domingo, 30 de setembro de 2007

Para quando uma Revolução Ecológica no nosso País?

Eu quero um referendo sobre o próximo Tratado da Europa.Clica na imagem.Assina e divulga, se estiveres de acordo.


Visit X09.eu

Texto e blogue recomendados:
Pode um Tratado ser Constituição?
Respublica Europeia

Entretanto leio que a França prepara-se para redefinir política ecológica do país, após um bom puxão de orelhas bem grande de Bruxelas sobre opéssimo estado dos seus rios : com mais bairros e urbanizações ecológicas, medidas de conservação de energia,redução de emissão de nitratos nas águas fluviais, uma moratória aos transgénicos e mais apoio à agricultura biológica.


Aliás sobre OGM e competitividade e contrariando uma falácia muito comum, estudos científicos mostram que a agricultura biológica daria para alimentar todo o planeta e tem mais benefícios que a agricultura convencional (ler aqui em inglês - está a ser feito um esforço em traduzir o artigo e publicá-lo no Bioterra), imposta pelo agro-negócio das multinacionais, ao arrepio da contestação de cientistas e milhões de europeus,apoiando as VANTAGENS da AGRICULTURA BIOLÓGICA e constantemente alertando para a instabilidade dos genes introduzidos, para a toxicidade dos mesmos e para a desertificação dos solos.


E em Portugal?

No Porto está a ser instalada a maior Árvore de Natal- artificial- da Europa, com enormes gastos de energia (ao passo que, leio no Público de sexta-feira,o Reino Unido prepara-se para substituir as lâmpadas incandescentes)...quando uma aposta política séria no uso racional de energia e da água seria mais lucrativa e mais ecológica que o Alqueva.E ainda querem construir uma barragem no Rio Sabor???


...e em Lisboa a APL prepara-se, de acordo com as afirmações de Miguel Sousa Tavares, para fazer uma obra que envolve a construção de um hotel e de um muro com 6 metros de altura e cerca de 600 metros de comprimento na frente ribeirinha. Mais betão num plano de reabilitação? Confuso, não é?




Será mesmo? Mas há mais confusões...E que dizer dos empreendimentos quintas como este em Almada? E dos empreendimentos jardins, como os que temos em Gaia? Modernos???...E os custos ambientais?....Quando seguramente Jardins (os verdadeiros jardins) e Quintas (as verdadeiras quintas) remetem-nos para espaços verdes nas cidades, árvores, borboletas, etc... e vida ao ar livre...


Se os políticos não avançam com medidas concretas, entretanto persiste no comum Portugês (os menos atentos) certos hábitos pouco ecológicos e de solidariedade para com os seus concidadãos, querendo segundas ou tercerias habitações pelo País fora (os poucos que podem) com impactos negativos no ambiente (casas em terrenos RAN, REN), estranhando mas ao memso tempo entranhando os planos Sinzentos do arquetitecto do regime, Siza Vieira e companhia que, em catadupa, estão a vestir de negro e betão as nossas cidades (e ouço dislates no Metro como uau isto sim vai atrair turistas...pois eu acho que irónicamnete veste bem o país faducho e futeboleiro- afinal a maioria dos portugueses preferem cortar nas despesas de um bom livro sobre Ecologia ou passar fome, mas o jornalinho da Bola, vai consigo no Metro e na parte da frente do automóvel...ah e com telemóvel de última geração ao ouvido e a conduzir ao volante....Povo tão Moderno...) e a persitirem em comprar empreendimentos de condomínio fechado ou privado com nomes subtis e a parodiar a Natureza como Flamingos do Tejo, novos e sem atender a nenhum critério ecoconstrutivo, salvo as regras de construção sísmica.
Com tanta ganância, com tanta impunidade, com tanto sacudir o capote para a Natureza,sempre
que há uma chuva mais forte, quando os autarcas e vereadores e empresas municipais não funcionam entre si articulando medidas de prevenção dos riscos naturais (pelo contrário betonando os rios e ribeiras das suas cidades, substituindo Zonas Verdes por mais prédios e não cumprir regras básicas de limpeza dos saneamentos,recolha de RSU mais frequente, etc etc etc...). Alguma vez paraste para ver a tua cidade? Olha que felizmente a Second Life ainda não é para muitos.....

E o negócio do imobiliário será mesmo um mercado competitivo e progressista? Vejam aqui, um dossier muito bom , em inglês, sobre os efeitos nefastos do fenómeno Housing Bubble/Bolha Imobiliária...e retirem as conclusões.


Cidades ecológicas? Há sim, na América Latina, Bogotá, Curitiba e Porto Alegre!!!

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O que é a Bioconstrução?

Semana Mundial da Vida Lenta

Concurso Nacional de Cidades Criativas

A Nova Carta de Atenas

Princípios do Ecoedifício

Rumo ao Petro Apocalipse

DECLARAÇÃO DE BRUXELAS,1999, POR UMA POLÍTICA ENERGÉTICA SUSTENTÁVEL NAS CIDADES

Mobilizar Portugal em apostar na Eficiência Energética (apelo que se extrai da crónica de MST, quando o preço do petróleo era AINDA 42 dólares....)

sábado, 29 de setembro de 2007

Múscia do BioTerra: SWANS - The River That Runs With Love Won't Run Dry (tradução)




Oh My Father He Was Born Beneath The Water
And My Mother She Was Born To No One's Daughter
And I, I Was Born Beneath The Dying Sun
Born From The Mouth Of A River That Would Not Run Dry
La La La La La La La La La Lie
Oh The River That Runs With Love It Won't Run Dry


Well I Awoke This Morning In The Blackest Night
And A Million Stars Were Aching In The Sullen Sky
And I Heard The Great Machines As They Bled And Cried
And I Saw The End Of The World, I Had No Question Why


Hold On To The One You Love And Kiss Her Before She Dies
Oh The River That Runs With Love It Won't Run Dry
Oh My Father Made The Water When He Cried
But The River That Runs With Love It Won't Run Dry
And The Sun Will Burn A Hole In The Purple Sky
But The River That Runs With Love It Won't Run Dry

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

....da Formação Cívica

1. VIOLÊNCIA GERA VIOLÊNCIA
O jornalismo deve ser isento e independente. Não é o caso do futebol.Futebol é apenas um desporto, entre centenas de actividades desportivas.Ponto final parágrafo. Por outro lado episódios televisivos exploratórios e repetitivos de agressões em futebol, sem que depois se veja punições mais sérias e graves, tudo é um absurdo...com pesada intrusão contra-corrente no trabalho pedagógico e científico de Professores e Educadores, pequenos agentes de uma peça gigante que é o todo tecido social português. Não há Formação Cívica nas nossas Escolas que resista a esta futebolização espectáculo e toda a poluição propagandística anexa.

2. A IMAGEM DO PARQUE DA ARRÁBIDA QUE AS TELEVISÕES NÃO MOSTRAM


ISTO SÃO AS PEDREIRAS DA SERRA DA ARRÁBIDA - Mais não!!!...Nem à superfície nem em profundidade. Não há Educação Ambiental feita nas Escolas que faça sentido sem que os Alunos também vejam que o bom exemplo ecológico começa pelos seus governantes.

As duas fotos anteriores foram recolhidas do blogue Sem Quórum

3. COMO DISSE GEOPARK???? OU GEOPARQUE TEJO INTERNACIONAL??




Já não espanta, mas continuo inquieto. Já tinha denunciado, aqui, esta situação ímpar, mas relembro-o uma vez mais.É o ALLgarve que vai crescendo sub-repticiamente também para o interior.Com uma realidade destas, além de estarmos a assistir a uma contínua destruição da Paisagem (valor intrínseco da geobiologia do nosso território), maltratamos a língua que nos une. Não há Plano de Língua Portuguesa que resista nas nossas Escolas.


4. ABRAÇAR A PAZ ATRAVÉS DA EDUCAÇÃO AMBIENTAL

Os animais (e seres vivos não-humanos) co-evoluem, o Homem (ainda) não.

4.1.As Ilhas do Corvo e da Graciosa estão finalmente inscritas na lista de Reservas da Biosfera da UNESCO. Portugal está entre os 18 países com novas classificações aprovadas pela Organização das Nações Unidas para a Ciência e Cultura, sediada em Paris.Ver aqui o artigo (em pdf) sobre a Estratégia de Sevilha, 1995, que deu origem à Rede Mundial de Reservas da Biosfera.Parabéns.

4.2. Trilhos dos Açores em linha, uma excelente iniciativa glocal do Gabinete de Apoio ao Turismo Rural e de Natureza dos Açores. Parabéns.

4.3. A Plataforma Convergir aqui do cantinho Norte e Noroeste do País, já tem página electrónica.Venha conhecer-nos.Parabéns e força.

4.4.Também no Norte, Porto, decorreu entre 11 a 14 de Setembro, a
7ª Conferência Europeia sobre Energia das Ondas e Marés.Um apelo e observação: espero que os organizadores destes eventos internacionais em Portugal coloquem uma página em Português e opção Inglês.

4.5. Portugal, recebe, em Beja, o European Meeting Point , a realizar entre 10 a 12 de Outubro, este ano dedicado à Energia.Mais de 100 ONG presentes, num total de 30 países.Um apelo e observação: espero que os organizadores destes eventos internacionais em Portugal coloquem uma página em Português e opção Inglês.

4.6. A Cores do Globo disponibiliza gratutitamente dois e-livros muito bons: Como fazer um Consumo Responsável e Consumo Ético para Instituições

4.7.A expansão dos agro/biocombustíveis irá mais facilmente conduzir a prejuízos ambientais e sociais do que ajudar a combater as alterações climáticas.(ler aqui a entrevista a Hartmut Michel).No entanto...
foi votado hoje, 26 de Setembro, no Parlamento Europeu o relatório Thomsen sobre energias renováveis. A secção sobre transportes tinha uma proposta de emenda que eliminava a obrigatoriedade de consumir um mínimo de 10% de biocombustíveis nos motores europeus. A favor da emenda, e contra o consumo mínimo de biocombustíveis votaram os dois eurodeputados do PCP (Ilda Figueiredo e Pedro Guerreiro), o do BE (Miguel Portas) e uma do PS (Jamila Madeira). Todos os outros eurodeputados portugueses votaram contra a emenda, ou seja, a favor do uso alargado de biocombustíveis.


4.8. Claude Turmes está em Portugal para uma conferência sobre alterações climáticas e estratégias a adoptar na política energética e de transportes da União Europeia a realizar em Lisboa. Afirmou à Lusa o seguinte:

4.8.1. Portugal tem feito demasiados investimentos em auto-estradas e as emissões de gases a partir de automóveis são absolutamente disparatadas. Isto não é um bom exemplo para mostrar aos outros países, sobretudo vindo de um país que agora tem que fazer pressão política.

4.8.2. Mais importante do que as energias renováveis é a conservação da energia e, neste capítulo, Portugal continua muito atrasado. Portugal continua a ser um dos países com menor eficiência energética, isto é, um dos países que mais gasta energia para alimentar as habitações e a indústria na produção de bens de consumo.

Para travar as alterações climáticas, Claude Turmes defendeu sobretudo, o investimento em tecnologias de energia inteligentes, que permitam produzir e consumir cada vez menos energia do que a que produzimos e consumimos hoje.



Foto gentilmente enviada por Paula Soveral

terça-feira, 25 de setembro de 2007

Actualização do Dossiê Jornalismo

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Clamor Magazine "undisputed heavyweight champion of independent voices"
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The Digital Freedom Network (DFN) promotes human rights education and activism around the world, primarily through the use of Internet technology.
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Disinformation.com Counter-culture, conspiracy theories, satanic cults, computer network pirates...
Do or Die Voices from the Ecological Resistance - an annual magazine crammed with reports and analysis from the world-wide ecological frontlines.
eActivist.org (now called congress.org) works to encourage electronic activism and civic participation by providing a comprehensive, issue-based collection of progressive electronic actions and tools.
Earth First! Journal Voice of the radical environmental movement containing direct action reports, articles on preservation of wild places, investigative articles, and discussions on monkeywrenching.
The Ecologist Investigative journalists, leading thinkers and campaigners are constantly rethinking the basic assumptions which underlie mankind's steady march towards self-destruction.
Electronic Frontier Foundation
Electronic Privacy Information Center (EPIC)
Exploding Cinema "make yer own cinema!" Do-It-Yourself Super 8 Film.
FACES International Women's Mailing List: activists, artists, critics, theoreticians, technicians, journalists, researchers, programmers, networkers, web designers and educators, all women who share an interest in the media and communication arts. Requests for project participation, as well as deadlines for festivals, job opportunities, and funding are shared openly.
Fairness and Acuracy in Reporting
Film Arts Foundation SF Bay Area based film and video non-profit. Funding, information, other resources. Excellent magazine called Release Print with articles on grassroots and professional distribution, state of the media, festivals, profiles, etc.
Freemedia - controinformazione, Italy.
Global Village CAT the most updated and comprehensive listing of community or public access tv sites in the world (700 sites).
Global Visions Film Festival 21st Annual Celebration of Documentary Cinema, Global Awareness and Community Engagement in Edmonton, Canada.
Graphic Alliance a loose alliance of graphic, web and other designers committed to social change.
Hard Knock Radio is KPFA's daily drivetime Hip Hop Talk Show. It features hosts Davey D, Weyland Southon, Anita Johnson and Tsadae Abeba Neway who offer news, views, breaks, and beats. Features in-depth interviews and profiles with elected officials, community leaders, activists, Hip Hop artists and musicians.
Hip Hop News Brought to you by Hard Knock Radio's own Davey D.
Independent Media Center great alternative news websites all around the world.
Index on Censorship UK. Excellent website with deep news and a chronicle of censorship and free expression abuses in some 70 countries worldwide.
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La Lutta New Media Collective a non-profit, community-based organization, is a group of activists, artists, educators and professionals united to promote a greater level of social awareness through new media.
laspirale.org French "e-zine for the digital mutants"
ListenUp.org Links to youth media organizations around the country. Provides dates on festivals, jobs and more.
Love Underground Vision Radio Berkeley.
Media Access Project Helps keep programming open to independents.
Media Alliance Training and resources for media workers and activists.
The Media Education Foundation a non-profit educational organization devoted to media research and production of resources to aid educators and others in fostering analytical media literacy.
Media Island Instititue Covers key neglected issues, great resource for research and networking.
Media Literacy
MediaRights.org a community Web site, helps media makers, educators, nonprofits, and activists use documentaries to encourage action and inspire dialogue on contemporary social issues.
National Alliance of Media Arts and Culture (NAMAC) Part of the Ninth Street Media Arts Consortium in San Francisco. An association of organizations and individuals dedicated to building a broad voice of diversity in the media arts. their Web site includes listings of media arts centers nationwide.
National Radio Project Producers of radio content that is free, downloadable, and cutting edge.
Other Cinema Craig Baldwin has been pushing the boundries of film, cultural critique and radiation theory in the Bay Area for a good long time. He is the undisputed "King of found footage" . . . "Other Cinema" - you must experience it.
Peace News UK, Radical, international, antimilitarist, quarterly magazine. For nonviolent revolution. Bringing activists and campaigners together worldwide, sharing ideas, theories, and tactics.
Poor Magazine dedicated to reframing the news, issues and solutions from low and no income communities, as well as providing society with a perspective usually not heard or seen within the mainstream media."Published Weekly.... Experienced Daily."
Project Censored Researching media and censored stories for over a decade.
Protest.Net A site to help progressive activists by providing a central place where the times and locations of protests and meetings can be posted.
PR Watch Excellent daily news section. Gets the dirt on the media manipulators! (See their publishers Center for Media & Democracy, above)
Radio For Peace International (RFPI) an internet radio station that broadcast on shortwave radio for many years until it was forcibly evicted from the University of Peace where it had been invited to broadcast by the United Nations and the Costa Rican Government. Excellent coverage of left wing alternative press.
Rainforest Action Network
RegenerationTV Streaming progressive videos on the web.
RiseUp.net a 100% volunteer effort of activists using technology for radical social change. Provides training, web hosting, listservs, email accounts, and any kind of tech support needed by the activist community.
Save Pacifica Restoring Pacifica as a Forum for Independent Voices.
Silence Speaks goal is to provide survivors, witnesses, and prevention advocates diverse in age, race/ethnicity, religion, class, ability, gender, and sexual orientation with the support, skills, and equipment they need to create original multimedia pieces about the impact that violence has had on their lives. We define violence broadly - stories created in our workshops have addressed intimate partner and family abuse; hate violence and racism; and the violence of poverty, political persecution, and war.A project of Third World Majority.
SQUALL Magazine Regularly updated online magazine presenting radical journalism, photography and culture with content.
Tactical Media Crew "was born to introduct in the Internet many social realities, starting from what is usually called the radical-Autonomous Movement. We would like also to transform the communication/information in the movement in Italy.We are for now concentrating our attention on what is nearer to us: Social Centers, Pirate-Comunity radios, radical syndacalism, femminist movements and many other who will and are deciding to join this project. Realizing from now means at least to conduct battles with the same weapons of the enemy: we are finding always more and more fragile parts of the modern capitalism or at least we are finding out its fragile structures...if really capitalist main forces are information', this could mean that its fragility is 'information'."
Tactical Media Network "Keep free media free!" A collective of media and political activists from the radical autonomous/anarchist scene of Rome.
TechSoup.org a nonprofit technology portal with a great web building section full of useful articles, links and information that will lead you in the right direction.
Webzine 2000 Independent Web Publishers Unite in San Francisco.
Women's Institute for Freedom of the Press (WIFP) Works on media democracy issues and publishes the international Directory of Women's Media.
Z Media Institute "exists to share knowledge, skills, and information relevant to working effectively with media and political activism in the United States. The program emphasizes the short comings of mainstream media and the possibilities of alternative media, and the many issues associated with building political activism more broadly."
Z NET Information center News search page by Z Magazine, an independent political magazine of critical thinking on political, cultural, social, and economic life in the United States. Accepts no paid advertising.


Research Resources
Applied Research Center ARC is a public policy, educational and research institute whose work emphasizes issues of race and social change.
Centre for Research on Globalisation Behind the News, Analysis, Commentary and Intelligence on the New World Order.
Common Dreams Newswire great postings here ... post one yourself, email your press release to: news@newscenter.org
The Corp Monitor at the Energy-net...
Corporate Watch "The Earth is not dying it is being killed. And those who are killing it have names and addresses." - Utah Phillips.
The Freedom of Information Act
Intellectual Property Issues
Just Cause Law Collective Resources for Direct Action - well organized ... awesome.
Major polluters in your area by zipcode.
Nolo Press - Do-It-Yourself Legal Advice
Political Research Associates
Project for Excellence in Journalism
Radio-Locator most comprehensive radio station search engine on the internet with links to over 10,000 radio station web pages and over 2500 audio streams from radio stations in the U.S. and around the world. (Also see: Television Stations)
Renegade faithful article server.
Television Stations Quick Links from TVRundown.com. (Also see: Radio-Locator)

segunda-feira, 24 de setembro de 2007

Mais iniciativas pela Paz

  • Todas as postagens sobre o sucedido em Hiroshima e Nagasaki no BioTerra
  • Ver  ainda Dossier Bioterra Não ao Nuclear


Vídeo: Walk in Their Shoes, Novembro 2006. Acontecimento organizado por Alice Zillah da ONG Olympia Movement for Justice and Peace e Nancy Farrell da ONG People for Peace

1. Imagens pela Paz em todo o Mundo, no sítio da ONG que promove essas actividades,

2. Primeiro Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países Lusófonos e Galiza
26 e 27 de Setembro, Santiago de Compostela
Toda a informação no
sítio, no blogue do congresso e haverá transmissões ao vivo no canal EA.NET

3. Um grupo internacional, cerca de 150 pessoas, muitas delas com base no Centro de Pesquisa da Paz,Tamera, Portugal,incluindo israelitas e palestinianos irão realizar uma PEREGRINAÇÃO PELA PAZ, 12 de Outubro até November 9, 2007. Todos os passos, diário e a própria viagem poderá ser acompanhada pela net e chama-se

4. Coincidindo com o Dia Internacional da Paz, o prestigiado Instituto Sueco, SIPRI-Stockholm International Peace Research Institute, publicou o seu novo livro anual, A world of Risk .Neste novo livro informa que a despesa mundial em armas cresceu 37% em 10 anos e disponibiliza em linha o resumo, que podes também descarregá-lo aqui .

5. Num esforço de cidadania participativa a nível global, a resistente ONG Corpwatch disponibiliza agora um blogue. Além de campanhas, como a Climate Justice Initiative, Greenwash Awards e UN and Corporations Project dispõe de uma vastíssima biblioteca de arquivos, completamente gratuita e aberta, agora dividida em capítulos principais: Consumismo, Corrupção, Ambiente, Interesses Público-Privado, Globalização, Saúde, Direitos Humanos,etc.
Muito importante também é a listagem por temas de uma série de ligações a Centros e Institutos no nosso Planeta que não estão pela resignação, contribuindo e dando o seu melhor por um Mundo livre de armas, onde não seja derramado mais sangue e, tal como a Corpwatch, cooperam ainda com a IUCN, denunciando impérios sugadores e destruidores dos recursos geológicos e biológicos. Clica na imagem.
6. O núcleo do Porto do movimento Não Apaguem a Memória!, movimento cívico que visa a preservação da memória histórica das lutas de resistência à ditadura, promove os Encontros em Lugares de Memória da Resistência , esperando que as histórias contadas pelos protagonistas das acções de resistência anti-fascista venham enriquecer a nossa memória colectiva do fascismo.

7. Um relatório da Royal Society, publicado também nesta sexta-feira, refere que o plutónio armazenado na Grã-Bretanha duplicou na última década. O plutónio acumulado, mais de 100 toneladas, é suficiente para fabricar 17.000 bombas nucleares, semelhantes à que destruiu a cidade japonesa de Nagasaki em 1945.

8. Ligações a sítios e videoblogues (vlog) onde circulam vídeos de activismo ecológico e solidário:
Anthill Productions/Jen Schradie - Director e produtor do documentário The Golf War
Mais sítios e muitas mais ONG vídeoactivistas ou contendo projectos de Vídeo Activismo podem encontrar no meu Dossier TV Verde e Cinema Ecológico.

9. O fenómeno Housing Bubble/Bolha Imobiliária.Imobiliária, um produto económico em excesso?
Paz implica tranquilidade, liberdade de oportunidades, solidariedade com todos, mobilidade sustentável, urbanismo sustentável e há soluções que existem sem o regresso à Idade Média. Contudo a economia global e nacional baseada no petróleo, agricultura intensiva e imobiliário parece, pelos sinais crescentes de alerta nos mercados internacionais, estar num beco sem saída, em conjunto com outros custos ecossociais bem visíveis: desertificação, mortes, poluição, maior clivagem Norte/ Sul do planeta, etc..Possível recessão à vista???
O último escândalo Pedreiras da Serra da Arrábida no sul do país e a pista no Parque da Cidade para a corridinha carregada de CO2 de aviões e o projecto da Av. Nun´Álvares no nosso cantinho portuense são factos dos custos sócioambientais criados pelo fenómeno cimenteiro e de betonização, atravessando rios, REN e RAN.... e a nível global a situação não é de ficarmos resignados pois o crescente conflito dólar-euro, o mercado chinês comprando dólares....tudo como pano de fundo o petróleo e o negócio imobiliário.
Por isso tomei a iniciativa de partilhar convosco este gigante acervo de informação do fenómeno housing bubble compilado pela
Daily Reckoning.

sábado, 22 de setembro de 2007

Ban Kin Moon sobre o Desenvolvimento Sustentável e a Mulher



"Saving our planet, lifting people out of poverty, advancing economic growth... these are one and the same fight. We must connect the dots between climate change, water scarcity, energy shortages, global health, food security and women's empowerment. Solutions to one problem must be solutions for all." - Ban Ki Moon

sexta-feira, 21 de setembro de 2007

Uma Postagem pela Paz


21 Setembro, 6ª feira, um apelo à blogosfera e / ou possuidores de páginas electrónicas e a todos os que contribuem para o crescimento da Paz: uma postagem pela Paz,neste Dia Mundial da Paz.

Faz também a diferença e publica um post pela paz!


Sítio Oficial (clica na imagem)



Vídeo: Arvo Pärt- Fratres

quarta-feira, 19 de setembro de 2007

Concurso Nacional de Ideias Cidades Criativas 1.ª edição 2007/08



A Universidade de Aveiro e a Associação Portuguesa de Planeadores do Território estão a organizar um Concurso Nacional de Ideias, designado Cidades criativas, uma reflexão sobre o futuro das cidades portuguesas.
Esta iniciativa, de âmbito nacional, dirige-se aos alunos do 12.º ano, no âmbito da disciplina de área de projecto, propondo-se que estes se organizem em equipas (no máximo de cinco elementos) com o objectivo de produzir uma reflexão sobre a cidade onde vivem e/ou estudam, identificando o seu potencial urbano, cultural e tecnológico e procurando apresentar propostas inovadoras e criativas para a sua qualificação e valorização.
O tema das cidades criativas enquadra-se nos objectivos definidos pelo
Ministério da Educação para essa nova área disciplinar, em particular, pela natureza interdisciplinar e transdisciplinar do trabalho, pela procura da realização de projectos concretos, com o fim de desenvolver nos alunos uma visão integradora do saber, promovendo a sua orientação escolar e profissional e facilitando a sua aproximação ao mundo do trabalho , e ainda, pela criação de oportunidades que aproximem a escola da comunidade e da sociedade em que esta se insere.
Foi constituída uma Comissão Científica para apoiar o desenvolvimento do Concurso constituída pelo

Professor Doutor António Câmara (Y-Dreams)
; Professor Doutor Artur Rosa Pires (Univ. Aveiro); Eduardo Anselmo Castro (Univ. Aveiro); Professora Emília Sande Lemos (APG); Dr. Jaime Quesado (Programa Cidades e Regiões Digitais); Professor Doutor João Caraça (Fundação Gulbenkian); Professor Jorge Carvalho (Univ. Aveiro);Professor Júlio Pedrosa (Univ. Aveiro);Manuel Assunção (Univ. Aveiro);Leonel Moura (Artista Plástico); Professora Maria Luís Pinto (Univ. Aveiro);Paulo Ribeiro (Produtor Cultural)

Para a iniciativa conta-se com o apoio do Ministério de Educação, da Secretaria de Estado da Administração Local, da Comissão Naiconal da UNESCO, da Associação Nacional de Municípios Portugueses, do Gabinete do Plano Tecnológico e do Programa das Cidades e Regiões Digitais e ainda os patrocínios da REVIGRÉS, do Portal SAPO, Semanário Expresso, Casa da Música, Fundação Serralves, FNAC e Fórum Estudante.
Para mais informações (e pré-inscrições), consultar:


Sítio Oficial Cidades Criativas

Blogue Cidades Criativas

terça-feira, 18 de setembro de 2007

Manifestação no Porto SEM DIREITO À ESCOLHA NÃO HÁ FUTURO PARA A AGRICULTURA EUROPEIA




(Comunicado de Imprensa da Plataforma Transgénicos Fora e Greenpeace- adaptado)
Levantam-se sete questões centrais para o direito à escolha e à segurança de consumidores europeus:
- Para quando a rotulagem dos produtos animais?
Independentemente do risco alimentar decorrente das rações transgénicas, os consumidores europeus pretendem exercer o seu direito à escolha quando compram carne, ovos, leite e derivados. Neste momento o consumidor não tem acesso a qualquer indicação sobre a cadeia alimentar de onde tais animais provêm. No entanto, em Agosto passado, a ministra da agricultura da Finlândia
anunciou já a sua intenção de impor tal rotulagem no seu país - não há, pois, qualquer impedimento técnico que impeça os restantes Estados-Membros da União Europeia de possibilitarem aos seus cidadãos idêntico acesso à informação.

- Para quando a legalização das zonas livres de transgénicos?
A Comissão Europeia tem sistematicamente impedido a criação legal de zonas livres de transgénicos em toda a União. No entanto, e ao mesmo tempo, a Comissão também argumenta, por exemplo junto da Organização Mundial de Comércio, que existem «vastas áreas de incerteza» e que nem sequer é possível verificar que impacto na saúde pode já ter tido a introdução dos transgénicos na Europa. A legislação europeia é clara: face à incerteza deve aplicar-se o Princípio da Precaução. Mas as regiões e municípios têm sido impedidos de o fazer, contra todo o peso da sua legitimidade democrática.

- Para quando a rotulagem completa dos produtos vegetais?
Embora exista um regulamento europeu para rotulagem de produtos vegetais, ele não cobre numerosos aspectos. Há classes inteiras de produtos que não são sujeitas a rotulagem mesmo quando têm ingredientes totalmente transgénicos (como o mel, numerosos aditivos, enzimas, etc), há produtos contaminados que são tratados como isentos (se a contaminação for "acidental" e estiver abaixo de 0.9%, o consumidor não é informado), e há circunstâncias em que mesmo os alimentos rotulados deixam de o ser (uma embalagem com corn flakes de milho transgénico tem de estar rotulada se for vendida no supermercado, mas num hotel ou cantina já não tem de existir qualquer rotulagem).

- Para quando o cumprimento da lei pela autoridade alimentar europeia?
É do domínio público que existem no painel OGM da EFSA, a Autoridade Europeia de Segurança Alimentar, problemas evidentes de conflito de interesses: o próprio presidente desse painel trabalha em programas de apoio à introdução de OGM na Europa. A falta de transparência, o escândalo perante os cidadãos e a insatisfação dos próprios governos dos Estados-Membros atingiram proporções tais que a Comissão Europeia prometeu diversas reformas, nomeadamente a imposição de que a EFSA passe a cumprir a lei (por exemplo, a EFSA não tem exigido - ao contrário do previsto na Directiva 2001/18 - a realização de quaisquer estudos sobre os efeitos de longo prazo dos alimentos transgénicos; do mesmo modo requisitos como a demonstração da estabilidade genética são sumariamente ignorados). Mas na prática ainda nada mudou, ficando assim em causa o direito mais básico do consumidor: o de não ser exposto a produtos mal testados, ou não-testados.

- Para quando a prioridade máxima à protecção da saúde?
A Comissão Europeia já anunciou que vai autorizar, pela primeira vez desde 1998, um transgénico novo para cultivo em toda a União. Trata-se da batata Amflor, que apresenta uma composição química alterada com o objectivo de facilitar processamento industrial e que não é suposta ser consumida por pessoas - no entanto, o consumo humano também está em aprovação iminente. Este transgénico que, pouco surpreendentemente, obteve luz verde da EFSA, já foi criticado pela Organização Mundial de Saúde e cientistas não ligados a empresas. No único estudo toxicológico realizado até agora foram detectadas diferenças significativas em leucócitos e no baço, para além de se ter detectado um aumento de cistos na tiróide dos animais de laboratório. Se o futuro da agricultura europeia não passa pela degradação da segurança alimentar, esta batata não pode ser autorizada.


- Para quando uma fiscalização eficaz dos alimentos com transgénicos?
A Autoridade de Segurança Alimentar e Económica portuguesa admitiu publicamente, em Abril deste ano, que não fiscalizava o cumprimento da rotulagem de produtos alimentares transgénicos. Esta postura retira toda a credibilidade à legislação e impede qualquer exercício do (pouco) direito à escolha previsto pela União Europeia.

- Para quando a proibição do milho MON 810 em toda a União Europeia?
Embora tenha sido autorizado pela Comissão Europeia para toda a União e esteja a ser produzido em Portugal, o cultivo do milho transgénico MON 810 foi proibido unilateralmente pela Grécia, Áustria, Polónia, Hungria e, mais recentemente, também pela Alemanha. As razões são numerosas e válidas. Por exemplo, a Monsanto nunca apresentou - e muito menos implementou - o plano de monitorização do impacto ambiental destas libertações comerciais que está previsto na Directiva 2001/18. Além disso, segundo o actual governo alemão, existem razões substantivas para recear que o cultivo do MON 810 acarrete perigos para o ambiente. Portugal, que apoiou a proibição decidida pela Hungria, tem de tomar a mesma medida a nível nacional e apoiar uma posição europeia unida em torno da máxima protecção ecológica prevista pelo Princípio da Precaução - esta é a única forma de garantir igualmente o máximo de protecção à saúde humana.

Os direitos à escolha e segurança dos consumidores europeus, actuais e futuros, devem ser considerações principais na reflexão ministerial que hoje se inicia. Só há futuro para a agricultura europeia com uma aposta forte na sustentabilidade que apenas a produção familiar, tradicional e biológica, assentes na diversidade agrícola e selvagem, podem proporcionar. É este o tipo de alimentação que os europeus realmente preferem e procuram.


Fotoreportagem no Pimenta Negra.

segunda-feira, 17 de setembro de 2007

Novo livro de Fabrice Nicolo - denuncia os agro/bio-combustíveis e documentário O Mercado da Fome - Le Marché de la Faim


Extracto do documentário de Erwin Wagenhofer, Le Marché de la Faim/We feed the World


1.1.Novo livro francês denuncia os agro-combustíveis

La faim, la bagnole, le blé et nous- une dénonciation des biocarburants de Fabrice Nicolino

1.2. We feed the world é o slogan da Pioneer e é também o título de um filme documentário sobre a fome, quando a abundância actual poderia alimentar todos no planeta.
Um filme a ver, sobre a distorção do mercado alimentar mundial, que ajuda também a perceber a progressão dos ogm, as sementes da dependência e a privatização da água em curso (extracto do documentário nesta postagem).


1.3.Um extracto vídeo de uma entrevista em francês a Jean Ziegler, comissário especial das Nações Unidas para o direito à alimentação, cujo um dos
livros L'empire de la honte serviu de inspiração ao realizador do
filme Erwin Wagenhofen.


2.Inquérito à aquisição e utilização do automóvel privado

domingo, 16 de setembro de 2007

Biocas on-line ou o Centro de Ciência Júnior à distância de um clique


Foi lançado no dia 4 de Setembro o sítio do Centro de Ciência Júnior ou também Biocas, em homenagem à sua dupla de mascotes, os Biocas. Este sítio surge com o intuito de divulgar as actividades regulares do Centro de Ciência Júnior e de, fundamentalmente, proporcionar aos jovens um espaço interactivo onde, de forma informal, possam ir alargando os conhecimentos sobre diversos temas das Biociências. Dos mais pequenos aos mais crescidos, todos vão encontrar algo novo e divertido para aprender. Há jogos, experiências e muito temas para debater. É também aqui que os professores vão poder consultar as actividades do Centro e proceder à sua reserva.
Fonte:  Ciência Hoje

sábado, 15 de setembro de 2007

Diamanda Galas - Aman (with Khan)



Às vezes qual mocho caçando em noites de luar intenso, me encantam as sibilas, vampiros e lobisomens...e todas essas trevas densas que povoam os nossos medos, frustrações e dor. Diamanda Galas exprime-as com muita mestria.

sexta-feira, 14 de setembro de 2007

Ainda a Pegada Ecológica, Overshoot , Relatório Meadows e Sustentabilidade: conhecer Enrique Leff


Enrique Leff
Enviado por 6tocongresoea. - Ver videos internacionais de webcam


Enrique Leff é um economista mexicano. doutor em Economia do Desenvolvimento pela Sorbonne (1975), é professor de Ecologia Política e Políticas Ambientais na Pós-Graduação da Universidade Nacional Autônoma do México (UNAM) e, desde 1986, coordenador da Rede de Formação Ambiental para a América Latina e Caribe do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA).
Leff também é conhecido no Brasil como professor do Curso de Doutorado em Meio Ambiente e Desenvolvimento da Universidade Federal do Paraná.

Entrevista de Enrique Leff. Revista Senac e educação ambiental - Ano 16 n.1 jan/abril 2007. (em português)




Ler até ao fim esta crónica de Enrique Leff
Em 1972, um estudo do Clube de Roma apontou, pela primeira vez, “Os limites do crescimento”. Quatro décadas depois, a destruição das florestas, a degradação ambiental e a poluição aumentaram de forma vertiginosa, gerando o aquecimento do planeta pelas emissões de gases causadores do efeito estufa. A solução para esse grave problema é mais crescimento? 

quinta-feira, 13 de setembro de 2007

Programa RTP2 Sociedade Civil Transgénicos Sim ou Não?



1.1.O blogue do Programa Sociedade Civil, que no dia 10 o tema foi Transgénicos: sim ou não? Já tem mais de 100 comentários!

1.2. Podem ver o programa em diferido . Na minha opinião houve muitas culpas por parte da RTP:
1- o programa foi abruptamente interrompido para ser substituído, dez minutos depois por uma partida de basquetebol.
2- o debate foi muito parcial: 2 pro OGM contra 1
3- como sempre, o ambientalista nos programas televisivos transforma-se num rótulo, num adjectivo de alguém "chato", o lado "mau". Ora como todos os intervenientes, tem uma profissão ou habilitações académicas. No caso da Margarida Silva, se em vez de ambientalista se se tivesse optado por acrescentar ou dizer previamente que é Professora Universitária e Bióloga, o entendimento geral do programa teria sido diferente.

Foto retirada do Greenpeace BlogTV, 2006

quarta-feira, 12 de setembro de 2007

Biocombustíveis - entrevista a Hartmut Michel, Prémio Nobel de Química


Autobiografia



O prémio Nobel de Química em 1988, Hartmut Michel, disse que com os biocombustíveis não economizam emissões de dióxido de carbono, gás que provoca o aquecimento global, e que o apoio a essa alternativa em todo o mundo está fomentando a perda da floresta tropical na Indonésia, Malásia, algumas zonas da África e no Brasil.

O alemão de 59 anos disse ao jornal espanhol El País que no Brasil a Amazónia, floresta considerada o pulmão do mundo, para plantar soja, a fim de usá-la como matéria-prima para a produção de agrocombustíveis.

Queimar floresta para produzir soja liberta uma quantidade enorme de dióxido de carbono à atmosfera, afirmou. Se os agrocombustíveis não contribuem à redução das emissões contaminantes e sua implantação representa fenômenos ambientais graves como o desmatamento da floresta amazônica, como se explica o brutal esforço internacional para estimular sua produção?

Os biocombustíveis são uma idéia muito atractiva, o termo bio vende muito, disse, mas não sou o único que critica os biocombustíveis, basta fazer os cálculos.

Michel recebeu o prémio Nobel de Química, junto com Johann Deisenhofer e Robert Huber, por determinar o funcionamento em detalhe da fotossíntese. Actualmente continua trabalhando no Instituto Max Planck de Biofísica da Alemanha, dedicada à pesquisa científica.

A União Européia decidiu que 5,75 por cento do transporte baseado em energias de origem fóssil deverá funcionar com agrocombustíveis antes de 2010. Recomendaria abolir essa directiva: com os biocombustíveis não se economizam emissões de dióxido de carbono, disse Michel a El País da Espanha.

Reconheceu que é evidente que temos que reduzir as emissões de dióxido de carbono se quisermos deter ou reduzir o aquecimento global, temos que mudar as energias fósseis para energias renováveis.

No entanto, Michel explicou que o processo de produção de agrocombustíveis representa a libertação de quantidades importantes de dióxido de carbono para a atmosfera. Pelo menos 50 por cento de toda a energia contida no biogás ou biocombustível procede de fontes fósseis, afirmou.

Para produzir alguns biocombustíveis, como o etanol, faz falta investir muita energia em forma de fertilizante, de transporte, e também na destilação do álcool, explicou.

Michel acrescentou que os agrocombustíveis são muito ineficientes do ponto-de-vista energético e que teríamos que plantar áreas extremamente extensas para satisfazer esse mercado.


O biocombustível que pode ser produzido por unidade de superfície e ano contém menos de 0,4 por cento da energia solar que tem recibido essa superfície no mesmo tempo, explicou. Como exemplo, que inclusive se não contarmos a energia que deve se investir em produzir os biocombustíveis, devemos levar em conta que cobrir a procura de electricidade da Alemanha com biocombustíveis exigiria dedicar toda a superfície do país a cultivos energéticos. Esses cultivos são uma forma muito pouco eficiente de usar o solo, sentenciou.

Michel esclareceu que a verdadeira alternativa é o uso de uma energia renovável como a solar. Poderíamos ter uma megainstalação solar no Saara, por exemplo, e transformar a energia que se obtivesse em alguma outra forma de energia que possa ser transportada, como o hidrogénio, explicou o cientista.

Fonte:
Rádio Mundo Real

terça-feira, 11 de setembro de 2007

Bem vindo,Dalai Lama!!!


Bandeira Nacional do Tibete e seu significado

Portugal não vai receber oficialmente Dalai Lama...tendo sido os portugueses, o primeiro povo ocidental a estabelecer contactos regulares com o povo tibetano.

Eis a lista de líderes e presidentes dos respectivos países, que receberam OFICIALMENTE Dalai Lama.


1.Leitura recomendada Valha-nos Dalai Lama, de Ana Gomes.

2.Programa da Visita de Dalai lama Lisboa 2007



3.Exploração abusiva, por parte da China, dos Recursos Naturais do Tibete

A exploração abusiva dos recursos naturais continua na forma como o programa nuclear da China foi elaborado usando o Tibete como uma zona de testes nucleares e depósito de resíduos nucleares, tornando o Planalto do Tibete num verdadeiro Los Alamos. Recentemente tem havido registos nas populações nómadas de doenças provocadas pela exposição a radiações.

4.O MEIO AMBIENTE NATURAL
Ensinamento de S.S. Dalai Lama extraido do livro Ética para o novo milénio


Se há uma área em que tanto a educação como os media têm uma responsabilidade particular é, creio eu, na do meio ambiente natural. Uma vez mais, esta responsabilidade tem menos a ver com questões de certo e de errado do que com uma questão de sobrevivência. A natureza é a nossa casa. Não é necessariamente sagrada ou santa, é simplesmente o lugar onde vivemos. É do nosso interesse olhar por ela. É do senso comum. Mas só recentemente o índice populacional, o poder da ciência e a tecnologia cresceram ao ponto de poderem ter um impacto directo sobre a natureza. Por outras palavras, até agora a Mãe Natureza tem tolerado o nosso descuido caseiro. Mas agora chegámos ao ponto em que ela deixou de poder aceitar o nosso comportamento em silêncio. Os problemas causados pela degradação ambiental podem ser vistos como a sua resposta ao nosso comportamento irresponsável. Está a avisar-nos que a sua tolerância tem limites.

As consequências de não termos sido disciplinados na maneira como nos relacionamos com o meio ambiente estão particularmente patentes no Tibete. Não é exagero dizer-se que o Tibete em que cresci era um paraíso selvagem. Qualquer viajante que tenha visitado o Tibete antes do meio do séc. XX pôde observá-lo. Os animais eram raramente caçados, excepto em áreas remotas onde as culturas não podiam crescer. Na verdade, era costume os funcionários governamentais promulgarem anualmente um despacho de protecção da vida selvagem que estipulava que ninguém, fosse ele humilde ou de nobre extracção, devia fazer mal ou exercer violência sobre os seres aquáticos ou os animais selvagens. As únicas excepções eram os ratos e os lobos.

Quando era jovem lembro-me de ver muitas espécies diferentes, por onde quer que viajasse fora de Lhasa. A principal recordação que eu tenho da viagem de três meses e 13 dias que fiz através do Tibete, desde o meu lugar de nascimento até Leste de Lhasa, onde fui formalmente proclamado Dalai Lama com a idade de quatro anos, é a da vida selvagem que encontrei ao longo do caminho. Vi inúmeras manadas de Kiang (burros selvagens) e drong (yak selvagens) vagueando livremente nas grandes planícies. De vez em quando, avistávamos ao longe manadas de gowa, a tímida gazela tibetana, de wa, o veado de lábios brancos ou de tso, o nosso antílope majestoso. Lembro-me também da fascinação que sentia pelos pequenos chibi, ou pika, que se juntavam em zonas onde cresciam as ervas. Eram tão sociáveis! Gostava de observar os pássaros: o digno gho (quebra-ossos ) planando lá no alto, por cima dos mosteiros, vivendo nas montanhas, os bandos de gansos (nangbar) e de vez em quanto, à noite, ouvir o pio do wookpa (bufo-pequeno).

Mesmo em Lhasa, não me sentia de nenhum modo desligado do mundo natural. Do alto do Potala, o palácio dos Dalai Lamas, passei horas sem conta nos meus aposentos, quando era criança, a observar o comportamento do khyungkar de bico vermelho que fazia o ninho nas fendas dos muros. Atrás do Norbulingka, o palácio de Verão, via frequentemente pares de trung trung (o grou japonês de pescoço negro), pássaros que representam para mim o epítome da elegância e da graciosidade, que lá viviam nos pântanos. E não posso deixar de mencionar a coroa de glória da fauna tibetana: os ursos e as raposas de montanha, o chanku (lobos), e o sazik (o belo leopardo-das-neves), e o sik (o lince) que semeava o terror nos agricultores nómadas ou o manso panda gigante, que é originário da fronteira entre o Tibete e a China.

Infelizmente já não se encontra esta profusão de vida selvagem, em parte devido à caça mas, sobretudo, devido à perca de habitat, que está hoje, meio século após a ocupação do Tibete, reduzido a uma pequena fracção do que era. Todos os tibetanos, sem excepção, com quem falei e que tinham visitado o Tibete após trinta ou quarenta anos, notaram a ausência marcante de vida selvagem. Enquanto em tempos havia áreas onde os animais selvagens se acercavam das casas, hoje é difícil vê-los seja aonde for.

Igualmente problemática é a devastação das florestas tibetanas. Dantes, as colinas eram densamente arborizadas. Hoje, aqueles que lá voltaram contam que elas estão rapadas como a cabeça de um monge. O governo de Beijing admitiu que as trágicas inundações da China ocidental e de outras zonas mais distantes, foram em parte devidas à desflorestação. No entanto, continuo a ouvir falar do vai e vem incessante de camiões que levam toros para fora do Tibete, em direcção a Leste. Esta situação é particularmente trágica devido ao facto de, em virtude do clima rigoroso e do terreno acidentado do país, a reflorestação requerer atenção e cuidados contínuos. Mas infelizmente não há indícios que isso se passe.

Há muito tempo, desde a chegada ao exílio, que me interesso de perto pelos problemas do ambiente. O governo tibetano no exílio teve um cuidado especial em sensibilizar as crianças às suas responsabilidades como habitantes deste frágil planeta. Falo nesta questão sempre que tenho oportunidade. Sublinho sempre a necessidade de considerarmos como as nossas acções, ao afectar o ambiente, são susceptíveis de afectar os outros. Reconheço que isto é por vezes difícil de avaliar. Não podemos declarar, por exemplo, com toda a certeza, quais são as consequências finais da desflorestação no solo e nas chuvas, nem quais as implicações para o sistema climatérico do planeta. A única coisa certa é que nós, humanos, somos a única espécie que tem poder para destruir a Terra. Nem os pássaros, nem os insectos, nem nenhum mamífero têm esse poder. Porém, se temos a capacidade de destruir a Terra, também temos a capacidade de a proteger.



5. Memórias Curtas: Edição excepcional da Egoísta, A PAZ finais de 2006, que reúne, testemunhos tão importantes como os de Dalai Lama, Adriano Moreira, Ramos Horta, Bento XVI,....

segunda-feira, 10 de setembro de 2007

Definindo o valor ambiental das tecnologias de informação (TI verde)

O assunto TI Verde é geralmente focado em avaliar como a tecnologia causa impacto ambiental em uma empresa e o que é necessário fazer para reduzir esse dano. Entretanto, as áreas de TI também devem estar cientes dos fatores que constituem o impacto ambiental total da empresa e até que ponto a TI pode ser um peso ou uma vantagem.

Simon Mingay, Andrea Di Maio

Principais constatações

A TI tem vários papéis quando se trata de aumentar ou reduzir o dano ambiental de uma empresa, que varia de acordo com o setor da indústria, produtos, serviços e processos de negócios.
Há três graus de impacto ambiental de TI: o impacto da própria TI, o impacto da TI nas operações do negócio e na cadeia de abastecimento, e o impacto da TI no consumo de produtos e serviços.
Apesar de diferentes setores da indústria tenderem a um equilíbrio diferente entre esses três graus, diferenças substanciais também podem ser encontradas dentro de um mesmo setor. Consequentemente, não é possível haver generalizações.

Recomendação

Dê ao impacto ambiental um tratamento de business case (em termos de custos, benefícios e riscos) e use a mesma abordagem adotada por qualquer projeto intensivo de TI.

ANÁLISE

O que Você Precisa Saber

A TI tem uma área de cobertura muito mais ampla do que as iniciativas de TI verde costumam, em geral, considerar. As áreas de TI devem articular os custos, benefícios e riscos que a tecnologia pode causar na política ambiental da empresa como um todo.

Ainda que a tentativa de tornar a TI mais verde deva continuar sendo uma preocupação, há áreas onde a implementação de mais TI pode contribuir de forma significativa para tornar uma empresa mais sustentável do ponto de vista ambiental.

Análise

O foco da TI verde está geralmente no fato de a informática ser um peso para o ambiente. Impactos negativos incluem o uso de substâncias perigosas, escassas ou não recicláveis; lixo eletrônico; alto consumo de energia; e emissões associadas ao resfriamento de equipamentos de alta potência. Isso significa que CIOs ou outros gerentes de TI que têm por objetivo fazer a TI verde, devem tentar alcançar, de modo geral, objetivos parecidos, independente da indústria a que possam pertencer.

Entretanto, a TI é somente uma das áreas que produz impactos ao ambiente dentro de uma empresa: criação de produto ou serviço, cadeia de abastecimento, produção, logística, distribuição, imóveis, deslocamento, política de compra e vários outros processos consomem ou influenciam a energia e geram desperdícios. Os clientes da empresa também contribuem para a sua área de cobertura ambiental no modo em que usam ou consomem o produto ou serviço.

Entendendo a escala relativa do impacto ambiental para determinar onde a TI pode ter mais impacto

Da perspectiva do gerenciamento de TI de uma empresa, há três graus de impacto ambiental:

O impacto de primeiro grau é aquele causado diretamente pela TI e pelas formas de comunicação usadas pela empresa. Isso inclui o lixo eletrônico e a distribuição de bens; consumo de recursos não renováveis, como energia usada no data center para computadores, equipamentos de impressão e de rede; a energia contida no ciclo de vida total de cada bem; e o comportamento do usuário.
O impacto de segundo grau se refere às operações e à cadeia de abastecimento, independente de o resultado final ser um produto, serviço, ou uma combinação de um produto e um serviço. Isso inclui os efeitos ambientais do consumo de material e de energia; emissões ou desperdícios provenientes da produção e de todos os processos operacionais; consumo de papel para fins administrativos; energia elétrica, sistema de aquecimento e de refrigeração para prédios; transporte da força de trabalho e locomoção; frotas de veículos; impacto no supply chain; e coleta de lixo. O componente de energia de tudo isso se torna parte da "energia incorporada" em um produto ou serviço — isto é, a energia usada na sua fabricação e distribuição.
O impacto de terceiro grau é o impacto ambiental na fase "em uso" ou na fase de entrega dos produtos e serviços da empresa — isto é, os impactos diretos da aquisição e uso dos produtos e serviços.
Alguns exemplos ajudam na explicação. Para um fabricante de automóveis, a energia gasta na montagem do automóvel, na produção de componentes pela sua cadeia de abastecimento e na remessa desses automóveis, na realização de pesquisa e desenvolvimento, e nos testes faz parte do segundo grau de impacto. A gasolina usada para os carros e as emissões de dióxido de carbono faz parte do terceiro grau. Finalmente, a TI que administra a fábrica, bem como todos os outros processos, constitui o primeiro grau do impacto.

Para um banco público, o segundo grau constitui principalmente o consumo de papel, transporte dos funcionários e ar condicionado usado nos escritórios. O terceiro grau está relacionado à emissão de carbono dos clientes: Eles precisam ir até os caixas? Eles podem fazer as coisas que precisam ser feitas de suas casas ou de seus escritórios?

É claro que essa ilustração não deve ser vista como uma generalização excessiva de diferentes setores da indústria (ver observação 1).

Isso é importante para avaliarmos a importância do impacto causado pela TI com relação às atividades de produção e de consumo. Na maioria das indústrias de produção onde há um significativo processamento de materiais ou onde o processo é particularmente intensivo quando se trata de energia, a contribuição de primeiro grau proporcionada pela TI à área de cobertura ambiental é muito pequena, o que sugere que a maior função da TI possa estar usando a TI para minimizar os efeitos do segundo e terceiro graus. Entretanto, a contribuição proporcionada pela TI à área de cobertura ambiental da empresa torna-se relevante em setores como o de serviços financeiros ou governo, onde o processamento e as transformações são na maioria das vezes relacionadas às informações ao invés de materiais, e onde o transporte ou os deslocamentos não sejam significativos, devido à natureza de suas operações. É claro que isso não pode ser generalizado mesmo em um setor da indústria, pois cada empresa tem seu próprio perfil de impacto ambiental.

Entender onde as operações da empresa causam maior dano ambiental, bem como o impacto durante o ciclo de vida do produto ou serviço, do início ao fim, é um fator crítico para se determinar onde uma intervenção pode trazer benefícios por meio de inovação e investimento.

Onde a aplicação da TI tem mais impacto?

A TI e a internet transformaram a sociedade e o mundo comercial. A TI já produz efeitos ambientais positivos significativos ao administrar organizações de forma eficiente e ao propiciar saúde e segurança ambiental, e outros sistemas de controle. ATI tem um papel importante ao aprimorar a sustentabilidade ambiental da nossa sociedade, economias, empresas e serviços públicos.

São várias as aplicações futuras da TI que podem melhorar a sustentabilidade ambiental:

Base de dados de materiais e substâncias
Administração de desperdícios
Substituição de deslocamento
Otimização nos transportes
Sistemas de controle para aquecimento, energia elétrica e refrigeração
Administração de energia
Mecanização de sistemas de gerenciamento ambiental
Administração de cadeia de abastecimento
O aspecto interessante é que a política de TI verde pode passar de uma obrigação para se tornar uma vantagem por meio da redução da emissão do carbono nos processos de produção e de consumo. Alguns exemplos incluem as tecnologias operacionais para melhorar os processos de produção e o consumo de energia, mecanização, administração de frotas, aumento de serviços online para os clientes e para os funcionários a fim de minimizar a necessidade de deslocamento para locais específicos, serviços móveis que serão fornecidos onde e quando necessário, e assim por diante. Apesar de as preocupações ambientais não serem provavelmente um propulsor primário para os intensivos investimentos de TI, essas preocupações terão cada vez mais importância para dar suporte ao caso de negócio.

Observação 1. Áreas de Cobertura Ambiental de Diferentes Empresas

Em algumas indústrias do setor de produção, a proporção entre o primeiro e o segundo graus combinados é consideravelmente menor do que o terceiro grau, enquanto que em outras indústrias a proporção é o oposto. A Figura 1 mostra que diferentes indústrias possuem perfis diferentes e que provavelmente isso seja verdade para as indústrias de serviços em que níveis iguais de transporte estão envolvidos. Entretanto, a ilustração torna-se imprecisa para indústrias onde vários transportes ou frotas de veículos estejam envolvidos.

Data de Publicação: 5 de setembro de 2007

domingo, 9 de setembro de 2007

O Descodificador - lutas sociais,OGM, propriedade, interesses económicos- texto de Boaventura de Sousa Santos


Imagem retirada daqui onde podem visulizá-la mais ampliada

O Descodificador
Publicado na Visão em 30 de Agosto de 2007
Fonte:
Centro de Estudos Sociais
Frequentemente, um pequeno acontecimento revela aspectos da vida colectiva que, apesar de importantes, permanecem submersos na consciência dos cidadãos e na opinião pública. A destruição de um campo de milho transgénico no Algarve é um desses acontecimentos. Através dele revelaram-se entre outras, as questões da legitimidade das lutas sociais, da propriedade privada, da influência dos interesses económicos nas legislações nacionais, do papel do Estado nos conflitos sociais, da construção social da perigosidade de certos grupos sociais e da possível nocividade dos organismos geneticamente modificados (OGM) para a saúde pública.
As lutas sociais são frequentemente compostas de acções legais e ilegais. Os actos fundacionais das democracias modernas foram, quase sem excepção, ilegais: greves e manifestações proibidas, lutas clandestinas, insurreições militares (como o 25 de Abril), actos que hoje consideramos terroristas (como os do terrorista Nelson Mandela). Em certos contextos, os activistas podem escolher entre meios legais e ilegais (como no caso vertente), noutros, não têm outra opção que não a da ilegalidade.
A propriedade privada é um alvo difícil porque as concepções sociais a seu respeito são muito contraditórias e evoluem historicamente. Os primeiros impostos sobre o capital industrial não foram considerados pelos empresários como uma violação do direito de propriedade? Há violações da propriedade privada que não causam qualquer comoção social apesar de serem graves, por exemplo, os salários em atraso. No caso dos transgénicos, o tratamento do direito de propriedade apresenta contradições flagrantes. Enquanto, por um lado, a polinização cruzada faz com que culturas convencionais venham a ser contaminadas pelos OGM, o que, sendo uma violação do direito de propriedade, não levanta nenhum clamor. Por outro lado, um agricultor canadiano, vítima de polinização cruzada, foi obrigado a pagar uma indemnização à Monsanto, empresa de sementes, por ter violado o direito de propriedade desta (a patente) ao usar sementes que tinham sido contaminadas contra a sua vontade.
Estas contradições decorrem do fortíssimo lobby das grandes empresas de sementes, cinco ou seis a nível mundial, na legislação e nas políticas nacionais. Só essa pressão explica: que Portugal (durante um tempo visto como refúgio da agricultura biológica e orgânica da Europa) seja hoje um dos seis países a aceitar os transgénicos; que a legislação portuguesa seja tão enviesada a favor dos OGM que quase parece ter sido redigida pelos advogados das empresas; que o ministro da triste figura faça, de um campo de milho, um campo de batalha a exigir imediata ajuda humanitária; que os técnicos do Estado apaguem, como ciência, as press releases da Monsanto e escamoteiem a questão principal: se os OGM fazem mal às borboletas e outros animais inferiores porque não accionar o princípio da precaução?
Este lobby encontra no caldo de cultura conservador da opinião pública o contexto ideal para estigmatizar a oposição aos seus interesses. E assim os activistas são transformados em ecofascistas ou terroristas light.

Outro texto de BSS em 2000, O MacMártir e os Alimentos Transgénicos publicado na Visão em 21 de Setembro de 2000 não perdeu actualidade, a reler portanto.

Mais textos e sítios relacionados


Guia OGM 2006 - Greenpeace Francesa- descarregue o PDF

sábado, 8 de setembro de 2007

Dia Internacional da Alfabetização

O Dia Mundial da Alfabetização, data criada pela Organização das Nações Unidas (ONU) e pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) no ano de 1967, é comemorado em 08 de setembro e tem como principal objetivo fomentar a alfabetização em vários países. A alfabetização não é apenas o processo de aprendizagem de ler e escrever, pois é também um dos elementos responsáveis pelo desenvolvimento de um país.

Um país cuja população é alfabetizada e letrada apresenta melhores índices de desenvolvimento humano. Isso porque, ao entrarmos em contato com o conhecimento, temos aumentadas as chances de conseguirmos um emprego melhor e, por consequência, melhores salários. Alfabetizar a população pode alterar significamente os rumos de um país e, focados nesse objetivo, vários países têm assumido o compromisso de combater o analfabetismo. Os resultados desses esforços já foram notados, com a alfabetização atingindo cerca de 84% da população mundial, segundo dados da ONU.

Conforme a Declaração Universal dos Direitos Humanos,

A alfabetização influi de maneira decisiva na vida das pessoas: uma sociedade alfabetizada e letrada certamente é uma sociedade melhor e mais bem organizada. Saber ler e escrever é fator essencial para o empoderamento e autoestima de homens, mulheres e crianças, energia que pode alterar os rumos de um país. Esse é apenas mais um dos inúmeros motivos para que o conhecimento seja, de fato, democratizado e chegue para o maior número de pessoas, não importando questões geográficas ou sociais. Contudo, atualmente, conforme pesquisa realizada pela ONU, 781 milhões de adultos em todo o mundo não sabem ler, escrever ou contar, e cerca de 250 milhões de crianças são consideradas analfabetas funcionais, isto é, passaram pela escola, mas não conseguem compreender aquilo que leem. Esses números alarmantes apenas comprovam que o desafio de alfabetizar e disseminar o conhecimento deve ser visto como prioridade.

Infelizmente, cerca de 250 milhões de crianças são consideradas analfabetas funcionais
Infelizmente, cerca de 250 milhões de crianças são consideradas analfabetas funcionais

A alfabetização é uma peça-chave para a diminuição das injustiças sociais, já que a circulação de ideias e saberes está intrinsecamente relacionada com a diminuição da pobreza. Infelizmente, no Brasil, o dia 8 de setembro, Dia Mundial da Alfabetização, ainda não pode ser amplamente comemorado, visto que o Indicador do Analfabetismo Funcional (Inaf) 2011-2012 trouxe dados que revelam que, embora o acesso às escolas tenha sido facilitado, a inclusão no sistema de ensino não melhorou os níveis de alfabetização. Isso significa que frequentar a escola (sobretudo a escola que sabemos estar distante do ideal) não garante a alfabetização e o letramento de homens e mulheres, o que aumenta ainda mais o desafio de levar o conhecimento pleno para todo cidadão brasileiro. Como dizia Monteiro Lobato, "um país se faz com homens e livros", e é por intermédio da educação que a sociedade será transformada.

Por Luana Castro