quarta-feira, 31 de março de 2010

Acidificação dos Oceanos* Acidic Oceans


posted by: Jasmine Greene 14.03.10

Acidic Oceans

The climate change issue has been a major topic among politicians and civilians alike. But while we spend much of our time looking to the skies, we've neglected our oceans. With the increase of CO2 in the atmosphere, acid levels in the oceans have been rising, which in turn could harm many marine animals including shellfish and corals.

Ocean acidification occurs when the ocean takes up extra CO2 from the atmosphere. When CO2 dissolves in water it increases the amount of hydrogen ions, when then decreased the pH levels. Since the industrial revolution, the ocean's pH level has lowered by 0.1 [Source: Yale]. While this might not seem like a huge drop, the truth is, the pH scale is logarithmic, each step up or down increases the amount of hydrogen ions tenfold. This roughly translates to a 30% decreased in pH levels in the ocean. [Source: Ocean Acidification]. with half of the anthropogenic CO2 stored in the upper 10% of the oceans [Source: NOAA]. Increase in acidity is particularly harmful to organisms that require calcium bicarbonate to build shells. If the water is too acidic, it can dissolve the shells, sometimes faster than organisms can rebuild them. The impact of this change has been seen in the US northwest, most notably Washington, where there has been a significant decrease in oysters along the coast. Other areas that would be highly sensitive to changing pH are the continental shelves since many marine organisms either live or spawn there. In 2008 a University of Chicago report stated that these changes were happening much faster than predicted and that "This increase will have a severe impact on marine food webs and suggests that ocean acidification may be a more urgent issue than previously thought..." [Source: Science Daily]

The growing urgency to halt the change in pH has forced the EPA to step in and "consider ways the states can address rising acidity levels in oceans" [Source: Seattle P.I.] in accordance with the Clean Water Act. This was brought on by a lawsuit from the Center for Biological Diversity, who wanted the EPA to address the acidity level of Washington's ocean. Many view this victory as another way for the federal government to put restrictions on greenhouse gases that also affect the oceans (only CO2 increases the acidity level of the oceans [Source: Treehugger]). There are, of course, organizations that argue that the increase acidity could be beneficial. While mollusks are growing thinner shells, other crustaceans (namely crab, lobster and shrimp) are forming thicker shells. This might sound beneficial, scientists from the Woods Hole Oceanographic Institution, state that "...any possible ramifications are complex. For example, the crab exhibited improved shell-building capacity, and its prey, the clams, showed reduced calcification. 'This may initially suggest that crabs could benefit from this shift in predator-pray dynamics. But without shells, clams may not be able to sustain their populations, and this could ultimately impact crabs in a negative way, as well..." [Source: WHOI].

It is difficult to say what exactly the long-reaching effects will have on all of the life forms in the oceans, however, it has become serious enough that the EPA, NOAA and various other organizations have begun taking action against ocean acidification.






terça-feira, 30 de março de 2010

Palestra de Murray Bookchin

Canadian famous contemporary anarchist speaks about America's problems and various things people can do about them
Speech recorded February 8, 1990, McGill Univ., Quebec City, Canada

Sítios

Murray Bookchin Bibliography at Anarchy Archives
Bookchin Tribute
Red de Ecologia Social
European Social Ecology Institute




segunda-feira, 29 de março de 2010

As Minhas Leituras: "O Património Genético Português" de Luísa Pereira e Filipa Ribeiro

A melhor sinopse que encontrei resume o queria dizer sobre este livro. Passo a transcrever.
A colecção Ciência Aberta, da Gradiva, publica mais um novo título: “O Património Genético Português”. Trata-se de uma obra onde as autoras combinam ciências tão variadas como a arqueologia, a antropologia, a história e a climatologia, para nos oferecer uma visão abrangente da memória que os portugueses deixam no mundo.
O primeiro capítulo, centra-se na história genealógica interpretável, ou seja, o ADN mitocondrial. O capítulo seguinte, avança com os acontecimentos da pré-história e com a visão da genética e da arqueologia sobre a origem do Homem moderno. O terceiro capítulo, foca as deslocações do Homem na Europa do Paleolítico e a partilha de genes, informação e cultura daí resultante. A quarta grande parte - uma das mais interessantes de toda a obra – explica como o Homem se desenvolveu com a Idade do Gelo, uma fase determinante para o destino humano, segundo a climatologia. Seguem-se as abordagens ao Neolítico, com o domínio do Homem sobre a natureza e a questão da homogeneidade genética feminina.
De interesse particular para os portugueses são o sétimo e oitavo capítulos. Abordam as questões da influência de África e do Mediterrâneo no nosso património genético. Verificando-se uma maior frequência de linhagem subsariana no sul do país, são apresentados os casos específicos de Mértola e Belmonte. Finalmente, temos a oportunidade de percorrer as várias paragens da expansão marítima portuguesa para perceber a sua influência na diversidade do nosso património genético.
Luísa Pereira e Filipa Ribeiro acompanham a evolução humana de forma interdisciplinar, explorando os recentes avanços do conhecimento com base nas origens e migrações humanas do passado. As duas jovens autoras, especializadas em genética populacional humana e jornalismo de ciência, respectivamente, conceberam um livro que realmente nos vais ensinar algo e despertar para muitos aspectos pelos quais, por vezes, nem damos conta. E conseguem tudo isso com bastante sentido de humor!

domingo, 28 de março de 2010

Mexilhões de água doce? Sim, em Portugal, na Lista Vermelha e há uma barragem no meio da história


O estudo de impacto ambiental da barragem de Padroselos descobriu uma colónia de Margaritifera margaritifera. A descoberta desta espécie no local onde deveria ser construída a barragem inviabiliza a construção.





sábado, 27 de março de 2010

Construção de mais Barragens pode danificar 70% da costa portuguesa e nova concentração Salvar o Tâmega, 28 de Março

1. Concentração dia 28 de Março

Sabia que…?

…Os Estudos de Impacte Ambiental (EIA) – quer da EDP quer da IBERDROLA –, revelam que com o rio artificializado em cascata de águas mortas a qualidade da água vai ter um índice de eutrofização elevado?
…Com a qualidade da água mais degradada no sector a montante, poderá colocar em causa a sua utilização?
…A eutrofização é um dos problemas ambientais da água mais frequente em albufeiras e outros meios de águas paradas?
…Dada a existência de unidades potencialmente poluentes na bacia hidrográfica do TÂMEGA, existe o risco de poluição acidental com atribuição de grau elevado?
…O EIA da IBERDROLA, além da ruptura das barragens, prevê também a possibilidade de deslizamento de encostas, o que provocaria uma onda de água com efeitos devastadores, nomeadamente na vila de Mondim e em Amarante, causando destruição de casas e perdas de muitas vidas humanas?
…No EIA da IBERDROLA, apontam como consequência negativa no clima o aumento nos valores de humidade do ar e na frequência de nevoeiros e de neblinas?
…Enquanto no EIA de Fridão a EDP não diz o mesmo. Será que o rio e o vale não são os mesmos?
…Passará pelo concelho de Mondim uma Linha de Muita Alta Tensão com cerca de 50 Postes, condicionando ainda mais o nosso território, e sendo negativo para a Saúde das pessoas também é desfavorável no comportamento social e uma intrusão visual, desfigurando a paisagem do nosso Monte Farinha (Sr.ª da Graça)?
…Com a construção das barragens e a inundação do vale serão eliminados centenas ou milhares de empregos, recursos da terra e fontes de rendimentos proveniente da agricultura ou de outras actividades económicas?
…Ainda está por provar que uma barragem seja um investimento que ajude a combater a pobreza, aumentar o nível de educação e a aumentar a esperança de vida das populações?
…Há alternativas à construção de mais barragens, mais baratas e com menos prejuízos para o Ambiente e para as populações?… Como por exemplo o aumento de potências das barragens já existentes, a aposta na eficiência energética, a energia solar?
Nós já temos um património, que é o nosso rio, património esse, que poderemos reactivá-lo a qualquer momento, basta haver vontade e estratégia para o valorizar e desenvolver o concelho de Mondim e toda a região!
NÃO PRECISAMOS DE BARRAGENS COM ÁGUAS EUTROFIZADAS!!!
Apareça dia 28 de Março e junte-se na defesa desta causa de todos pelo bem de Mondim, do Tâmega e da nossa região.
2. Construção de mais Barragens pode danificar 70% da costa portuguesa




sexta-feira, 26 de março de 2010

Avatar e a síndrome do invasor

Postado em 02/03/2010 por Marina Silva
Aviso: O texto a seguir menciona partes da história do filme Avatar de James Cameron e, por isso, pode tirar a surpresa de quem ainda não o assistiu.
Teve um momento, vendo Avatar, que me peguei levando a mão à frente para tocar a gota d´água sobre uma folha, tão linda e fresca. Do jeito que eu fazia quando andava pela floresta onde me criei, no Acre.
Lembranças
A guerreira na’vi bebendo água na folha como a gente bebia. No período seco, quando os igarapés quase desapareciam, o cipó de ambé nos fornecia água. Esse cipó é uma espécie de touceira que cai lá do alto das árvores, de quase 35 metros, e vai endurecendo conforme o tempo passa. Mas os talos mais novos, ainda macios, podem ser cortados com facilidade. Então, a gente botava uma lata embaixo, aparando as gotas, e quando voltava da coleta do látex, a lata estava cheia. Era uma água pura, cristalina, que meu pai chamava de água de cipó. E aprendíamos também que se nos perdêssemos na mata, era importante procurar cipó de ambé, para garantir a sobrevivência.
Me tocou muito ver a guerreira na’vi ensinando os segredos da mata. Veio à mente minhas andanças pela floresta com meu pai e minhas irmãs. Ele fazia um jogo pra ver quem sabia mais nomes de árvores. Quem ganhasse era dispensada, ao chegar em casa, de cortar cavaco para fazer o fogo e defumar a borracha que estávamos levando. A disputa era grande e nisso ganhávamos cada vez mais intimidade com a floresta, suas riquezas e seus riscos.
A gente aprendia a reconhecer bichos, árvores, cipós, cheiros. Catávamos a flor do maracujá bravo pra beber o néctar, abrindo com cuidado o miolinho da flor. Lá se encontrava um tiquinho de mel tão doce que às vezes dava até agonia no juízo, como costumávamos dizer.
É incrível revisitar, misturada à grandiosidade tecnológica e plástica de Avatar, a nossa própria vida, também grandiosa na sua simplicidade. Sofrida e densa, cheia de riscos, mas insubstituível em beleza e força. Éramos muito pobres, mas não passávamos fome. A floresta nos alimentava. A água corria no igarapé. Castanha, abiu, bacuri, breu, o fruto da copaiba, pama, taperebá, jatobá, jutai, todas estavam ao alcance. As resinas serviam de remédio, a casca do jatobá para fazer chá contra anemia. Folha de sororoca servia pra assar peixe e também conservar o sal. Como ele derretia com a umidade, tinha que tirar do saco e embrulhar na folha bem grande, que geralmente nasce em região de várzea. Depois amarrava com imbira e deixava pendurado no alto do fumeiro para que o calor mantivesse o sal em boas condições. Aprendi também com meu pai e meu tio a identificar as folhas venenosas que podiam matar só de usá-las para fazer os cones com que bebíamos água na mata.
Ficção e realidade
O filme foi um passeio interno por tudo isso. Chorei diversas vezes e um dos momentos mais fortes foi quando derrubam a grande árvore. Era a derrubada de um mundo, com tudo o que nele fazia sentido. E enquanto cai o mundo, cai também a confiança entre os diferentes, quando o personagem principal se confessa um agente infiltrado para descobrir as vulnerabilidades dos na’vi. E, em seguida, a grande beleza da cena em que, para ser novamente aceito no grupo, tem a coragem de fazer algo fora do comum, montando o pássaro que só o ancestral da tribo tinha montado, num ato simbólico de assunção plena de sua nova identidade.
O filme também me remeteu ao aprendizado ao contrário, quando fui para a cidade e comecei a aprender os códigos daquele mundo tão estranho para mim. Ali fui conduzida por pessoas que me ensinaram tudo, me apontaram as belezas e os riscos. E também enfrentei, junto com eles, o mal e a violência da destruição.
Impossível não fazer as conexões entre o mundo de Pandora, em Avatar, e nossa história no Acre. Principalmente quando, a partir da década de 70 do século passado, transformaram extensas áreas da Amazônia em fazendas, expulsando pessoas e comunidades, queimando casas, matando índios e seringueiros. A arrasadora chegada do “progresso” ao Acre seguiu, de certa forma, a mesma narrativa do filme. Nossa história, nossa forma de vida, nosso conhecimento, nossas lendas e mitos, nada disso tinha valor para quem chegava disposto a derrubar a mata, concentrar a propriedade da terra, cercar, plantar capim e criar boi. Para eles era “lógico” tirar do caminho quem ousava se contrapor. Os empates, a resistência, a luta quase kamikaze para defender a floresta, usando os próprios corpos como escudos, revi internamente tudo isso enquanto assistia Avatar.
A ficção dialoga muito profundamente com a realidade. Seres humanos, sem conhecimento sensível do que é a natureza, chegam destruindo tudo em nome de um resultado imediato, com toda a virulência de quem não atribui nenhum valor àquilo que está fora da fronteira estreita do seu interesse imediato. No filme, como o valor em questão era a riqueza do minério, a floresta em si, com toda aquela conectividade, toda a impressionante integração entre energias e formas de vida, não vale nada para os invasores. Pior, é um estorvo, uma contingência desagradável a ser superada.
Síndrome do invasor
Encontrei na tela, em 3D e muita beleza plástica e criatividade, um laço profundo e emocionante com a nossa saga no Acre, com Chico Mendes. E percebi que, assim como no filme, éramos considerados praticamente alienígenas, não humanos, não portadores de direitos e interesses diante dos que chegavam para ocupar nosso espaço.
É uma visão tão arrogante, tão ciosa da exclusividade do seu saber, que tudo o mais é tido como desimportante e, consequentemente, não deve ser levado em conta. É como se se pudesse, por um ato de vontade e comando, anular a própria realidade. Como se o que está no lugar que se transformou em seu objeto de desejo, fosse uma anomalia, um exotismo, uma excrescência menor.
E, afinal, essa arrogância vem da ignorância e da falta de instrumentos e linguagem para apreender a riqueza da diferença e extrair dela algum significado relevante e agregador de valor. Numa inversão trágica, a diferença é vista apenas como argumento para subjugar, para estabelecer autoritariamente uma auto-definida superioridade. Poderíamos chamar tudo isso de síndrome do invasor, cujo principal sintoma é a convicção cega e ensandecida, movida a delírios de poder de mando e poder monetário, de ser o centro do mundo.
No Acre nos deparamos com muitos que viam nossos argumentos como sinônimo de crendices, superstição. Coisa de gente preguiçosa que seria “curada” pelo suposto progresso de que eles se achavam portadores. Por outro lado, também chegaram muitos forasteiros que, tal como a cientista de Avatar e o grupo que a seguiu, compreenderam que nosso modo de vida e a conservação da floresta eram uma forma de conhecimento que poderia interagir com o que havia de mais avançado no universo da tecnologia, da pesquisa acadêmica e das propostas políticas de mudanças no modelo de desenvolvimento que eram formuladas em todo o mundo. Com eles, trocamos códigos culturais, aprendemos e ensinamos.
Avatar nos leva a tomar partido
Fiquei muito impressionada como esse processo está impregnado no personagem principal de Avatar. Ele se angustia por não saber mais quem é, e só recupera sua integridade e identidade real quando começa a se colocar no lugar do outro e ver de maneira nova o que antes lhe parecia tão certo e incontestável. Sua perspectiva mudou quando viu a realidade a partir do olhar e dos sentimentos do outro, fazendo com que a simbiose presente no avatar, destinado a operar a assimilação e subjugação dos diferentes, se transformasse num poderoso instrumento para ajudá-los a resistir à destruição.
Pode-se até ver no filme um fio condutor banal, uma história de Romeu e Julieta intergalática. Não creio que isso seja o mais importante. Se os argumentos não são tão densos, a densidade é complementada pela imagem poderosa e envolvente, pelo lúdico e a simplicidade da fala. Se houvesse uma saturação de fala, de conteúdos, creio que perderia muito. A força está em, de certa maneira, nos levar a sermos avatares também e a tomar partido, não só ao estilo do Bem contra o Mal, mas em favor da beleza, da inventividade, da sobrevivência de lógicas de vida que saiam da corrente hegemônica e proclamem valores para além do cálculo material que justifica e considera normais a escravidão e a destruição dos semelhantes e da natureza.
Achei meu “povo”
E, se nada mais tenho a dizer sobre Avatar, quero confessar que aquele povo na’vi tão magrinho e tão bonito foi para mim um alento. Quando fiquei muito magra, na adolescência, depois de várias malárias e hepatite, me considerava estranha diante do padrão de beleza que era o das meninas de pernas mais grossas, mais encorpadas. Sofria por ser magrinha demais, sem muitos atributos. Agora tenho a divertida sensação de que, finalmente, achei o meu “povo”, ainda que um pouco tarde. Houvesse os navios na minha adolescência e, finalmente, eu teria encontrado o meio onde minhas medidas seriam consideradas perfeitamente normais.


quinta-feira, 25 de março de 2010

Os Produtos Transgénicos- Avanços e Recuos

Intervenção de Maria Alexandra Santos de Azevedo, da Plataforma Transgénicos Fora, na III Conferência Nacional da Segurança Alimentar
Escola Superior Agrária de Coimbra
4 e 5 de Março de 2010

Os Produtos Transgenicos_avanços e Recuos





quarta-feira, 24 de março de 2010

Ciência e Arte - o Projecto Sinfonia da Ciência



O Symphony of Science é um projecto musical dirigido por John Boswell concebido para proporcionar o conhecimento científico e da filosofia em forma de musical.
Aqui você pode assistir vídeos de música, baixar músicas, ler as letras e encontrar links relacionados com as mensagens transmitidas pela música.
O projeto deve a sua existência, em larga medida, à maravilhosa obra de Carl Sagan, Ann Druyan, Soter e Steve, de Sagan Druyan-Associates, e sua produção do clássico PBS série Cosmos, assim como todas as outras. individualidades do mundo da ciência, com intuito de sensibilizar os leitores e fazê-los reflectir ao longo dos vídeos.

Here you can watch music videos, download songs, read lyrics and find links relating to the messages conveyed by the music.The project owes its existence in large measure to the wonderful work of Carl Sagan, Ann Druyan, and Steve Soter, of Druyan-Sagan Associates, and their production of the classic PBS Series Cosmos , as well as all the other featured figures and visuals.
TEXTO

[Michael Shermer]
Science is the best tool ever devised
For understanding how the world works

[Jacob Bronowski]
Science is a very human form of knowledge
We are always at the brink of the known

[Carl Sagan]
Science is a collaborative enterprise
Spanning the generations
We remember those who prepared the way
Seeing for them also

[Neil deGrasse Tyson]
If you're scientifically literate,
The world looks very different to you
And that understanding empowers you

Refrain:
[Richard Dawkins]
There's real poetry in the real world
Science is the poetry of reality

[Sagan]
We can do science
And with it, we can improve our lives

[Jill Tarter]
The story of humans is the story of ideas
That shine light into dark corners

[Lawrence Krauss]
Scientists love mysteries
They love not knowing

[Richard Feynman]
I don't feel frightened by not knowing things
I think it's much more interesting

[Brian Greene]
There's a larger universal reality
of which we are all a part

[Stephen Hawking]
The further we probe into the universe
The more remarkable are the discoveries we make

[Carolyn Porco]
The quest for the truth, in and of itself,
Is a story that's filled with insights

(Refrain)

[Greene]
From our lonely point in the cosmos
We have through the power of thought
Been able to peer back to a brief moment
After the beginning of the universe

[PZ Myers]
I think that science changes the way your mind works
To think a little more deeply about things

[Dawkins]
Science replaces private predjudice
With publicly verifiable evidence

(Refrain)

terça-feira, 23 de março de 2010

Cinema- Documentário: Food Inc, 2008, por Robert Kenner


Até se arranjar uma tradução e um video gratuito em lingua portuguesa, é a melhor fonte que encontrei.

Tem um lado bom, pode ser que alguns leitores japoneses ou chineses dentro e fora de Portugal o vejam! Mas ultrapassando isso, é mais um documentário que nos faz pensar.

O documentário Food Inc apresenta a realidade por trás das indústrias de alimentos, que dificultam ao máximo que os consumidores saibam a verdadeira origem do que estão a comprar ou ingerir.

A realidade que a indústria pretende esconder a todo custo é baseada num cenário perverso: uma vida de sofrimento, tortura e confinamento de animais que são explorados para o consumo humano. O filme foi produzido e dirigido por
Robert Kenner.





segunda-feira, 22 de março de 2010

Fad Gadget - State Of The Nation - original e ao vivo em 2002


State of the nation
A room you never use
See yourself in power
That sweet sick enemy
Home is where there's danger
Send it to your friend
State of the nation
A room you never use

Life begins when you're ready to face it
I've changed my mind because I'm stuck on
The state of the nation

I know you've got potential
So what's your price, I'll pay it
Consumer guide to help you
And a cheque card just to let some (fun)
It's time I had a wash out
Cold storage, no more head room
Collecting things I don't need
In a room I never use

Life begins when you're ready to face it
I've changed my mind because I'm stuck on
The state of the nation


Obg Zé Pinheiro, já há muito tempo que os não ouvia



domingo, 21 de março de 2010

Limpar Portugal e Plantar Portugal - limpa-se e depois planta-se



Mensagem da Organização


Hoje comemoramos, mais uma vez, o ambiente! 1 Cidadão, 1 Árvore! Depois, às 18h, compareçam no Centro Cultural das Caldas da Rainha e assistam à maior Gala do Ambiente em Portugal, a Gala do Prémio Árvore de Cristal (entrada livre). Por um futuro mais sustentável, Vamos Todos Plantar Portugal!






O objectivo da iniciativa Plantar Portugal e um outro da Comissão Europeia
http://ec.europa.eu/portugal/comissao/destaques/20100312_plante_arvore_pt.htm
é louvável: dar uma dimensão nacional a um conjunto de iniciativas dispersas associadas ao dia da árvore, integrando-as na lógica das alterações climáticas e lembrando o ano internacional da biodiversidade.

Contudo o dia da Árvore a 21 de Março com o objectivo de plantar árvores não é o mais adequado a Portugal. Quando é que todas as autoridades municipais e escolares dirigem todo o esforço de plantio de árvores para o dia 26 de Novembro (dia da Árvore Autóctone) e/ou entre os meses de Novembro a Janeiro?

Este dia anual de 21 de Março deveria agrupar outras iniciativas como engrossar a lista de árvores monumentais das nossas cidades, fazer o arboreto de cada cidade, etc.

Uma outra iniciativa interessante é a World Tree Day. Concluo a minha postagem com esta canção de simples mas tão sentida (de um músico malaio Jes Ebrahim do The Tree Theatre Group,) tocou-me profundamente

sexta-feira, 19 de março de 2010

Água Pública para um Mundo Justo




O dia 22 de Março foi instituído pelas Nações Unidas em 1993 como Dia Mundial da Água, decorrendo este ano sob o lema “Água Limpa, para um Mundo Saudável”.

Neste dia, a Associação Água Pública e o STAL - Sindicato Nacional dos Trabalhadores da Administração Local - saúdam os trabalhadores e organizações que lutam no mundo inteiro pela água pública e manifestam o regozijo pelas vitórias conseguidas, cada vez mais numerosas.

Mas tanto à escala mundial, como à escala nacional, são ainda muitos os motivos de apreensão.

A poluição e a utilização desregrada da água, do solo e dos recursos vivos, conduzida essencialmente por lógicas especulativas e de lucro individual de curto prazo, tem vindo a agravar aceleradamente a dimensão dos problemas sociais, ecológicos, económicos e de catástrofes associadas à água.

As políticas privatizadoras têm vindo a entregar a um pequeno número de multinacionais a exploração e administração de facto dos mananciais de água. São privatizados os rios, os aquíferos subterrâneos, os recursos pesqueiros, as praias, as margens e os leitos dos rios.

Os leitos de cheia são disputados pela especulação imobiliária. À poluição industrial e à agricultura intensiva com elevada aplicação de pesticidas e adubos, soma-se a nova corrida aos biocombustíveis e às hidroeléctricas, aumentada pela crise energética, e a apetência por esses negócios de elevada aplicação de água. A visão de curto prazo conduz à exaustão e degradação dos recursos e das infra-estruturas e à precarização do trabalho.

A degradação da natureza, a exploração do trabalho e a maximização do lucro, estão cada vez mais presentes nas políticas da água impostas, nomeadamente em Portugal. Marcam toda a legislação, com ênfase para as Leis da Água e da Titularidade dos Recursos Hídricos aprovadas em 2005 e a profusa legislação sectorial posterior.

O Programa Nacional de Barragens com Elevado Potencial Hidroeléctrico aguardou esta legislação para ser lançado, configurando-se agora as concessões que entregam os rios e o maior potencial energético português a privados em que se incluem a IBERDROLA e a EDESA. São cobradas taxas pela utilização da água, do domínio público hídrico e das infraestruturas públicas que recaem sobre a População. Despreza-se o uso harmonioso e
sustentado da água.

O acesso à praia de Tróia é já um negócio privado.

Prepara-se a abertura do mercado da água e do domínio público hídrico.

O abandono das responsabilidades do Estado e a destruição dos serviços públicos para deixar campo aberto aos grandes interesses é manifesto na legislação que subverte a função pública, na eliminação dos postos de trabalho, no estrangulamento financeiro e operacional das autarquias, e ainda, na empresarialização dos serviços públicos visando a sua futura privatização.

O impacto destas políticas é devastador em todos os sectores económicos utilizadores da água, com destaque para a agricultura, pesca, pecuária, produção eléctrica e indústria transformadora - na vida quotidiana dos cidadãos e na exposição a acidentes e catástrofes, - nos ecossistemas, no território e no património natural – na economia doméstica, na microeconomia e na macro-economia – bem como no agravamento das assimetrias económicas e sociais.

O abastecimento de água às populações

Perante a oposição das populações e a recusa da larga maioria das autarquias à entrega do “mercado do abastecimento de água”, o Governo desencadeou uma ofensiva para arrancar as competências autárquicas e engordar o negócio da água.

A par do estrangulamento financeiro, acentuam-se as restrições e exigências legais cada vez mais pesadas com o objectivo de impossibilitar as autarquias de prestar esses serviços. Ilegaliza-se o auto-abastecimento e outras formas de acesso comunitário não comercial, como pequenos sistemas geridos a nível de freguesia.

Dificultando de todas as formas a intervenções e melhoramentos autárquicos nos sistemas de águas, pressiona-se as Autarquias à privatização directa ou a transferir as competências para o Governo, total ou parcialmente, através de uma figura legal criada para esse efeito, os Sistemas Multimunicipais, que imediatamente são concessionados a sociedades anónimas do Grupo Águas de Portugal SA, de capitais maioritáriamente públicos, controlados pelo Governo.

O Grupo Águas de Portugal, SA, tem vindo a ser moldado na óptica empresarial, de geração de lucros, e na perspectiva da sua futura privatização -à semelhança do que o Governo pretende agora fazer com a Rede Eléctrica Nacional. Operação que só não foi ainda iniciada porque não está completa a transferência de propriedade pública para as Águas de Portugal e pela luta das populações. Contudo, isto não impediu o governo PS de ter privatizado a empresa desse grupo, a Aquapor (presente em 24 municípios/345 mil pessoas abastecidas).

Para assegurar lucros sem risco e cobertura financeira das empresas, impõem-se subidas obrigatórias da factura da água à população e o nivelamento dos tarifários pelos valores mais altos praticados como é o caso da empresa Águas da Região de Aveiro.

É imprescindível travar a visão mercantilista da água e de destruição dos serviços públicos, dos direitos das populações e dos trabalhadores que ao longo de décadas têm colocado a sua experiência e saber ao serviço de todos os portugueses.

É por isso que neste dia, a Associação Água Publica e o STAL reafirmam uma vez mais o seu empenho na defesa da água como bem público, comum e universal e exigem uma gestão pública democrática, de qualidade, sustentável e próxima dos cidadãos, garantindo que a água que é de todos continuará acessível a todos.


Para assinalar esta data estão já agendadas as seguintes iniciativas:
Segunda-feira 22 de Março, em Lisboa

* 17h30m – Distribuição de folheto à população em defesa da Água Pública, junto à Casa do Alentejo (Rua Portas de Santo Antão)
* 21h00m – Projecção do filme «H2O-Água à venda», Casa do Alentejo (Entrada livre)

Durante a próxima semana estão previstas diversas iniciativas regionais de contacto com a população em Beja, Braga, Bragança, Castelo Branco, Faro, Guarda, Lisboa, Vila Real entre outras.
[fonte: Agua Info]



terça-feira, 16 de março de 2010

A New Video on UNESCO's History and Programs


An overview of the principal events that helped create UNESCO.

 In 1945, UNESCO was created in order to respond to the firm belief of nations, forged by two world wars in less than a generation, that political & economic agreements are not enough to build a lasting peace. It is in the minds of men and women that the defenses of peace & the conditions for sustainable development must be built.

segunda-feira, 15 de março de 2010

Vírus do Borna entra no genoma de muitos mamíferos, incluindo genoma humano


ScienceDaily (Jan. 8, 2010) About eight percent of human genetic material comes from a virus and not from our ancestors, according to researchers in Japan and the U.S.

The study, and an accompanying News & Views article by University of Texas at Arlington biology professor Cédric Feschotte, is published in the journal Nature.

The research showed that the genomes of humans and other mammals contain DNA derived from the insertion of bornaviruses, RNA viruses whose replication and transcription takes place in the nucleus. Feschotte wrote on recent research led by Professor Keizo Tomonaga at Osaka University in Japan. Feschotte said this virally transmitted DNA may be a cause of mutation and psychiatric disorders such as schizophrenia and mood disorders.

In his article, Feschotte speculates about the role of such viral insertions in causing mutations with evolutionary and medical consequences.

The assimilation of viral sequences into the host genome is a process referred to as endogenization. This occurs when viral DNA integrates into a chromosome of reproductive cells and is subsequently passed from parent to offspring. Until now, retroviruses were the only viruses known to generate such endogenous copies in vertebrates. But Feschotte said that scientists have found that non-retroviral viruses called bornaviruses have been endogenized repeatedly in mammals throughout evolution.

Bornavirus (BDV) owes its name to the town of Borna, Germany, where a virus epidemic in 1885 wiped out a regiment of cavalry horses. BDV infects a range of birds and mammals, including humans. It is unique because it infects only neurons, establishing a persistent infection in its host's brain, and its entire life cycle takes place in the nucleus of the infected cells. Feschotte said this intimate association of BDV with the cell nucleus prompted researchers to investigate whether bornaviruses may have left behind a record of past infection in the form of endogenous elements. They searched the 234 known eukaryotic genomes (those genomes that have been fully sequenced) for sequences that are similar to that of BDV. "The researchers unearthed a plethora of endogenous Borna-like N (EBLN) elements in many diverse mammals, " Feschotte said.

The scientists also were able to recover spontaneous BDV insertions in the chromosomes of human cultured cells persistently infected by BVD.Based on these data, Feschotte proposes that BDV insertions could be a source of mutations in the brain cells of infected individuals.

"These data yield a testable hypothesis for the alleged, but still controversial, causative association of BDV infection with schizophrenia and mood disorders," Feschotte said. The research in Feschotte 's laboratory, which largely focuses on transposable elements, the genetic elements that are able to move and replicate within the genomes of virtually all living organisms, is representative of the research under way at UT Arlington, an institution of 28,000 students on its way to becoming a nationally recognized, top-tier research university.



Journal References:

  1. Masayuki Horie, Tomoyuki Honda, Yoshiyuki Suzuki, Yuki Kobayashi, Takuji Daito, Tatsuo Oshida, Kazuyoshi Ikuta, Patric Jern, Takashi Gojobori, John M. Coffin & Keizo Tomonaga. Endogenous non-retroviral RNA virus elements in mammalian genomes. Nature, 2010; 463 (7277): 84 DOI: 10.1038/nature08695
  2. Cédric Feschotte. Virology: Bornavirus enters the genome. Nature, 2010; 463 (7277): 39 DOI: 10.1038/463039a






sexta-feira, 12 de março de 2010

Ernesto Burgio - Lamark vs Darwin

Intervenção do meu amigo Ernesto Burgio
[ISDE Italia Scientific Committee] no Convénio organizado pelo Istituto Italiano per gli Studi Filosofici ,
com o tema:


Il Dibattito sulla Priorità delle Nuove Idee: Prolegomena ad una Controstoria della Scienza. Lamarck versus Darwin [vídeo abaixo]


Todos os 4 vídeos aqui:





quinta-feira, 11 de março de 2010

Nanotoxicidade num vazio regulatório, refere um estudo

Diseases linked to nanoparticles from different pathways of exposure


Seven young women (aged 18–47yrs) working in a paint factory and exposed to nanoparticles for 5–13months fell ill and were admitted to hospital. Two subsequently died. Pathological examinations of the patients' lung tissue showed nonspecific inflammation, fibrosis and foreign-body granulomas (tumours resulting from inflammation) of the pleura (membrane around the lungs). Transmission electron microscopy revealed nanoparticles of polyacrylate lodged in the cytoplasm and the nucleus of cells and in the chest fluid [1]. The polyacrylate nanoparticles were confirmed in the workplace.

These first suspected cases of nanotoxicity from occupational exposure have heightened concerns over the huge and rapidly expanding array of nanotechnology products in the market that remains unregulated despite accumulating evidence that many nano-ingredients, including those most common in commercial use, are indeed toxic. [Fonte: ISIS]







quarta-feira, 10 de março de 2010

Mulher: Pequim + 15 e Vandana Shiva "Plant Trees & Be More Womanly"


Press conference in Barcelona as part of the 1st International Meeting for Friends of Trees (22-23 June 2007), organised by the Foundation Más Arboles, with Vandana Shiva Plant Trees & Be More Womanly

O movimento global pelos Direitos Humanos das Mulheres celebra, em 2010, 15 anos de activismo com base no quadro partilhado e na visão inovadora introduzida pela Plataforma de Acção de Pequim. Milhares de associações por todo o mundo mobilizam-se em torno da 54ª sessão da Comissão do Estatuto das Mulheres (CSW), que irá decorrer entre 1 e 12 de Março de 2010, nas Nações Unidas, em Nova Iorque.

Manter a implementação da Plataforma de Acção de Pequim enquanto prioridade na agenda política é um dos nossos objectivos. Neste contexto, vimos partilhar o resumo do Relatório sobre a implementação de Pequim + 15 na Região Europa, disponível em Inglês e Francês no site da Plataforma Portuguesa para os Direitos das Mulheres (PpDM)





terça-feira, 9 de março de 2010

Documentário: Os Carvoeiros [The Charcoal People] (1999)





Documentário que nos coloca em contato com a vida dos trabalhadores de carvão vegetal, acompanhando o processo de carvoejar no cotidiano de famílias do interior de Minas Gerais, Mato Grosso do Sul e Pará. Filmado sem roteiro prévio, no estilo cinema verdade que caracteriza a obra do diretor, traz depoimentos dos carvoeiros, que narram suas próprias histórias. O resultado é um retrato da estrutura social das famílias pobres do interior do Brasil. Com o apoio de organizações importantes, como a Conservation International e a Unicef, o documentário traz cartelas curtas e objetivas que informam o uso dado ao carvão depois que saem das florestas. Produzido a partir das matas brasileiras, envolvendo trabalho infantil e semi-escravo, o carvão vira aço e é incorporado em automóveis e residências. [via Desconstruindo a Razão]

Títulos Alternativos: The Charcoal People of Brazil / The Charcoal People
Diretor: Nigel Noble
Roteirista: José Padilha
Gênero: Documentário
Duração: 65 min.
Tipo: Longa-metragem / Colorido
Produtora(s): Zazen Produções





domingo, 7 de março de 2010

A Batata Transgénica foi agora aprovada para cultivo na Europa, mas o Arroz GM ainda não...


Ajude a defender o nosso arroz é simples e muito importante que o faça já! agora mesmo!.. antes que o cultivo de Arroz transgénico seja aprovado em Portugal.
Basta:
1. Informar-se!
2. Agir!
3. Divulgar!

Pela primeira vez uma empresa (a alemã Bayer) pretende comercializar arroz transgénico na União Europeia. Até aqui as plantas transgénicas estavam praticamente limitadas às rações animais. Mas agora a engenharia genética chegou directamente ao nosso prato. O que fazer?


1º passo: Informe-se!
SABIA QUE...

1. o arroz é o alimento mais importante do mundo? Mais de metade da população mundial come arroz todos os dias. E, de entre os europeus, os portugueses são os maiores consumidores de arroz: cada um de nós come em média cerca de 15 quilos por ano!

2.a empresa Bayer pretende que a União Europeia aprove até ao final de 2009 a importação e consumo do arroz LL62, um arroz transgénico que é muito diferente do arroz convencional tanto em termos de vitaminas (B5 e E), como em cálcio, ferro e ácidos gordos?

3. o arroz transgénico LL62, da empresa Bayer, foi manipulado para se tornar resistente a grandes doses do herbicida glufosinato, também da Bayer? Isso significa que cada bago de arroz transgénico vai ter mais resíduos desse poluente do que qualquer outro tipo de arroz - e o glufosinato foi avaliado como sendo de «alto risco» para o ser humano e outros mamíferos.

4. na verdade, esse herbicida glufosinato é tão tóxico que já foi decidida a sua proibição na União Europeia a partir de 2017? Se a União Europeia aprovar o arroz transgénico é como estar a dizer: «Não permitimos cá este herbicida, mas não queremos saber se abrimos as portas para este arroz ser produzido noutros países que assim vão ficar poluídos. Também não nos interessa se o glufosinato, apesar de proibido, acaba por voltar a entrar na nossa cadeia alimentar através do arroz que importarmos.»

5.os resíduos do herbicida não desaparecem quando se coze o arroz?

6.a entrada do arroz transgénico na Europa, segundo documentos da própria empresa Bayer, vai levar à contaminação dos campos de cultivo de arroz normal?

7.a Bayer não é de confiança? Nos Estados Unidos em 2006 uma das suas variedades de arroz transgénico, apenas autorizado para testes experimentais, contaminou extensas áreas de arroz agulha e o resultado foi um prejuízo superior a 1,2 mil milhões de dólares para toda a indústria arrozeira daquele país. E a Bayer, o que fez? Descartou-se de todas as responsabilidades afirmando simplesmente em tribunal que esse acidente tinha sido «um acto de Deus»!

8. esta é uma decisão sem retorno? Não existe cultivo comercial de arroz transgénico em país algum do mundo. A Bayer quer forçar a União Europeia a aprovar a importação do arroz LL62 de modo a depois começar o cultivo em países com legislação mais frágil. A consequências será a contaminação das variedades de arroz um pouco por todo o mundo. E finalmente a União Europeia ver-se-á obrigada a autorizar o cultivo transgénico também por cá, porque – tal como já acontece com outras espécies – as variedades normais de arroz terão ficado irremediavelmente comprometidas.

9. nada está perdido? Ainda estão pela frente duas votações em Bruxelas, uma a nível de comité regulador e outra no Conselho de Agricultura, que ainda não têm data marcada. Portugal tem 12 votos e são necessários 91 votos contra para bloquear esta aprovação. Para a chumbar definitivamente é preciso reunir 255 votos (existe um total de 345 votos no Conselho). Se Portugal se abstiver é como se estivesse a votar a favor - só um voto contra é que interessa! Por isso vale a pena mostrar ao ministro de que lado temos de nos colocar, porque a nossa posição pode fazer a diferença na balança europeia.


2º passo: Passe à acção!
ESCREVA ao Ministro da Agricultura e diga-lhe para votar contra qualquer autorização do arroz transgénico LL62. Os contactos são estes:

Morada: Ministério da Agricultura, Praça do Comércio, 1149-010 LISBOA
Email: gabministro@ madrp.gov. pt
Fax: 213 234 604

Pode usar o texto abaixo, ou modificá-lo como entender. Por favor envie-nos cópia do email, carta ou fax para info@stopogm. net

EXEMPLO DE CARTA

Exmo Sr Ministro da Agricultura,

Venho por este meio expressar a minha total oposição à aprovação do arroz transgénico LL62 da Bayer e solicitar que vote contra esse arroz em todas as circunstâncias ao seu alcance. Se fosse aprovado, o arroz LL62 seria o primeiro transgénico em circulação na União Europeia dirigido directamente ao consumo humano. Tornar-se-ia parte da alimentação de todos: pessoas saudáveis e doentes, crianças e adultos, grávidas e idosos. Mesmo que no supermercado - se a rotulagem estivesse a ser cumprida! - fosse possível evitar comprar esse arroz, já não haveria nenhuma escolha em cantinas ou restaurantes. E, com o tempo, a contaminação tornaria cada vez mais difícil produzir e manter arroz normal, livre da presença transgénica. O arroz não transgénico tornar-se-ia uma raridade cara, só para as elites que apreciam o gourmet e o pudessem pagar.

Portugal é o terceiro maior produtor de arroz da União Europeia, e os portugueses comem, por ano, mais arroz do que qualquer outro europeu. Se o arroz transgénico da Bayer for aprovado para o mercado europeu, seremos dos mais afectados. É pois a nossa saúde, economia e cultura que estão em causa.

Senhor Ministro: não há ninguém em Portugal a pedir arroz transgénico - nem a indústria, nem os consumidores, nem os agricultores. Qualquer voto português a favor, ou mesmo uma abstenção, representaria uma vénia a interesses que não são os nossos. Para protecção dos consumidores e do arroz cultivado em Portugal apelo a que o governo assuma as suas responsabilidades e afirme publicamente que fará tudo ao seu alcance para evitar este atentado à nossa alimentação e gastronomia.

Com os melhores cumprimentos,

NOME:
BI:
[ASSINAR COM NOME COMPLETO E INDICAR O NÚMERO DO BILHETE DE IDENTIDADE]

3º passo: Peça aos seus amigos para fazerem o mesmo!

Envie aos seus amigos, familiares ou conhecidos a indicação para vir a esta página (http://www.stopogm. net/?q=node/ 709) ou mande-lhes a informação de modo a que também possam escrever ao nosso ministro. Também é importante que fiquem a saber que todos os pedidos/protestos ao ministro devem ser enviados com cópia para a Plataforma Transgénicos Fora (info@stopogm. net) para que possamos fazer uma contagem aproximada.

Em nome do nosso arroz, das variedades cultivadas, das variedades cozinhadas, dos campos e dos ecossistemas,
Obrigado!





sábado, 6 de março de 2010

Foi lançado o Natura 2000 viewer and database


Dear colleagues

This is to inform you about the release of the GIS-based public Natura 2000 Viewer that gives easy access to Natura 2000 information in the EU and has published the respective Natura 2000 database, making Natura 2000 data for the first time available to the general public at
the EU-level. Both are now online and available through the EEA website at the following addresses:
Natura 2000 viewer
Natura 2000 database
Both can also be also accessed through DG Environment's Nature & Biodiversity website.

As you know, the Natura 2000 network of protected sites is a corner-stone of the EU's biodiversity policy, comprising now nearly 26000 sites and covering close to 18% of the EU's territory. The need for public information on this network has risen continuously over the
last years within and outside the Commission. The tools are a results of a fruitful collaboration between the European Commission, the European Environment Agency and its European Topic Centre on Biodiversity, as well as EU Member States, who are sharing a common vision on the need for transparency and open data exchange.

It will now be much easier for everyone to locate specific Natura 2000 sites and find relevant information linked to the sites. The tools are building upon applications initially developed for internal use and accessible on the Intranet to all Commission staff. We hope that this will respond to the general public's interest in Natura 2000 and serve as a useful instrument within the Commission but also for research, education and outreach and also facilitate the work on integrating conservation concerns into relevant EU-policies, such as agriculture, transport, fisheries, cohesion, and others. We will continue to improve the tool over time so do not hesitate to give us your suggestions for improvement. Please feel free to circulate this information to all those who might be interested.

Stefan Leiner
Acting Head of Unit
Natura 2000 Unit - ENV B.3
European Commission
Environment
Directorate-General
tel. +32 2 299 50 68; fax +32 2 299 08 95
stefan.leiner@ec.europa.eu





sexta-feira, 5 de março de 2010

Pequeno extracto do livro Supermercados, no gracias: grandes cadenas de distribución : impactos y alternativas de Xavier Montagu e Esther Vivas (2007)


Antes de se precipitar em mais um fim-de-semana de corrida aos hipermercados (e não só) faça uma leitura deste extracto . Um livro seguramente para adquirir.



quarta-feira, 3 de março de 2010

Ecoprojectos e Ecoiniciativas: Plantar uma Árvore



O tempo ainda não está do nosso lado. A iniciativa foi adiada novamente uma semana devido ao mau tempo, para Sábado dia 13 de Março, no mesmo sítio à mesma hora (10:00). Para amanhã está prevista muita chuva que irá prolongar-se pelo início da manhã de Sábado. Como não estão garantidas as condições mínimas necessárias para a iniciativa, em sintonia com a CML optámos por adiar novamente, para sábado dia 13.

O Projecto Plantar uma Árvore já consta do meu Dossiê Ecoactivismo