sábado, 28 de março de 2015

Tori Amos "Bouncing Off Clouds"


All of the photos featured in this video were taken by my dear friend Susanna "Riyueren" Bavaresco. Visit her photo blog Mutazioni del Silenzio

sexta-feira, 27 de março de 2015

9 alimentos que parecem saudáveis mas não são

Fonte: Greensavers
Está a tentar perder alguns quilos e, mesmo seguindo uma alimentação equilibrada, os ponteiros da balança não deixem? É melhor estar atento ao que come, pois alguns alimentos considerados saudáveis podem, na verdade, deitar tudo a perder.

“Não é porque está escrito no pacote que é saudável, light ou sem gordura que o produto realmente é uma boa opção para a sua dieta. Ele pode ter menos calorias, por exemplo, mas ser rico sódio ou gordura”, explica Celso Cukier, nutrólogo do Hospital Albert Einstein, em São Paulo, Brasil. O ideal é, em vez de ceder ao apelo comercial, ler o rótulo e a composição dos alimentos antes de colocar um produto no carrinho de supermercado.

Confira os nove produtos que têm fama de serem saudáveis, mas que, na verdade, não o são, segundo a Veja, um artigo publicado também no agregador O Meu Bem Estar.

1.Pão integral

A embalagem pode até dizer que o pão é integral, mas diversas vezes o produto contém mais farinha branca do que integral. De acordo com a endocrinologista Cintia Cercato, da Sociedade Brasileira de Endocrinologia (SBEM), certifique-se que o primeiro ingrediente listado no rótulo é a farinha integral. “Além disso, verifique o conteúdo de fibra por porção. Se tiver entre 3 a 4 gramas, pode comprar”, aconselha.

2.Agave

O néctar de agave é extraído da planta com o mesmo nome e é a base da tequila. Conhecido como um adoçante mais saudável que o açúcar, o produto é composto por 85% de frutose. “Ele é, sim, uma fonte energética alternativa. Porém, é altamente calórico e, em grandes quantidades, faz mal ao organismo”, afirma Celso Cukier, nutrólogo do Hospital Albert Einstein, em São Paulo. A frutose em excesso aumenta a resistência à insulina e em longo prazo pode ser um factor de risco para a diabetes. Além disso, um estudo recente constatou que a frutose provoca reacção no cérebro que aumenta o apetite mesmo depois de consumir muitas calorias.

3.Alimentos sem glúten

Eliminar o glúten da dieta é uma das soluções encontrada por quem quer perder peso, mas não existem provas científicas de que retirar esta proteína da mesa ajuda a diminuir o peso. “Para quem não sofre de doença celíaca, que não pode comer alimentos com glúten, não faz sentido algum comprar este tipo de alimentos. Eles têm tantas calorias como os que têm glúten e simplesmente não fazem diferença na dieta”, diz Celso Cukier.

4.Margarina

Assim como os celíacos precisam de alimentos sem glúten, também as pessoas com colesterol elevado necessitam de substituir a manteiga pela margarina. E não é qualquer margarina, mas aquelas marcas que acrescentam fitosterol na sua composição. O fitosterol é um extracto natural do óleo vegetal que ajuda a controlar os níveis de LDL (o colesterol “mau”) no sangue. Para quem não tem esse problema, não há qualquer vantagem em escolher a margarina no lugar da manteiga, ambas são ricas em calorias e gordura. “A margarina ainda tem uma grande quantidade de gordura vegetal, que actua no processo de inflamação do organismo”, explica Celso Cukier.

5.Alimentos orgânicos industrializados

Bolos, biscoitos, geleias e molhos industrializados feitos com ingredientes orgânicos são ricos em açúcar, assim como os que não são orgânicos. Além disso, pelo facto de serem processados, perdem grande parte das vitaminas e fibras. Trata-se, portanto, de um produto com os mesmos malefícios dos concorrentes sem esse rótulo e com a desvantagem de ser mais caro.

6.Salgados com poucas calorias ou pouca gordura

Segundo a nutricionista Márcia Fontes, coordenadora do Serviço de Nutrição do Hospital Norte D’Or, no Rio de Janeiro, os salgados industrializados anunciados como saudáveis induzem o consumidor em erro. “A pessoa acredita que, por ter poucas calorias e pouca gordura, esses alimentos podem ser consumidos à vontade. A redução é, normalmente, de 25%, o que significa que o alimento ainda tem 75% de gordura”, afirma.

7.Sumos de fruta industrializados

Os sumos industrializados contêm a partir de 30% de polpa de fruta. “O restante, na maior parte, é açúcar. Durante o seu armazenamento, a bebida perde antioxidantes e vitaminas”, diz Celso Cukier. O sumo light, por exemplo, tem menos açúcar, mas é rico em sódio, que causa retenção de líquidos.

8.Molhos para saladas

Molhos industrializados são ricos em sódio, gorduras saturadas e açúcares, que prejudicam a dieta equilibrada. “Temperar a salada com molhos naturais, como um pouco de azeite e sal, é mais saudável”, aconselha a nutricionista funcional Thaianna Velasco, da Clínica Helena Costa, no Rio de Janeiro. Uma dica é preparar um tempero com sumo de limão, iogurte, um fio de azeite de oliva e, no máximo, 1 grama de sal.

9.Bebidas desportivas

As bebidas desportivas devem ser consumidas por pessoas que praticam, pelo menos, uma hora de actividade física intensa. Para quem faz menos exercício, a bebida pode causar pedras no rim, por ser rica em sódio e potássio. “Bebidas para atletas não podem substituir os sumos ou a água. Elas não trazem benefício algum sem a prática de actividade física intensa”, diz Thaianna Velasco.

quarta-feira, 25 de março de 2015

História do ambientalismo Português- caso de Setúbal



Unidos na protecção da natureza, dois alunos do Liceu de Setúbal estavam, em 1976, longe de imaginar o papel que teriam na política ambiental da região, bem como de supor que uma associação por si fundada daria um contributo inestimável para a maior organização ecologista portuguesa. 

Carlos Frescata, Francisco Abreu, Francisco FerreiraViriato Soromenho Marques e outros. Os meus parabéns!

terça-feira, 24 de março de 2015

Inimiga nº 1 dos transgénicos, física indiana denuncia ditadura alimentar

Fonte: Folha de São Paulo, 24/8/13
Considerada a inimiga número um da indústria de transgênicos, a física e ativista indiana Vandana Shiva afirma que há uma ditadura do alimento, onde poucas e grandes corporações controlam toda a cadeia produtiva. E dá nome aos bois: Nestlé, Cargil, Monsanto, Pepsico e Walmart.
"Essas empresas querem se apropriar da alimentação humana e da evolução das sementes, que são um patrimônio da humanidade e resultado de milhões de anos de evolução das espécies", diz.
Crítica feroz à biopirataria, Shiva ressalta que a única maneira de combater o controle sobre a alimentação é o ativismo individual na hora de consumir produtos mais saudáveis e de melhor qualidade.
Leia os principais trechos da exclusiva à Folha durante o 3º Encontro Internacional de Agroecologia, em Botucatu.

É possível alimentar o planeta sem usar transgênicos?
O único modo de alimentar o mundo é livrando-se das sementes transgênicas. Essas sementes não produzem alimentos, mas produtos industrializados. Como isso poderia ser a solução para fome? Só estão criando mais controle sobre as sementes. Desde 1995, quando as corporações obtiveram o direito de controlar as sementes, 284 mil fazendeiros cometeram suicídio na Índia. Nós perdemos 15 milhões de agricultores por causa de um design de produção agrária criado para acabar com a agricultura familiar.

Como mudar a alimentação do modelo agroindustrial para outro baseado na produção familiar e na distribuição local?
As pequenas fazendas produzem 80% dos alimentos comidos no mundo. As indústrias produzem commodities. Apenas 10% dos grãos de milho e soja são comidos por pessoas; o resto é 'comido' pelos carros, como biocombustíveis, e por animais. É possível elevar esses 80% para 100% protegendo a biodiversidade, a terra, os fazendeiros e a saúde pública. É apenas por meio da agroecologia que a produtividade agrícola pode aumentar.

Como as grandes corporações dominam a cadeia mundial de alimentos?
Se você olha para as quatro faces que determinam nossa comida, são todas controladas por grandes corporações. As sementes são controladas pela Monsanto por meio dos transgênicos; o comércio internacional é controlado por cinco empresas gigantes; o processamento é controlado por outras cinco, como a Nestlé e a PepsiCo; e o varejo está nas mãos de gigantes como o Walmart, que gosta de tirar o varejo dos pequenos comércios comunitários e com conexões muito diretas entre os produtores de comida e os consumidores. São correntes longas e invisíveis, onde 50% dos alimentos são perdidos.
Temos sim uma ditadura do alimento. A razão que eu viajei todo esse caminho até o Brasil é porque eu sou totalmente a favor da liberdade alimentícia, porque uma ditadura do alimento não é só uma ditadura. É o fim da vida.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Maior aquífero do mundo fica no Brasil e abasteceria o planeta por 250 anos

Imagine uma quantidade de água subterrânea capaz de abastecer todo o planeta por 250 anos. Essa reserva existe, está localizada na parte brasileira da Amazônia e é praticamente subutilizada.

Até dois anos atrás, o aquífero era conhecido como Alter do Chão. Em 2013, novos estudos feitos por pesquisadores da UFPA (Universidade Federal do Pará) apontaram para uma área maior e nova definição.

"A gente avançou bastante e passamos a chamar de SAGA, o Sistema Aquífero Grande Amazônia. Fizemos um estudo e vimos que aquilo que era o Alter do Chão é muito maior do que sempre se considerou, e criamos um novo nome para que não ficasse essa confusão", explicou o professor de Instituto de Geociência da UFPA, Francisco Matos.

Segundo a pesquisa, o aquífero possui reservas hídricas estimadas preliminarmente em 162.520 km³ --sendo a maior que se tem conhecimento no planeta. "Isso considerando a reserva até uma profundidade de 500 metros. O aquífero Guarani, que era ao maior, tem 39 mil km³ e já era considerado o maior do mundo", explicou Matos.

O aquífero está posicionado nas bacias do Marajó (PA), Amazonas, Solimões (AM) e Acre --todas na região amazônica-- chegando até a bacias sub-andinas. Para se ter ideia, a reserva de água equivale a mais de 150 quatrilhões de litros. "Daria para abastecer o planeta por pelo menos 250 anos", estimou Matos. 

O aquífero exemplifica a má distribuição do volume hídrico nacional com relação à concentração populacional. Na Amazônia, vive apenas 5% da população do país, mas é a região que concentra mais da metade de toda água doce existente no Brasil.

Por conta disso, a água é subutilizada. Hoje, o aquífero serve apenas para fornecer água para cidades do vale amazônico, com cidades como Manaus e Santarém. "O que poderíamos fazer era aproveitar para termos outro ciclo, além do natural, para produção de alimentos, que ocorreria por meio da irrigação. Isso poderia ampliar a produção de vários tipos de cultivo na Amazônia", afirmou Matos.

Para o professor, o uso da água do aquífero deve adotar critérios específicos para evitar problemas ambientais. "Esse patrimônio tem de ser visto no ciclo hidrológico completo. As águas do sistema subterrâneo são as que alimentam o rio, que são abastecidos pelas chuvas. Está tudo interligado. É preciso planejamento para poder entender esse esquema para que o uso seja feito de forma equilibrada. Se fizer errado pode causar um desequilíbrio", disse.

Mesmo com a água em abundância, Matos tem pouca esperança de ver essa água abastecendo regiões secas, como o semiárido brasileiro. "O problema todo é que essa água não tem como ser transportada para Nordeste ou São Paulo. Para isso seriam necessárias obras faraônicas. Não dá para pensar hoje em transportar isso em distâncias tão grandes", afirmou. [Fonte: UOL, 21/3/15]

domingo, 22 de março de 2015

SISKIYOU - Never Ever Ever Ever Again

SISKIYOU - Never Ever Ever Ever Again (2011) 3:49
director and producer JAMIE M. DAGG
director of photography ADAM MARSDEN and JAMIE M. DAGG
director of photography - wooden bird elements HENRY SANSOM
editor JEFF SCHEVEN
co-producer ASHLEIGH RAINS
executive producer NICK SORBARA

sábado, 21 de março de 2015

O Dia Internacional das Florestas da ONU 2015 e seu lema: “Florestas, Clima, Mudança”. Mudar o quê? (e-Livro)

E também Dia Mundial da Poesia:

" As árvores, por exemplo, toleram bem o tédio:
praticamente nada acontece no reino vegetal de uma floresta,
e não é por essa razão que as exaltações guerreiras

se multiplicam. O homem
-disse o velho- deveria aprender a imitar
o ímpeto lento das árvores
que querem ser vistas e jamais parando, sobem sempre."

GONÇALO M. TAVARES" Uma Viagem à Índia", 2010, Caminho, p.265."

sexta-feira, 20 de março de 2015

Campanha: "O amor não tem rótulos"



Enquanto a grande maioria das pessoas considera-se sem preconceitos, muitos de nós não intencionalmente fazemos julgamentos precipitados sobre as pessoas com base no que vemos, seja de raça, idade, sexo, religião, sexualidade ou deficiência. Esta pode ser uma razão para que muitos se sintam discriminados. Subconsciente "viés implícito" chamado preconceito -com profundas implicações para o modo como vemos e interagir com outras pessoas que são diferentes de nós. Isso pode dificultar a capacidade de uma pessoa para encontrar um emprego, garantir um empréstimo, alugar um apartamento, ou chegar a um julgamento justo, perpetuando as disparidades na sociedade. A campanha “Love has no labels” (O amor não tem rótulo) desafia-nos a abrir os olhos para o nosso preconceito e trabalhar para pará-lo em nós mesmos, nossos amigos, nossas famílias e nossos colegas. Repense o seu preconceito em love has no labels

quinta-feira, 19 de março de 2015

Será que realmente usamos apenas 10% do cérebro?

Não se sabe como o mito surgiu, mas, assim como os músculos, a maior parte do cérebro está constantemente activa.



Dezembro de 2014

Robynne Boyd

Não é surpresa que o cérebro permaneça um mistério. Além de realizar milhões de tarefas corriqueiras, ele compõe sinfonias, problematiza e apresenta soluções elegantes para equações. Ele é a fonte de todas as experiências, sentimentos e comportamentos humanos, além de ser o repositório da memória e da autoconsciência.
​A esse mistério soma-se a afirmação de que humanos empregam “apenas” 10% de seus cérebros. Se pessoas comuns pudessem acessar aqueles outros 90%, elas também poderiam se tornar como aqueles que se lembram do valor de π (Pi = 3,1415926...) até a vigésima milésima casa decimal ou talvez tivesse até poderes telecinéticos.

Apesar de atraente, a ideia do “mito de 10%” é tão errônea que é quase risível, opina o neurologista Barry Gordon da Johns Hopkins School of Medicine, em Baltimore. Embora não haja um vilão definitivo para se culpar por ter iniciado essa lenda, a noção tem sido associada ao psicólogo e escritor americano William James. Em sua obra The Energies of Men (As energias do homem, em tradução livre) ele afirmou que “estamos aproveitando apenas uma pequena parte de nossos recursos mentais e físicos possíveis”. A noção também foi associada a Albert Einstein, que supostamente a empregava para explicar sua extraordinária inteligência cósmica.

A durabilidade do mito, na opinião de Gordon, deriva das concepções que as pessoas têm de seus próprios cérebros: elas veem suas próprias falhas como evidência da existência de matéria cinzenta inexplorada. Essa é uma suposição falsa.

“Acontece que usamos praticamente todas as partes do cérebro, e a maior parte dele está ativa quase todo o tempo”, acrescenta Gordon. “Vamos colocar da seguinte forma: o cérebro representa 3% do peso do corpo e usa 20% de sua energia”.

O encéfalo humano médio pesa aproximadamente 1,36 kg. Esse conjunto compreende o cérebro, que é a maior porção e executa todas as funções cognitivas superiores; o cerebelo, responsável pelas funções motoras, como a coordenação de movimentos e do equilíbrio; e o tronco cerebral, destinado a funções involuntárias como respirar.

A maior parte da energia consumida pelo cérebro aciona os rápidos disparos de milhões de neurônios que se comunicam entre si. Cientistas acreditam que é esse tipo de disparo e conectividade neuronal que dá origem a todas as funções superiores do cérebro. O resto de sua energia é destinado a controlar outras atividades — tanto involuntárias, como a frequência cardíaca, como conscientes, como dirigir um carro.

Embora seja verdade que as regiões do cérebro não disparam simultaneamente a todo o momento, neurocientistas mostraram por meio de técnicas de imagem que, como os músculos do corpo, a maioria das regiões está continuamente ativa durante um período de 24 horas. “No decorrer de um dia, as evidências mostrariam que a pessoa usa 100% do cérebro”, garante John Henley, um neurologista da Clínica Mayo em Rochester, Minnesota. Mesmo durante o sono, áreas como o córtex frontal, que controla processos como o raciocínio de nível superior e a autoconsciência, ou as áreas somatossensoriais, que ajudam as pessoas a experimentar sensações físicas e perceber seus arredores, estão ativas, explica Henley.

Considere o simples ato de servir café de manhã: ao andar em direção do bule, estender a mão para pegá-lo, colocar a bebida na caneca e até deixar espaço extra para o leite, os lobos occipital e parietal, os córtices sensório-motores, os gânglios basais, o cerebelo e os lobos frontais são todos ativados. Uma “tempestade elétrica” de atividade neuronal ocorre praticamente em todo o cérebro no intervalo de apenas alguns segundos.

“Isso não quer dizer que se o cérebro estivesse danificado a pessoa seria incapaz de realizar tarefas cotidianas”, prossegue Henley. “Existem pessoas que sofreram lesões cerebrais ou tiveram partes dele removidas, que ainda têm uma vida razoavelmente normal; mas isso se deve ao fato de o cérebro ter uma forma de compensação, garantindo que aquilo que sobrou assuma a atividade”.

Ser capaz de mapear as várias regiões e funções do cérebro é fundamental para entender os possíveis efeitos colaterais caso uma dada região comece a falhar. Especialistas sabem que neurônios que desempenham funções similares tendem a se agrupar. Os neurônios que controlam o movimento do polegar, por exemplo, estão localizados do lado dos que controlam o dedo indicador. Por essa razão, quando realizam uma cirurgia cerebral, neurocirurgiões evitam cuidadosamente os agrupamentos neurais associados à visão, audição e aos movimentos, permitindo assim que o cérebro retenha o máximo possível de suas funções.

Ainda não se sabe como aglomerados de neurônios das diversas regiões do cérebro contribuem para formar a consciência. Até agora, não há nenhuma evidência de que exista um lugar específico para ela, o que leva especialistas a acreditar que realmente se trata de um esforço neural coletivo. Outro mistério oculto em nossos córtices enrugados é que, de todas as células do cérebro, apenas 10% são neurônios; os outros 90% são células gliais (ou gliócitos), que encapsulam e suportam neurônios, mas cuja função continua em grande parte desconhecida.

Em última análise, não é que usemos apenas 10% de nossos cérebros; o fato é que só compreendemos cerca de 10% de como ele funciona.​

quarta-feira, 18 de março de 2015

10 raras mutações genéticas que conferem poderes incríveis

Em comparação com muitas outras espécies, todos os seres humanos têm genomas incrivelmente semelhantes. No entanto, mesmo pequenas variações em nossos genes ou ambientes podem fazer com que desenvolvamos características que nos tornam únicos. Estas diferenças podem se manifestar de maneiras comuns, como através da cor do cabelo, altura ou estrutura facial, mas, ocasionalmente, uma pessoa ou população desenvolve uma característica que os diferencia claramente do resto da raça humana. [Fonte:Hypescience]

10. Impossibilidade de ter colesterol alto


Enquanto a maioria de nós tem que se preocupar em limitar a ingestão de alimentos fritos, bacon, ovos ou qualquer coisa que nos dizem que está na “lista de aumento de colesterol” do momento, algumas pessoas podem comer todas essas coisas e muito mais, sem medo. Na verdade, não importa o que elas consumam, o seu “mau colesterol” (níveis sanguíneos de lipoproteína de baixa densidade, associados a doenças do coração) permanece praticamente inexistente.

Essas pessoas nasceram com uma mutação genética. Mais especificamente, elas não têm cópias funcionais de um gene conhecido como PCSK9. Enquanto geralmente quem nasce com um gene faltando é azarado, neste caso, o fato parece ter alguns efeitos colaterais positivos.

Depois que os cientistas descobriram a relação entre este gene (ou falta dele) e o colesterol, cerca de 10 anos atrás, empresas farmacêuticas têm trabalhado freneticamente para criar uma pílula que bloqueia o PCSK9 em outros indivíduos. A droga está perto de conseguir a aprovação da Administração de Drogas e Alimentos (FDA, na sigla em inglês) norte-americana. Nos ensaios iniciais, os doentes que tomaram o medicamento chegaram a sofrer uma redução de 75% nos seus níveis de colesterol.

Até agora, os cientistas só encontraram a mutação em alguns de afro-americanos, e aqueles que têm esta característica genética se beneficiam com cerca de 90% de redução do risco de doença cardíaca.

9. Resistência ao HIV


Vários tipos de coisas poderiam acabar com a raça humana – colisões com asteroides, aniquilação nuclear e mudança climática extrema, só para citar alguns. Apesar destes favoritos de Hollywood serem os primeiros que lembramos, talvez a ameaça mais assustadora é algum tipo de super vírus. Se uma doença grave assolar a população, apenas os poucos que são imunes a ela teriam uma chance de sobrevivência. Felizmente, sabemos que certas pessoas são realmente resistentes a doenças específicas.

O HIV, por exemplo. Algumas pessoas têm uma mutação genética que desativa a sua cópia da proteína CCR5, que o vírus usa como porta de entrada para as células humanas. Assim, se uma pessoa não tem a CCR5, o vírus não pode entrar em suas células, o que torna extremamente improvável que ela seja infectada com a doença.

Dito isto, os cientistas acham que as pessoas com esta mutação são resistentes, mas não imunes ao HIV. Alguns indivíduos sem esta proteína contraíram e até mesmo morreram de AIDS. Aparentemente, alguns tipos incomuns de HIV descobriram como usar outras proteínas que não a CCR5 para invadir as células. Este tipo de habilidade é o que torna os vírus tão assustadores.

Pessoas com duas cópias do gene defeituoso são mais resistentes ao HIV. Atualmente, isto inclui apenas cerca de 1% dos caucasianos e é ainda mais raro em outras etnias.

8. Resistência à malária


Aqueles que têm uma resistência especialmente elevada à malária são portadores de outra doença mortal: anemia falciforme. Claro, ninguém quer a capacidade de se esquivar da malária só para morrer prematuramente em função de glóbulos deformados, mas há uma situação em que ter o gene falciforme compensa. Para entender como isso funciona, temos de explorar os conceitos básicos de ambas as doenças.

A malária é um tipo de parasita transportado por mosquitos que pode levar à morte (cerca de 660 mil pessoas por ano) ou, pelo menos, fazer alguém se sentir à beira da morte. A malária faz o seu trabalho sujo ao invadir as células vermelhas do sangue e se reproduzir. Depois de alguns dias, os novos parasitas da malária estouram para fora do glóbulo habitado, destruindo-o. Eles, então, invadem outras células vermelhas do sangue. Este ciclo continua até que os parasitas sejam parados por meio de tratamento, pelos mecanismos de defesa do corpo ou pela morte. Este processo gera perda de sangue e enfraquece os pulmões e fígado. Além disso, aumenta a coagulação do sangue, o que pode desencadear coma ou convulsão.

A anemia falciforme provoca alterações na forma e composição de células vermelhas do sangue, o que faz com que seja difícil para elas fluírem pela corrente sanguínea e entregarem níveis adequados de oxigênio. No entanto, como as células do sangue são mutantes, elas confundem o parasita da malária, o que torna difícil para ele anexar-se e infiltrar-se nelas. Consequentemente, aqueles que têm as células falciformes são naturalmente protegidos contra a malária.

Você pode ter os benefícios antimalária sem realmente ter as células falciformes, contanto que seja um portador do gene falciforme. Para chegar à anemia falciforme, uma pessoa tem que herdar duas cópias do gene mutado, uma do pai e uma da mãe. Se só tem um, a pessoa têm hemoglobina anormal o suficiente para resistir à malária, ainda que nunca desenvolva a anemia plena.

Devido à sua forte proteção contra a malária, o traço falciforme tornou-se altamente selecionado naturalmente em áreas do mundo onde a malária é muito difundida, indo de 10 a 40% das pessoas com a mutação.
7. Tolerância ao frio


Inuits e outras populações que vivem em ambientes intensamente frios se adaptaram a essa forma extrema de vida. Será que essas pessoas simplesmente aprenderam a sobreviver nesses ambientes, ou são de alguma forma biologicamente diferentes?

Moradores de zonas frias têm diferentes respostas fisiológicas a temperaturas baixas, em comparação com aqueles que vivem em ambientes menos gelados. Pode haver pelo menos um componente genético para essas adaptações, porque mesmo se alguém se muda para um ambiente frio e vive lá por décadas, seu corpo nunca atinge o mesmo nível de adaptação dos nativos que viveram no ambiente por gerações. Por exemplo, pesquisadores descobriram que os indígenas siberianos são melhores adaptados ao frio, mesmo quando comparados com os russos não indígenas que vivem na mesma comunidade.

As pessoas nativas de climas frios têm maiores taxas metabólicas basais (cerca de 50% maiores) do que aqueles acostumados a climas temperados. Além disso, eles podem manter a temperatura do corpo melhor sem calafrios e têm relativamente menos glândulas sudoríparas no corpo e mais na face. Em um estudo, cientistas testaram diferentes etnias para ver como a temperatura de suas peles mudava quando expostas ao frio. Eles descobriram que os inuits eram capazes de manter a temperatura da pele mais alta do que qualquer outro grupo testado, seguidos por outros norte-americanos nativos.

Estes tipos de adaptações, em parte, explicam por que os aborígenes australianos conseguem dormir no chão durante as noites frias (sem abrigo ou roupas), sem efeitos nocivos. Também é por isso que os inuits podem viver muito tempo de suas vidas em temperaturas abaixo de zero.

O corpo humano é muito mais adequado para se ajustar ao calor do que ao frio, portanto é bastante impressionante que as pessoas consigam não apenas viver, mas prosperar em temperaturas muito baixas.

6. Otimizados para grandes altitudes


A maioria dos escaladores que chegaram ao cume do Monte Everest não teriam feito isso sem um guia sherpa local. Por incrível que pareça, os sherpas costumam viajar à frente dos aventureiros para instalar cordas e escadas, e só assim os outros alpinistas têm a chance de chegar até as falésias íngremes.

Há poucas dúvidas de que os tibetanos e nepaleses são fisicamente superiores neste ambiente de grande altitude, mas o que exatamente lhes permite trabalhar vigorosamente em condições pobres em oxigênio, enquanto as pessoas comuns têm de lutar apenas para se manterem vivas?

Tibetanos vivem a uma altitude superior a 4 mil metros e estão acostumados a respirar o ar que contém cerca de 40% menos oxigênio do que ao nível do mar. Ao longo dos séculos, os seus corpos compensaram esse ambiente de baixo oxigênio desenvolvendo peitorais maiores e aumentando a capacidade pulmonar, o que torna possível para eles inalar mais ar a cada respiração.

E, ao contrário daqueles que vivem em baixas altitudes, cujos corpos produzem mais glóbulos vermelhos quando não são alimentados com oxigênio o suficiente, moradores de grandes altitudes evoluíram para fazer exatamente o oposto, produzindo menos células vermelhas do sangue. Isto porque, enquanto um aumento das células vermelhas do sangue pode ajudar temporariamente uma pessoa a obter mais oxigênio para o corpo, também deixa o sangue mais grosso ao longo do tempo e pode levar à formação de coágulos sanguíneos e outras complicações potencialmente mortais. Da mesma forma, os sherpas têm melhor fluxo de sangue no cérebro e são em geral menos suscetíveis ao mal da montanha (também conhecido como doença das alturas ou hipobaropatia).

Mesmo quando vivem em altitudes mais baixas, os tibetanos ainda mantêm essas características, e pesquisadores descobriram que muitas dessas adaptações não são simplesmente variações fenotípicas (ou seja, que se reverteriam a baixas altitudes), mas adaptações genéticas. Uma alteração genética particular ocorreu em um trecho do DNA conhecido como EPAS1, que codifica uma proteína reguladora. Esta proteína detecta a produção de oxigênio e controla as células vermelhas do sangue, explicando por que os tibetanos não superproduzem glóbulos vermelhos quando privados de oxigênio, como as pessoas comuns.

Os chineses han, parentes de terras baixas dos tibetanos, não compartilham essas características genéticas. Os dois grupos se separaram um do outro cerca de 3 mil anos atrás, o que significa que essas adaptações ocorreram em apenas cerca de 100 gerações, um tempo relativamente curto em termos de evolução.

5. Imunidade a uma doença cerebral

Caso você precise de mais um motivo para evitar o canibalismo, saiba que comer nossa própria espécie não é uma escolha particularmente saudável. O povo Fore de Papua Nova Guiné nos mostrou isso em meados do século XX, quando sua tribo sofreu com uma epidemia de Kuru – uma doença cerebral degenerativa, fatal e endêmica da região que se espalha pela ingestão de outros seres humanos.

Kuru é uma doença priónica relacionada com a doença de Creutzfeldt-Jakob (que afeta seres humanos) e a encefalopatia espongiforme bovina (doença da vaca louca). Como todas as doenças de príon, o kuru dizima o cérebro, enchendo-o de buracos semelhantes a esponjas. Os infectados sofrem um declínio na memória e intelecto, alterações de personalidade e convulsões. Às vezes, as pessoas podem viver com uma doença priônica por anos, porém, no caso do kuru, os doentes geralmente morrem dentro de um ano após mostrarem sintomas. É importante notar que, embora seja muito raro, uma pessoa pode herdar a doença de príon. No entanto, é mais comum que seja transmitida pela ingestão de uma pessoa ou animal infectado.

Inicialmente, antropólogos e médicos não sabiam porque o kuru havia se espalhado por toda a tribo Fore. Até que, no final de 1950, descobriu-se que a infecção estava sendo transmitida em celebrações fúnebres, nas quais os membros da tribo ingeriam seus parentes falecidos como sinal de respeito, em especial o cérebro. Principalmente as mulheres e crianças participavam do ritual antropofágico, sendo, consequentemente, os mais atingidos. Antes da prática funerária ter sido foi proibida, tinha restado quase nenhuma jovem mulher em algumas aldeias Fore.

Mas nem todos os que foram expostos ao kuru morreram por causa disso. Os sobreviventes tinham uma nova variação em um gene chamado G127V que os fez imune à doença cerebral. Agora, ele é bem difundido entre os Fore e povos que vivem ao redor – o que é surpreendente, já que o kuru só apareceu na região por volta de 1900. Este incidente é um dos exemplos mais fortes e mais recentes da seleção natural nos seres humanos.

terça-feira, 17 de março de 2015

Vídeo da Nasa mostra que poeira do Sahara viaja até a Amazónia [assista]

Existem mais coisas entre o deserto do Sahara e a floresta amazônica do que supõe a nossa vã filosofia. Prova disso é um vídeo criado pela Nasa cujas imagens mostram que, apesar dos mais de 2.500 quilómetros de distância, o deserto do Sahara e a floresta amazónica estão mais ligados do que parece.
A agência espacial norte-americana colectou dados entre 2007 e 2013 que mostram a relação entre o deserto, que ocupa um terço do território africano, e a maior floresta tropical do mundo.
O estudo mostra que cerca de 182 milhões de toneladas de poeira atravessam o oceano Atlântico todos os anos, saindo do Sahara para o continente americano. É a primeira vez que a Nasa consegue quantificar quanta poeira faz essa viagem.
Do total, 27,7 milhões de toneladas caem na floresta, trazendo diversos nutrientes, como o fósforo.
A região amazónica recebe em média 22 mil toneladas de fósforo, que funciona como um fertilizante e é fundamental para o crescimento das plantas, compensando as perdas desse nutriente durante as chuvas e inundações.
Chuvas
O estudo também mostra que a quantidade de poeira transportada depende das chuvas que ocorrem no Sahel, região ao sul do Sahara. Quando as chuvas aumentam, a quantidade de poeira transportada no ano seguinte para a floresta é menor.
A descoberta faz parte de uma pesquisa que visa compreender o papel da poeira e outros agentes no meio ambiente e no clima local e global.
Veja a viagem que a poeira do Sahara faz em direcção ao continente americano:
Fonte: Mercado Ético

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