quarta-feira, 29 de março de 2017

terça-feira, 28 de março de 2017

Apenas 3 países europeus estão à altura do Acordo de Paris

Portugal em 7º em ranking sobre liderança climática
 Fonte: Quercus

cheiasFoi hoje publicado um novo ranking que revela que apenas três países europeus estão no caminho certo para cumprir os objetivos o acordo de Paris. A tabela de classificação climática analisa a posição de cada um dos Estados-membros em relação ao maior pacote legislativo da UE em matéria de clima, a chamada “Decisão relativa aos esforços partilhados” (Effort Sharing Decision – ESD, em inglês). A Suécia está no topo da lista, seguida pela Alemanha e a França. No fundo da tabela estão a Polónia, a Espanha e República Checa a fazer pressão para enfraquecer a proposta da Comissão, contrariando os esforços da Europa com vista ao cumprimento do Acordo de Paris. Portugal fica ainda assim bem posicionado no 7º lugar do ranking.

Abrangendo 60% do total das emissões de gases com efeito de estufa (GEE) da Europa, o pacote legislativo estabelece metas nacionais vinculativas de redução para o período entre 2021-2030 nos setores não abrangidos pelo Regime de Comércio de Licenças de Emissão da UE (RCLE-UE), nomeadamente: transportes, edifícios, agricultura e resíduos. O ranking agora apresentado pela Carbon Market Watch e pela Federação Europeia dos Transportes e Ambiente (T&E), da qual a Quercus é membro, permite que os cidadãos responsabilizem os seus governantes pelas posições assumidas relativamente à maior ferramenta da União Europeia para a implementação do Acordo de Paris.

Para Femke De Jong, Diretor de Políticas da UE na Carbon Market Watch, os autodesignados 'líderes climáticos' devem tomar uma posição forte, aumentando o nível de ambição e acabando de vez com as lacunas presentes nesta legislação chave para a ação climática da UE. Argumenta ainda que só com uma forte ação climática é que a legislação poderá beneficiar os cidadãos europeus, de forma a tirarem partido dos benefícios de uma sociedade descarbonizada.

Vários países estão a propor que o Sistema de Esforços Partilhados (ESR) seja apenas um grande esquema de contabilização de emissões, que tem como referência uma base enganadora, recorrendo abusivamente aos créditos florestais ou explorando o enorme excedente do RCLE.

A Quercus subscreve a posição defendida pela T&E, segundo a qual, nas palavras de Carlos Calvo Ambel, analista de transportes e energia, esta é a lei climática mais relevante para que a Europa consiga cumprir o Acordo de Paris. Infelizmente a maior parte dos países quer contornar a legislação e tirar partido das suas lacunas para que possam continuar como se nada fosse. Os exemplos da Suécia, Alemanha e França indicam o caminho correto a seguir, embora seja preciso ainda mais ambição para podermos continuar a acreditar na capacidade de liderança climática da UE.

A análise divulgada propõe ainda soluções para que os países estabeleçam uma posição mais firme e compatível com o estabelecido no Acordo de Paris.

O ranking consiste num sistema de pontuação baseado nos diferentes elementos constantes do Acordo, cuja ponderação depende da sua importância. A posição de cada país foi baseada em documentos públicos, declarações dos respetivos Ministros e ainda em documentação submetida ao Grupo de Trabalho de Ambiente.

Os Estados-membros da União Europeia encontram-se atualmente a negociar a sua posição conjunta quanto à Decisão relativa aos Esforços Partilhados (ESD). Uma vez alcançado um acordo, a discussão passará para o Parlamento Europeu, sendo expectável que o Regulamento final seja adotado no final de 2017.

A destacar do ranking:
  • A Suécia, com 67 pontos (de um total de 100), assume a liderança entre os países da UE. O país estabeleceu uma meta nacional para 2030 significativamente mais alta do que a meta definida no âmbito da decisão relativa aos esforços partilhados (ESD). Foi ainda anunciado que não irão usar as licenças do RCLE-UE para cobrir as emissões dos setores não abrangidos.
  • A Polónia, com apenas 2 pontos, encontra-se na última posição da lista. O país defende como ponto de partida um nível de emissões significativamente mais elevado em relação ao atual, de modo a que os países não tenham que desenvolver quaisquer esforços para reduzir as emissões até 2030. A Polónia defende ainda que as metas que lhe foram atribuídas para 2030 deveriam ser reduzidas.

E Portugal?
A Quercus considera positiva  a posição de Portugal que, com 38 pontos, ocupa o 7º lugar do ranking. Como pontos fracos é apontado o facto do país não defender limites para o uso do solo e para os créditos excedentes do RCLE e ainda não ter definido uma meta a longo prazo. Por outro lado, Portugal ganhou pontos por apoiar o reforço do ponto de partida proposto pela CE, alinhando-o pelas metas de 2020 para os países que se espera falharam as mesmas. É expectável, em todos os cenários, que Portugal tenha um grande excedente de emissões. Quanto mais forte a proposta relativa aos esforços partilhados, maior será o potencial para Portugal gerar receitas daí decorrentes. 

Por último, o ranking deixa algumas recomendações aos Estados-membros para uma efetiva liderança climática ao nível da EU:
  • Apoiar uma meta mais elevada para 2030 e um nível de ambição elevado para 2050 de forma a atingir os objetivos do Acordo de Paris;
  • Defender um ponto de partida que reflita o nível atual de emissões e que não recompense os países que fiquem aquém dos objetivos;
  • Exigir a eliminação da lacuna relacionada com o uso do solo que permite aos países recorrer aos créditos florestais não permanentes para poderem produzir emissões de gases com efeito de estufa (GEE) noutros setores;
  • Exigir a eliminação dos créditos excedentes do Regime de Comércio de Licenças de Emissão da UE (RCLE-UE), uma lacuna que compromete a ação climática nos setores não abrangidos;
  • Promover um sistema de governação mais efetivo que, antes de mais, garanta o cumprimento de objetivos anuais, ao invés da avaliação a cada cinco anos e eventuais sanções financeiras em caso de não cumprimento.

Nas próximas semanas, a ONG Fern irá apresentar outro ranking, no qual será analisada a posição de cada um dos países relativamente à Regulação do setor do uso do solo, da reafectação do solo e da silvicultura (vulgo LULUCF, da sigla em inglês).


Lisboa, 28 de março de 2017

segunda-feira, 27 de março de 2017

Quarta 29: Sementes de Liberdade - Aquecimento para a Marcha contra a Monsanto


29 março quarta-feira às 18:00
Tertúlia em volta do filme Sementes de Liberdade 

Com a participação especial da investigadora agronómica Ana Pacheco, e de Margarida Silva, coordenadora da Plataforma Transgénicos Fora

Na sede da Campo Aberto (Rua de Santa Catarina, 730-2.º andar, no Porto), entrada livre

Esta tertúlia abre caminho à Marcha contra a Monsanto, iniciativa internacional que há alguns anos é secundada no Porto e que este ano ocorrerá no sábado 20 de maio de tarde. Oportunamente serão divulgadas informações sobre a marcha.

Organizam:

Campo Aberto - associação de defesa do ambiente
Plataforma Transgénicos Fora
Porto Sem OGM

Espécies em extinção: conheça os animais em risco (40 diapositivos...)

Com a população animal a cair a uma preocupante média de 52% em quatro décadas, listamos nesta galeria alguns dos animais que podemos perder para sempre. Saba quais: Os pinguins estão numa situação de extremo risco pelas mudanças da temperatura do mar e pelo derreter do gelo polar, causados pelas mudanças climáticas. Entre 17 e 19 espécies de pinguins estão numa situação de grande ameaça de extinção, segundo o órgão internacional que faz este registo.
Tigre-de-Sumatra- População restante: menos de 400.

Fotogaleria completa aqui

sábado, 25 de março de 2017

Musica do Bioterra: The Chameleons- The Perfume Garden (official and John Peel sessions)

This is one of those songs I HAVE to listen to on a loop, in a dark room at night with the headphones on so I can lose myself for hours.




You can shake your hips
You can seal your lips
I can't make that trip
And all life's fears
Can invade my ears
I can handle it
I can laugh with a friend
And remember the faces
We wore at school
Making the madness
And solitary sadness
A friendly fool
I thought of stories
They told us long ago
Of how the world was a perfume garden
I haven't yet learned to tame the creature there
And that at least I think is something good
All across the town
And across the street
You could feel the heat
Let me tell you friend
They could hardly wait
To mark your sheet
It was maximum joy
For the men they employed
To hold you down
Well I hope now you know
That this isn't the bliss
That you thought you found
Endless emptiness
An endless ringing bell
I couldn't show you
But I hope to one day
Pretty promises to teach the tender child
To welcome madness every Monday
Beck and call
It didn't seem to matter at all
Beck and call
You told us how to conquer it all
Beck and call
These children have nothing at all
Listening hard
For the voice of the child
I thought I heard
An alarm bell ringing
Pulled from my sleep
By invisible hands
The distant sound of a lady singing

sexta-feira, 24 de março de 2017

Rio Whanganui tem personalidade jurídica

O rio Whanganui, na Nova Zelândia, foi dotado de personalidade jurídica, passando a ter, legalmente, os mesmos direitos que os seres humanos.

Rio Whanganui

O rio de Whanganui é um rio principal na ilha norte de Nova Zelândia. É o terceiro maior rio do país (com 290 km de extensão) e tem um estatuto especial devido à sua importância para o povo Maori da região.
Toda a notícia aqui

Obsolescência Programada no Programa Biosfera (2011)

Obsolescência programada trata-se de uma prática empresarial de reduzir deliberadamente a vida de um produto para aumentar seu consumo porque, como publicado em 1928, uma publicidade influente revista dos EUA " um artigo que não se desgasta é uma tragédia para os negócios"

quinta-feira, 23 de março de 2017

Breathelife - uma base de dados para acedermos níveis de contaminação atmosférica de 3 mil cidades.

REIVINDICA JUNTO do PRESIDENTE da TUA  CIDADE  para LIMPAR o AR da CIDADE.




A poluição do ar pode ser um problema ambiental que estamos todos familiarizados, mas os níveis continuam a subir,pelo que  agora é uma crise de saúde pública que requer uma acção urgente. A poluição do ar ceifa 6,5 milhões de vidas por ano e contribui significativamente para as alterações climáticas. As cidades podem rapidamente reduzir a poluição do ar através de medidas já comprovadas como a regulamentação das emissões dos veículos e a implantação de redes de soluções de trânsito rápido, mas os líderes só vão agir se eles sabem que esta questão é de vital importância para os seus cidadãos. Faz um apelo aos teus líderes para que a tua cidade se integre na rede Respira Vida (Breathe Life) e apoie soluções que limpem o nosso ar, protejam a nossa saúde e reduzam os efeitos do aquecimento global.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Não acredita em alterações climáticas? Veja as imagens do antes e do depois


No início do século XX, os glaciares do Árctico eram um dos fenómenos mais misteriosos e desconhecidos da natureza. Mas, cerca de 100 anos depois, o seu desaparecimento tornou-se a prova "visível" das alterações climáticas. Em 2002, o fotógrafo sueco Christian Åslund, que colabora com a organização ambientalista Greenpeace há quase 20 anos, decidiu procurar no arquivo do Instituto Polar Norueguês imagens dos glaciares registadas em inícios do séc. XX, no arquipélago norueguês Svalbard. Durante três semanas, Åslund recolheu várias fotografias e percorreu o Árctico num barco de forma a reproduzir as mesmas imagens, no mesmo lugar, um século depois.

Notícia completa  e as 14 fotografias aqui