Sábado, 18 de Maio de 2013

~Né Ladeiras~ Ao longo de um claro rio de água doce

E pareciam campinas
vales tão estendidos
pareciam mesmo os teus braços
que me abraçam cingidos
ou seria das silvas
do gengibre do benjoim
do cheiro daquela chuva
dos cacimbos enfim
porque haveria de ter
saudades tuas
ao longo de um claro rio
de água doce

Quinta-feira, 16 de Maio de 2013

Documentário da Semana: Uma quinta para o futuro


A realizadora de filmes de vida selvagem Rebecca Hosking investiga como transformar a quinta de sua família em Devon numa quinta agícola de baixo consumo de energia em preparação para o futuro, e descobre que a natureza tem a chave.
Com seu pai perto da reforma, Rebecca retorna à quinta de sua família em Devon, para se tornar a próxima geração a cultivar a terra. Mas os aumentos de preços do ano passado dos combustíveis foram um alerta para Rebecca. Percebendo que toda a produção de alimentos no Reino Unido é completamente dependente de combustíveis fósseis abundantes e baratos, especialmente petróleo, ela se propõe a descobrir o quão seguro esta fonte de petróleo é. Alarmada com as respostas, ela explora formas de agricultura sem o uso de combustíveis fósseis. Com a ajuda de agricultores e produtores pioneiros, Rebecca descobre que na verdade é a natureza que tem a chave para a futura agricultura de baixa energia.

Quarta-feira, 15 de Maio de 2013

Pesticidas na comida: Portugal acima da média europeia

Não é novidade...cada vez mais as aves, os batráquios e os insectos (em particular as abelhas e borboletas) e além dos peixes de rio, há muito que estão em risco de vulnerabilidade e alguns passaram para estatuto de vias de extinção...só chegando ao Homem, já é tarde demais.

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Portugal é um dos países europeus mais vezes referido num relatório sobre resíduos de pesticidas nos alimentos, divulgado pela Autoridade Europeia para a Segurança Alimentar (EFSA). O estudo, referente ao ano de 2010, abrange 29 países europeus – os 27 da UE e ainda Noruega e Islândia – e dá conta dos testes feitos a 12,168 amostras de onze tipos de frutas e legumes e alguns produtos derivados.

O relatório aponta valores em consonância com as normas europeias para 97,2 por cento dos casos testados, e sustenta que 99,6 por cento das amostras não apresentam riscos para os consumidores. Portugal é um dos cinco países onde a média de amostras acima dos valores permitidos superou os 3 por cento: os restantes são Eslováquia, Chipre, Malta e Eslovénia.
[Ler resto da notícia aqui

Terça-feira, 14 de Maio de 2013

Domingo, 12 de Maio de 2013

Gabriel Fauré, nascido a 12 de Maio

A música é medicina para muitas culturas 


Votre âme est un paysage choisi
Que vont charmant masques et bergamasques
Jouant du luth et dansant et quasi
Tristes sous leurs déguisements fantasques.
Tout en chantant sur le mode mineur
L'amour vainqueur et la vie opportune,
Ils n'ont pas l'air de croire à leur bonheur
Et leur chanson se mêle au clair de lune,
Au calme clair de lune triste et beau,
Qui fait rêver les oiseaux dans les arbres
Et sangloter d'extase les jets d'eau,
Les grands jets d'eau sveltes parmi les marbres.

Biografia de Gabriel Fauré aqui

Sábado, 11 de Maio de 2013

Ao meu amigo António Pinho Vargas

Pela obra, pela argúcia das suas intervenções lúcidas nas redes sociais, pelos livros e claro pela Música de grande beleza!

Sexta-feira, 10 de Maio de 2013

A emergência do 4ª sector- toda a economia será Social

Foto: Acción Poética

Fábrica de EscritaCreio que há tanta tecnologia intervindo nas mensagens (androids, redes sociais, telemóveis, Ipad, boletins informativos, especializações, tráficos  atomização) , que a mensagem VOZ perdeu o seu espaço e ar...e andamos todos sedentos de todos. Porque tudo se economizou, proletarizou e o espaço e tempo de amor ficou medíocres e acre e frágil e a austeridade é isso mesmo: uma poluição financeira e uma ditadura, em que o inimigo é difuso.Então cresçamos nalgumas direcções, como a emergência do 4º Sector (saiba mais em Fourth Sector. Net).




E depois podemos pensar no politicamente correcto (o escrito e o oral) muitas vezes é tão ineficaz e só padroniza, idolatra e amesquinha! Avançaríamos para a semiótica, a antropologia cultural...sociologia e a mistificação da sustentabilidade e do amor na new age, etc, etc...Os perigos e riscos de uma vida baseada apenas em "carpe diem"....etc, etc...ou o sacudir meio envergonhado, meio irresponsável de muita gente com quem falamos: "vamos vivendo um dia de cada vez", que substituiu viralmente o "vamos andando"

Quinta-feira, 9 de Maio de 2013

Documentário da semana: A Tornallon


A Tornallom, de Enric Peris e Miguel Castro (48')

Espanha, 2003
Espanhol, com legendas em Português. Partes 2 a 5 disponíveis no Youtube
Documentário sobre a luta contra-imobiliária em La Punta, zona rural, agricultural no Sul da Valência, Espanha. A luta é apoiada por um movimento de jovens anarquistas, que chegam da cidade para ali viver. Mostra o conflito com a imobiliária, a vida quotidiana do projecto, as relações entre os jovens e os moradores originais do lugar.

Quarta-feira, 8 de Maio de 2013

Tratado do Decrescimento Sereno

Foto: "O CRESCIMENTO INFINITO É INCOMPATÍVEL COM UM MUNDO FINITO" - por Serge Latouche, filósofo e economista francês, em "Tratado do Decrescimento Sereno" (Editora Martins Fontes):

"Há perguntas demais neste mundo aqui de baixo, nos diz Woody Allen: de onde viemos? Para onde vamos? E o que vamos comer hoje à noite? Se, para dois terços da humanidade, a terceira questão é a mais importante, para nós, do Norte, os empanzinados do hiperconsumo, ela não é uma preocupação. Consumimos carne demais, gordura demais, açúcar demais, sal demais. O que nos assombra é antes o sobrepeso. Corremos o risco de sofrer de diabetes, cirrose do fígado, colesterol e obesidade: esta atinge 60% da população dos EUA, 30% da Europa e 20% das crianças na França. Estaríamos melhor se fizéssemos dieta. Esquecemos as duas outras perguntas que, menos urgentes, são contudo mais importantes.

Para onde vamos? De cara contra o muro. Estamos a bordo de um bólido sem piloto, sem marcha a ré e sem freio, que vai se arrebentar contra os limites do planeta. (...) Mas, com a nossa refeição desta noite garantida, não queremos escutar nada. Ocultamos, em particular, a questão de saber de onde viemos: de uma sociedade de crescimento - ou seja, de uma sociedade fagocitada por uma economia cuja única finalidade é o crescimento pelo crescimento. É significativa a ausência de uma verdadeira crítica da sociedade de crescimento na maioria dos discursos ambientalistas, que só fazem enrolar nas suas colocações sinuosas sobre o desenvolvimento sustentável.

Dizer que um crescimento infinito é incompatível com um mundo finito e que tanto nossas produções como nossos consumos não podem ultrapassar as capacidades de regeneração da biosfera são evidências facilmente compartilháveis. Em compensação, são muito menos bem-aceitas as consequências incontestáveis de que essas mesmas produções e esses mesmos consumos devem ser reduzidos, e que a lógica do crescimento sistemático e irrestrito (cujo núcleo é a compulsão e a adição ao crescimento do capital financeiro) deve portanto ser questionada, bem como nosso modo de vida."

SERGE LATOUCHE
http://pt.wikipedia.org/wiki/Serge_Latouche

Conferência completa sobre o decrescimento: https://vimeo.com/41693922
"O CRESCIMENTO INFINITO É INCOMPATÍVEL COM UM MUNDO FINITO" - por Serge Latouche, filósofo e economista francês, em "Tratado do Decrescimento Sereno" (Editora Martins Fontes):

"Há perguntas demais neste mundo aqui de baixo, nos diz Woody Allen: de onde viemos? Para onde vamos? E o que vamos comer hoje à noite? Se, para dois terços da humanidade, a terceira questão é a mais importante, para nós, do Norte, os empanzinados do hiperconsumo, ela não é uma preocupação. Consumimos carne demais, gordura demais, açúcar demais, sal demais. O que nos assombra é antes o sobrepeso. Corremos o risco de sofrer de diabetes, cirrose do fígado, colesterol e obesidade: esta atinge 60% da população dos EUA, 30% da Europa e 20% das crianças na França. Estaríamos melhor se fizéssemos dieta. Esquecemos as duas outras perguntas que, menos urgentes, são contudo mais importantes.

Para onde vamos? De cara contra o muro. Estamos a bordo de um bólido sem piloto, sem marcha a ré e sem freio, que vai se arrebentar contra os limites do planeta. (...) Mas, com a nossa refeição desta noite garantida, não queremos escutar nada. Ocultamos, em particular, a questão de saber de onde viemos: de uma sociedade de crescimento - ou seja, de uma sociedade fagocitada por uma economia cuja única finalidade é o crescimento pelo crescimento. É significativa a ausência de uma verdadeira crítica da sociedade de crescimento na maioria dos discursos ambientalistas, que só fazem enrolar nas suas colocações sinuosas sobre o desenvolvimento sustentável.

Dizer que um crescimento infinito é incompatível com um mundo finito e que tanto nossas produções como nossos consumos não podem ultrapassar as capacidades de regeneração da biosfera são evidências facilmente compartilháveis. Em compensação, são muito menos bem-aceitas as consequências incontestáveis de que essas mesmas produções e esses mesmos consumos devem ser reduzidos, e que a lógica do crescimento sistemático e irrestrito (cujo núcleo é a compulsão e a adição ao crescimento do capital financeiro) deve portanto ser questionada, bem como nosso modo de vida."

Para saber mais
SERGE LATOUCHE

Conferência completa sobre o decrescimento

Terça-feira, 7 de Maio de 2013

Evolução um novo tipo de arte- exposição de Leonel Moura

Leonel Moura continua o seu trabalho inovador explorando as potencialidades artísticas da inteligência artificial e das máquinas criativas. A exposição “Evolução” apresenta uma série de esculturas realizadas numa impressora 3D. As formas tridimensionais são geradas previamente no computador por um conjunto de algoritmos e depois enviadas para reprodução. Trata-se assim também de um novo tipo de múltiplos que sucedendo à gravura e à serigrafia, utiliza as tecnologias mais avançadas da actualidade.
Diretor Leonel Moura e o bebê RUR
Leonel Moura e o bebé RUR (Foto: Robotarium)
O CPS, Centro Português de Serigrafia, tem apostado na ampliação das possibilidades criativas tendo já realizado várias edições por meios digitais. A exposição “Evolução” de Leonel Moura é mais um passo nessa linha de investigação e produção.
A exposição está patente na Galeria do CPS no CCB, de 17 de Abril a 19 de Maio. 
A exposição tem o apoio da ISICOM, empresa que em Portugal se dedica à comercialização deste tipo de máquinas.




Galeria CPS, Centro Cultural de Belém, Loja 7, Praça do Império, Lisboa, T: 213162175

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