quinta-feira, 31 de março de 2005

A Ouvir A Certain Ratio- Forced Laugh



E bem-vindos ao ex-Hulme websítio ou memórias de realidades de Manchester hiper-industriais, mas forte em todas as artes e expressões e (in)segurança. A Manchester das décadas 60 a 90, preservada agora em arquivo digital.

quarta-feira, 30 de março de 2005

Hector Zazou feat. R. Sakamoto - Harar et les Gallas

Zazou adaptou uma canção tradicional etíope, em memória de Arthur Rimbaud. Sublime e sedutora.




Do álbum "Sahara Blue" - 1992; Voz de Ketema Mekonn.

Oferta de Zazou em 1992, Sahara Blue, foi baseada numa ideia de Jacques Pasquier. Pasquier sugeriu Zazou comemorar o 100 º aniversário da morte do autor Arthur Rimbaud através da criação de música com poesia de Rimbaud. Contribuições incluem palavras faladas de Gérard Depardieu, Dominique Dalcan e música de Brendan Perry e Lisa Gerrard dos Dead Can Dance, Tim Simenon, e David Sylvian. 
Hector Zazou (11 de julho de 1948, 08 setembro de 2008) foi um prolífico compositor e produtor musical francês que trabalhou, produziu e colaborou com uma série de artistas internacionais. Ele trabalhou nos seus próprios álbuns e de outros artistas , incluindo Sandy Dillon, Mimi Goes, Barbara Gogan, Sevara Nazarkhan, Carlos Núñez, o grupo italiano PGR, Anne Grete Preus, Laurence Revey, e desde 1976 com Sainkho Namtchylak.

segunda-feira, 28 de março de 2005

Planeta Água

Livros: A ONU calcula que o conjunto das necessidades básicas de alimentação, águapotável, educação e cuidados médicos da população mundial poderia ser coberta com uma taxa de menos de 4% sobre a riqueza acumulada das 225 maiores fortunas. Satisfazer os requisitos básicos de água e saneamento de todo o mundo custaria apenas 13 biliões de dólares, sensivelmente, a mesma quantia que a população dos Estados Unidos e da União Europeia despende anualmente em perfume. - Ignacio Ramonet, (1998). The politics of hunger.



Blogosfera: Há 800 mil portugueses sem água canalizada, o que corresponde a 8% da população do país. Na Europa, 140 milhões de pessoas, 16% da população, não tem água canalizada em casa, dos quais 41 milhões não têm sequer acesso a água potável. Ora, isto acontece na Europa dos dias de hoje, a Europa industrializada e rica, da União Europeia e do Euro. Uma das zonas mais ricas do planeta. A nível global dão-se diariamente 22 mil mortes por falta de água potável. 1,1 mil milhões (mais de 1/6 da população mundial) não tem acesso adequado à água.


Bem-vindos amigos do Terra-Viva à blogosfera!


Campanhas 1 Além da Quercus, Geota e LPN, multiplicam-se campanhas de gestão eficiente da água.O Ecoclube de Mindelo aproveita a efeméride para lançar uma campanha de sensibilização para a poupança de água. A partir de hoje serão realizados inquéritos porta-a-porta, em toda a Freguesia, com o objectivo de analisar os comportamentos em termos de consumo de água. Foram produzidos 1.000 exemplares de um folheto com conselhos práticos para a poupança.


Campanhas 2 - e as autarquias de que estão à espera?


Já agora não esqueçam a importância da poluição da água e seus efeitos para a nossa sobrevivência e dos organismos vivos!

Agora também somos o País do golfe, não é? Bem, nunca se sabe, agora com o aquecimento global irreversível se não vêm crocodilos para o Algarve!

domingo, 27 de março de 2005

Marcha pelo decrescimento do consumo - um exemplo do ecologista francês François Schneider

François Schneider parte sobre as estradas, a pé, com um burro. O objectivo: ir ao encontro dos seus contemporâneos para sensibiliza-lo para a necessidade do decrescimento. Foi um tempo em que os vendedores desempenhavam um papel extremamente importante nas campanhas. Permitiam trocas indispensáveis entre regiões e difundiam também certas notícias.
Nem as nossas campanhas nem as nossas cidades têm necessidade mais de marmitas, nem sal hoje em dia. Não faltamos mais, para a maior parte, de necessidades básicas. Enquanto que a superfície urbanisée aumenta incessantemente, que importamos sempre mais bens inúteis, que as viagens aumentam incessantemente em velocidade e distância, e que perturba as nossas escolhas de materiais com vida curta  ou produtos meio usados, muito devido em parte dos meios de comunicação social e a classe política que é dedicada a um culto estranho do crescimento e sempre mais. Na nossa sociedade não falta bens e serviços, faltamos em contrapartida de divisão das riquezas e faltamos de decrescimento do nível médio de consumo. O nível de consumo de recursos e de poluição imputável aos países da OCDE (França inlcuída) cria um risco para os ecossistemas mundiais e um modelo devastador para o resto do mundo. Perante o bloqueio dos canais de informação temos necessidade de novos vendedores, também não dos vendedores de bens, mas dos vendedores de ideias, dos vendedores de decrescimento. A 28 de Julho de 2004, assim decidi partir com a burra Jujube para experimentar o ofício de vendedor de decrescimento. Assim deixei Luc-en-Diois, uma aldeia de 500 habitantes do fundo do vale do Drôme, para juntar-se a Thiviers na Dordogne, onde realiza-se uma universidade de verão do decrescimento, seguidamente o oceano.
Acompanhe o dia a dia de François Schneider e informe-se aqui mais porque desenvolvimento é a guerra e porque é importante a Carta do Decrescimento.

sábado, 26 de março de 2005

Acreditar


Se não ACREDITAR, como é que ainda sou Professor? Pois acredito na mudança, no alargamento de horizontes, no progresso intelectual dos jovens e nos idosos, também...ACREDITAR que no presente marcaremos o(s) caminhos do futuro...ACREDITAR que o cinema, o romance, a poesia, o teatro, a música, a pintura e todas as Artes e os jogos de matemática são tão proactivos e fazem muito mais pela alma e humanidade que o dinheiro ou ter bens ou parecer ter...Associo ao dinheiro todas as asneiras que leio todos os dias...Nele não acredito nem um pouco...gosto dele para obter a sobrevivência básica...apenas.Depois, estamos longe, muito longe das ideias de Alvin Toffler ou Herman Hesse no Jogo das Contas de Vidro. Vamos regredir....ou alguns manda-chuvas querem-nos pobres dos mais pobres e cheios de medos, para não acreditar jamais. Estamos a viver a época mais escravizante, sem que as multinacionais disparem um tiro sequer...este neo-capitalismo é asfixiante e torturador...É CRIME!!


"O mundo é um lugar perigoso, não apenas pelos praticam o Mal, mas sobretudo pelos que olham e nada fazem" ~ Albert Einstein

"The world is a dangerous place, not because of those who do evil, but because of those who look on and do nothing." ~ Albert Einstein

sexta-feira, 25 de março de 2005

A negociata do carbono

A tradução não é das melhores, mas compreende-se que é importante estarmos alerta com o comércio de emissões (ETS - emissions trading scheme). No Ondas ( ele não levará a mal que retire esta parte da sua mais recente postagem) explica que é um dos 3 mecanismos de implementação do protocolo de Quioto, cujo objectivo é impôr aos países industrializados a redução nas suas emissões de gases com efeito de estufa (CO2 e metano) 5.2% relativo aos níveis de 1990. O esquema europeu cobra actualmente cerca de 12.000 empresas que geram cerca de 64% dos gases com efeito de estufa. Esta quota exclui os gases dos transportes e os produzidos pelas famílias. Este comércio implica que a indústria tem de limitar as suas emissões quer pela introdução de tecnologias limpas quer pela negociação da sua quota. Se, por exemplo, uma central de energia está a produzir 10% mais do que o estabelecido pelo governo, poderá comprar toneladas de carbono a uma empresa mais limpa que esteja a poluir muito menos do que o limite que lhe foi estabecido. O mercado nunca funcionará devidamente enquanto todos poderem poluir tanto que apenas alguns se poderão dar ao luxo de comprar as sobras das empresas mais limpas. E é isso que está a contecer na Europa. Ver mais sobre a negociata do carbono.
Fiz algumas outras investigações e descobri esta excelente ONG, a Carbontrade Watch que nos alerta para a já desflorestação exercida nas terras brasileiras pela monocultura do eucalipto. Agora também pelo comercio de meissões estas são consideradas carbono-redutoras da região Norte!!! Vejam as fotografias!!
O monoculture do eucalyptus emergiu em Brasil sem o consultation de povos locais. Rather, foram forçados fora de suas terras brutal durante o dictatorship militar. Aqueles que resistiram tudo têm as histórias a dizer. Histórias que o banco de mundo, as instituições financeiras, as companhias e os governos nunca se incomodaram ouvir. As plantações do eucalyptus são responsáveis para uma lista longa da degradação ambiental que faz exame de muitos formulários including a água e a contaminação do solo com o over-use de agro-toxics, da diversão da água, poluição de ar, e nos danos irreversible de alguns casos à outra espécie da planta e do animal. Todos estes fatores, por sua vez, afetam a vida humana - primeiramente em comunidades rurais. "o modernisation agricultural" introduzido perto após governos militares e civis de rupturas de imposto maciças envolvidas Brasil, de empréstimos e de outros formulários do auxílio do governo a fim construir o infrastructure industrial para a exportação. O monoculture em grande escala do eucalyptus tem um history longo da sustentação das instituições financeiras internacionais (IFIs). O formulário o mais novo da expansão neo-liberal no setor é projetos negociando a poluição. A emissão que se negoceia agora aparece no horizonte como um outro obstáculo no esforço. O pretnso "Desenvolvimento Sustetavel" considera que as plantações são "carbono redutores" para os níveis perigosos da poluição no norte.
Para obter mais informações
http://www.sinkswatch.org/
http://www.cdmwatch.org/
http://www.wrm.org.uy/
http://www.cornerhouse.org/
http://www.fase.org.br/
http://www.fern.org/
http://www.risingtide.org.uk/

quinta-feira, 24 de março de 2005

Portugal pára com a importação de Madeiras Exóticas

Greenpeace e Quercus tentaram bloquear carregamento de madeira da Amazónia

22.03.2005 - 18h31 Lusa, PUBLICO.PT
Activistas da Greenpeace e da Quercus tentaram esta tarde impedir, sem sucesso, a entrada do navio "Skyman" no porto de Leixões, descendo em "rappel" de uma ponte móvel, em protesto contra um "carregamento de madeira proveniente de empresas envolvidas em abate ilegal e destrutivo na Amazónia".

O comércio de madeira da Amazónia proveniente do abate ilegal e destrutivo está relacionado com a corrupção, o roubo de terras públicas, a violência contra as comunidades locais e, em alguns casos, com homicídios. Ao não tomar medidas para controlar este problema, Portugal pode ser considerado cúmplice destes crimes, afirmou Marcelo Marquesini, coordenador da Campanha Amazónia do Greenpeace.Portugal é o quinto maior importador mundial de madeira da Amazónia brasileira, de acordo com a Quercus. Hélder Spínola, presidente da associação, considera que é tempo de Portugal assumir a sua responsabilidade e não fechar os olhos às actividades ilegais que ocorrem nos países produtores.

Conheçam e divulguem a importância da certificação de madeira, a Forst Stewarship Council FSC . Trata-se de uma estratégia que poderá inverter a tendência de desflorestação no mundo e o combate á corrupção.Por exemplo o contraplacado amigo-do-ambiente utilizado pelos activistas da Quercus e do Greenpeace é certificado pelo Forest Stewarship Council (FSC).

80% das florestas primárias do planeta foram já degradadas ou destruídas, e apenas 20% permanecem intactas. As florestas tropicais da Indonésia estão a desaparecer a um ritmo inigualável no planeta. Uma área equivalente à da Bélgica é destruída todos os anos (aproximadamente 30 mil km2, 1/3 da área de Portugal). Os nossos governos estão a falhar na protecção das florestas primárias da destruição através do corte ilegal e destrutivo.( Dados de 2004)

quarta-feira, 23 de março de 2005

CARTA ABERTA AOS REPRESENTANTES DA ESSON-MOBIL EM PORTUGAL

Uma iniciativa do Grupo Gaia Porto!!
Depois de ler isto ainda vai comprar gasolina nos postos ESSO?

Excelentíssimos Senhores,
Num dos períodos mais conturbados que a humanidade enfrenta, cumprem-se 2 anos desde que as tropas norte-americanos deram início à invasão do território iraquiano desencadeando assim um processo que resultou, e continua a resultar, na morte de milhares de civis inocentes assim como a destruição de praticamente todas as infra-estruturas económicas do país. Nos Estados Unidos da América, potência hegemónica - ao nível militar, económico e ideológico -, são os interesses de determinadas entidades corporativas, com um elevado poder económico (a maior parte dessas corporações possui uma riqueza financeira em muitos casos superiores ao P.I.B. de diversos países), que acabam por determinar e configurar a orientação e agenda dos principais agentes políticos do país. Essa agenda, pelas suas características dominantes, acaba por ditar hoje a realidade de cerca de 6 mil milhões de indivíduos em todo o planeta .A base do fundamentalismo neo-conservador republicano radica no poder económico e político de determinadas empresas que estabelecem como princípio primordial de toda a sua acção o seu próprio lucro financeiro, indiferentes aos custos ecológicos e sociais, entre outros, que a obtenção desse lucro possa implicar. Entre elas adquire particular preponderância, destacando-se pelo seu peso económico e complexa rede de influências que possui ao nível da presente administração republicana, assim como o seu envolvimento na questão iraquiana, a empresa que representam: a EssoMobil. Naquilo que não é certamente uma coincidência, é também uma das corporações que mais activamente tem exercido uma enorme e eficaz pressão junto das instâncias governamentais republicanas no sentido de inviabilizar aquela que é uma das únicas e mais importantes iniciativas, o único tratado internacional, destinadas a estabelecer medidas práticas no sentido de enfrentar o problema do aquecimento global: O protocolo de Quioto. O que nos opõem, então, à conduta da EssoMobil? Desde 1997 a EssoMobil despendeu um valor semelhante a 47 milhões de dólares em actividades de “lobbying” junto de diversas instâncias governamentais. Nas eleições de 2000 destinou cerca de 89% do seu orçamento para financiamento eleitoral na eleição de candidatos republicanos. Obviamente que esse investimento, como ficou demonstrado por toda a linha política da administração Bush, terá tido o seu retorno em benefícios diversos. Através de uma forte e eficaz política de “lobbying” a Esso foi capaz de assegurar a retirada dos Estados Unidos do Protocolo de Quioto, garantindo assim que os E.U.A., ao invés de procederem a uma mudança de orientação alicerçada no desenvolvimento das energias renováveis, persistissem utilizando um velho e cada vez mais inviável modelo de desenvolvimento (mas altamente lucrativo para a Esso) baseado na dependência do país e de toda a economia mundial em relação aos combustíveis fósseis. Para além desse facto, a EssoMobil continua a negar qualquer responsabilidade pelas alterações climáticas, financiando de forma explícita estudos e cientistas detractores das evidências científicas que apontam para a gravidade das alterações climáticas, e a despender milhões de dólares em campanhas de desinformação. Tem também vindo a tentar, de forma persistente, desacreditar as evidências científicas mais inquestionáveis que demonstram uma óbvia correlação entre o aquecimento global e a utilização de energias fósseis. Em Abril de 2002, o Dr. Robert Watson, presidente do Painel Intergovernamental para as Alterações Climáticas (umas das mais importantes autoridades científicas sobre o assunto), foi destituído do seu cargo graças à pressão exercida pela delegação governamental norte-americana, isto alguns meses após o envio de uma carta por parte da Esso à administração Bush no sentido de pedir apoio no afastamento do Dr. Watson. Ao contrário de outras companhias petrolíferas, que dão os primeiros paços no sentido de investir em energias limpas, a EssoMobil continua a persistir na sua filosofia conservadora de não investir virtualmente nada em energias renováveis e obstar de forma activa e esses esforços. A Esso possui também um registo histórico que evidencia um confrangedor desrespeito pelos direitos humanos, nomeadamente no que diz respeito a uma gravíssima cumplicidade na violação de direitos humanos em Aceh, na Indonésia, tendo mesmo cedido as suas instalações para a realização de interrogatórios e prática de tortura. Ou pela brutal opressão sobre diversos movimentos de cidadãos organizados contra a construção de alguns oleodutos no Chade e nos Camarões. Entre outros casos. Em 1999, aquando da sua fusão com a Mobil, a Esso foi a primeira empresa norte-americana a rescindir com um acordo de não discriminação em função da orientação sexual dos trabalhadores. Ao nível da destruição de diversos ecossistemas naturais a conduta da Esso não é, também, de menor importância ou de natureza menos danosa: A construção de diversos oleodutos e poços de extracção em diversas áreas do planeta têm contribuído para a destruição irreversível de diversos habitates. Destacam-se, por exemplo, diversas áreas protegidas no Árctico, nas Ilhas Sakhalin - Rússia, diversas zonas de floresta tropical até então virgem no Chade e Camarões, entre outras áreas no Alaska e Canadá. Trinta anos depois da tragédia do Exxon Valdez, no Alasca, a factura da limpeza das costas do Alasca continua ainda, em larga medida, por ser paga pela Esso. É ainda de referir que as próprias refinarias da Esso são responsáveis pela deterioração das condições de vida de diversas comunidades, disseminando em seu redor substâncias químicas e gases poluentes em locais onde as pessoas vivem, trabalham e as crianças brincam. Na sequência da vaga de “despenalização” das autoridades americanas face às agressões ambientais por parte dos grandes agentes poluidores, as refinarias serão autorizadas a aumentar as suas emissões de forma dramática. A EssoMobil é a maior companhia petrolífera do mundo e, simultaneamente, através das instâncias de poder norte-americanas, uma das companhias mais influentes à escala global. Certamente podemos afirmar que se temos hoje uma mundo repleto de conflitos bélicos e invasões militares efectuadas em prol do acesso a bens geo-estratégicos como o petróleo ou toda uma sociedade baseada num paradigma energético insustentável, alicerçado nas energias fósseis, isso deve-se, sem esquecer também a (ir)responsabilidade política da actual administração, à capacidade que corporações como a EssoMobil, e muito particularmente a EssoMobil, têm de determinar a agenda política da maior potência mundial e os contornos de actuação da generalidade das entidades monetárias e políticas internacionais. Hoje, mais do que nunca, é importante sabe-lo e compreender as suas implicações. Dessa forma denunciamos também as responsabilidades que a EssoMobil tem no desencadear de uma das mais violentas invasões militares dos últimos tempos: A invasão do Iraque e a consequente morte (sem referir sequer os feridos) de cerca de 100 mil civis inocentes (números aproximados). Por todos estes motivos encontrámo-nos aqui hoje a desenvolver esta acção de protesto e sensibilização e, assim, o GAIA vem demonstrar o seu apoio à “Stop ExxonMobil Alliance” naquilo que constitui um esforço sem precedentes de diversas organizações ecológicas e grupos de defesa dos direitos humanos e pró-democracia no sentido de denunciar as “nublosas” práticas e sistemáticos abusos da EssoMobil, prometemos, ainda, tudo fazer no sentido de obstar à política ignominiosa e conduta de actuação que a entidade que representam tem vindo a desenvolver no nosso planeta.
Atenciosamente, GAIA - Porto
Mais informação disponível em:
http://www.pacificenvironment.org/stopexxonmobil

terça-feira, 22 de março de 2005

Recados de um (manda-)Chuva na prateleira, por Adelaide Chichorro Ferreira

Adelaide Chichorro Ferreira
enviado para publicação a 31.1.2005, publicado a 13 de Março de 2005 no Diário de Coimbra

Em política andam todos a «mandar vir», mas sem sucesso neste assunto em particular. A chuva é caprichosa, não vem quando a pedimos. Por outro lado, também não há manda-chuvas perfeitos. Por mais determinados que se apresentem, por mais ultimatos que façam às nuvens, não conseguem fazer chover, e o que é facto é que só com as lânguidas lágrimas de Inês não vamos a lado nenhum em defesa da vida, a qual não é somente a humana. Mesmo assim, mandar (ao menos um bocadinho) era o que políticos e gestores deviam fazer, porque é para isso que são eleitos ou pagos. O facto é que esta seca já exige atitude (vulgo «tomates»). Por muito que espante o pobre cidadão «televisado», a água dos rios é a mesma que nos sai pela torneira e que rega os tomates, além de que é em muitos casos dela que ainda dependemos em termos energéticos, enquanto não nos rendermos aos painéis fotovoltaicos (e não me refiro somente aos colectores solares). Eis pois algumas sugestões absolutamente necessárias no momento presente, que me foram comunicadas por um manda-chuva virtual há tempos por mim colocado em segurança numa prateleira, já não sei se antes se depois de um tsunami. Encare portanto o leitor esta seca, da política e não só, como um desafio ao seu engenho e adopte uma atitude positiva, mesmo se for para dizer não aos gastos de água supérfluos.

1. Não tome banho de imersão e prefira somente os duches rápidos. Se habitualmente usa o banho de imersão para relaxar, experimente em vez disso massajar-se com umas compressas de água quente no corpo. Se estiver constipado, um pouco de gengibre ralado espremido na água com que faz a compressa faz maravilhas (mas sobre isso consulte um especialista em macrobiótica).

2. Não tome banho todos os dias. Note que se não tomar banho todos os dias salvaguarda as suas feromonas naturais (responsáveis pelo sex-appeal) e poupa muito em hidratantes da pele.

3. Se tiver mesmo que tomar banho de imersão, reutilize pelo menos alguma da água nas plantas da sua varanda e por isso use champôs e sabonetes à base de produtos naturais, que ao menos adubam a terra.

4. Se beber mais líquidos «limpa-se» por dentro também, e talvez isso seja mais importante do que limpar-se apenas por fora.

5. Dilua o champô com água, a fim de não sobrecarregar os aquíferos com produtos químicos, uma vez que quando a água é pouca eles têm mais dificuldade em desaparecer. Além disso, proceder assim dá sensivelmente o mesmo resultado, com a vantagem de não estragar o cabelo (ou os pelos da barba).

6. Feche a torneira quando lavar os dentes e use preferencialmente um copo para bochechar.

7. Não lave a loiça em água corrente: encha primeiro o lava-loiças e não abuse do detergente (ponha apenas um bocadinho para não poluir os aquíferos).

8. Não coma tanto à base de gorduras: custa muito mais a lavar a loiça no fim.

9. Coma menos carne: para se produzir carne é preciso muito mais água do que para cultivar vegetais.

10. Recorra, se puder, a torneiras ou a autoclismos de poupança de água ou regule-os com esse objectivo.

11. Prefira limpar a sanita de vez em quando (reveze-se nesse trabalho com os outros membros da família, estabelecendo um calendário) à colocação de detergentes ou desinfectantes que são activados a cada descarga de água. É seguramente um exagero de «limpeza» que, multiplicado por muitos cidadãos, não contribui para facilitar a vida à estação de tratamento de águas residuais de todos os outros que consigo residem na mesma cidade.

12. Se tiver que trocar de máquina de lavar, dê o devido valor à eficiência energética e ao consumo de água.

13. Reutilize a água que sobra da cozinha nas plantas (por exemplo, água de cozer vegetais, deixando-a arrefecer, ou então restos de chá, etc.).

14. Regue o jardim à noitinha ou de manhã cedo, a fim de que não se evapore tanta água. E seja comedido com a rega de plantas ornamentais. Antes do ornamento está o alimento.

15. Não lave o carro, porque primeiro estão as pessoas e depois os seres vivos, e um automóvel não é um ser vivo. Não é por o bólide ter mais brilho que o charme do dono aumenta. Prefira sorrir e ser simpático, que acaba por resultar melhor. Para salvar a face junto dos amigos, seja pró-activo: coloque na viatura um autocolante anti-lavagem automóvel com um smiley auto-confiante e o seguinte dito: «água mole em chapa dura aqui não dá, que a seca dura»).

16. Evite andar sempre a lavar roupa: em muitos casos, basta pô-la a arejar para voltar a poder ser usada.

17. Se a roupa só tiver uma nodoazita ou outra, lave apenas a parte correspondente da peça de roupa, à mão. Note que se lavar menos tem também menos roupa para passar a ferro, ou seja: poupa trabalho.

18. E não passe a ferro: muita da roupa pode e deve ser simplesmente dobrada, porque o gasto energético com o ferro de engomar não é despiciendo. Ponha a família a ajudar e neste assunto não peça nem esteja com contemplações: exija, fazendo greve se for necessário.

19. Evite fumar ou deslocar-se a locais com muito fumo: uma das principais razões pelas quais lavamos a roupa com muita frequência é para lhe retirar o cheiro a tabaco.

20. Este ano esqueça as piscinas para os miúdos: em primeiro lugar vai estar a prevenção e o combate aos incêndios, que é um problema que nos afecta a todos. Se no entanto tiver que ser, seja comedido e reaproveite a água no fim para regas.

21. Comece já a reunir uns quantos livros interessantes para crianças. Vai ter de lhes contar histórias ou de as entreter jogando jogos com elas, de preferência não de computador (a electricidade vem das barragens, e elas não estão propriamente muito cheias).

22. Invista, se puder, num toldo para a varanda, a fim de que no Verão possa viver com mais conforto em sua casa: é que poderá haver cortes no abastecimento energético devido a sobrecarga por utilização excessiva do ar condicionado, ou então por falta de água nas barragens (e ela pode ser também necessária para combater incêndios ou para a agricultura).

23. Proteja os seus canteiros, se os tiver, com o chamado «mulching»: ou seja, colocando palha na terra, ou os restos dos vegetais usados na cozinha (talos, etc.) para manter a humidade do solo.

24. Vá-se precavendo plantando umas alfaces em vasos mesmo na varanda, em vez de flores. Pode vir a precisar delas daqui a uns tempos (sabem muito bem, até porque estão sempre à mão), e a água deve gastar-se em primeiro lugar naquilo de que necessitamos para comer. A fim de melhorar o resultado, reutilize os restos de vegetais na cozinha para fazer adubo, por exemplo por vermicompostagem (compostagem por minhocas), num caixote guardado por baixo do lava-loiças ou na garagem.

Por fim, lembre-se de que Portugal prevenido não será vencido.

segunda-feira, 21 de março de 2005

Stabat Mater, por João Soares





















Transgénica e betonizada
Lacrimosa e dolorosa
Estava a Mãe

Num manto de rio negro
Plásticos e alumínio
As árvores, muito raras e definhadas
Animais, poucos e cancerosos

Seco e pálido, o seu rosto
Amargos e incendiados gritos
Queimados de radioactividade

E os poucos homens guerreando-se
Pelo pouco vil metal para repartir
Exauridos em terrenos de sangue e de mercúrio
João Soares

English Version
Transgenic and betonned /painful and weeping / Was the Mother/ In a mantle of black river /Plastic and aluminum / the trees, very rare and meager /Animals, few and cancerous / Dry and pale, its face Bitter/ and set on fire burnt shouts of radioactivity /And the few men fighting itself/ For little vile metal to distribute/ Exausted in mercury and blood lands

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sábado, 19 de março de 2005

Constituição Europeia, a Europa e os portugueses - não atinamos com o tamanho

No Ecosfera e no Casa dos Comuns estão duas visões quase opostas do ser português.Não deixei passar em claro porque realmente no que diz respeito à acção no terreno há muito barulho e pouca acção e quando há, infelizmente é no sentido ERRADO- pela permanência, pelo territóriozinho, mesquinho, anão e do medo que já tenho aqui falado .Assim, reproduzo aqui as respostas A - que deixei no Ecosfera e B- que deixei no blogue do Senhor Deputado e Professor Guilherme Martins.

RESPOSTA A

Claro que há o entusiasmo e há o protesto, mas acrescento mais uns aspectos fruto da actividade docente, também.Sabes e eu falo das escolas, que a este nível a luta ambiental e por questões mais comezinhas como mudar hábitos- redução de lixo, uso de materiais reciclaveis, hÁbitos alimantares saudáveis é uma constante e muito poucos professores dão apoio...mesmo os que já tenham feito algumas acções de formação nessas áreas...
Depois há como muito bem sabemos o desalento de muitos educadores: mal pagos, estão entre os funcionários públicos que pagam sempre a crise provocada por poucos: os senhores do futebol, das comunicações e das imobiliárias.
Contudo e neste ponto vou acrecentar mais algumas críticas do ser português: há o azedo provincianismo, a reticência pelo novo, as intrigas....um autêntico desepero!!
Tenho conseguido alguma coisa é certo, mas sempre com um pequeno grupo - ou de alunos ou de professores- mas sempre pequenino porque muitos pensam pequeno....desabafos


RESPOSTA B
Muito bem, estimado Dr. Guilherme Martins
Mas de que Tamanho somos? De que Tamanho queremos ser??
Por muito entusiásticas sejam os esforços de professores, educadores e alguns pais em retratar uma Europa pluricultural, pluritudo aos nossos jovens o que é que verifica??
O que vemos é o convite ao crédito ( fuja do frio- x banco a troco de Y pode ganhar esta viagem a tal W), a intoxicação dos media pelos senhores do futebol, vitimizando-se por tudo e por nada, ou dos senhores dos telemóveis com mensagens TMN KRAVA e GOLOS SMS e/ou programas televisivos tipo Zero em Comportamento ( pior que a Lição do Tonecas).
As aulas de Formação Cívica, que deveriam ter manual, são muitas vezes ou estão a ser dispendidas para disciplinar as turmas ( estas constituídas por 25 a 28 alunos....). Só a nível das escolas??? E as outras instituições? A verdade e a transparência? Depois e a mudança de atitude por uma ecossolidariedade??
Na minha modesta opinão, é tempo de crescer e de mais compaixão...é urgente amar o outro- confiar- sem aquele familiarismo bafiento da época salazarista mas um amor humanista e que con VIDA!!
Estar na Europa incentivou algumas politicas ambientais obrigatórias, caso contrário o nosso Estrago seria ainda maior, mas criou um enorme espartilho apenas para quem é funcionário público. Os restantes ( muito poucos) e tb portugueses lucram,gastam, e destroiem bens comuns: a mobilidade,o ar, a água, o solo,a PAZ!!!

sexta-feira, 18 de março de 2005

A SECA, as ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS e o SECTOR ENERGÉTICO:consulta pública só até 31 de Março

UMA DAS MEDIDAS DE ENFRENTAR AS ALTERAÇÕES CLIMÁTICAS PASSA POR MUDANÇAS DE ATITUDES ADAPTATIVAS E POR REDUÇÃO DA EMISSÃO DE GASES PROVENIENTES DE COMBUSTÍVEIS FÓSSEIS- A NÍVEL GLOBAL E A NíVEL LOCAL.

Em Portugal verifica-se que
1. o Plano Nacional da Água não está actuante

2. que os argumentos de mais barragens ( o Alqueva, um dos maiores lagos artificiais da Europa e não verte uma pinga de água para os terrenos) ou mais furos ( convidando ao famoso egoísmo territorial e com consequências desastrosas na drenagem das nascentes) são insustentáveis- a água é viva!!

3. que polulam piscinas familiares e de hóteis e campos de golfe, retratando a clivagem socio-económica cada vez mais gritante entre os portugueses

4. e que há portugueses a pagar uma factura de água por dois meses de cada vez e muito cara e outros a pagar uma factura mais barata.

5. uma erosão costeira e interior intensa (mais incêndios, má gestão dos solos, betanização, impermeabilização dos solos, forte urbanização do litoral)

6. enorme dependência (desnecessária) do petróleo

As consultas públicas, tal como fóruns e dedates, são mecanismos cívicos de maior importância.

Contudo os textos em consulta pública de qualquer Ministério ou Câmara neste país continuam teimosamente com linguagem muito pouco acessível ao cidadão comum e interventivo. Gradualmente e por força de muitas ONG, as consultas públicas começam a ter alguma visibilidade, mas tendo como efeitos práticos poucos ( os vários PDM que foram sendo debatidos pelo País fora são disso exemplo). Mas temos que insistir e dedicar algum tempo nisto, porque realmente há que mudar o Estrago
da Nação e no aspecto energético então é de facto um TEMA FULCRAL e estamos a passos largos de uma CRISE a todos os níveis.

A Quercus lançou ontem, dia 16 de Março, um comunicado de imprensa protestando contra a recente legislação que aprovou o novo tarifário da electricidade produzida através de energias renováveis (o Decreto-lei nº 33-A/2005 de 16 de Fevereiro) e que tem diversos aspectos em que entra em contradição com os objectivos do Protocolo de Quioto.

Continuando a ler o referido comunicado, a Quercus justifica que em primeiro lugar, penaliza a digestão anaeróbia, processo a partir do qual os resíduos orgânicos são transformados em fertilizante e em biogás utilizado para a produção de energia (eléctrica) renovável.

Com efeito, nesta nova legislação a electricidade produzida a partir de biogás proveniente da reciclagem de resíduos orgânicos baixou de 0,065 euros por kWh para 0,055 euros por kWh.
Esta medida é incompreensível, uma vez que diversos documentos relativos às alterações climáticas (ex.: PNAC - Programa Nacional para as Alterações Climáticas) referem a importância do processo de digestão anaeróbia como forma de controlar as emissões de metano, assim como de contribuir para a produção de energia renovável.

Incrivelmente, a incineração de resíduos urbanos que, pela queima de plásticos, dá origem a significativas emissões de dióxido de carbono, acaba por ser premiada, subindo de 0,065 euros por kWh para 0,076 euros por kWh. Ou seja, esta legislação dá um claro incentivo à emissão de gases com efeito de estufa.

Por outro lado, ao penalizar fortemente a digestão anaeróbia, esta legislação torna mais difícil a devida aplicação deste processo para o tratamento de grandes volumes de resíduos, tais como a fracção orgânica dos resíduos urbanos, as lamas de ETAR, os efluentes de suiniculturas, os resíduos da indústria agro-alimentar e muitos resíduos agrícolas.

A título de exemplo, a ERB - Estratégia Nacional para a Redução de Resíduos Urbanos Biodegradáveis destinados a Aterros (no âmbito da transposição da Directiva Aterros) prevê a instalação de diversas unidades de digestão anaeróbia de forma a reciclar os resíduos orgânicos, reduzindo a sua colocação em aterro, dando assim cumprimento à directiva comunitária sobre aterros.

Curiosamente, o biogás proveniente da matéria orgânica colocado nos aterros é premiado com uma tarifa de 0,105 euros por kWh, ou seja cerca do dobro do valor atribuído ao biogás proveniente da reciclagem da matéria orgânica. Estamos assim a fomentar claramente o incumprimento da Directiva Aterro!

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Não é demais???

Dê a sua voz à nossa VOZ ! Reclame, sugira, denuncie.
Lembre-se que queremos FONTES DE ENERGIA RENOVÁVEL , EFICIÊNCIA ENERGÉTICA e MAIS FISCALIDADE AMBIENTAL
Fonte:Ministerio das Actividades Económicas
O Governo deliberou submeter a consulta pública as propostas de Leis de Bases do Sector Eléctrico, do Sector do Gás Natural e do Sector Petrolífero. Esta legislação enquadra a organização e as principais regras de funcionamento destes três sectores, com vista ao adequado exercício das actividades que lhes respeitam, à segurança do abastecimento e à satisfação da procura dos consumidores. Tratando-se de um conjunto legislativo de grande importância para o futuro destes sectores, pretende o Governo que a consulta pública seja a mais alargada possível, permitindo a recolha do maior número de contributos e sugestões, não só dos agentes económicos, mas também dos próprios cidadãos. Os diplomas estão disponíveis on-line no Portal do Ministério das Actividades Económicas e do Trabalho, no qual se abriram caixas de correio específicas para recolha de comentários sobre estes três diplomas.
Os comentários, propostas e sugestões devem ser enviados até ao dia 31 de Março, por correio electrónico para o Sector Eléctrico, Sector do Gás Natural e Sector Petrolífero, ou por correio normal para: Direcção-Geral de Geologia e Energia - Av. 5 de Outubro, 87 - 1069-039 Lisboa Agradecemos a sua colaboração!


ÚLIMA HORA - E QUEM ESTÁ NO BANCO MUNDIAL????
Esta má globalização não pára?? Estamos numa sociedade ultra-neo-feudalista?

quinta-feira, 17 de março de 2005

Documentário - Super Size Me - 30 Dias de Fast Food (2004)



"Super Size Me - 30 dias de fast food" é um documentário norte-americano de 2004, escrito, produzido, dirigido e protagonizado por Morgan Spurlock, um cineasta independente dos Estados Unidos da América. No filme, Spurlock segue uma dieta de 30 dias (Fevereiro de 2003) durante os quais sobrevive em sua totalidade com a alimentação e a compra de artigos exclusivamente do McDonald's. O filme documenta os efeitos que tem este estilo de vida na saúde física e psicológica, e explora a influência das indústrias da comida rápida. Durante a gravação, Spurlock comia nos restaurantes McDonald's três vezes ao dia, chegando a consumir em média 5000 kcal (o equivalente de 6,26 Big Macs) por dia durante o experimento. Antes do início deste experimento, Spurlock, comia uma dieta variada. Era saudável e magro, e media 188 cm de altura com um peso de 84,1 kg. Depois de trinta dias, aumentou 11,1 kg, uns 11% de aumento da massa corporal deixando seu índice de massa corporal em 23,2 (dentro da faixa "saudável" 19-25) a 27 ("sobrepeso"). Também experimentou mudanças de humor, disfunção sexual, e dano ao fígado. Spurlock precisou quatorze meses para perder o peso que havia ganho.

Leitura completa Wikipedia

quarta-feira, 16 de março de 2005

O medo, a religião, a redução da liberdade e efeitos na cidadania

1- O medo - a base da Religião

Texto de Bertrand Russell

A religião baseia-se principalmente e antes de tudo, no medo. É, em parte, o terror do desconhecido e, em parte, como já o disse, o desejo de sentir que se tem uma espécie de irmão mais velho que se porá do nosso lado em todas as nossas dificuldades e disputas. O medo é a base de toda essa questão: o medo do mistério, o medo da derrota, o medo da morte. O medo é a fonte da crueldade e, por conseguinte, não é de estranhar que a crueldade e a religião tenham andado de mãos dadas. O medo é a base dessas duas coisas.



2- As ditaduras têm grande medo e aversão ao humor
Texto de Mario Soares

A democracia é o regime no qual ninguém está acima da crítica. Muitas vezes, melhor do que longos discursos, argumentações cuidadas e raciocínios sofisticados, é com meia-dúzia de traços e uma frase curta, certeira, acerada, inteligente que se desafiam poderes, denunciam situações, de injustiça ou de ridículo, e se diz que o rei vai nu.

As ditaduras têm, por isso, grande medo e aversão ao humor. Salazar ostracizou os caricaturistas, alguns de génio, que se refugiaram no quotidiano e nos costumes, sendo-lhe em absoluto interdito a caricatura política. Quem não se lembra da extinção do Sempre Fixe e dos constrangimentos sofridos por Francisco Valença ou por Stuart? Quando Marcelo Caetano tentou, sem êxito, liberalizar o peso da ditadura permitiu o aparecimento de duas, três inocentes caricaturas dele próprio, o que constituiu uma grande novidade. Foi sol de pouca dura.

Ao contrário, os regimes de liberdade sabem que a sátira é um dos meios de reforço e aperfeiçoamento das instituições e dos homens. Já diziam os antigos: Rident castigat mores.


3- A América ... sem o mundo
Texto de Maria João Seabra . Janeiro 2005 Instituto de Estudos Estratégicos e Internacionais

A agenda eleitoral de George W. Bush não se distingue particularmente das políticas seguidas pela sua administração, particularmente após o 11 de Setembro, e cujo símbolo maior é a guerra no Iraque. As propostas relativas à national security – termo que, sintomaticamente, agrupa a política externa, de segurança e defesa e a luta externa contra o terrorismo – preconizam uma total liberdade de acção dos Estados Unidos para agir, mesmo militarmente, seja onde for, tirando pleno partido do seu inigualável poder. A definição da política externa, de segurança e defesa da plataforma eleitoral de Bush incorpora exclusivamente aqueles que são considerados os interesses nacionais, aliás entendidos de forma bastante estreita, se bem que incluam as mais diversas origens geográficas de ameaças. Longe vão os tempos da participação americana na intervenção militar na Bósnia ou no Kosovo. Hoje, a defesa dos valores e dos direitos humanos, que estiveram na base dessas intervenções, não se enquadra na política da América republicana. Esta concepção da defesa nacional não se limita a uma acção clássica de defesa territorial, confinada às fronteiras americanas – a expressão clássica do isolacionismo americano – mas preconiza a acção em qualquer ponto do globo, com base na doutrina estratégica das guerras preventivas. Não deixa de ter, porém, uma fortíssima dimensão interna, concretizada na política de homeland security, que o candidato Republicano pretende reforçar, mantendo as medidas que no pós-11 de Setembro, através do Patriotic Act, colocaram restrições às liberdades fundamentais em nome da luta anti-terrorista. Pouco depois do 11 de Setembro, George W. Bush proferiu a frase que resume a sua acção (e as suas propostas eleitorais): quem não está com os Estados Unidos, está contra os Estados Unidos. Ilustra na perfeição o actual pensamento republicano. Em termos externos, este rumo político concretizou-se na National Security Strategy dos Estados Unidos, com três pontos centrais: defender a paz através do combate à violência de terroristas e de regimes «fora da lei»; preservar a paz pelo desenvolvimento de uma era de boas relações entre as grandes potências mundiais; e estender a paz, pela via da ampliação dos benefícios da liberdade e da prosperidade pelo mundo. A concretização desta estratégia, segundo as propostas eleitorais de George W. Bush, implica um papel reforçado das forças armadas americanas. Daí a proposta de aumento substancial do orçamento da defesa, de forma a permitir, entre outras coisas o desenvolvimento do sistema de defesa anti-missil e a concepção e aquisição de armamento. De acordo com as recentes declarações de George W. Bush, os EUA vão efectuar um grande movimento de tropas, que inclui a retirada de mais de 60 mil homens de bases no estrangeiro, cujo grosso virá essencialmente da Alemanha e da Coreia do Sul. Apresentada como forma de racionalizar as forças armadas e de melhor as preparar para os desafios que actualmente se colocam ao país, este movimento de tropas não deixa de ser lido como mais um passo na desvalorização das alianças tradicionais de Washington, cujas estruturas foram fortemente abaladas com o desacordo, nomeadamente entre os membros da NATO, relativamente à guerra no Iraque. A estratégia eleitoral de George W. Bush centra-se muito na questão da segurança nacional e da luta contra o terrorismo. Afinal, este é o tema em que, de acordo com as sondagens, os americanos consideram que Bush é mais eficiente, enquanto John Kerry assume a liderança em questões internas como a economia e a saúde. A campanha republicana centra-se, assim, no destaque dado à vulnerabilidade dos EUA, que «já não estão protegidos pelos vastos oceanos», como se pode ler no site oficial de George W. Bush. Uma vulnerabilidade que gera medo, medo que por sua vez encontra nos republicanos uma resposta de firmeza e determinação – uma dureza que estaria ausente em Kerry. Que relação entre a América e o mundo se pode esperar da reeleição de George W. Bush? Fundamentalmente, não se pode esperar nada de muito novo. Para os neo-conservadores e para os nacionalistas conservadores, seguindo a terminologia de Joseph Nye, os EUA devem assumir a sua hegemonia, pois sendo uma democracia agirão no interesse do bem, e as instituições internacionais não podem, nem devem, limitar o exercício do poder americano. A doutrina Bush pode ser classificada, como já foi, de novo-unilateralismo Nada indica que uma nova administração Bush faça um corte radical com esta doutrina, mesmo se os insucessos que ela teve, nomeadamente no Iraque, obriguem a um maior realismo e a que as Nações Unidas voltem a estar presentes nas considerações dos Republicanos. As propostas eleitorais de Bush apostam na continuidade de actuação da sua administração – uma América isolada do mundo, não porque se feche nas suas fronteiras mas porque actua como se o resto do mundo não existisse.

No chão do medo tombam os vencidos- Zeca Afonso

CIBERACÇÃO DE HOJE

Campanha da Greenpeace de apoio a Albena Simeonova

Albena Simeonova, de 40 anos, uma ecologista búlgara que se tem manifestado contra a construção de uma central nuclear em Belene. Para além de já ter recebido telefonemas anónimos, fora abordada em sua casa por dois desconhecidos que a ameaçaram de morte se ela não desistisse de se manifestar contra a central nuclear e se não abandonasse Nikopol, onde reside. Albena Simeonova recebeu o Goldman Award , que é o equivalente ao prémio Nobel do Ambiente, em 1996.

terça-feira, 15 de março de 2005

O lucro para poucos, o desemprego para muitos milhões e a exclusão socioambiental

Hoje porque é 15 de Março - Dia Mundial dos Direitos do Consumidor

É urgente praticarmos um consumo mais responsável e exigirmos aos governantes uma gestão eficiente dos recursos naturais!

É urgente a coesão social: legalização e integração dos imigrantes, protecção dos excluídos, vigilância do cumprimento dos Direitos da Criança e do Homem.

É urgente uma dinâmica socioambiental mais eficaz: reforço do papel das ONG e movimentos cívicos; políticas ambientais tranversais; vigilância de várias Convenções de Conservação da Natureza e de Urbanismo; protecção dos Direitos dos Animais; vigilância do consumismo e acordos internacionais; vigilância do cumprimento da Agenda 21 e da Carta da Terra.

É urgente o amor!

Selecção de textos:

1.Excerto do artigo de José Manuel Barata-Feyo, sob o título O Concerto do Lucro, publicado na Grande Reportagem, revista que acompanha o Jornal de Notícias e o Diáro de Notícias de 12 de Março de 2005

Neste período de apresentação de resultados, os números estão aí, vindos dos dois lados do Atlântico, a somar-se aos divulgados em Portugal. Exemplos concretos? O Citigroup anunciou um lucro recorde de 17 mil milhões de dólares em 2004; no mesmo período a Renault chegou aos 3,55 mil milhões de euros; e só no último trimestre de 2004, a petrolífera Móbil ganhou 8,4 mil milhões de dólares.

A lista abrange a maioria das empresas cotadas em bolsa nos países industrializados, e os números são tão absurdamente enormes que escapam ao entendimento do comum dos mortais.

Apesar da crise apregoada, as empresas portuguesas participam activamente no concerto do lucro. Os supermercados declaram resultados líquidos que ultrapassam de longe os do ano anterior, os CTT pura e simplesmente duplicam os lucros, e os benefícios da EDP e dos bancos explodem para cima. Por seu turno, a Portugal Telecom, cujos lucros foram, em 2004, mais do dobro de 2003, vai gastar 250 milhões de euros para abater mil postos de trabalho, segundo noticia o Público.

Por todo o lado, a constante é a mesma, indecente e perversa: os lucros crescem ao mesmo ritmo que aumenta o desemprego.
(...)

Fonte: Expresso de 14 de Março 2005

2.Portugal com mais pobres . Número tende a aumentar

Portugal tem, pelo menos, dois milhões de pobres, mas o economista Rogério Roque Amaro admite que este total possa ter aumentado nos últimos anos, razão porque defende a adopção de soluções que respondam aos diferentes tipos de pobreza.
No IV Congresso da Associação Cais Economia para Todos, que se realiza hoje e terça-feira na Fundação Luso-Americana em Lisboa, Rogério Roque Amaro realçou a diversidade da pobreza, que se tem agravado nos últimos anos.
De acordo com o economista, actualmente a pobreza atinge com mais incidência os idosos com pensões baixas, os desempregados de longa duração e recorrentes, as famílias monoparentais, as minorias étnicas e os pequenos agricultores.
Rogério Roque Amaro referiu-se também à exclusão social em que vivem os idosos em geral, não só os que possuem pensões baixas, os filhos de pais viciados em trabalho, os reclusos, os toxicodependentes, as minorias étnicas e os sem-abrigo.
Para minorar os problemas da pobreza e exclusão social, o economista defendeu políticas diferenciadas consoante o território e os grupos sociais.
Defendeu igualmente uma combinação de políticas sociais e económicas para atacar a pobreza e a exclusão social, lembrando que as políticas não podem mudar conforme o ciclo político.
No entender do presidente da Associação Cais, Pedro Pais de Almeida, quanto mais o país se vai desenvolvendo, maior é o fosso entre os pobres e excluídos e a restante população.
Além da revista «Cais», vendida pelos sem-abrigo, a Associação está a desenvolver o projecto «Ponte Digital», que consiste na possibilidade de a população alvo aceder às tecnologias de informação, para que se sinta menos excluída e possa ter acesso a um emprego.
Também no Congresso, o Presidente da República, Jorge Sampaio, questionou o destino dos fundos estruturais que Portugal foi recebendo desde que integrou a União Europeia.
Porque não há portugueses dispensáveis, o chefe de Estado pediu uma maior ligação das associações que lidam com a pobreza e excluídos sociais.

segunda-feira, 14 de março de 2005

As petrolíferas, os lucros e o meio ambiente

EM PORTUGAL

OS PARADOXOS E A FRACA CONTESTAÇÃO!

Verão 2004








Combustiveis nao param de aumentar...Deco defende a suspensao da liberalizaçao dos preços
20 Out 2004

A associação de defesa do consumidor Deco voltou a defender a suspensão da liberalização dos combustíveis face à escalada dos preços nos últimos meses, na sequência do aumento superior a 70 por cento do preço do petróleo em Londres e Nova Iorque desde o início do ano.Um representante da Deco declarou à TSF que esta é a única alternativa que se afigura viável para minimizar o impacto da "subida galopante do petróleo" na carteira dos portugueses.A associação reconhece que as virtudes da liberalização do preço livre não se aplicam em Portugal, ou seja, os consumidores não saem beneficiados porque não há verdadeira concorrência entre as gasolineiras que actuam no mercado nacional.A associação diz ainda que o Governo também podia dar uma ajuda nesta matéria, baixando a carga fiscal sobre os combustíveis, já que devido à subida dos preços a verba que o Estado tinha previsto arrecadar até ao fim do ano já foi de facto atingida em Agosto.


NO MUNDO

A FORTE CONTESTAÇÃO!

Varias têm sido as campanhas contra as gasolineiras e com razões suficientes.
A mais importante delas é sem dúvida a contestação mundial contra a Exxon.
O Ondas volta a lembrar-nos.
A Esso (ExxonMobil nos EUA) é a maior criminosa ambiental. E porquê? A Greenpeace explica: porque é a maior petrolífera mundial que mais lucros declara, que mais lóbi faz contra a redução de emissões e contra a aplicação do protocolo de Quioto, que mais apoios dá a políticos e governantes americanos para fazerem valer os seus interesses e salvaguardar os seus lucros fabulosos à custa do Ambiente. Por isso, a Greenpeace sugere: que a Esso mude de atitude, que apoie os governos na redução das emissões, que deixe de financiar lóbis, que apoie a investigação em tecnologias de enegias limpas; que os governos batem o pé à Esso; que os cidadãos não comprem produtos Esso.

Por favor não comprem produtos ESSO!!

Don´t Buy Esso - Campaign Updates


STOP ESSO Irlanda

domingo, 13 de março de 2005

Quando me tornei preocupado com as questões ambientais...

Até aos meus treze anos - estamos a falar em 1979- era uma criança que adorava estudar, ler todos os livros que aparecessem à frente, brincar e o meu mundo era dividido entre a escola, os amigos da bola e do pião, catequese e a família. Quando tinha onze anos ouvia falar de cinema., de filmes fantasticos cheios de acção espelhados num grande ecrã e um som e imagem mil vezes superior ao da televisão ( ainda era a preto e branco a de lá de casa). A curiosidade foi aumentando até que de tanto insistir com a minha mãe, deixou-me ir finalmente ao cinema ver um filme com um primo meu mais velho, porque era um filme para maiores de 18 anos. Como era alto facilmente passava por um jovem dessa idade. Apocalypse Now era o nome do filme. A sua história completamente coesa e frontal contra a guerra e a música incisiva dos Doors, de tão estranha quanto apixonante, mudaram-me definitivamente a minha forma e atitude na vida. Na escola debati o filme com uma professora de Geografia, muito dedicada e pronta a responder a muitas dúvidas que assaltavam-nos e disse-me que a guerra era o contrario da humanidade e que esta deveria estar mais voltada para a Natureza, antes que fosse tarde.
E agora pergunto a si: que filme ou exposição ou momento da sua vida mudou a sua maneria de ver o mundo e de ter vontade em proteger a Natureza?


CIBERACÇÃO DE HOJE

Assine a Petição contra a Directiva Bolkstein
NÃO a um Europa do retrocesso social
NÃO a uma Europa de regressão educativa



sábado, 12 de março de 2005

Primeira Feira Social- feiras e exposições em que medida têem alterado a sua vida?

Encontrei na obra de José Gil aquilo que eu também acho que se passa com muitos portugueses: não há espaço público para a INSCRIÇÃO- esse evento transforma um acontecimento e de certa forma fica marcado e promove reacção e avanços, depois de um atento e participativo debate público. Mas tudo começa pela atiutude. Senão vejamos: depois de feiras, congressos, seminários, etc. em que tenho ido e participado, verifico que os meus amigos apenas afirmam se gostaram ou não gostaram e voltam para casa, quer dizer, para outras preocupações.
O que pensam sobre isto? Passa-se o mesmo? Qual(is) os acontecimentos culturais em termos de Educação Ambiental que já assistiu e que contribuiu para mudar a concepção que tinha do mundo e que teria que fazer algo para preservar a Natureza?

De 18 a 20 de Março , decorre no Terreiro do Paço , em Lisboa, a 1ª feira social , que reunirá diversas ONG´s na área da Acção social ,Cooperação e Desenvolvimento .
Ver com mais detalhes
Feira Social




sexta-feira, 11 de março de 2005

Abate de 2605 Sobreiros: que crime!!

Sem dúvida é uma medida que se impunha!!!

· Providência cautelar já foi entregue
· Quercus exige demissão do Director

Em sequência do Despacho Conjunto n.º 204/2005, dos Ministros daAgricultura, Pescas e Florestas, do Ambiente e do Ordenamento do Territórioe do Turismo, que reconhece indevidamente a imprescindível utilidade públicade um loteamento turístico/imobiliário da Portucale em Benavente, a QUERCUSe o CIDAMB apresentaram hoje no Tribunal Administrativo e Fiscal de Leiria uma providência cautelar para suspender a sua eficácia.Desta forma pretende-se impedir o abate de 2605 sobreiros, já iniciado no terreno, e a ocupação de mais de 500 hectares de Reserva Ecológica Nacional.A QUERCUS considera que a imprescindível utilidade pública conferida pelo despacho acima referido foi um acto destituído de qualquer suporte legal. Aimprescindível utilidade pública prevista na lei que protege o sobreiro(Decreto-Lei 169/2001 de 25 de Maio) não se aplica de forma alguma aoempreendimento que a Portucale pretende implementar na Herdade da VargemFresca, o qual inclui, entre outros, a construção de 1534 fogos e doiscampos de golfe.Por outro lado, em harmonia com o Decreto-lei nº69/2000 (Regime Jurídico daAvaliação de Impacte Ambiental), pelo facto deste projecto implicar oloteamento de uma área superior a 500 hectares e a construção de mais de1500 fogos carece de avaliação de impacte ambiental, o que não sucedeu até àdata.Tendo em conta que os Ministros responsáveis pela assinatura do despacho acima referido estão em fim de funções e são já demissionários, a QUERCUS exige ao novo governo a demissão do Director da Circunscrição Florestal doSul, o qual autorizou rapidamente o abate dos sobreiros após a publicação emDiário da República da imprescindível utilidade pública dada aoe mpreendimento. Com esse acto, o Director da Circunscrição Florestal do Sul demonstrou não possuir as condições mínimas para desempenhar as suas funções e salvaguardar o interesse do coberto florestal Português.
Lisboa, 11 de Março de 2005
A Direcção Nacional daQUERCUS - Associação Nacional de Conservação da Natureza

quinta-feira, 10 de março de 2005

Número de animais Torturados e massacrados para consumo humano

Com base nas estatísticas da FAO (Food and Agriculture Organization of the United Nations - http://www.fao.org ) sobre Agricultura (Statistical Databases – Agriculture), o Secretariado da União Vegetariana Europeia (EVU), num comunicado recente, apresentou o número de animais mortos no mundo para consumo humano durante o ano de 2003. Os números foram estabelecidos a partir de relatórios provenientes de mais de 210 países. Mas deve ter-se em atenção que alguns países e territórios não fornecem dados.
Animais abatidos em 2003 (por ordem decrescente):
  1. - Galinhas e frangos: 45 biliões e 900 milhões
  2. - Patos: 2 biliões e 260 milhões
  3. - Porcos: 1 bilião e 240 milhões
  4. - Coelhos: 857 milhões
  5. - Perus: 691 milhões
  6. - Gansos: 533 milhões
  7. - Carneiros, ovelhas, cordeiros: 515 milhões
  8. - Cabras: 345 milhões- Bois, vacas, vitelos: 292 milhões
  9. - Roedores: 65 milhões- Pombos e outras aves: 63 milhões
  10. - Búfalos: 23 milhões
  11. - Cavalos: 4 milhões
  12. - Asnos, mulas, machos: 3 milhões
  13. - Camelos e outros camelídeos: 2 milhões
A soma de todos estes números prefazem um total de mais de 50 biliões de animais, sem ter em conta os animais aquáticos (mamíferos, peixes e crustáceos).Os números referem-se apenas aos animais abatidos nos matadouros. Excluem-se os animais de criação extensiva (geralmente para consumo doméstico) assim como os que são alvo da caça, difíceis de contabilizar por não haver qualquer tipo de controlo.Tendo em conta que um omnívoro consome em média 80 animais por ano e que a população mundial não-vegetariana é de biliões, depreende-se que o número exacto de animais mortos para a alimentação humana será muito superior àquele que os dados da FAO nos fornece. Sabe-se que só nos EUA se consomem anualmente mais de 10 biliões de animais.Sendo que a esperança média de vida em Portugal é de 75 anos, um omnívoro consome cerca de 6000 animais durante a sua vida.
Referência:
Alliance Vegetarienne
Planeta Vegetariano

quarta-feira, 9 de março de 2005

Teach touch

o toque ensina
quando os dedos num tronco de árvore
e quando tocamos o àspero belo de um fóssil
a marca de um passado
relembrando o clima e companheiros dessas eras
O acto de ensinar é o gesto
o gesto da cooperação
a troca de palavras
e o riso lavado das mãos que escrevem
inscrevemos os conhecimentos que leccionamos
com as mãos também
uma relação quadro - caderno
ou actualmente teclar na net - caderno
ensinem o toque
sem o toque não se ensina
a solidariedade entre os povos
a ciencia e a experiencia científica
o toque é
a essência da relação homem-natureza

joão soares

terça-feira, 8 de março de 2005

CHUVA PASMADA E TELEVISÃO

Um dos melhores textos sobre o grave período de seca que estamos a atravessar li-o no Ecosfera Portuguesa - Chuva de Risos. Tenho a impressão que ainda muito pouca gente o terá lido e penso que muito menos os jornalistas da "grande " informação- televisão.Como é possível noticiários atrás de noticiários mostrando a angústia de várias pessoas recolhidas em capelinhas com novenas aos santos e a Deus para que chova.
Porque é que aqueles padres não esclaressem o seu rebanho que deviam era rezar a Deus para que os presidentes dos EUA, Australia e China assinem Quioto e rezar para que os políticos e autarcas nacionais promovam a gestão eficiente da água pública??
E porque é que ainda não houve um debate da Nação sobre este flagelo???
É preciso parar com este folclore televisivo.
Sugiro aos meus leitores três dias de jejum televisivo....e veremos se a guerra de audiências é assim "tão" real como os senhores feudais assim o fazem crer...A ideia aliás não é inédita- vejam o caso da ONG Casseur de Publicitée



Sites relacionados

Refuser la télévision -Entre 2 a 5 de Abril de 2005

segunda-feira, 7 de março de 2005

Mais Educação Ambiental - Melhor Serviço Público

Em sequencia de um post dos Ambientalistas que assinalou devidamente o novo Portal do Ambiente para Jovens Europeus venho falar de recursos que a net hoje em dia prporciona e com resultados surpreendentes no ensino-aprendizagem em Educação Ambiental, particularmente os jogos, puzzles, enigmas e bases de dados.
A European Schoolnet continua a apostar com os jogos GreenWeeK e o Jeffyquizz, que realmente são muito divertidos e muito pedagógicos:






No que refere ainda à Educação Ambiental, não queria deixar passar em claro a importância a muitos níveis em haver um SERVIÇO PÚBLICO PARA A EDUCAÇÃO AMBIENTAL. Infelizmente estamos a quilómetros da BBC que proporcina 24 h sobre 24h, com atendimento personalizado, com informações de caracter extremante interactivas, galerias com imagens de alguns dos melhores fotógrafos da Natureza...além de contribuir, de forma (in)directa para os avanços no conhecimento da língua inglesa por parte dos nossos alunos.
Na Lusofonia temos também areas naturais incriveis, biótopos fabulosos, com biodiversidade enorme, bons fotógrafos no terreno, muitos naturalistas especializados.Muitos biologos, animadores socioculturias e engenheiros do ambiente sem emprego fixo ou desviados do seu percurso academico, engenheiros informaticos recrutados na sua maioria para outras areas, poderiam ser abertos concursos, por parte da RTP,para sua admissão, de forma a haver uma maior educação informal dos nossos cidadãos acerca das questões tecnico-cientifcas e ecológicas dO NOSSO PLANETA TERRA e sensibilizá-los para algumas estretégias de alteração de comportamentos individuais que lesam o colectivo e despertar nos leitores/telespectadores/utilizadores da net a consciência crítica acerca das suas opções politicas, economicas,religiosas, lúdicas e comerciais, no sentido de preservarmos o ambiente !!
Em lusofonia, sentiriamos mais confiantes, o intercambio de ideias seria muito mais fluente, criar-se-iam movimentos socioculturais estimulantes e haveria um maior conhecimento aprofundado dos problemas ambientais de todos os lusófonos!
Uma verdadeira Ecosolidariedade!

PORQUE NÃO EXISTE AINDA UM SERVIÇO PÚBLICO NA RTP PARA A EDUCAÇÃO AMBIENTAL EM PORTUGAL???

Já tinha colocado aqui, ao lado, os sites da BBC, mas podem acede-los aqui directamente.




Cliquem nas imagens!!

domingo, 6 de março de 2005

Nº de linhas de comboios e nº de barragens por país: uma questão de números ou de apoiar perspectivas sérias

Em muitos debates sobre energia cruzam-se números. Um dos mais claros é a questão dos comboios [ver mapa mundi dos comboios] e barragens [mais recentemente por causa do Tua, antigamente do Sabor]
Se a geração automobilística é das mais poluentes como é sabido e das mais dependentes de energia, como classificar/que índice colocar em termos de sustentabilidade o nosso país? 

Porque não saiu ainda do papel o Plano Nacional de Acção para a Eficiência Energética ? Porque aumentamos o nº de auto-estradas e não modernizamos os comboios e as linhas? Porque teimamos no transporte de importações por via TIR e transporte marítimo?

Paremos escutemos e...avancemos....
Sejam governos liberais ou de esquerda...a GB está também numa encruzilhada. Não sobrestimando a Inglaterra, mas gosto de a referir, uma vez que muitas quintas do Douro e o Douro (vinho) muito a eles se deve, para bem e para o mal...entre muitas heranças que estão entre nós. ( o sublinhado é meu, mas leiam na íntegra os artigos)

COMBOIOS
Consumers are paying the price for decades of bad transport policy


Transport is responsible for around a quarter of UK carbon emissions, with traffic on our roads accounting for a massive 90%. If this country is to meet its targets for tackling climate change this sector will have to make significant cuts in the years ahead.
Over the years our politicians have failed to grasp the nettle and the UK has been left with a car-dependent, oil-guzzling transport system.
Last month, government figures revealed that that the real cost of motoring – including vehicle purchase – fell by 7% between 1997 and 2010, while bus and rail fares increased by 24% and 17% respectively.
And the rise wasn't just under Labour. Between 1981 and 2010 motoring costs fell 10%, while public transport fares rose by more than half.
In recent weeks, train fares have gone up by more than 6% and our bus services are under increasing threat from budget cuts – at exactly the same time when motorists facing higher fuel prices might be tempted to look for cheaper alternatives.

BARRAGENS (excerto)
http://www.guardian.co.uk/environment/2011/mar/04/china-dams-emissions-carbon-hydropower
China already counts more dams within its borders than any other country. It has paid a huge price for this development. Chinese dams have displaced an estimated 23 million people. Dam breaks in the country with the world's worst safety record have killed approximately 300,000 people. Scientific evidence suggests that one particular project, the Zipingpu Dam, may have triggered the devastating earthquake in Sichuan of 2008. Dams have also taken a huge toll on China's biodiversity, causing fisheries to suffer and driving charismatic species such as the Yangtze River Dolphin to extinction.

sábado, 5 de março de 2005

Seca faz Portugal depender em 86,7 por cento das centrais térmicas

Publico O custo médio de produção de energia eléctrica cresceu 10 por cento por causa do recurso a mais carvão, "fuel" e gás natural Lurdes FerreiraO encarecimento do custo médio de produção eléctrica em 10 por cento é o principal efeito da seca que atinge o país, já dependente em 86,7 por cento da produção térmica. O bolso dos portugueses sentirá directamente os efeitos dentro de um ano.Para o presidente da Rede Eléctrica Nacional (REN), José Penedos, entidade responsável pela gestão do sistema eléctrico e pelo transporte de alta tensão - a partir da qual todo o país é alimentado -, a "maior preocupação" neste momento não é com a resposta do sistema, que "está a portar-se bem", mas com o facto de o "mix" de produção "ficar fortemente dependente de combustíveis fósseis". A produção térmica valia 56 por cento do consumo no final de Fevereiro do ano passado, quando no fim Fevereiro do ano em curso já pesava 86,7 por cento. Com o recurso a mais carvão, fuelóleo e gás natural, para compensar a quebra das hidroeléctricas e o fraco contributo das centrais eólicas, o custo médio de produção aumentou 10 por cento em relação a 2004, de acordo com José Penedos. Este acréscimo de custos deverá repercutir-se já nas tarifas dos clientes de alta tensão, a corrigir dentro de alguns meses, e nos consumidores domésticos, no próximo ano.No último dia de Fevereiro, o nível médio de armazenamento das albufeiras portuguesas para produção hidroeléctrica encontrava-se em 38 por cento da sua capacidade, um dos valores mais baixos dos últimos 50 anos, assegura José Penedos, com duas delas já abaixo de 20 por cento, Tabuaço e Cabril. Duas das maiores a nível nacional, Alto Lindoso e Castelo de Bode, rondavam, respectivamente, os 31 e 61 por cento.
O meu amigo Octavio diz e com muita razão:
Enquanto os responsáveis, - os que foram eleitos ou que têm estatuto, posição e competência para decidir -, nada fizerem para lançar urgentemente uma campanha de poupança geral de água, não conseguimos dormir descansados

No entanto, a RTP e outros canais de TV "adormeceram" muitos portugas com futebol e Vaticano e polémicas de um padre "inquisidor", em vez de promover debates e foruns a sério à procura das razões e causas deste flagelo e que soluções se apontam ( e que não são nada boas- privatização da água e mais barragens) ...Portugal quo Vadis??

LIVRO ACONSELHADO


Transcrição de uma entrevista do autor completa no Contactos

sexta-feira, 4 de março de 2005

Documentário da Semana: o Parque Botânico de Castelo Branco

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Debaixo do solo, a abundante vegetação do Parque Botânico da Escola Superior Agrária de Castelo Branco, laboratório vivo de alunos e técnicos, devora o que resta de uma antiga lixeira. Agora que a nova variante sul à cidade ameaça rasgar ao meio aquele espaço, todos duvidam que a fauna e flora ali refugiadas consigam libertar-se das garras do asfalto.

Ao percorrermos o emaranhado de terrenos do Parque Botânico da Escola Superior Agrária de Castelo Branco (ESACB), descobrimos um nicho de biodiversidade vegetal que serve de refúgio a inúmeros mamíferos, répteis, anfíbios e insectos. Aos ouvidos sobressai o canto de algumas aves, mas dizem os especialistas que por ali também vivem coelhos, cágados, sapos, raposas, saca-rabos, ginetos e até lontras.

A história do parque remonta a 1983, quando os 15 hectares da antiga lixeira da cidade, que funcionou até à década de 1970, foram povoados pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro com seis mil árvores e arbustos de 90 espécies diferentes, depois de removidos os detritos e criadas as áreas de afloramento. A ajuda veio também de jardins botânicos como o de Lisboa, que doaram sementes e propágulos à então nova instituição de ensino superior.

Decorridas duas décadas, algumas árvores morreram devido à toxicidade do terreno, mas continuam de pé. “Aqui só se abatem as árvores que têm problemas patogénicos graves”, explica Luísa Nunes, docente e responsável pelo Parque Botânico da ESACB. “Mesmo as doentes são muito úteis para algumas cadeiras”.

Espalhadas pelos 22 hectares da Quinta da Senhora de Mércoles encontram-se agora cerca de nove mil árvores de mais de 100 espécies diferentes, desde os ciprestes, áceres, palmeiras e bétulas, a outras mais raras como os cedros do Médio Oriente, ou exemplares autóctones como o carvalho das beiras, muito sacrificado na produção de lenha.

Para o visitante, a melhor forma de apreciar a beleza do conjunto é utilizar o circuito de manutenção, inaugurado em Março de 2002, e que nos seus dois quilómetros percorre grande parte do Parque Botânico, sendo mais procurado na Primavera e no Verão.

Um laboratório vegetal vivo
As plantas semeadas começam o seu ciclo de vida nos viveiros, mas as que são produzidas por estacaria passam primeiro pela estufa. Aqui espera-as um substrato de terra que inclui esferovite e leca (argila expandida) para aumentar o seu ritmo de crescimento. A venda de muitas das plantas, grande parte delas ornamentais, é a única fonte de receitas do parque.

A média de 500 euros mensais ajuda apenas a atenuar as dificuldades financeiras da estrutura. “Se pudéssemos produzir mais, vendíamos tudo”, acrescenta Luísa Nunes. No entanto, no meio de tantas plantas, protegidas por redes da luz e da geada, existem muitos exemplares exóticos e que não estão à venda. “Nós também somos coleccionadores”, contrapõe Carlos Grácio, um dos dois técnicos do Parque Botânico, assegurando que o viveiro não é um supermercado de plantas, mas um laboratório vegetal vivo.

Apesar da falta de recursos, a responsável pelo parque pretende criar o Jardim das Borboletas, atraindo diversas espécies a partir da instalação de plantas ricas em néctar. Projectada está também a reprodução em cativeiro de borboletas tropicais a importar do Reino Unido. Um jardim de cactos e um painel informativo sobre os circuitos, plantas e animais existentes no local são outros projectos em mente.

Lamentando o facto de grande parte da comunidade desconhecer ainda o parque, Luísa Nunes não deixa de aplaudir o trabalho ali desenvolvido por técnicos e alunos. “Transformou-se um sítio completamente degradado num espaço bonito”, recorda, pelo que espera que se consigam os meios necessários.

Mas à medida que a cidade cresce, aumenta a pressão urbana sobre o Parque Botânico da ESACB. Em 1994, ano em que fora proposta à autarquia a abertura ao público daquele espaço, era aprovado o Plano Director Municipal do concelho. No documento estabelecia-se a passagem da variante sul de Castelo Branco pelo coração do parque, prevendo-se que as obras arranquem ainda em 2004.

“Se abrirem uma ferida na zona onde temos os melhores exemplares, vão inviabilizar o habitat e os animais não terão para onde ir”, assegura Luísa Nunes. “Se este parque se situasse em Inglaterra, por exemplo, onde se dá prioridade à preservação dos habitats de que defendem as espécies, este problema não se colocava”.

José Monteiro, director da ESACB, considera que de momento há que “promover o entendimento entre a escola e a Câmara Municipal”, já que a autarquia, desde que o assunto voltou a ser discutido em 2001, garantiu que tudo irá fazer para “reduzir à expressão mínima possíveis consequências da construção da variante”.

O fantasma da variante
Para além de uma “ilha de fauna”, como lhe chama a responsável pelo parque, este é também o local de trabalho dos alunos do curso de Engenharia Florestal, que aqui assistem a muitas aulas práticas, ministradas ao ar livre, e a outras semi-práticas, que funcionam num pequeno anfiteatro, mobilado com cadeiras adquiridas ao Tivoli de Lisboa.

“A estrada vai destruir um espaço muito útil para nós”, refere Sérgio Moura, aluno do 3ºano daquele curso da ESACB e um dos muitos que dedicam ao parque algumas horas do seu tempo livre. “Uma coisa é estarmos a olhar para os livros, outra é vermos aqui as espécies. Se pudéssemos, vínhamos cá todos os dias”, adianta o estudante, arrancando a erva a um canteiro. Opinião semelhante tem Eduardo Afonso. “Dantes tínhamos de ir para a vacaria. Agora andamos de enxada na mão”.

Fazendo tudo o que é necessário para manter o espaço – semear, plantar, podar, mondar, sachar ou regar –, os alunos aplicam no terreno os conhecimentos adquiridos durante as aulas. “Este é um dos únicos sítios que temos para aprender. Aqui há espécies que não existem em mais nenhum sítio da cidade e da região”, comenta Eduardo Afonso.

Por cada dia de trabalho voluntário, num gesto simbólico de incentivo aos estudantes, a ESACB oferece uma refeição. “Acho que os alunos têm muito boa vontade. Falta é pessoal especializado”, lamenta Ângela Antunes, técnica no parque.

Com o previsível aumento da poluição sonora, Carlos Grácio garante que a fauna existente no parque irá diminuir. “Isto para nós é uma sala de aulas. A estrada vai-nos destruir o local onde estudamos”, sustenta o técnico da ESACB, criticando a forma discreta como foram colocadas as primeiras estacas indicando o traçado da via. “Criámos aqui uma cidade vegetal e animal. Esta deve ser a maior área verde recreativa de Castelo Branco, que está muito pobre em espaços verdes. Falta coragem política para preservar o que já existe”, conclui Carlos Grácio.

A responsável pelo parque reforça os argumentos. “Não há em Portugal nenhuma instituição do ensino superior com um parque com estas características”, considera Luísa Nunes. “Isto é um luxo ao nível do ensino da botânica, da engenharia florestal e da ecologia”.

Jorge Costa
(artigo publicado na revista Raia, nº57 - Junho 2004)


“Parque Botânico - Escola Superior Agrária de Castelo Branco” (hiperligação original)
Formato: DVD PAL 4:3
Assistentes de Imagem: Vitor André e Bruno Silva
Locução: António Carvalho
Texto: Fernando Pereira
Consultores: Fernando Pereira e Fernando Queiroz Monteiro
Imagem e Realização: Carlos Reis
Produção: ESART/IPCB 2002