quarta-feira, 30 de novembro de 2005

Extractos do Código da Publicidade

O Código da Publicidade, publicado em lei em Outubro de 1990, estabeleceu os princípios que procuram evitar alguns desses riscos. Assim, por exemplo, não é permitida a publicidade que:

- pela sua forma, objecto ou fim, ofenda os valores, princípios e instituições fundamentais constitucionalmente consagrados;
- se socorra, depreciativamente, de instituições, símbolos nacionais ou religiosos ou personagens históricas;
- estimule ou faça apelo à violência, bem como a qualquer actividade ilegal ou criminosa;
- atente contra a dignidade da pessoa humana;
- contenha qualquer discriminação em virtude da raça ou do sexo;
- utilize, sem autorização da própria, a imagem ou as palavras de alguma pessoa;
- utilize linguagem obscena;
- encoraje comportamentos prejudiciais à protecção do ambiente;
- tenha como objecto ideias de conteúdo sindical, político ou religioso;
- utilize idioma de outros países;
- não seja inequivocamente identificada como tal, qualquer que seja o meio de difusão utilizado;
- na rádio ou televisão, não seja claramente separada da restante programação, através da introdução de um separador no início e no fim do espaço publicitário.
- apresente imagens subliminares ou outros meios dissimuladores que explorem a possibilidade de transmitir publicidade sem que os destinatários se apercebam da natureza publicitária da mensagem;
- não respeite a verdade e deforme os factos;
- não apresente a origem, natureza, composição, propriedades e condições de aquisição dos bens ou serviços publicitados de forma exacta e passível de prova, a todo o momento, perante as instâncias competentes;
- de qualquer forma, incluindo a sua apresentação, e devido ao seu carácter enganador, induza ou seja susceptível de induzir em erro os seus destinatários ou possa prejudicar um concorrente;
- atente contra os direitos do consumidor;
- encoraje comportamentos prejudiciais à saúde e segurança do consumidor, nomeadamente por deficiente informação acerca da perigosidade do produto ou da especial susceptibilidade da verificação de acidentes em resultado da utilização que lhe é própria;
- apresente ou descreva situações onde a segurança não seja respeitada;
- incite directamente os menores, explorando a sua inexperiência ou credulidade, a adquirir um determinado bem ou serviço;
- incite directamente os menores a persuadirem os seus pais ou terceiros a comprarem os produtos ou serviços em questão;
- contenha elementos susceptíveis de fazerem perigar a integridade física ou moral dos indivíduos, designadamente pelo incitamento à violência;
- explore a confiança especial que os menores depositam nos seus pais, tutores ou professores.
- apresente menores como intervenientes principais nas mensagens publicitárias em que não se verifique existir uma relação directa entre eles e o produto ou serviço veiculado.
- utilize comparações que não se apoiem em características essenciais, afins e objectivamente demonstráveis dos bens ou serviços ou que os contraponha com outros não similares ou desconhecidos;
- promova o consumo de bebidas alcoólicas a menos que não se dirija especificamente a menores e, em particular, não os apresente a consumir tais bebidas, não encoraje consumos excessivos, não menospreze os não consumidores, não sugira sucesso, êxito social ou especiais aptidões por efeito do consumo, não sugira a existência, nas bebidas alcoólicas, de propriedades terapêuticas ou de efeitos estimulantes ou sedativos, não associe o consumo dessas bebidas ao exercício físico ou à condução de veículos e não sublinhe o teor de álcool das bebidas como qualidade positiva.
- promova sob qualquer forma o consumo de tabaco;
- promova veículos automóveis em situações ou sugestões de utilização do veículo que possam pôr em risco a segurança pessoal do utente ou de terceiros, contenha situações ou sugestões de utilização do veículo perturbadoras do meio ambiente ou apresente situações de infracção das regras do Código da Estrada, nomeadamente, excesso de velocidade, manobras perigosas, não utilização de acessórios de segurança e desrespeito pela sinalização ou pelos peões.

terça-feira, 29 de novembro de 2005

Excesso de emissões de CO2 em Portugal- Louçã alerta para multas

Multas ambientais podem custar duas Otas


Há dias falamos na Área de Projecto sobre automóveis alternativos e os alunos perguntaram-me onde há postos de abastecimento de carros híbridos/eléctricos?E as oficinas?


A vantagem consiste em armazenar energia excessiva (por exemplo travagens) produzida pelo motor a combustão e depois reutiliza-la com o motor eléctrico (exemplo arranque).
Para isso essa energia precisa de ser armazenada em baterias no veículo.
Sendo assim, os veículos usam combustível vulgar, e podem abastecer em qualquer posto de combustível convencional.
Alguns veículos híbridos permitem carregar directamente essas baterias. É a mesma situação dos veículos eléctricos, pois estes não possuem motor a combustão. (exemplo algumas scooters)
Nesses casos o "posto de abastecimento" é simplesmente a tomada eléctrica lá de casa.

Qualquer oficina repara carros híbridos.
(Obrigado Carlos Oliveira e Francisco Ferreira pelos esclarecimentos prestados).

Documentário fundamental


O consumo é estimado em 180 miles per galon, o que equivale a 1,31
litros/100km.


Começa a ser cada vez mais tentador o mudar de automóveis para eléctricos, híbridos e utilizar scooters e/ou bicicletas elétricas ou a energia metabólica.
Se nada fizermos pagaremos multas com o custo de duas OTAS, como alerta e muito bem o Prof. Francisco Louçã

domingo, 27 de novembro de 2005

Boulogne - Violin Concerto in D Major


Que maravilhoso concerto!! Lembrei-me também de Joseph Boulogne, porque era mestiço, talvez um dos primeiros compositores europeus cuja mãe era ex-escrava negra nas plantações das Caraíbas.
É bom relembrar a História com ensinamentos para um mundo mais tolerante, numa altura em que a Europa está a regressar à xenofobia!!

sábado, 26 de novembro de 2005

DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS DO ANIMAL


[proclamada pela UNESCO em sessão realizada em Bruxelas em 27 de Janeiro de 1978]
Preâmbulo

Considerando que todo o animal possui direitos, Considerando que o desconhecimento e o desprezo destes direitos têm levado e continuam a levar o homem a cometer crimes contra os animais e contra a natureza, Considerando que o reconhecimento pela espécie humana do direito à existência das outras espécies animais constitui o fundamento da coexistência das outras espécies no mundo, Considerando que os genocídios são perpetrados pelo homem e há o perigo de continuar a perpetrar outros, Considerando que o respeito dos homens pelos animais está ligado ao respeito dos homens pelo seu semelhante, Considerando que a educação deve ensinar desde a infância a observar, a compreender, a respeitar e a amar os animais, PROCLAMA-SE O SEGUINTE:
Artigo 1º

Todos os animais nascem iguais perante a vida e têm os mesmos direitos à existência.
Artigo 2º

1 - Todo o animal tem o direito a ser respeitado.

2 - O homem, como espécie animal, não pode exterminar os outros animais ou explorá-los violando esse direito; tem o dever de pôr os seus conhecimentos ao serviço dos animais.

3 - Todo o animal tem o direito à atenção, aos cuidados e à protecção do homem.
Artigo 3º

1 - Nenhum animal será submetido nem a maus tratos nem a actos cruéis.

2 - Se for necessário matar um animal, ele deve de ser morto instantaneamente, sem dor e de modo a não provocar-lhe angústia.
Artigo 4º

Todo o animal pertencente a uma espécie selvagem tem o direito de viver livre no seu próprio ambiente natural, terrestre, aéreo ou aquático e tem o direito de se reproduzir. 1 - Toda a privação de liberdade, mesmo que tenha fins educativos, é contrária a este direito.
Artigo 5º

Todo o animal pertencente a uma espécie que viva tradicionalmente no meio ambiente do homem tem o direito de viver e de crescer ao ritmo e nas condições de vida e de liberdade que são próprias da sua espécie.

1 - Toda a modificação deste ritmo ou destas condições que forem impostas pelo homem com fins mercantis é contrária a este direito.
Artigo 6º

Todo o animal que o homem escolheu para seu companheiro tem direito a uma duração de vida conforme a sua longevidade natural.

1 - O abandono de um animal é um acto cruel e degradante.
Artigo 7º

Todo o animal de trabalho tem direito a uma limitação razoável de duração e de intensidade de trabalho, a uma alimentação reparadora e ao repouso.
Artigo 8º

A experimentação animal que implique sofrimento físico ou psicológico é incompatível com os direitos do animal, quer se trate de uma experiência médica, científica, comercial ou qualquer que seja a forma de experimentação.

1 - As técnicas de substituição devem de ser utilizadas e desenvolvidas.
Artigo 9º

Quando o animal é criado para alimentação, ele deve de ser alimentado, alojado, transportado e morto sem que disso resulte para ele nem ansiedade nem dor.
Artigo 10º

Nenhum animal deve de ser explorado para divertimento do homem.

1 - As exibições de animais e os espectáculos que utilizem animais são incompatíveis com a dignidade do animal.
Artigo 11º

Todo o acto que implique a morte de um animal sem necessidade é um biocídio, isto é um crime contra a vida.
Artigo 12º

Todo o acto que implique a morte de um grande número de animais selvagens é um genocídio, isto é, um crime contra a espécie.

1 - A poluição e a destruição do ambiente natural conduzem ao genocídio.
Artigo 13º

O animal morto deve de ser tratado com respeito.

1 - As cenas de violência de que os animais são vítimas devem de ser interditas no cinema e na televisão, salvo se elas tiverem por fim demonstrar um atentado aos direitos do animal.
Artigo 14º

Os organismos de protecção e de salvaguarda dos animais devem estar representados a nível governamental.

1 - Os direitos do animal devem ser defendidos pela lei como os direitos do homem.

sexta-feira, 25 de novembro de 2005

Biografias- Arthur Tansley, botânico inglês que criou a palavra "ecossistema"

Sir Arthur George Tansley  ( 15 de Agosto de 1871 – 25 de Novembro de 1955) foi um botânico inglês, pioneiro na ecologia das plantas e na ciência da ecologia. Ele obteve seu diploma em Ciências Biológicas em 1896, com especialização em botânica e zoologia. . Desde o início, ele foi muito influenciado pela ecologista dinamarquês Eugenius. Defendeu o ecossistema pem 1935 e ecótopos em 1939. Tansley foi um dos fundadores da Sociedade Britânica Ecológica e editor do Journal of Ecology durante 20 anos.  A revista de botânica New Phytologist, foi fundada por Tansley em 1902. A Tansley Review constituiu uma série, com artigos que sintetizam as tendências atuais no pensamento botânico, e ainda hoje constituem as bases Tansley em reconhecimento dos seus interesses de largura e importância para a disciplina como um todo. A Medalha de Tansley é concedido anualmente e nomeado em sua honra.
De 1926 escreveu e delineou Objectivos e métodos no estudo da vegetação em que Tansley e Thomas Ford Chipp editaram para o comité britânico vegetação e foi extremamente influente não só na definição de métodos ecológicos, mas em destacar a necessidade de um inventário completo do império, nos chamados "activos de vegetação". Com esta informação, seria possível gerir eficientemente os vastos recursos naturais do império. 
Arthur Tansley também teorizou sobre a psicologia, com ênfase psicanalítica, e escreveu um obituário de Sigmund Freud. The New Psychology e sua relação com a vida (1920)  foi o seu primeiro livro para atrair um público grande. Uma pesquisa recente por Peder Anker afirmou uma estreita relação entre a ecologia teórica Tansley e sua psicologia.

Referências no wikipedia

Página web densamente rica em Tansley (inglês)

quinta-feira, 24 de novembro de 2005

Pessoa - que sou coisa natural



Saúdo todos os que me lerem,
Tirando-lhes o chapéu largo
Quando me vêem à minha porta
Mal a diligencia levanta no cimo do outeiro.
Saúdo-os e desejo-lhes sol,
E chuva, quando a chuva é precisa,
E que as suas casas tenham
Ao pé duma janela aberta
Uma cadeira predilecta
Onde se sentem, lendo os meus versos.
E ao lerem os meus versos pensem
Que sou coisa natural -
Por exemplo, a arvore antiga
A´ sombra da qual crianças
Se sentavam com um baque, cansados de brincar,
E limpavam o suor da testa quente
Com a manga do bibe riscado.

Alberto Caeiro, Guardador de Rebanhos 8 - 03 - 1914
Ainda sobre Fernando Pessoa, Poesia, Educação Ambiental e Lusofonia

A propósito do Ministério da Educação diminuir para três os exames nacionais de 12º, retirando os exames de Português e Filosofia para alunos dos Cursos Científicos e Tecnológicos, subscrevo inteiramente a opinião do Prof.Jose Adelino Maltez - investigador em Ciência Política- e convidado hoje dos comentários na SIC Notícias, que é mais um atentado à Lingua Portuguesa, quando é esse facto que nos torna até agora a 5ª Potência Mundial!!
Ainda no seguimento dos comentários e mais adiante, afirmou que não iria comentar nada sobre futebol, explicando que infelizmente o volume diário de informação dos jornais portugueses sobre e acerca do Futebol no nosso País é a mesma que a obra completa de Fernando Pessoa!
Portanto aconselho também os meus leitores a partir deste momento ler e conhecer melhor as páginas escritas no
Tempo Que Passa.

Mais textos e crónicas sobre Fernando Pessoa no Bioterra.

terça-feira, 22 de novembro de 2005

Actividades docentes, Agricultura Biológica, Directiva REACH, campanha anti-Monsanto, Semana da Ciência e outras informações

Estou a ter problemas informáticos com o servidor de comentários.Já lhes escrevi e espero que o problema se resolva.Gostaria de agradecer, por este meio, todos os contributos e apoio recebidos em prol da situação dos professores em Portugal. Aliás, o desgaste a que eu e outros professores estão a ser submetidos é bem patente na redução quase drástica com que consigo escrever de forma mais regular no BioTerra, em relação ao início.

Gostaria de ter partilhado com mais detalhe os meus momentos de aprendizagem do Curso de Agricultura Biológica, que terminou no sábado passado e que foi dinamizado pela
Horta da Formiga.



Desejaria também partilhar convosco e com mais detalhes como se está na minha Escola EB 2,3 de Matosinhos a desenvolver a Agenda 21 Escolar. Convidei a formadora Jaona Oliveira da Futuro Sustentável e fez-se uma Acção de Formação. Ficamos muito contentes porque aderiram 20 professores e houve grande debate em torno da Agenda 21.



Emails que adio,não tenho tempo de ler e divulgar...muito menos e, pena minha, visitar bloggers de meus amigos....



E tantas coisas que vão surgindo e tão importantes ser debatidas e não vejo como por parte da comunicação social e, insisto, ainda há alguma distância dos cidadãos relativamente a certos aspectos que também lhes deviam dizer respeito, como por exemplo: o Dia do Mar, o Registo de Licenças de Emissão , o protesto da Grenpeace que despejou toneladas de carvão à porta de Blair e a importância da Directiva REACH....

Se estiver de acordo após a leitura do que a Directiva Reach represente, clique aqui para apelar aos nossos eurodeputados para que se aprove a Directiva REACH.


Esta semana é a Semana da Ciência. Estão previstas mais de 700 actividades. Consulte o site Ciência Viva e não perca algumas, perto de si.

Finalmente,chegou-me também a informação da Irina Maia, editora do blogue
Hortelã-Verde que podemos escrever directamente à Monsanto opondo-nos a toda a sua política corporativa. Saiba mais sobre as actividades da Organica Consumers aqui
Join OCA's campaign to mobilize one million consumers to end Monsanto's global corporate terrorism.


Voltarei, espero eu, ainda esta semana!Um abraço a todos e boas ecoacções!


segunda-feira, 21 de novembro de 2005

George Monbiot - Um mundo virado do avesso

Para quem ainda não conhece o excelente jornalista, George Monbiot pode consultar neste site os seus livros, os principais textos e intervenções actualizadas em inglês.
A Informação Alternativa vai disponiblizando os seus textos em português aqui.
Neste momento as montanhas - as Catedrais da Terra - irão ser invadidas por milhões de turistas da neve...bem até talvez daqui uns dez anos a vinte anos (os cientistas apontam para 2020 grnades alterações climáticas no Mediterrâneo com impactos no turismo e nas populações dos países do Sul da Europa)...se até lá nada fizermos...

Mas vale a pena fazer o esforço contrário...há tantas e boas alternativas....bastava uma Democracia Participativa e umas mãos verdes e teríamos a Utopia do presente e futuro sustentáveis!!

Um mundo virado do avesso é portanto de leitura obrigatória!
Atenção especial também aos recursos bibliográficos no fim do texto!

A negação da mudança climática atravessou quatro etapas. Primeiro os lobistas dos combustíveis fósseis disseram‑nos que o aquecimento global era um mito. Depois concordaram que ele estava a ocorrer, mas insistiram que era uma coisa boa: podíamos cultivar vinho nas Pennines e tirar férias mediterrânicas em Skegness. Depois admitiram que os malefícios superavam os benefícios, mas disseram que custaria mais combatê‑los do que tolerá‑los. Agora eles atingiram a etapa 4. Eles anuíram que seria mais barato prevenir do que negligenciar, mas mantiveram que agora é tarde demais. Este é o seu argumento mais persuasivo.
Hoje, os climatologistas do Snow and Ice Data Centre vão publicar os resultados da última observação por satélite do gelo do oceano Árctico [1]. Parece que a cobertura deste mês será a mais baixa alguma vez registada. O Árctico, avisam, poderia já ter atingido o ponto de ruptura: o momento para lá do qual o aquecimento se torna irreversível [2]. Conforme o gelo desaparece, a superfície do mar torna-se mais escura, absorvendo mais calor. Menos gelo se forma, por isso mais escuro o mar se torna, e assim progressivamente.
No mês passado, a New Cientist noticiou que algo similar está a acontecer na Sibéria. Pela primeira vez, há registo de que o permafrost [camadas permanentemente geladas]ocidental da Sibéria está a derreter [3]. À medida que isso acontece, liberta o metano armazenado na turfa. O metano tem um impacto vinte vezes superior ao dióxido de carbono no aquecimento da atmosfera. Quanto mais gás a turfa libertar, mais quente o mundo se tornará, e mais o permafrost derreterá.
Há duas semanas atrás, cientistas da Universidade de Cranfield descobriram que os solos na Grã-Bretanha têm estado a libertar o carbono que contêm: conforme a temperatura sobe, a decomposição da matéria orgânica acelera, o que causa mais aquecimento, o que causa mais decomposição. O solo deste país já libertou dióxido de carbono suficiente para neutralizar os cortes de emissões que realizamos desde 1990 [4].
Estes são exemplos de feedback positivo: efeitos de auto-reforço que, uma vez despoletados, são difíceis de travar. Estão a fazer-se sentir muito antes do que era suposto. O painel intergovernamental sobre mudança climática, que prevê até onde a temperatura mundial é provável subir, ainda não teve tempo de incluí-los nos seus cálculos. A corrente previsão – de 1,4 para 5,8 graus neste século – é quase certamente muito baixa.
Há uma semana, eu diria que se é tarde demais, então um factor sobre todos os outros é responsável: o peso esmagador dos grandes negócios na política económica. Proibindo os governos de intervir efectivamente no mercado, as corporações obrigam-nos a não fazer nada a não ser esperar e olhar enquanto o planeta coze. Mas na quarta­‑feira descobri que isso não é assim tão simples. Numa conferência organizada pelo Building Research Establishment, testemunhei uma coisa extraordinária: as companhias a solicitar regulação mais dura, e o governo a recusar conceder [5].
Os gestores ambientais da BT e da Jonh Lewis (que detém a Waitrose) queixaram-se de que sem padrões elevados a que toda a gente tenha que se conformar, as suas companhias põem­‑se a elas próprias em desvantagem se tentarem ser ecológicas. «Tudo isso conta», disse o homem de Jonh Lewis, «são custos, custos e mais custos». Se ele comprar iluminação amiga do ambiente e os seus competidores não, ele perde. Como resultado, disse, «eu dei as boas vindas à Energy Performance of Buildings Directive [Directiva de Desempenho de Energia dos Edifícios] da UE, pois vai forçar os retalhistas a tomar esses assuntos a sério» [6]. Sim, eu ouvi o grito do unicórnio: um executivo corporativo a dar as boas vindas a uma directiva europeia.
E do governo? Nada. Elliot Morley, o ministro para a mudança climática propôs-se fazer tão pouco quanto lhe fosse permitisse. Os responsáveis do Departamento de Comércio e Indústria, em resposta a um gemido colectivo dos homens de fato, insistiram que as medidas que algumas companhias queriam seriam «uma indevida intervenção no mercado».
Foi extremamente frustrante. Os homens de fato tinham vindo para revelar tecnologias do tipo que realmente poderia salvar o planeta. Os arquitectos do Atelier Ten tinham desenhado um sistema de refrigeração inspirado nas galerias escavadas pelas térmites. Instalando um labirinto de betão nas fundações, eles poderiam manter mesmo um grande edifício num sítio quente – como o centro de artes que tinham construído em Melbourne – a uma temperatura constante sem ar condicionado [7]. A única energia de que precisavam era para comandar os ventiladores que puxam o ar frio para cima, usando 10% da electricidade requerida para sistemas de ventilação normais.
O homem de uma companhia chamada PB Power explicou como os 400 megawatts de resíduos quentes despejados para o Tamisa pela central eléctrica a gás em Barking poderiam ser aproveitados para aquecer as casas circundantes. Uma firma chamada XCO2 projectou uma turbina de vento praticamente silenciosa, que se dependura, como uma corda de roupa, de um eixo vertical. Pode ser instalada no meio de uma cidade sem perturbar ninguém.
Só estas três tecnologias poderiam reduzir as emissões de carbono em milhões de toneladas sem causar qualquer declínio da nossa qualidade de vida. Como milhares de outras, elas estão prontas para arrancar imediatamente e quase universalmente. Mas o seu uso não será alargado enquanto os governo não agirem: continua a ser mais barato para as companhias instalar as velhas tecnologias. E o governo não agirá porque isso seria «uma indevida intervenção no mercado».
Essa não foi, descobri agora, a primeira vez que as corporações solicitaram regulação. Em Janeiro, o presidente da Shell, Lord Oxburgh, insistiu que «os governos em países desenvolvidos precisam de introduzir taxas, regulações ou planos... para aumentar os custos da emissão de dióxido carbono» [9]. Ele listou as tecnologias requeridas para substituir os combustíveis fósseis, e observou que «nada disso irá acontecer se o mercado ficar entregue a si próprio». Em Agosto as cabeças da United Utilities, British Gas, Scottish Power e da National Grid juntaram-se aos Amigos da Terra e Greenpeace no apelo por «regulação mais dura para o ambiente urbano» [10].
Chega da demanda perpétua dos thinkthanks para «tirar o governo das costas dos negócios». Qualquer firma que queira desenvolver novas tecnologias quer novas regras mais duras. É a regulação que cria o mercado.
Então porque é que o governo não age? Porque compactua com as companhias sujas contra as limpas. A desregulação tornou-se o teste da sua virilidade: o sinal de que deixou para trás os maus velhos tempos do planeamento económico. Sir David Arculus, o homem nomeado por Blair para dirigir a Better Regulation Task Force [Equipa de Trabalho para Melhor Regulação] do governo, é também vice­‑presidente da Confederação da Indústria Britânica, a voz mais insistente na necessidade de pôr o mercado à frente da sociedade. É difícil de imaginar um conflito de interesses mais óbvio.
Não acredito que seja tarde demais para minimizar a mudança climática. Muita da evidência sugere que poderíamos ainda impedir o ecossistema de derreter, mas só reduzindo as emissões de gases de efeito estufa em 80% até 2030. Estou a trabalhar num livro que mostra como isso pode ser feito, tecnicamente e politicamente. Mas tornou-se agora claro para mim que o obstáculo não é o mercado mas o governo, acenando um tratado com orelhas de cão que prova algum ponto num debate que o resto do mundo esqueceu.
________
[1] Isto foi reportado por Steve Connor, no dia 16 de Setembro de 2005.
Global warming ‘past the point of no return’. The Independent. Mas o centro acabou de anunciar que os seus resultados não serão publicados até ao final do mês. http://nsidc.org/news/
[2] Steve Connor, ibid.
[3] Fred Pearce, “Climate warning as Siberia melts”. New Scientist, 11 de Agosto de 2005.
[4] John Pickrell, “Soil may spoil UK’s climate efforts”. New Scientist, 7 de Setembro de 2005.
[5] Resource ‘05, 13-15 Setembro de 2005. BRE, Watford.
[6] Bill Wright, director de energia e ambiente, John Lewis Partnership.
[7] Ver
http://www.atelierten.com/ourwork/profiles/0513-federation-square.pdf.
[8] Quiet Revolution 6kW. Brochura da XCO2. Offord St, London.
www.xco2.com/quietrevolution
[9] Lord Oxburgh, 27 de Janeiro de 2005. Citado no comunicado de imprensa da Greenpeace:
Shell Chair urges government to act now on climate change.
[10] Tony Juniper et al, Letter to Margaret Beckett and other ministers, 1 Agosto de 2005. Disponível a pedido aos Amigos da Terra [Friends of the Earth]

domingo, 20 de novembro de 2005

Alberto Carneiro- arte ecológica



Biografia e mais imagens de uma exposição aqui


Alberto Carneiro nasceu no Coronado a 20 de Setembro de 1937. 
Entre os dez e os vinte e um anos de idade, aprendeu o ofício de santeiro nas oficinas de arte sacra da sua terra natal.
Diplomado pela Escola de Belas Artes do Porto (1961-1967) e Pós-Graduado pela Saint Martin`s School of Art de Londres (1968-1970).
Bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian (Porto 1962-1967 e Londres 1968-1970).
Professor Associado, Agregado pela Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto.
Leccionou no Curso de Escultura da Escola de Belas Artes do Porto (1971-1976), no Curso de Arquitectura da Universidade do Porto (1970-1999) e foi responsável pela orientação pedagógica e artística do Circulo de Artes Plásticas, Organismo Autónomo da Universidade de Coimbra (1972-1985).
Dedicou-se ao estudo do Zen, do Tao, do Tantra e da Psicologia Profunda.
Viajou pelo Oriente e pelo Ocidente para viver e interiorizar outras culturas.
Expõe desde 1963. 
Realizou 73 exposições individuais e participou em cerca de cem exposições colectivas em Portugal e no estrangeiro.
Teve exposições retrospectivas ou antológicas no CAC do Museu Soares dos Reis, Porto (1976), na Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa (1991), na Fundação de Serralves , Porto (1991), no Museu Machado de Castro e Galeria do Pátio da Inquisição, Coimbra (2000), no Centro Galego de Arte Contemporânea, Santiago de Compostela (2001), no Museu de Arte Contemporânea, Funchal (2003) e no Centro Cultural de Cascais (2005).
Representou Portugal nas Bienais de Paris (1969), de Veneza (1976) e de São Paulo (1977). 
Está representado em Museus e Colecções , em Portugal e no Estrangeiro.
Realizou esculturas públicas em Portugal, Eslovénia , Inglaterra, Irlanda, Coreia do Sul, Equador, Ilha Formosa, Andorra e foi convidado a conceber uma obra para o Projecto Arte y Naturaleza de Huesca, Espanha.
Criou o Museu Internacional de Escultura Contemporânea nos espaços públicos da Cidade de Santo Tirso com a realização dos Simpósios Internacionais de Escultura (1991-2010) e iniciou a instalação do Parque Internacional de Escultura Contemporânea na Vila de Carrazeda de Ansiães , convidando um escultor de renome internacional em cada ano de 2002 a 2012.
Publicou textos e dois livros, um em co-autoria, sobre Arte e Pedagogia.
É Prémios: Rocha Cabral da Academia Nacional de Belas Artes (1963), Meireles Júnior, ESBAP, (1962 e 1963), Teixeira Lopes, ESBAP (1965), Nacional de Escultura (1968), Da Crítica-Soquil (1971), Nacional de Artes Plásticas – AICA/MC (1986), Antena 1 (1987/88) e Tabaqueira de Arte Pública (2004).
Recebeu as Comendas de Grande Oficial da Ordem do Infante D. Henrique (1994) e de Mérito Cultural de Primeira Classe do Equador (1998) e a Medalha de Ouro do Concelho de Santo Tirso (1993).


Leituras adicionais
Alberto Carneiro e a poética da terra-Naturlink
Alberto Carneiro: A evidência da natureza na construção da relação humana com o mundo- Porta 33

segunda-feira, 14 de novembro de 2005

Mátria

Tudo é pleno de amor
Os rebentos beijam o solo
As algas e as conchas visitam as areias
Há um longo jogo de sedução
entre o vento e as folhas
entre o sémen e o óvulo
No pico mais alto da árvore
é azul
Esta é a Terra amada
Eis Mátria
A Terra é minha Pátria
João Soares

domingo, 13 de novembro de 2005

O valor do imaterial

Há todas as razões ecológicas e ambientais em abraçar também este Projecto.Uma delas é que o próprio Gerês é uma serrania internacional: na Galiza temos o Parque Natural Baixa Limia-Serra do Xurés e no Minho temos o Parque Nacional Peneda-Gerês .
Alguns rios também são luso-galaicos!
E hoje há uma manifestação relembrando a tragédia do Prestige e a criação da Plataforma Nunca Más!
Portanto a cooperação luso-galaica já existe e será ainda mais estreita com a aprovação mais que justa pela UNESCO do Projecto encaminhado e determinante da Associação Pontes...nas Ondas!
Transcrevo na íntegra o texto de apresentação:

O vindeiro 25 de novembro saberemos se o traballo de máis de catro anos, levado adiante en primeiro lugar pola asociación "Ponte... nas Ondas!", ten o seu merecido éxito. Ese día, a Unesco fará pública a resolución sobre a candidatura multinacional proposta baixo a denominación "As Tradicións Orais Galaico-Portuguesas: Simboloxía e apropiación do medio natural" como Obra Mestra da Humanidade. Todo un conxunto de saberes comúns, transmitidos oralmente de xeración en xeracións, sobre o que pende a ameaza da desaparición. Porén, a candidatura non só predende conservar esta tradición, senón poñela en valor. Porque do que se trata é dun patrimonio para o futuro.

Assina também pelo futuro


Apoiamos a Candidatura do Patrimonio Inmaterial Galego-Portugués


Ay ondas de Vigo
Martín Codax

Ondas do mar de Vigo,
se vistes meu amigo?
E ay Deus, se verra cedo!

Ondas do mar levado,
se vistes meu amado ?
E ay Deus, se verrda cedo!

Se vistes meu amigo,
o por que eu sospiro?
E ay Deus, se verni cedo!

Se vistes meu amado,
por que ey gran coydado?
E ay Deus, se verra cedo!

sexta-feira, 11 de novembro de 2005

Construindo a Paz Através da Cooperação Ambiental

Incrível, mas que eu saiba em Portugal ainda ninguém se disponibilizou a traduzir ou pelo menos tornar acessível nos motores de busca o documento Estado do Mundo 2005.

É lamentável esta situação e concerteza que há técnicos de informática e tradutores à espera de um emprego nesta área....por favor poupem-me os discursos de choque tecnológico.

Encontrei-o traduzido no Brasil. E a dica foi dada pela Vivianne, que como eu também faz parte da excelente Rede Brasileira de Educação Ambiental.Obrigada.

Para download completo do livro, clique aqui (gratuito e em formato Zip)

Neste livro não é por acaso que dos NOVE capítulos, CINCO apelam fortemente à Paz!!!

Portanto seleccionei-os para todos e podem clicar nos links abaixo para download individual dos capítulos e/ou leitura prévia dos resumos.

Capítulo 5: Gerindo Disputas e Cooperação Hídricas, Aaron T. Wolf, Annika Kramer, Alexander Carius e Geoffrey D. Dabelko - download aqui ver resumo

Capítulo 6: Mudando a Economia do Petróleo, Thomas Prugh, Christopher Flavin, e Janet L. Sawin - download aqui ver resumo

Capítulo 7: Desarmando as Sociedades Pós-guerra, Michael Renner - download aqui ver resumo

Capítulo 8: Construindo a Paz através da Cooperação Ambiental, Ken Conca, Alexander Carius, e Geoffrey D. Dabelko - download aqui ver resumo

Capítulo 9: Estabelecendo os Fundamentos para a Paz - Metas do Milênio, Hilary French, Gary Gardner e Erik Assadourian - download aqui ver resumo


O apelo feito pelo meu post em que eu afirmei que através da Educação Ambiental se promoverá a Paz, propus a tod@s que aderissem à causa da Paz, colocando no site/blogue este poster tem mais aderentes.

EU ESCOLHI A PAZ ! MY CHOICE IS PEACE ALL OVER THE WORLD!

PAZ -PEACE - PACO- PACE- PAIX- SHALOM- SALAAM- SHANTY- - 평화 - Мир - 平和 - Ειρήνη - 和平 -SELAM VREDE- PAKE - HETEP- RAHU - ASHTE - IRINI - HEIWA - SULH - MIR
PHYONGH'WA - EMIREMBE - PACI - FRED - SULA - POKOJ - PASCH - MIERS- UKUTHULA


CopY/Paste and put in your site/blog.Thank You.

Já aderiram

Como Um Objecto Não Identificado

Golfinho

Flora e Fauna

Arde o Azul

Fazendo Caminho

Rebelonya

One

Anjos e Demonios

Não façam quebrar esta rede apelando à Paz.Deixem uma mensagem na caixa dos comentários a indicar que concordam ou enviem por mail para bioterra@iol.pt

Somos hóspedes e não senhorios da natureza e temos que desenvolver um novo paradigma para o desenvolvimento (Mikhail Gorbachev Presidente da Green Cross International)

quarta-feira, 9 de novembro de 2005

Climate Mash- o vídeo e o poema.

Agora que BP irá conquistar um dos redutos selvagens mais protegidos no Alaska, nesta negociata cega pelo petróleo e pela propaganda/ditadura do automóvel - vejam só chega a haver anúncios cá em Portugal de prédios de condomínio privado em se oferece um Mercedes Benz, promovido pela AMORIM IMOBILIÁRIA. Diz assim o anúncio:
Apartamentos 5 estrelas equipados com um Merceds Benz....trata-se de um empreendimento em Gaia, perto dos Jardins (que são de betão e cimento) na Arrábida!!
Acha a sua vida confortável?? Aprecia mesmo as mais de duas horas diárias perdidas no tráfego, para que uns poucos milionários estejam a destruir a passos largos um bem precioso que é a Terra? Não temos motivos e meios mais que suficientes para mudar este estado de caotico?
A ONG
Clear the Air produziu um filme muito pedagógico chamado Climate Mash.

Podem vê-lo aqui (demora um pouco a descarregar, mas vale a pena).

Deixo também aqui no BioTerra o poema da canção. Interessante também é ler as referências
(disponiblizadas aqui em pdf).

CLIMATE MASH SCRIPT
To the tune of “Monster Mash” by Bobby Pickett and Lenny Capizzi.
Parody lyrics by Peter Altman.

We were hiking past the White House late one night
When our eyes beheld an eerie sight
The president appeared, with folks very strange
The zombies and vampires of global climate change
“Its not global warming”, say oil company disciples
“According to our math, its natural weather cycles.”
Claims from these and other industry heavies let
The president rest behind his own protective levees.
(the climate mash)
They’re doing the climate mash
(the climate mash)
Real science is bashed
(the climate mash)
Solutions are trashed
(the climate mash)
and they do it for the cash.
The creatures were having fun
Our congress was overrun
We couldn’t tell the mindless zombies
From the elected ones.
Now we do know how to stop this, we have the technology
But first we have to get past industry ideology.
We need your help, I’m glad to show you how;
Tell your leaders in Washington to save our climate now.

Divulgá-los é um pequeno contributo para sensiblizar mais pessoas para esta causa e uma maior consciência de que muita publicidade é enganosa e só uma mudança de atitudes - boicote à BP e outras empresas petrolíferas e reduzir o uso do automóvel, por exemplo - poderão inverter erros atrás de erros que a tod@s nos afectam. Para quê ser petroólico??

sábado, 5 de novembro de 2005

Ten Chi (Céu e Terra) - Pina Bausch

Em Ten Chi (Céu e Terra), a artista procura mais uma vez descrever o mundo e as emoções, mas focando-se desta vez nas crianças e o poder da imaginação. The images make the fantasies of the audience take flight, afirma a coreógrafa. Nesta peça, Bausch e a sua companhia trabalharam durante dois anos com crianças procurando entender os seus sentimentos, captar a sua inocência e visão do mundo. Depois, transportaram para o palco todo esse brilho infantil por nós, adultos, já esquecido. É um trabalho sobre a infância, decorado com música de Norah Jones, Club dês Belugas, Kreidler, Plastikman, Ryoko Moriyama, entre outros, e textos de José Saramago, Bertold Brecht, Ruth Berlau, e Wislawa Szymborska.[Fonte: Rua de Baixo]

sexta-feira, 4 de novembro de 2005

Lutar contra a praga publicitária


Cartaz Adbuster

Neste mês que se falará do Dia Sem Compras e da Semana do Eco-Consumidor, devemos estar mais em alerta e exigir mecanismos mais estreitos e eficazes para regular a publicidade.

Como bem se afirma neste artigo traduzido, a publicidade cria falsas necessidades e provoca despesas inúteis, para além de gerar um novo e crónico problema social que é o sobre-endividamento das famílias, levando-as a um consumo supérfluo e fútil. A publicidade contribui poderosamente ainda para o esgotamento dos recursos naturais e para a criação de colossais quantidades de lixo. Afasta os homens do seu dever de solidariedade para com os outros e para com o seu meio ambiente.No fundo, a publicidade não é necessária à economia: para chegar a esta conclusão basta pensar que nos últimos anos, a publicidade aumentou 5 vezes mais que o crescimento económico real. A publicidade é necessária, isso sim, à batalha suicidária e canibal das partes concorrentes no cego e todo poderoso mercado!

O BioTerra sempre esteve contra esta praga da publicidade. Além da recolha do texto, fiz um poema meu inspirado neste cartaz da Adbusters


Praga Publicitária

Somos infectados por um vírus logo mal nascemos
Não estamos imunizados
Chama-se publicidade

É um vírus de transmissão fácil
Porque é um vírus da linguagem
É uma linguagem com vírus
Danifica valores, destrói toda a ética
Oprime e intromete-se nas liberdades individuais

Interfere no ciclo do amor e da confiança
produzindo e formulando
homens e mulheres objecto
como se tratassem de
produtos acabados, para usar e deitar fora
É um vírus que produz
um mundo virtual e dopante
De contaminação rápida e
muito poluente

Imuniza-te contra este vírus pandémico
Chama-se publicidade
João Soares

quarta-feira, 2 de novembro de 2005

Mais Jardins na Blogosfera

Publico aqui mais blogues que habitualmente visito mas que por falta de disponibilidade só agora os estou a linkar e a divulgar .Alguns são bem recentes.Outros já garantiram leitores fiéis. Pode parecer uma listagem, mas cada um tem particularidades e objectivos diferentes.Confere tu mesmo...

1. Vulgar de Lineu . Aconselho vivamente conhecer o outro blogue do mesmo autor: Bandeira ao Vento

2. Blogue de Cheiros

3. Lugar do Olhar Feliz

4. Le Jardin de Sophie

Espero que tenhas gostado tanto deles como eu e que bom também seria para o BioTerra:
- pertenceres e estares empenhado(a) com alguma das ONG de defesa do Ambiente local ou nacional (no BioTerra, aí no lado esquerdo podes encontrar várias e respectivos sites;há até algumas Associações também com blogues- vê na secção Terra Viva);
- praticares hábitos ecológicamente mais adequados;
- exigires mais jardins públicos, exigires a classificação de árvores da tua aldeia,vila e cidade,
- praticares o belo desporto da CAÇA FOTOGRÁFICA

Se mais ideias que te surgirem, podes pôr na caixa de comentários!

Fica o apelo...se estás disposto(a) a dar um contributo mais proactivo...precisamos de mais gente...vem conhecer-nos!!