quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

A biografia fascinante de Janusz Korczak


Janusz Korczak, pseudónimo de Henryk Goldszmit, também conhecido como o Velho Doutor ou o Senhor Doutor, nasceu em Varsóvia, no dia 22 de julho de 1878 ou 1879, e foi assassinado em Treblinka, no dia 5 ou 6 de agosto de 1942) foi médico, pediatra, pedagogo, escritor, autor infantil, publicista, activista social, oficial do Exército Polaco.

Foi um pedagogo inovador e autor de obras no campo da teoria e prática educacional. Foi precursor nas iniciativas em prol dos direitos da criança e do reconhecimento da total igualdade das crianças que hoje encontramos nas Escolas Democráticas.

Na qualidade de diretor de um orfanato instituiu, entre outros, um tribunal de arbitragem de crianças, no âmbito do qual as próprias crianças avaliavam as causas apresentadas por elas mesmas, podendo também levar a tribunal os seus educadores.

O famoso psicólogo suíço, Jean Piaget, que visitou o orfanato Dom Sierot (A Casa dos Órfãos), fundado e dirigido por Korczak, disse dele o seguinte: «Este homem maravilhoso teve a coragem de confiar nas crianças e nos jovens, com os quais trabalhava, ao ponto de transferir para as suas mãos as ocorrências disciplinares e de confiar a certos indivíduos as tarefas mais difíceis e de grande responsabilidade».

Korczak criou a primeira revista redigida a partir de textos enviados por crianças, que se destinava sobretudo a jovens leitores, A Pequena Revista. Foi igualmente um dos pioneiros dos estudos sobre o desenvolvimento e a psicologia da criança, bem como do diagnóstico da educação.

Era judeu-polaco que toda a vida afirmou pertencer às duas nações, a hebraica e a polaca.

Mais informação aqui

A comovente história da recuperação do Diário de Janusz Korczak, por um expatriado polaco, sem o qual dificilmente saberíamos com mais rigor todo o pensamento do Velho Doutor.

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Ciência e tecnologia - Artigo científico

Ciência e tecnologia


Em historiografia e em filosofia da história, o progresso (do latim Progressus, "um avanço") é a ideia de que o mundo pode se tornar gradativamente melhor no que diz respeito à ciência, tecnologia, modernização, liberdade, democracia, qualidade de vida, etc. Embora o progresso esteja frequentemente associado à noção ocidental da mudança monótona de uma tendência, em linha reta, no entanto concepções alternativas existem, como a teoria cíclica do eterno retorno formulada por Friedrich Nietzsche, ou "em forma de espiral" o progresso da dialéctica de Hegel, Marx, entre outros. 
Por outras palavras, o progresso é entendido como um conceito que indica a existência de um sentido de melhorar a condição humana. A consideração de possibilidade foi fundamental para a separação da ideologia feudal medieval, baseada no teocentrismo cristão (ou muçulmano) e expresso na escolástica. A partir desse ponto de vista - o qual não é o único possível em teologia - o progresso é sentido quando a história humana provem da queda do homem (o pecado original) e o futuro tende a Cristo. 

A história em si, interpretada como providencial, é um parêntesis na eternidade, e o homem não deve ter esperança de participar em mais do que a divindade concedida pelo Apocalipse. A crise medieval e renascentista, com o antropocentrismo, resolveram o debate dos antigos e modernos, superando o Argumentum ad verecundiam (argumento de autoridade) e Revelação como fonte do conhecimento. Desde a crise da consciência europeia do final do século XVII e da era do Iluminismo do século XVIII tornou-se banal expressar a ideologia dominante do capitalismo e da ciência moderna. 
A segunda metade do século XIX foi o momento otimista do seu triunfo, com os avanços técnicos da Revolução industrial, no qual o imperialismo europeu estendeu o seu conceito de civilização para todo o mundo. A sua expressão máxima foi o positivismo de Auguste Comte. Embora os percursores pudessem ser evidentes, até depois da Primeira Guerra Mundial, não houve um verdadeiro questionamento sobre a ideia de progresso, incluindo a mudança do paradigma científico, as vanguardas na arte, e o reexaminar da ordem econômico-social e política que envolveram a Revolução Soviética, a crise de 1929 e o fascismo.
Texto completo: aqui

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

O fenantreno e alquilbenzenos provocam efeitos lineares no desenvolvimento larval e genes de muitos peixes


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O fenantreno, um dos muitos produtos químicos conhecidos como hidrocarbonetos aromáticos policíclicos foi identificada como a substância responsável por danos causados aos corações dos peixes expostos a derramamentos de petróleo, nomeadamente no desastre do Deepwater Horizon, da BP. A descoberta desencadeou alertas para a exposição de seres humanos ao mesmo produto químico no ar e na água. 
Ler mais em NOLA.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Agricultura - É assim que funciona o mundo ao contrário, por Luís Alves


O testemunho do Luis Alves do Cantinho das Aromáticas :
"Estou neste momento no processo de obter certificação bio para a quinta, que muitos colegas chamam a "multa por fazer tudo direito".


O motivo por que o fazem é porque o agricultor biológico não contamina ar, solo e água e é exponencialmente mais fiscalizado do que os produtores convencionais que contaminam todos estes elementos, cabendo depois sobretudo ao contribuinte a sua limpeza.

Este é um dos principais motivos pelo qual muitas vezes nos espantamos com diferenças de preço entre convencional e bio: um é indirectamente muito mais subsidiado do que o outro.
E ainda por cima para nos fazer mal!

O nosso certificado serve os clientes que não nos conhecem sobretudo, porque fraude também existe mas junto-me a muitos outros que já afirmaram que o ideal era mesmo a agricultura biológica deixar de existir por que toda seria biológica.

Ou então haveria somente "agricultura" e "agricultura poluente"!

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

Livro- Governação Comunitária das Florestas, para Crianças

Este livro destina-se a todos os compartes, profissionais, investigadores, professores e educadores que estejam direta ou indiretamente relacionados com as florestas comunitárias e que queiram abordar com crianças e jovens a governação comunitária de recursos naturais e a educação das crianças para a cidadania.


quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Alejandro Alvarado - Para resolver problemas velhos, estude espécies novas


A Natureza é maravilhosamente abundante, diversa e misteriosa — mas a pesquisa biológica atualmente tende a focar-se apenas em sete espécies, incluído ratos, galinhas, moscas da fruta e nós. Estamos a estudar uma franja incrivelmente estreita da vida, diz o biólogo Alejandro Sánchez Alvarado, e esperamos que seja suficiente para resolver os problemas científicos mais velhos e mais complicados, como o cancro.


Nesta palestra visualmente cativante, Alvarado desafia-nos a interrogar o desconhecido e mostra-nos as descobertas incríveis que surgem quando o fazemos.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Área de eucalipto vai ficar congelada até 2030

«O Ministério da Agricultura [de Portugal] encontrou uma nova base de sustentação para o diploma da reforma da floresta que trava o crescimento da área de eucalipto em Portugal: uma resolução do Conselho de Ministros do anterior Governo, com data de Março de 2015, que ao aprovar a Estratégia Nacional para as Florestas determinava o congelamento até 2030 dos 812 mil hectares dos povoamentos com eucalipto.»
Toda a matéria no Público

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

A União Europeia não cumpre a legislação ambiental


A União Europeia não cumpre a legislação ambiental, nomeadamente em relação À poluição atmosférica e aos resíduos. 23 dos 28 estados membros violam os padrões de qualidade do ar, o que é grave se soubermos que a poluição do ar foi responsável pela morte prematura de 520 mil pessoas em 2013. A plena aplicação das leis ambientais da UE «poderia poupar 50 biliões de euros por ano em custos de saúde e custos diretos para o ambiente», sugere o relatório da Comissão. Para além da poluição atmosférica, a Comissão diz que há grandes lacunas na gestão dos resíduos, na natureza e na biodiversidade, no ruído e na qualidade e gestão da água. A Alemanha e a Eslovénia foram os melhores na UE, por exemplo, na reciclagem de cerca de 60% dos seus resíduos urbanos em 2014, enquanto a Eslováquia e Malta foram os piores com taxas de apenas 12%.
Toda a informação detalhada na Reuters