz norte-americano Jed Rakoff a transferir o caso para tribunais do Equador, país que na época tinha um governo conservador ávido por capitais estrangeiros. A condição foi que a empresa se abstivesse de questionar uma eventual condenação no Equador na justiça dos Estados Unidos. Agora o caso fica cada vez mais emaranhado no Poder Judiciário equatoriano, algo que, segundo os advogados dos queixosos, era a intenção da companhia.

Gravações feitas com microfones ocultos em relógios e canetas parecem revelar um esquema de suborno envolvendo, ao menos indiretamente, o juiz do caso, Juan Núñez, a irmã do presidente Rafael Correa e um equatoriano que trata de colaborar com um empresário norte-americano. Devido ao escândalo, Núñez deixou de continuar trabalhando no caso, embora negue qualquer falta de sua parte. Os advogados de acusação veem o episodio como uma manobra da Chevron paa desviar a atenção das questões-chave do caso e, fundamentalmente, para solapar o Poder Judiciário do Equador.

Na semana passada, a Chevron pediu a anulação das anteriores resoluções de Nuñez, moção que foi rejeitada pelo novo juiz do caso, Nicolas Zambrano. O magistrado anterior previra no ano passado que a sentença seria emitida no final de 2009, mas não há uma resolução à vista. “Se perdermos, lutaremos vigorosamente”, disse Watson.

O problema da responsabilidade pela contaminação é tão pegajoso como a própria contaminação. O caso parece deixar evidente a incapacidade dos tribunais em tratar de assuntos como este, nos quais uma multinacional parece, ao menos em parte, em falta e, ao mesmo tempo, tem os recursos e a vontade para enfrentar uma batalha legal durante décadas. A Chevron “não quer de modo algum” ser julgada, segundo Donziger, que destaca as gestões da empresa para levar o caso de tribunais dos Estados Unidos para os equatorianos. “Eles se consideram acima do alcance de qualquer sistema nacional”, lamentou.

Por outro lado, a batalha pela opinião pública está perdida para a Chevron no Equador, onde o governo de Correa alinhou-se com os queixosos, ao contrário de seus antecessores conservadores. Mas a empresa mantém sua influência nos Estados Unidos, onde procura se mostrar como a mais socialmente consciente dentre das companhias de petróleo. “Não creio que para a Chevron isto seja uma mera questão de dinheiro, mas de reputação”, afirmou Donziger.

Mas os esforços da empresa poderão naufragar com fatos como a exibição de “Crudo”. Além disso, figuras populares como o músico britânico Sting a ativista norte-americana Kerry Kennedy alinharam-se com os demandantes em uma luta vista por eles como a de Davi contra Golias. “Como legislador e como cidadão dos Estados Unidos me sinto envergonhado”, disse o representante oficialista Jim McGovern, que visitou Lago Agrio na semana passada. “A Chevron tem a obrigação moral e, creio, também legal, de resolver o conflito”, acrescentou. IPS/Envolverde (Envolverde/IPS) - Veja Mais

sábado, 19 de junho de 2010

Esperança de Vida- Mapas mundiais, nacionais, evolução e índices de qualidade de vida

WELCOME TO WORLD LIFE EXPECTANCY




World Map
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GET STRONGER LIVE LONGER!

LIFE EXPECTANCY is a term that seeks to apply information from the past to predict what might happen in the future. This time tested statistical average has grown in stature year after year and is now one of the leading health performance metrics in the world. It reflects the health of a country's people and is often used to measure the quality of healthcare they receive. Life expectancy at birth, from a global perspective, is the average number of years a newborn infant would be expected to live if health and living conditions at the time of its birth remained the same throughout its life. Although Life Expectancy at birth is the standard most often used, it can be calculated for any age and gender and you can compare those differences for virtually every country in the world here in various sections of the Site.
The confusion surrounding Life Expectancy as a statistical average is it considers all deaths equally. It doesn't address the underlying cause or where the death took place. Modern thought on this important subject is it loses some of it's meaning as a global or national metric to measure such things as healthcare and other important evaluative criteria without this important information.

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There are hundreds of other Charts and Maps all throughout the Website. They'll provide you with meaningful Health data for virtually every country in the world and every State in America down to the county level. We'll be adding more as we add or update our data in our ongoing effort to help you discover new relationships. Our latest Chart will assist you in understanding the important role age and gender play in determining causes of death and how they impact a country's population.