terça-feira, 16 de Setembro de 2014

Documentário da semana- Unveiled and Lifted (2013)


Unveiled and Lifted é o novo documentário Cari-Lee, que funde música, arte e conhecimento para criar uma avaliação envolvente dos problemas atuais da humanidade, juntamente com possíveis soluções pró-activas. Concentrando-se na auto-responsabilização, autogoverno, no individualismo e no "ser a mudança",Unveiled and Lifted oferece pensamentos de um conjunto eclético de autores, cineastas, artistas e pensadores livres acerca de governo, educação, paternidade e do princípio da não agressão, religião e espiritualidade, agorismo , voluntarismo e outros temas e conceitos que precisam ser abordadas e expressos durante estes tempos de mudanças relevantes. Fonte: Films for Action

segunda-feira, 15 de Setembro de 2014

6 factos chocantes sobre a indústria pesqueira


Fonte: Steve Trewhella
Longe vão os dias em que se lançava o isco à água e se esperava que o peixe mordesse. Às vezes, o que o mar dava nem para uma refeição chegava. Contudo, o crescimento da indústria pesqueira trouxe uma nova realidade – viciosa e brutal, tanto para os animais como para os humanos.
Os peixes criados em aquaculturas são sujeitos a vidas pouco agradáveis e os peixes que vivem em liberdade são pescados em quantidades exorbitantes e enfrentam mortes inumanas. Até os humanos são escravizados para lhe pôr o camarão na mesa de jantar, refere o Tree Hugger. Conheça alguns dos factos chocantes sobre a indústria pesqueira.
1.       Os navios pesqueiros são essencialmente navios de guerra
Os navios de pesca estão actualmente equipados com radares, ecolocalizadores, GPS, sistemas de navegação electrónicos e imagens satélites da temperatura dos oceanos para identificar os cardumes de peixe. Com estes equipamentos de navio de guerra, os peixes não têm qualquer hipótese de sobreviver.
2.       A quantidade de peixe pescado em excesso é assustadora
Por cada quilo de camarão pescado, 25 quilos de outros animais são pescados desnecessariamente para que o camarão possa ser retirado das águas. Para pescar um animal marinho específico, é quase sempre obrigatório pescar outros animais, que vêm presos nas redes. Assim, a quantidade de peixe pescado em excesso é exorbitante. A pesca de camarão é das piores práticas, já que 80 a 90% do que vem nas redes não é camarão. Apesar de este tipo de marisco contabilizar apenas 2% do total da indústria por peso, a sua pesca é responsável por 33% da pesca global em excesso.
3.       Se comprar camarão da Tailândia está a suportar o trabalho escravo
Um relatório publicado recentemente no jornal britânico Guardian revela a extensão chocante do trabalho utilizado na produção de camarão tailandês. Seres humanos são comprados e vendidos, e mantidos em embarcações durante meses. Os relatos falam em turnos de 20 horas, torturas, espancamentos, mortes em estilo de execução e na ingestão forçada de metanfetaminas para combater o cansaço. Estes navios produzem refeições de peixe feitas de sobras, de peixes juvenis ou peixes não comestíveis, que são utilizados para alimentar os camarões de viveiro. Estes, posteriormente, são vendidos nas superfícies comerciais de todo o mundo.
4.       O atum é pescado através dos muito controversos “dispositivos flutuantes de agregação”
O atum vive em águas livres e, como tal, é atraído por grandes dispositivos flutuantes, já que os animais pensam que se trata de uma possível fonte de alimento. Contudo, estes dispositivos são utilizados pelas embarcações para atrair o atum e facilitar a sua pesca.
5.       Do oceano ou de viveiro? Nenhuma opção é a melhor
Os peixes de viveiro estão sujeitos a viver em águas poluídas, amontoados ao ponto da canibalização, a deficiências nutricionais e a piolhos do mar. Actualmente, não existem requisitos legais para o abate de peixe. Os peixes que vivem no alto mar são pescados com redes que podem ter quilómetros de extensão e onde ficam sempre presas outras espécies, além das pretendidas. A pesca de arrasto é o equivalente à desflorestação e as redes de cerco, que encurralam cardumes inteiros de peixe, estripam muitos no processo.
6.       A população de cavalos-marinhos diminuiu 50% em cinco anos
Os cavalos-marinhos são uma espécie de animal marinho que serve de indicador, representando a saúde geral dos ecossistemas dos oceanos. Contudo, a sua população foi reduzida a metade nos últimos cinco anos. Embora não sirvam de alimento para a maior parte dos países, os cavalos-marinhos ficam presos nas redes de arrastos e são assim pescados. Todos os anos, 150 milhões de cavalos-marinhos são pescados para serem utilizados na medicina tradicional chinesa. Outro milhão adicional é pescado e seco para servir de decoração. Outro milhão é ainda pescado para aquários, apesar da sua baixa taxa de sobrevivência – menos de 0,1% sobrevive às primeiras seis semanas de vida.
Fonte Greensavers, 21 de Julho de 2014

domingo, 14 de Setembro de 2014

Tricky - 'Does It' feat. Francesca Belmonte (Official Video)


Does it make you feel good?
Make you feel hood?
Can I flow through your veins?
Can you make me feel strange?
Can you fall from the sky?
Will you leave me and die?
Will you come back again?
Will you meet me at time?

Where all the protesters
Show what's inside
This will be a swift decline
I wouldn't be caught in lies
I wouldn't be caught in lies

Will you fight for a cause?
Will you break all the laws?
Will you come back again?
Remember by when
Are you living free?

Does it make you feel good?
Make you feel good

Where all the protesters
Show what's inside
This will be a swift decline
I wouldn't be caught in lies
I wouldn't be caught in lies

Does it make you feel good?
Does it make you feel good?

Where all the protesters
Show what's inside
This will be a swift decline
I wouldn't be caught in lies

sexta-feira, 12 de Setembro de 2014

Bagaço da azeitona pode virar matéria-prima para biocombustível


Resíduos da produção de azeite de oliva podem produzir energia, a ser usada pela própria indústria do setor. Projeto europeu pesquisa o potencial energético da azeitona.

Cientistas e engenheiros da Universidade Tecnológica de Viena estão trabalhando numa brilhante estrutura de aço de quase dois andares. Trata-se de uma "usina de gasificação" de nova geração, tecnologia em que a universidade foi pioneira, algumas décadas atrás. Ela transforma biomassa em gás, usado na produção de eletricidade na Áustria e em outros países europeus.

O problema atual dessa fonte energética é a aquisição da biomassa para alimentar as usinas. Devido ao contínuo aumento dos preços de madeira e das plantas empregadas na produção de biocombustível, a tecnologia não consegue competir com outros combustíveis renováveis ou com os fósseis. Assim, a União Europeia está patrocinando um projeto para transformar em biocombustível o bagaço resultante do fabrico de azeite de oliva.

O pesquisador Stefan Müller integra a equipe da Universidade Tecnológica que explora esse potencial energético. Ele alinha sobre sua mesa garrafas com resíduos de azeitonas: alguns são facilmente identificáveis como restos dos frutos, outros mais parecem areia de praia escura. Essa "areia", que Müller denomina "olivina", é a matéria-prima das centrais de gasificação.

"O operador do moinho de azeite quer tirar o que puder da azeitona. Ele faz de tudo para extrair o máximo possível", comenta o pesquisador. "No final, sobram esses resíduos, onde quase não há mais nenhum óleo. É como o lixo dos moinhos de azeitonas, mas ainda contém uma grande quantidade de energia."
Fonte: Deutsche Welle 23.05.2014

quinta-feira, 11 de Setembro de 2014

Arte-poema- Antero de Quental

 Ivy Jacobsen
Sonho de olhos abertos, caminhando
Não entre as formas já e as aparências,
Mas vendo a face imóvel das essências,
Entre ideias e espíritos pairando…

Que é do Mundo ante de mim? fumo ondeando,
Visões sem ser, fragmentos de existências…
Uma névoa de enganos e impotências
Sobre vácuo insondável rastejando…

E d'entre a névoa e a sombra universais
Só me chega um murmúrio, feito de ais…
É a queixa, o profundíssimo gemido

Das coisas, que procuram cegamente
Na sua noite e dolorosamente
Outra luz, outro fim só pressentido…

Antero de Quental

quarta-feira, 10 de Setembro de 2014

Encontros Improváveis: Eugénio de Andrade e Rick Robin - Fragmento do Homem

Throwing Snow feat. Adda Kaleh - The Tempest
Fragmento do Homem

Que tempo é o nosso? Há quem diga que é um tempo a que falta amor. Convenhamos que é, pelo menos, um tempo em que tudo o que era nobre foi degradado, convertido em mercadoria. A obsessão do lucro foi transformando o homem num objecto com preço marcado. Estrangeiro a si próprio, surdo ao apelo do sangue, asfixiando a alma por todos os meios ao seu alcance, o que vem à tona é o mais abominável dos simulacros. Toda a arte moderna nos dá conta dessa catástrofe: o desencontro do homem com o homem. A sua grandeza reside nessa denúncia; a sua dignidade, em não pactuar com a mentira; a sua coragem, em arrancar máscaras e máscaras.


E poderia ser de outro modo? Num tempo em que todo o pensamento dogmático é mais do que suspeito, em que todas as morais se esbarrondam por alheias à «sabedoria» do corpo, em que o privilégio de uns poucos é utilizado implacavelmente para transformar o indivíduo em «cadáver adiado que procria», como poderia a arte deixar de reflectir uma tal situação, se cada palavra, cada ritmo, cada cor, onde espírito e sangue ardem no mesmo fogo, estão arraigados no próprio cerne da vida? 

Desamparado até à medula, afogado nas águas difíceis da sua contradição, morrendo à míngua de autenticidade - eis o homem! Eis a triste, mutilada face humana, mais nostálgica de qualquer doutrina teológica que preocupada com uma problemática moral, que não sabe como fundar e instituir, pois nenhuma fará autoridade se não tiver em conta a totalidade do ser; nenhuma, em que espírito e vida sejam concebidos como irreconciliáveis; nenhuma, enquanto reduzir o homem a um fragmento do homem. Nós aprendemos com Pascal que o erro vem da exclusão. 

Eugénio de Andrade, in 'Os Afluentes do Silêncio'

segunda-feira, 8 de Setembro de 2014

Conheça o chip que pode acabar de vez com os testes em animais

Tecnologia ‘Órgãos-em-Chips’ reproduz o funcionamento de órgãos humanos e deve se tornar uma opção eficaz para testes de remédios e de cosméticos
Dispositivos contêm células e tecidos humanos vivos (Foto: Divulgação/Harvard's Wyss Institute)
Fonte: Revista Galileu, 31/7/14
Há tempos os cientistas vêm buscando uma alternativa aos testes em animais – além da questão ética derivada do sofrimento das cobaias, a própria comunidade científica reconhece sua ineficiência. O motivo? Na maior parte das vezes, o funcionamento do organismo de um rato ou de um coelho se mostra diferente do metabolismo humano. Mesmo sendo parecidos estruturalmente com outros mamíferos, nós somos muito mais complexos. A recém-criada startup Emulate promete aposentar de vez a técnica, por meio de um chip que reproduz com fidelidade a fisiologia dos órgãos humanos.

Até o momento, os cientistas conseguiram reproduzir com sucesso pulmão, fígado, intestino, rim e medula óssea, mas garantem que os microchips são adaptáveis a todos os órgãos. A meta é, eventualmente, recriar o corpo humano inteiro com os chips, integrados em um sistema que contenha fluido com células imunológicas. Assim, será possível avaliar efeitos bioquímicos, metabólicos e genéticos de um novo fármaco em células específicas e também suas consequências no organismo como um todo.A tecnologia recebeu o nome de Organs-on-Chips (Órgãos-em-Chips), e foi desenvolvida por uma equipe de bioengenheiros do Instituto Wyss, ligado à Universidade de Harvard. Basicamente, são dispositivos miniaturizados que contêm minúsculos canais preenchidos com células e tecidos humanos vivos, cultivados em um fluido que garante as mesmas condições do corpo humano. “A plataforma fornece, pela primeira vez, uma janela para dentro do funcionamento interno dos órgãos humanos, sem a necessidade de invadir um corpo vivo”, disse em comunicado James Coon, CEO da nova empresa e também um dos membros do grupo de Harvard.

Além de tornar obsoletos os testes em animais e garantir resultados muito mais rápidos e seguros, a tecnologia pode também proporcionar avanços significativos na área de medicina personalizada. “Isso vai abrir novos caminhos para desenharmos tratamentos com células-estaminais verdadeiramente personalizados, baseados no perfil genético único de cada paciente, contido em seus próprios e individualizados Órgãos-em-Chips”, disse Shlomo Melmed, do hospital Cedars-Sinai, um dos financiadores da iniciativa.

Neste vídeo em inglês, os bioengenheiros falam sobre a tecnologia e seus potenciais. Confira no sítio da revista.

sábado, 6 de Setembro de 2014

Poemusica da (nova) era: Haruko~ Carousel


___ Feathers And Driftwood (2013) ___
sleep, sleep my little baby
moonlight on the apple-trees
glow-worms on the little daisies
they light your sweet dreams 

you're in the carousel, you're in the carousel, in the carousel of dreams now
you're in the carousel, in the carousel, in the carousel of dreams 

where shiny ponies carry your sleepy, your sleepy little soul to moon 

sexta-feira, 5 de Setembro de 2014

Mais doenças, mais lucro

À medida que o mundo moderno continua a consumir doenças – toxicidade ambiental, alimentos geneticamente modificados, gordura TRANS, excesso de sódio, açúcar, farináceos industrializados, conservantes, agrotóxicos, corantes etc. – as consequências à saúde se tornam mais prevalecentes e difíceis de se ignorar. Para a indústria farmacêutica , entretanto, não poderia ser melhor. A escalada de doenças colocou as fabricantes de remédios como uma das mais rentáveis do planeta. Com dúzias de escolhas de drogas para cada tipo de sintoma existente ou doença crônica, a indústria se equilibrou no fato de produzir bilhões de dólares mesmo com a saúde continuando a declinar vertiginosamente. O mais irônico de tudo isso é que a imensa maioria dos medicamentos fabricados é designada para tratar doenças que podem ser corrigidas por simples mudanças no estilo de vida, tais como adoção de métodos corretos de exercícios físicos e dieta alimentar.

No caso do Diabetes, por exemplo, a indústria farmacêutica tem estudos que prevêem faturamento de mais de 23 bilhões de dólares nos próximos 20 anos nos tratamentos dos estimados 280 milhões de novos pacientes diagnosticados com a doença.

Um estudo da American Heart Association estima que em 2030, cerca de 40% dos adultos americanos apresentarão algum tipo de doença cardíaca, incluindo comprometimento de artérias coronárias (angina, infarto), hipertensão arterial e acidente vascular cerebral (derrame), entre outras. O estudo não leva em conta mudanças no estilo de vida e que poderiam ser suficientes para evitar o surgimento dos problemas. O custo dos procedimentos médicos (medicamentos, cirurgia, tratamentos específicos etc) serão três vezes maiores do que os de hoje, no mínimo. A estimativa é que doenças cardíacas passem a custar cerca de US$ 1 trilhão por ano. Não é dificil se imaginar para onde vai a maioria desses recursos. Logicamente os principais premiados são os fabricantes dos remédios.

Não surpreendentemente, existe forte ligação entre doenças coronarianas e diabetes do tipo II. Estudos já bem documentados mostram que adultos portadores de diabetes são de duas a quatro vezes mais propensos a desenvolverem doenças cardíacas do que a população sem diabetes. Os principais fatores de risco para o desenvolvimento desses problemas incluem o tabagismo, obesidade, sedentarismo e dieta alimentar desregrada. Ora, se a indústria alimentícia produz grandes “venenos” para se comer, usando a mídia para incentivar o aumento de peso, a indústria do tabaco continua a todo o vapor e nada se faz para educar a população quanto à adoção de hábitos de vida salutar, como imaginar que a SAÚDE venha a prevalecer? É claro que muitos lucram com a indústria da doença. …e que se danem os outros.

Sergio Vaisman é médico especialista em Cardiologia e Nutrição, formado pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade do Estado do Rio de Janeiro.
** Publicado originalmente no site Mercado Ético

quinta-feira, 4 de Setembro de 2014

As ditaduras tecnológicas futuras por ALDOUS HUXLEY, entrevista em 18.05.1958



Aldous Huxley (1894 — 1963) foi um escritor inglês e um dos mais proeminentes membros da família Huxley. Passou parte da sua vida nos Estados Unidos, e viveu em Los Angeles de 1937 até à sua morte, em 1963. Huxley produziu um total de 47 livros ao longo de sua vida entre os quais está o famoso "Brave New World" 
Fonte: Movimento de Democracia Directa

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